Correio B

CIÊNCIA

Nasa desmente que asteroide irá destruir a Terra em setembro

Profecia teria sido alastrada por um reverendo que garante que 'devemos estar prontos' para a 'ruptura'

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Os rumores de que um asteroide irá colidir com a Terra em setembro ficaram tão fortes que a Nasa teve que desmentir o boato. Segundo inúmeras publicações que se espelharam pela internet, o tal planetoide vai impactar Porto Rico entre os dias 15 e 28 de setembro, levando à destruição as costas dos Estados Unidos e o Golfo do México, assim como as Américas Central e do Sul, o que poderia incluir o Brasil. As informações são do Daily Mirror .

O impacto da enorme pedra rochosa também poderia devastar países europeus como Inglaterra, Espanha e Holanda. A estimativa, de acordo com o rumor, é que 30 milhões de pessoas vão morrer imediatamente, enquanto outros 40 milhões irão perambular em uma desordem civil que deverá varrer o mundo.

A Nasa divulgou uma nota para evitar o alastramento de rumores "infundados". "Não há base científica, nenhuma evidência conhecida, que um asteroide ou qualquer outro objeto celestial vai impactar a Terra nessas datas", disse Paul Chodas, gerente do escritório da Nasa que monitora objetos próximos da Terra para se certificar do potencial perigo das rochas espaciais. 

"Se um objeto desse tamanho e com esse potencial de destruição estivesse chegando no mês que vem, nós já o teríamos visto", explica Chodas. Ele alega que há uma chance de 0,01 % de um asteroide grande bater e esmagar a Terra nos próximos 100 anos, ou seja, essa possibilidade é quase nula. 

Os últimos rumores aparentemente foram espalhados por um pregador conhecido como Reverendo Efrain Rodriguez, segundo o Daily Mirror. Ele tem discutido sua "profecia do asteroide" por cerca de cinco anos, apesar de ele se negar a oferecer uma data para suas previsões apocalípticas.

Depois desses rumores começarem a circular no início deste ano, o reverendo disse que "só Deus" poderia ter certeza quando a pedra rochosa iria eliminar a todos nós. "Apenas o Pai sabe a data da ruptutra", ele escreveu em sua página do Facebook. "Devemos estar prontos para que isso ocorra a qualquer momento".

MODA

Kakô visita as onças de Lúcia Martins

Artista visual foi homenageada ao estampar peças de nova coleção criada pela estilista, que será lançada amanhã, em desfile a ser realizado a partir das 19h30min no buffet Yotedy

22/07/2024 10h00

Kakô e Lúcia com peças da coleção

Kakô e Lúcia com peças da coleção Foto: Acervo Pessoal

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“Onça por todos os cantos” foi o nome escolhido para a nova coleção da estilista sul-mato-grossense Kakô, que homenageia a artista visual de MS Lúcia Martins Coelho Barbosa, conhecida internacionalmente, ao transformar em peças de roupa seus traços e manchas felinas desenhados em pastel seco sobre papel.

As onças de Lúcia Martins saíram das telas para as passarelas, e a coleção será apresentada nesta terça-feira, em desfile a ser realizado a partir das 19h30min no buffet Yotedy.

“Trazer o trabalho da Lúcia para a Kakô vai de encontro com o meu propósito como designer, que é registrar nossa cultura e exaltar a riqueza da natureza de Mato Grosso do Sul nas coleções de moda. A Lúcia é uma artista que retrata traços importantes da natureza, seja através das cores de seus abstratos ou da sua especialidade de desenho e pintura da onça-pintada, assim como dá voz aos povos originários por meio de obras que agregam adereços e temáticas indígenas regionais”, explica a estilista Claudia Ferraz (Kakô).

Kakô e Lúcia com peças da coleção

As peças elaboradas para essa coleção têm como matéria-prima tecidos naturais como o linho, o algodão, o modal e a seda. São calças, camisas, vestidos, saias, blusas, blazers, lenços e muitos outros cortes, proporcionando composições de looks contemporâneos que transitam do trabalho a grandes eventos.

“Kakô coloca meu trabalho em sua coleção de forma sutil, elegante e bonita. Minha expectativa com o desfile é que as pessoas se sintam inseridas culturalmente em uma coleção criativa e verdadeiramente sul-mato-grossense”, define Lúcia Martins.

"Vi com alegria as leis brasileiras evoluírem para proteger esse felino, que é da maior importância para o bioma pantaneiro”, afirma Lúcia.

PRESENÇA TERENA

O processo criativo foi colaborativo entre as artistas e começou pela escolha das obras de Lúcia, que foram depois fotografadas, redesenhadas e impressas nos tecidos, tudo cuidadosamente pensado para não perder as características originais. Segundo a estilista, o design de cada modelo tem como objetivo peças atemporais, elegantes e confortáveis. 

Para Lúcia e Kakô, o encontro da moda com as artes visuais fortalece a cultura de Mato Grosso do Sul, um estado que tem como suas maiores riquezas o Pantanal, o Cerrado e suas reservas ecológicas.

Lúcia fez questão de inserir na coleção a participação do jovem artista indígena Sulivan Barros, da etnia Terena, designer e artesão, que colaborou para o desfile com seus adereços confeccionados com sementes e penas encontrados na Aldeia Limão Verde. 

Kakô e Lúcia com peças da coleção

A partir do trabalho de Sulivan, Kakô elaborou também um vestido bordado com penas e blusas bordadas com contas.

“Agradeço muito o convite, porque os indígenas têm que ser valorizados como protagonistas no mundo da moda”, comenta Sulivan.

ABSURDOS DA CAÇA

Lúcia Martins Coelho Barbosa é famosa por interpretar a onça-pintada de diversas formas e com várias cores e texturas, desde 1991. Suas obras com as representações desse felino icônico estão espalhadas por todo o País e também no exterior, em países como Estados Unidos, França, Suíça, Paraguai e Japão.

“Sou apaixonada pela pelagem da onça e pelo seu olhar profundo e intrigante. Além disso, eu sou daqui de Mato Grosso do Sul, tive minha infância em uma fazenda, vi os absurdos da caça e vi com alegria as leis brasileiras evoluírem para proteger esse felino, que é da maior importância para o bioma pantaneiro”, conclui a artista.

"Trazer o trabalho da Lúcia para a Kakô vai de encontro com o meu propósito como designer, que é registrar nossa cultura e exaltar a riqueza da natureza de Mato Grosso do Sul nas coleções de moda”, disse Cláudia.

SERVIÇO

A coleção “Onça por todos os cantos”, Verão 2025 Atelier Kakô, será apresentada amanhã (23), em desfile realizado às 19h30min no buffet Yotedy. Na ocasião, estarão à venda 14 reproduções da artista Lúcia Martins Coelho Barbosa, com o tema onça-pintada. Após o lançamento, será possível encontrar as peças no showroom da marca, localizado em Campo Grande, na Rua Caioás, nº 116 – Itanhangá Park (atendimento com hora marcada), na loja virtual (atelierkako.com.br) e a partir de agosto em lojas revendedoras.

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Correio B+

Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV Globo

"Sempre almejei desde criança trabalhar no audiovisual, e agora virou realidade estar na TV".

22/07/2024 06h00

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV Globo Foto: Thais Ramos

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Atriz, poeta e rapper, Andréa Bak está estreando nas novelas em “No Rancho Fundo”, na TV Globo. Na trama, ela dá vida a Esperança, a filha do meio de Primo Cícero (Haroldo Guimarães) que é muito bem-humorada e se faz de santa apenas para agradá-lo. Com apenas 23 anos, a carioca também pode ser vista na série musical “Vicky e a Musa”, disponível no catálogo do Globoplay.

"As artes de rua me encantam desde nova. A arte sempre me chamou e eu nunca neguei estar com ela. Não importa se eu trabalho com poesia e sofro preconceito, vou sofrer também dentro de um laboratório de química como técnica formada que sou e ainda sim com diploma podem subjugar minha intelectualidade o assunto", explica Andreia.

Com o curta “Ficção suburbana” e a peça "Marielle Presente" (que ganhou o prêmio Musical Rio por Melhor Musical Original) no currículo, a artista também contribuiu como autora no livro de antologias “Favela em Mim” e participou como uma das autoras do livro "Tabuleiro de Ficções"

Com formação em química e cursando bacharelado em artes cênicas na CAL, Andréa Bak integrou o grupo de Rap Nefetaris Vandal e faz parte do coletivo de poetas Slam das Minas RJ desde 2017 - um movimento artístico de mulheres LGBT’s. Inclusive, em 2018 estreou os clipes “Manicômio Cypher 3” e “Dororidade”, tendo este concorrendo ao melhor videoclipe no Festival Internacional de Cinema em Brasília.

A carioca também trabalha como ativista social. Desde 2016, a moradora do Antigo Quilombo da Praça Onze, no Rio, atua em defesa dos direitos humanos e do preconceito racial. Entre suas atividades estão a participação na luta pelo Passe Livre e na organização de atos e palestras acerca do acesso ao ensino a todos. Ela também propaga a literatura produzida por mulheres negras e apresenta oficinas de poesias falada para colégios públicos.

Capa do Correio B+ desta semana, Andréa Bak falou com exclusividade sobre sua estreia no audivisual, lutas ativistas, sua personagem na atual novela da TV Globo ao lado de grandes nomes e novos sonhos e projetos.

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV GloboA atriz Andréia Bak é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Thais Ramos - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Andrea você está estreando nas novelas em “No Rancho Fundo”, na TV Globo. Como tem sido esse seu momento profissional? Como foi seu primeiro dia no set? Alguma curiosidade nesse momento como novata?
AB -
Tem sido um momento de realização dos sonhos da menina sonhadora que mora aqui dentro. Sempre almejei desde criança trabalhar no audiovisual, e agora o sonho partiu da imaginação para eu vivê-lo na realidade.  O primeiro dia de gravação já foi ao lado dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira.

Era uma cena da família da Esperança com os seus primos Leonel Limoeiro, e ali eu contracenei com Alexandre Nero, Andréa Beltrão e Haroldo Guimarães. Atores que eu cresci vendo na TV. 

A curiosidade de estrear numa novela é o reconhecimento. As vezes esqueço que diariamente os 23 milhões de pessoas em média do mundo todo me assiste e que, portanto, vou ser reconhecida na rua e tenho que me comportar por isso. É porque eu sou muito brincalhona, as pessoas não esperam isso!

CE - “No Rancho Fundo” é um sucesso. Trata-se de uma novela ambientada no Nordeste e que conta com um grande número de atores nordestinos. Como é pra você, uma jovem carioca, fazer parte desse projeto?
AB -
 É muito delicioso porque através da minha personagem posso honrar toda a minha ancestralidade nordestina por parte de mãe. Com certeza tem parentes meus lá em Recife, e que super adora a Esperança e nem imagina que é do meu sangue.

Posso me conectar com eles. Além disso, a gente que é estudante de teatro passa a vida toda querendo viver personagens de outros mundos diferentes do seu. Um outro sotaque, uma diferente personalidade, uma região que não a sua, então é também uma realização da eterna estudante apaixonada pelas artes cênicas.

CE - Esperança, sua personagem, é uma jovem bastante esperta, ativa e bem-humorada. O que tem de Andrea nela e o que a personagem tem ensinado para você?
AB -
 Acho que isso tudo aí! Mas tem uma coisa bem em comum entre mim e Esperança: não se contentar com pouco. Tanto é que tenho algumas outras profissões porque sempre gostei de expandir meu mundo com o máximo de possibilidades, e a Esperança me lembra que esse é meu caminho também, com estradas pluriversais!

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV GloboNa novela "O Rancho Fundo" - TV Globo

CE - Você tem apenas 23 anos e já tem uma trajetória de engajamento como mulher preta e LGBT. Como é ser referência para tantas mulheres e meninas mesmo tão nova?
AB -
 Eu sempre escutei, ao longo da minha trajetória, que sou um sonho materializado dos meus ancestrais. Portanto, não me permito fazer por menos. Se os meus mais velhos lutaram pela minha existência hoje ser brilhante, eu apenas dou continuidade a esse legado de vida! Temos que ser referência pra nós mesmos, afinal os olhinhos das nossas crianças brilham quando veem uma rainha reinando. Então, vamos fazer essas meninas acreditarem que são princesas reinando também!

CE - Aliás, de onde veio o interesse por esse engajamento social? Quando e como tudo isso começou?
AB - 
Tudo começou dentro de casa. Meus pais nunca foram calados diante das situações de vulnerabilidades sociais, então cresci vendo que fazia parte ajudar o próximo e lutar pela vida.

Então, quando passei a estudar num colégio público depois de anos em colégio particular, pude ver a discrepância entre os ensinos públicos e privado. Ali vi que estava errado esse sucateamento do aprender. Comecei no movimento estudantil. Paralelo a isso comecei no rap, no slam, no movimento negro, de mulheres e lgbt. Quando me vi, já era uma liderança política na cidade com menos de 18 anos!

CE - Inclusive, estamos vendo cada vez mais mulheres se posicionando abertamente sobre suas opções sexuais. Como foi pra você se colocar perante à sociedade?
AB -
 Nunca vi limitação no amor. Sempre gostei de pessoas. A partir do momento que concatenei essas ideias de consciência social, eu me encorajei para assumir minhas relações com pessoa de outras identidades de gêneros. Na verdade, o que sempre me importou foi o que a pessoa tem dentro dela.

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV GloboAndréa Bak - Divulgação

CE - Também vemos cada vez mais pessoas pretas ocupando postos importantes na sociedade e na arte. Como você observa esse momento?
AB -
 Para nós, que corre o sangue de África pelo corpo, vivemos arte desde o nascimento. Somos um povo que cantamos e dançamos pra nos expressar: seja nas manifestações da espiritualidade aos movimentos artísticos pretos! Então, crescer no mercado artístico e ser reconhecido nesse lugar, é nada mais nada menos que reparação histórica. Quantos estilos de dança, pintura, música nosso povo preto criou? Estar imerso na arte não é novidade pra gente.

CE - Você chegou a se candidatar a vereadora do Rio na última eleição. Se de fato fosse eleita para um cargo político, quais seriam as metas da sua gestão?
AB -
 Vir candidata a vereadora em 2020 foi uma materialização de que podemos e devemos sim estar em cargos que gestam a vida. E a sociedade entendeu o recado e foi ano de maior de recorde de eleições pretas e lgbts no país inteiro. Foi histórico.

Até tem um documentário premiado mundialmente chamado Corpolitica que gravou esse meu processo. Tive quase 4000 votos no Rio de Janeiro com 20 anos! Eu e minha equipe iríamos fazer com afinco e representatividade o papel de um vereador: fiscalizar o executivo, propor leis municipais e alterações das mesmas.

CE - Andréa, além de atuar, também canta e faz rap, sendo integrante do movimento Slam das Minas, no Rio. De onde veio o interesse por essa arte que ainda tem tão  poucas mulheres? Aliás, já sentiu preconceito por fazer parte desse tipo de movimento?
AB - 
As artes de rua me encantam desde nova. A arte sempre me chamou e eu nunca neguei estar com ela. Não importa se eu trabalho com poesia e sofro preconceito, vou sofrer também dentro de um laboratório de química como técnica formada que sou e ainda sim com diploma podem subjugar minha intelectualidade o assunto.

O que quero dizer é que lidar com machismo dentro da ramo literário, é a mesma sensação que lidar com ele em qualquer lugar da vida. Mas enquanto o machismo grita, eu canto e declaro poemas o combatendo e quem não gostar tem o direito de tampar os ouvidos e virar as costas, porque do palco eu e todas mulheres poderosas, não sairemos.

CE - No seu currículo ainda constam trabalhos literários. Fale um pouco da sua vertente autora e do que te inspira.
AB -
 A minha vivência me inspira. Tenho 23 anos e já estou no meu segundo livro. Ambos são escritas coletivas com autores e poetas que são verdadeiramente minhas referências.

Entrevista exclusiva com a atriz Andréa Bak destaque na novela "Rancho Fundo" na TV GloboDivulgação TV Globo

CE - Hoje, estamos presenciando cada vez mais a importância das redes sociais na vida e na carreira de pessoas públicas. Como é sua relação com essa máquina?
AB -
 Apesar de jovem é um universo que não me agrada. Odeio a ideia de ter que ser atriz e influenciar, poeta e influencer, química e influencer, e por aí vai. Eu gostaria de me dedicar à atuação e ser reconhecida o suficiente para um papel sem que a quantidade de seguidores do meu Instagram fosse o determinante entre eu e outra atriz mais “hypada”. Chega disso. Queremos ser reconhecidos pelo nosso talento, não por like.

CE - Quais seus sonhos profissionais?
AB -
 Minha próxima meta é participar de algum longa metragem e ter um papel protagonista. E de sonho, ah, imagina eu contracenando com a Viola Davis? Já estou pronta para ser sua filha.

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