Ele já nos fez rir, chorar e nos emocionar, inclusive com seus vídeos em seu canal no YouTube, o “Nelson Freitas Oficial”, onde ele passa mensagens positivas e motivadoras para seus seguidores.
Inclusive muitos de seus áudios são usados nos reels do Instagram.
Com certeza você já ouviu muitos como eu.
Nelson Freitas, 59 anos, também está no Spotify.
“Tem sido bem legal. Estamos também com um podcast chamado EMBARALHA no Spotify, ainda engatinhando, mas os papos são ótimos, com convidados para lá de especiais. Vale conferir”, alerta o ator.
Nelson estudou em colégio militar e serviu a marinha, mas a veia artística falou mais alto. Ele deixou tudo para trás e foi fazer teatro.
“Eu entendi que se não deixasse trasbordar a arte que minava da minha alma não seria uma pessoa feliz. Então, abandonei tudo e fui fazer um curso de teatro no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, e lá se vão 35 anos”, relembra.
Ele sempre quis ser cantor, então em suas veias e trajetória muitos musicais, é claro! Nesse caminho, muitas peças de teatro e televisão.
Ele passou por diversas emissoras começando pela extinta TV Manchete.
No emblemático humorístico Zorra Total foram mais de 15 anos, muitos personagens e momentos inesquecíveis para ele e seu público.
Quando atuou em ‘Chiquititas’ um fenômeno, um pouco antes do convite pensava em desistir da carreira.
“Chiquititas apareceu quando eu já estava desistindo da carreira, depois de dez anos, porque nada de significativo tinha acontecido... Aí, como num passe de mágica, fui chamado para protagonizar a novela em Buenos Aires, que viria a ser um sucesso no Brasil. Foi incrível! E marcou toda uma geração”, comemora.
Após uma pausa na TV, Nelson atuou muito no cinema, e já já cinco produções em que ele atua chegarão as telonas do Brasil...
“Nesses últimos anos, já sem contrato com a TV Globo, fiz muito cinema. Foram cinco filmes que estão para serem lançados ainda este ano, acredito! “Eike Tudo ou Nada” está em fase de finalização e deve entrar em cartaz em junho ou agosto, dependendo da janela. ‘Tração’ é um filme de ação, sobre o universo de motocicletas, e eu faço o vilão, ele também está sendo concluído. O outro filme bem legal é a comédia “Saraliaeleia”, que se passa em Maragogi, e está muito divertido, com um elenco delicioso. “Sistema Bruto” e “Nina” completam a saga... (risos). Fiz também uma participação na série “El Presidente”, uma produção da Amazon, filmada no Uruguai, que conta sobre os bastidores da Fifa e do mundo do futebol, com um elenco internacional e acho que vai dar o que falar”, comemora.
Nelson trabalhou com o ícone Chico Anysio, viveu a experiência na Dança dos Famosos no Faustão duas vezes e esse ano passará alguns meses junto da filha e do neto na Austrália.
Esse sensível e talentoso ator conversou com exclusividade com o Correio B+ onde é a nossa Capa especial da semana. Nelson fala de seu início, vontades, projetos e realizações.
Confira a entrevista na íntegra logo abaixo...
CE - Como foi estudar em colégio militar? Você serviu a marinha?
NF - O colégio militar foi uma benção na minha vida. Eu tinha 13 anos de idade, meu pai havia falecido e um tio meu, que era general do Exército, me colocou no Colégio Militar, de Belo Horizonte, onde terminei meus estudos.
Tive toda minha formação numa das melhores instituições de educação do país, mas minha personalidade sempre foi transgressora e inquieta, e a alma de artista sempre falou mais alto.
Depois fui para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, e viajei pelos mares durante mais de três anos até que entendi que se não deixasse transbordar a arte que minava da minha alma não seria uma pessoa feliz.
Então, abandonei tudo e fui fazer um curso de teatro no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, e lá se vão 35 anos.
CE - Você sempre teve em sua cabeça seguir a carreira artística?
NF - Acho que quem é artista, já nasce artista. Você pode dar vazão a esse ativo ou não. Eu não quis desperdiçar a “encadernação”. (risos)
CE - Tudo começou no teatro, em especial o musical? Porque você canta, dança, é um verdadeiro artista...
NF - Sim. Eu queria ser cantor, sempre tive musicalidade, e o musical acabou sendo um vetor na minha vida.
CE - Você gravou Chiquititas na Argentina, como foi essa fase e sucesso?
NF - Chiquititas apareceu quando já estava desistindo da carreira, depois de dez anos, nada de significativo tinha acontecido...
Aí, como num passe de mágica, fui chamado para protagonizar a novela em Buenos Aires, que viria a ser um sucesso no Brasil. Foi incrível! E marcou toda uma geração.
CE - Nelson, foram anos no Zorra Total, um sucesso enorme...
NF - Quando voltei, o Mauricio Sherman me pinçou para o Zorra e lá se foram 15 anos de diversão. Muitos personagens marcantes, Marcia e Leozinho, o Homem do futuro, Lucicreide e Carretel e tantos outros.
Aí, o Zorra se atualizou e fiquei mais 3 anos, até que resolvi fazer um reposicionamento no rumo e fiz um canal no Youtube, o “Nelson Freitas Oficial”, onde eu passo umas mensagens positivas e motivadoras. Tem sido bem legal.
Estamos também com um podcast chamado EMBARALHA no Spotify, ainda engatinhando, mas os papos são ótimos, com convidados para lá de especiais. Vale conferir.
CE - Como foi a sua experiência na Dança dos Famosos e na Super Dança?
NF - Fiz a Dança dos Famosos duas vezes, e também o primeiro Show dos Famosos. Foram meses de dedicação intensa.
Os produtos tinham grande audiência, e todo domingo era um desafio, pânico, terror e alta tensão... (risos).
Mas, foi uma experiência incrível, que contribuiu para um salto quântico, não só na carreira, como na vida pessoal.
CE - Fale um pouco de seus diferentes momentos no SBT, TV Globo e também na extinta TV Manchete...
NF - Já estou com 35 anos de carreira e trabalhei em quase todas as emissoras de TV. Comecei na Manchete e fiz lá duas novelas e uma minissérie.
Na TV Globo, foram muitos anos indo e voltando até que me atraquei com o humor e foi um barato, e no SBT, aquele sucesso estrondoso, que foi as Chiquititas.
Uma vida de muitas histórias e muitos prazeres. Me considero um cara de sorte, por poder trabalhar com o que gosto.
CE - Entre seus novos projetos estão ‘Tração’ e ‘El Presidente’ conta um pouco pra gente deles?
NF - Nesses últimos anos, já sem contrato com a TV Globo, fiz muito cinema. Foram cinco filmes que estão para serem lançados ainda este ano, acredito! “Eike Tudo ou Nada” está em fase de finalização e deve entrar em cartaz em junho ou agosto, dependendo da janela.
‘Tração’ é um filme de ação, sobre o universo de motocicletas, e eu faço o vilão, ele também está sendo concluído.
O outro filme bem legal é a comédia “Saraliaeleia”, que se passa em Maragogi, e está muito divertido, com um elenco delicioso.
“Sistema Bruto” e “Nina” completam a saga... (risos).
Fiz também uma participação na série “El Presidente”, uma produção da Amazon, filmada no Uruguai, que conta sobre os bastidores da Fifa e do mundo do futebol, com um elenco internacional e acho que vai dar o que falar.
CE - O que tem na playlist do Nelson?
NF - Minha Playlist é bem variada. Vai de música clássica a Pink Floyd.
CE - E um desejo se o mesmo pudesse ser realizado agora?
NF - Minha motivação maior agora é um meio ano sabático que vou estar na Austrália, onde mora minha filha Gabriela com meu neto Felipe, que já está com 17 anos, e estamos morrendo de saudade, pois a pandemia atrapalhou nossos planos de estarmos juntos nos últimos anos.
Uma eternidade para os avós (risos).
Vou aprimorar o inglês e estar preparado para esse novo mundo do streaming, com tantas produções acontecendo, e o intercâmbio intenso de atores diretores e produtores, ou seja, o mundo está cada vez menor.
Então, vamos correr riscos, que isso é que dá sabor a vida.
Vamos, agora, em abril, e só volto em outubro. Estamos muito animados.
CE - Sobre trabalhar com Chico Anysio...
NF - Foi maravilhoso. Ele era acima da média, uma das pessoas mais adoráveis e inteligentes do Hemisfério Sul. Por mais banal que fosse o papo, se tornava uma aula para todos. Ficamos muito amigos.
CE - Sobre a Pandemia como foi pra você?
NF - Foi uma loucura no planeta inteiro, né? No primeiro mês, eu fiquei meio atônito, sem saber o que fazer, quietinho dentro de casa, ouvindo o silêncio da rua como todo mundo e vendo pela internet, os animais saindo das matas e aparecendo para dentro dos centros urbanos e meio que se perguntando o que que está acontecendo.
Claro, tive trabalhos que já estavam programados, que precisaram ser cancelados.
A solução foi partir para o digital e tentar manter a cabeça e a moral em pé.
Fiz Live semanalmente no meu Instagram, onde convidava os seguidores para dividir, não só a tela comigo, mas histórias, músicas e poesia.
Foi muito gratificante! Nesse período, fomos colocados à prova, se seriamos capazes de suportar, não só o estrago mundial, como também o confinamento, mas sobretudo a convivência com quem se estava confinado, e consigo mesmo e esse talvez, tenha sido o ‘pulo do gato’...
Conseguir ter um olhar mais consciente e profundo sobre nós mesmos. Foi o caminho que eu escolhi.
CE - Sobre o filme sobre o Eike...
NF - Foi um convite inusitado, afinal apesar de eu estar reposicionando minha imagem, as pessoas ainda me veem como um comediante.
A Ciça Castelo, que era a diretora de elenco do filme, sugeriu meu nome e os diretores, Dida Andrade e Andradina Azevedo, me procuraram.
Depois de algumas conversas, eles bateram o martelo, eles são incríveis e vanguardistas e as imagens estão sensacionais, vai ser um filme e tanto.
Mas o desafio foi grande, pois se trata de uma pessoa contemporânea e a busca foi por uma criação sobre uma personagem e não uma caricatura.
O Eike é uma personalidade riquíssima, sobretudo, pelas escolhas corajosas que ele fez em toda sua trajetória.
A intenção é retratar aquele momento político econômico do Brasil com a descoberta do pré-sal. Todo mundo vai querer saber como um homem tão rico e poderoso veio a ter um fim tão surpreendente e triste.



Dra. Bruna Gameiro

