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Diálogo

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Renato Cristiano Lima Barreto - escritor brasileiro

"A roda gigante e a gangorra são dois objetos que definem bem a vida. Se você não tem firmeza, serenidade e humildade na parte de baixo, dificilmente saberá lidar com as alturas!”

FELPUDA

Nesta campanha eleitoral, o deputado Coronel David (PL) tem usado as redes sociais para apontar contradições e problemas que identifica no governo Lula. Bolsonarista convicto, ele procura ir além do discurso político, respaldando suas críticas com notícias publicadas por jornais e sites de diferentes linhas editoriais. Candidato à reeleição, David parece ter escolhido seu campo de batalha e não economiza munição. Como um cavaleiro de antigas cruzadas, ele veste a armadura eleitoral, empunha a clava e parte para o confronto. Ao PT , sobra o desafio de responder com fatos e sem retóricas.

Na mira

Vereadores de Campo Grande aprovaram projeto que endurece a punição para quem compra, armazena, transporta ou comercializa materiais metálicos sem comprovação de origem. A multa chega a R$ 30 mil quando o material tiver sido furtado de bens públicos.

Mais

A medida mira especialmente o comércio irregular de fios e cabos, responsável por prejuízos e interrupções de serviços essenciais. A proposta também impede que ferros-velhos funcionem 24 horas, justamente para dificultar a venda de cobre furtado durante a madrugada.

Lucimar Lescano e MarceloLucimar Lescano e Marcelo Lescano - Foto: Arquivo Pessoal

 

Gabriel Rosa, Karol Suguikawa e Nichola OherGabriel Rosa, Karol Suguikawa e Nichola Oher - Foto: André Ligeiro

Placar

Enquanto o eleitor ainda está começando a olhar para a campanha, os partidos já trabalham com seus próprios placares internos. Pesquisas e avaliações são usadas para acompanhar o cenário eleitoral, mas não garantem o resultado das urnas. Como política também vive de expectativa, há quem faça conta antes mesmo de a urna abrir. O problema é que, na eleição, o único placar oficialmente válido aparece só depois da votação.

Sem assunto

Os debates eleitorais tem chamado atenção menos pelo que os candidatos dizem e mais por quem não aparece. No primeiro confronto pelo Governo, sete dos oito concorrentes participaram, enquanto a cadeira do governador Riedel ficou vazia. E as propostas pouco aprofundadas acabaram dividindo espaço com críticas e cobranças. Porque, quando faltam novidades nas propostas, pelo menos a cadeira vazia rende discurso.

No armário

O TCE-MS não acolheu denúncia contra o concurso público da Câmara Municipal de Ponta Porã. A reclamação questionava a exigência de formação em Direito para o cargo de Analista de Licitação e Contratos. Segundo o tribunal, o requisito já está previsto em lei municipal e apenas foi reproduzido no edital. Conclusão: não foram apresentados indícios mínimos de irregularidade ou incompatibilidade entre a formação exigida e as atribuições do cargo. Com isso, o processo foi extinto e arquivado.

ANIVERSARIANTES 

Elisa Hojaij Carvalho Figueiredo Dobashi,
Heitor Cavalcanti Fagundes,
Marise Helena Noronha Anzoategui,
Dr. Geraldo de Almeida Santiago,
Marlene Gomes Vilela,
Jacy Rodrigues Vieira,
Alex Nantes Garcia,
Antonina Medina,
Dr. Eurildo Vieira Benjamim,
Eronides de Oliveira França,
Nilton Rocha Barros,
Carmerino Moreira dos Santos,
Maria Eduarda Nobrega Mendes,
Dr. Carlos José Alves da Silva,
Alício de Souza Moraes,
Hélio Marques Bento,
Carolina Azambuja Cavalcante,
Bruna Dequech Torres,
Arlindo Sussumu Tamashiro,
Delma Barbieri,
Cristiane Barbosa Dodero Bumlai,
Custódio Godoeng Costa,
Fernanda Rottili Dias,
Bianca Carvalho Esquivel,
Maria Erizete Placido da Costa,
Marcelo Batista Maeda,
Marina de Almeida Romanini,
Valeria Ribeiro Aleixo Poli,
Luiz de La Puente,
Alessandra Lyrio Barbosa Giroto,
Jamila Kabril Yussef,
Omar Hamie,
Diego Brown Silva Chaves,
Edson da Rocha Franco,
Paulo Sergio Rodrigues da Silva,
Ricardo Góes,
Márcio Antônio Rubio,
Lyuzo Takaya,
Elizabeth de Paula Almeida,
Roberto Shinichi Masuko,
Divina Barbosa e Silva,
Antônio Carlos Magalhães,
Fátima Aparecida Socorro dos Santos,
Elenice Rocha Ferreira,
Júlio César Victoriano,
Camila Sayuri Inoue,
Dr. Sérgio Ricardo de Souza Cunha,
Rosária Vieira de Morais,
Suely Elizabeth Cerveira,
Tereza Raquel Santos Alves,
Renato Moreira dos Santos,
Ana Cristina de Andrade,
Ivan José Borges Júnior,
Joel Severino Pereira,
Eimar Souza Schroder Rosa,
Anésia Lescano da Silva,
Cândida Muniz de Almeida,
Ana Maria Lacerda,
Jurandir Pereira de Oliveira,
Wilson Alves Fontoura,
Derzi Matias Rodrigues,
Elpídio Ferraz Vasconcelos,
Antolin Vargas Ribeiro,
Valeri Jason Furtado,
Antônio Roberto da Costa Júnior,
Luciene de Souza Brito,
Mirian Sirley da Veiga,
Dr. Fábio Ferreira Abdo,
Gisele Galvão de Souza,
Sidney Antunes Ávila,
Alda Aparecida Santos,
Meire Pavão de Souza,
Carla Cristina Freitas,
Alcindo Bispo da Rocha,
Rogério Brambilla Machado de Souza,
Elvídio Martim de Siqueira,
Sandra Soares Dias,
Joilson Campos Vera,
Dinalva Magalhães Benites,
José Antonio Teixeira da Cunha,
Rafael Pedra Toledo,
Diego Guedes Garcez,
Arlindo José de Souza,
Elvis Elias de Carvalho,
Marcela Andrioli Caserta Machado,
Oswaldo de Souza,
Andréia Carla Lodi e Faria,
Rosângela de Almeida Xavier,
Milton Falluh Rodrigues,
Ricardo Marcelo Ferrarezi,
Andre Hayakawa de Marcos,
Liciane Arpini Zeni,
Hermes de Carvalho Hespanhol,
Marilza Miyuki Sasaki,
Renata Raule Machado,
Fernanda de Lima Nunes,
Maria Amélia Lopes,
Claudemir Liuti Junior,
Julio Cezar Brandini,
Luiz Mamoru Maruyama,
Keile Kohatsu Martins,
Maria José Pascoal da Cruz Bandeira,
Lourdes de Fátima Martinez Cordeiro,
Yara Cristina Albuquerque Ferreira,
Salete Nunes Rodrigues,
Fátima Simone Ferreira Bruno,
Milena Bueno Cavalheiro Badan.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

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Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

COMEMORAÇÃO 100 ANOS

Ex-alunas revivem memórias no centenário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Celebração em Campo Grande reuniu antigas estudantes, professoras e integrantes da comunidade salesiana em uma tarde marcada por lembranças e reencontros

14/09/2026 08h30

Ex-alunas integrantes da União Maria Auxiliadora; à frente na imagem, a delegada da organização, irmã Othilia

Ex-alunas integrantes da União Maria Auxiliadora; à frente na imagem, a delegada da organização, irmã Othilia Mariana Piell/Correio do Estado

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Há lugares que deixam de ser apenas espaços físicos e passam a fazer parte da memória de quem passou por eles. No Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, essa relação atravessa gerações.

Este ano, quando a instituição completa 100 anos, antigas alunas voltaram à escola para rever colegas, professores e religiosas e compartilhar histórias que, décadas depois, continuam ligadas aos corredores, às salas de aula e às pessoas que fizeram parte de suas trajetórias.

A comemoração do centenário e do Dia das Ex-Alunas foi realizada no sábado, na própria escola, localizada na Rua Pedro Celestino. A programação reuniu integrantes de diferentes gerações da comunidade salesiana e teve como um dos principais elementos o reencontro entre mulheres que estudaram juntas há décadas.

Entre elas estava Anete Barbosa Martins, que viveu diferentes momentos da história do Auxiliadora: primeiro como aluna e, anos depois, como professora. Ela chegou à escola ainda criança, depois de insistir com o pai para estudar no chamado “colégio das irmãs”.

“Eu quero estudar no colégio de Maria”, lembra Anete sobre o que dizia ao pai. Na época, segundo ela, a escola ficava relativamente distante de sua casa, embora hoje a região seja considerada bastante próxima. Ela havia começado os estudos em outro colégio, mas o desejo de estudar no Auxiliadora permaneceu.

A mudança aconteceu quando estava no terceiro ano. Anete estudou na instituição até concluir sua formação e, posteriormente, voltou como professora. Entre 1980 e 1993, lecionou Português. A relação com a escola, portanto, não terminou com a saída da estudante, mas transformou-se em uma nova experiência profissional.

Mas foi principalmente a amizade construída durante os anos de estudo que permaneceu ao longo do tempo. Anete conta que sua turma de ginásio e magistério continua mantendo contato mais de cinco décadas depois.

O grupo enfrentou mudanças, casamentos, profissões diferentes, perdas e distâncias geográficas, mas continuou se encontrando. Algumas colegas seguiram carreira na Medicina, Odontologia, Geografia e Letras.

Outras permaneceram ligadas à educação. Uma delas se mudou para a Suécia e, em 2024, recebeu seis das antigas colegas para uma viagem pela Europa.

O encontro foi também uma maneira de recuperar os anos que haviam passado sem que todas se vissem. “Uma alegria quando a gente se encontra. Damos risada, contamos histórias”, relata Anete.

A viagem passou por Dinamarca, Noruega e Suécia. Na última etapa, o grupo reencontrou a colega que vivia no país europeu. Para Anete, a experiência mostrou que a distância não havia sido suficiente para romper o vínculo criado na juventude.

“Crescemos aqui juntas, nesse pátio”, resume.

DE ALUNA A PROFESSORA

As trajetórias profissionais das antigas colegas seguiram caminhos distintos, mas a amizade permaneceu como um ponto em comum. Anete conta que algumas chegaram a trabalhar na própria escola, enquanto outras construíram carreiras em diferentes áreas.

Ela teve uma trajetória marcada pela educação, embora não tenha imaginado inicialmente que esse seria o caminho. O magistério foi escolhido em uma época em que o casamento parecia ser o destino esperado para muitas mulheres.

A vida, porém, tomou outros rumos. Depois de se casar e ter filhos, Anete acabou retornando à sala de aula.

Quando começou a trabalhar como professora, encontrou uma escola diferente daquela em que havia estudado, mas reconheceu nela uma característica que considerava fundamental: a proximidade entre educadores e estudantes.

“Você não é professor só aqui. Entendeu? Você é amigo. Você aconselha”, afirma.

A experiência como mãe também ajudava na relação com as alunas e vice-versa. Segundo Anete, ela conseguia estabelecer uma troca entre o que vivenciava com a filha e as situações que as estudantes levavam para a escola.

“Eu ouvia as meninas e trazia como experiência. E ia de lá para cá, e a gente trocava”, relata.

Para ela, esse sentimento de pertencimento ajuda a explicar a força dos vínculos que permanecem entre as ex-alunas. O colégio, em sua lembrança, não era apenas um local para estudar, mas um ambiente de convivência e formação.

“É família”, resume.

DIFERENTES GERAÇÕES

Durante a celebração, a diretora do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, irmã Márcia, destacou justamente essa dimensão de continuidade. Na acolhida às ex-alunas, ela afirmou que a instituição chega aos 100 anos carregando as marcas deixadas por diferentes gerações.

“Muitas gerações que passaram por aqui, que fizeram história, deixaram suas marcas e certamente levaram muitas marcas para suas vidas, para os seus trabalhos, para as suas famílias”, disse.

A diretora também ressaltou o caráter salesiano da instituição e a participação das ex-alunas na construção dessa história. Para ela, o vínculo com a escola não termina quando o estudante deixa os bancos escolares.

“O carisma salesiano, ele não é só das irmãs, dos padres. Ele é de vocês também”, afirmou.

A tarde foi organizada como uma confraternização, mas também como uma oportunidade de recuperar a memória da instituição. Antigas estudantes que não se encontravam havia décadas voltaram ao espaço onde viveram parte da infância e da juventude.

O reencontro também foi marcado pela presença da União Maria Auxiliadora, grupo de ex-alunas que mantém atividades ligadas ao colégio e ações sociais em Campo Grande.

IRMANDADE

Durante a programação, a história da associação das ex-alunas também foi apresentada ao público pela delegada da organização, a irmã Othilia. A união teve origem no dia 19 de março de 1908, na casa das Filhas de Maria Auxiliadora, em Turim, na Itália, a partir da iniciativa de Dom Felipe Rinaldi e da irmã Catarina Riggi.

O movimento surgiu a partir da convivência das antigas estudantes e oratorianas e, desde os primeiros anos, passou a desenvolver ações de solidariedade. A associação cresceu e se espalhou por diferentes lugares, mantendo como princípios a formação e a solidariedade social.

Em Campo Grande, a história da organização passou por diferentes momentos. Segundo o relato apresentado durante a comemoração, a associação local teve períodos de maior e menor atividade, sendo fortemente marcada pela atuação de religiosas que acompanhavam as ex-alunas.

Uma dessas figuras foi a irmã Bartira Constança Gardês, lembrada pela irmã Othilia como uma presença importante para a manutenção do grupo durante anos. Sua morte, em 1994, representou uma ruptura para muitas das integrantes, principalmente pela relação de proximidade que havia construído com elas.

“Era aquela que era amiga, irmã, aquela que tinha tempo de escutá-las, acompanhar os seus problemas, a sua vida particular”, pontuou a irmã.

Depois de um período de dispersão, o grupo foi reorganizado. No dia 24 de março de 2001, após uma missa na capela do colégio, antigas integrantes da federação e novas participantes se reuniram para retomar a associação.

A atuação ganhou novamente um caráter social. As ex-alunas passaram a organizar ações voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade, além de atividades em abrigos e creches.

CARISMA SALESIANO

Entre os relatos mais marcantes da tarde esteve o da irmã Maria Nilda Cavalcanti Rangel, ex-diretora e ex-aluna da instituição. Sua história com o Auxiliadora começou ainda na infância.

Ela entrou na escola entre os 7 anos e 8 anos de idade e permaneceu como interna durante boa parte de sua formação escolar.

Foi também dentro da escola que sentiu o chamado para se tornar serva do Senhor. No entanto, ao contar seu desejo à mãe no dia de sua formatura no oitavo ano, a viu ficar furiosa. Na tentativa de que a fizesse desistir da ideia, a mãe a mandou estudar fora, longe de qualquer contato com as freiras.

Ela foi, mas depois de concluir parte dos estudos fora de Campo Grande, Nilda decidiu retornar ao Auxiliadora com o objetivo de seguir a vida religiosa, convicta. O pai apoiou a decisão, mesmo diante da resistência inicial da mãe.

De volta à cidade, completou sua formação e posteriormente assumiu funções na educação. Para ela, a escola foi fundamental para a construção de sua trajetória.

“Eu sou fruto do carisma Salesiano. Eu sou fruto daquelas irmãs que trabalharam aqui no Auxiliadora com muito sacrifício”, afirmou.

A ex-aluna também relacionou sua formação às transformações políticas e administrativas de Mato Grosso do Sul. Ela participou de diferentes momentos ligados à criação do novo Estado e posteriormente permaneceu por 18 anos em atividades relacionadas à administração pública.

Ao recordar sua trajetória, destacou o papel de outras antigas estudantes que também ocuparam posições de destaque em diferentes áreas.

“Nós temos muitas ex-alunas expoentes nesses estados. Então, a gente deve louvar e agradecer a Deus por isso”, defendeu.

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