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Diálogo

Nos bastidores políticos, fala-se que duas cabecinhas coroadas continuam... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (5)

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Paulo Leminski - escritor brasileiro

Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança:  estar sempre alegre, nunca ficar inativo  e chorar com força por tudo o que se quer".

Felpuda

Nos bastidores políticos, fala-se que duas cabecinhas coroadas continuam indiferentes uma com a outra e só abrem sorrisos por força protocolar. Há quem aposte que essa "frieza" deverá continuar durante a campanha eleitoral,  quando ambos estarão do mesmo lado partidário.  A treta seria porque um deles andou agindo de maneira  que desagradou ao outro, ou seja, estragou surpresa  que estava sendo preparada. A usurpação causou mágoas  e, desde então, não se deve chamar os dois  para se sentar à mesma mesa. Ah, o poder!

Exageros

Na avaliação de certos políticos, tem bolsonaristas raiz que mais prejudicaram do que auxiliaram o fortalecimento do PL em MS, justamente porque  "confundiram as bolas". 

Mais

Entre alguns dos casos está ataque a negros e indígenas nas redes sociais e vídeo com figura atirando em "comunistas", só para citar alguns. Esses fatos e muitos outros foram "colados" em Bolsonaro. Pode?

O número de brasileiros que visitaram os estados unidos cresceu  nos primeiros três meses deste ano, apesar do dólar cotado nas alturas. segundo levantamento do escritório Viva américa, cerca de 478 mil brasileiros viajaram para os eua no período, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. os parques da disney lideram a lista dos lugares mais visitados. assim, o Brasil se consolidou como o quarto país que mais envia turistas aos eua, atrás apenas de México, Canadá  e reino unido. especialistas apontam que a Copa do Mundo de 2026 deve manter o fluxo em alta, mesmo com os desafios econômicos.

Cristiane Palacios, aniversariando nesta terça-feirA

 

Gabriela Versiani

Ataque

Aos gritos de "canalhas" e usando palavras de baixo calão, o deputado federal Marcos Pollon criticou  o que considerou a entrega  do seu partido, o PL, para  "a porcaria do PSDB". Seu desabafo foi durante a manifestação  pró-Bolsonaro, no domingo,  em Campo Grande. Ele chegou  a dizer que não se importava  se estava "enterrando" sua carreira política com tal posicionamento  e classificou o acordo como "um teatro absurdo". Afe!

Rebelde

O deputado Marcos Pollon, que foi eleito colado ao nome de Bolsonaro, vem mantendo posições contrárias às decisões  do ex-presidente, como foi  na disputa a prefeito da Capital, quando se lançou candidato enquanto o PL fechava aliança  com Azambuja para apoiar  Beto Pereira. Sua pré-candidatura não durou 24 horas. Além disso,  foi destituído da presidência estadual do partido.

Foi mal

O "grito de guerra" dos mais  de 400 formandos da Polícia Militar ecoou até a mesa do governador Eduardo Riedel, que publicou nota esclarecendo e pedindo apuração do caso. A Defensoria Pública repudiou a "cantiga", enquanto  o sindicato dos policiais militares negou que seria, digamos, uma política de trabalho a ser adotada. Frases como "espancar até matar", "arrancar a cabeça",  "bater até morrer"  e "faca de PM que cancela CPF" foram alguns dos conteúdos.  O vídeo viralizou, dividindo opiniões dos internautas. Durma-se com um barulho desse.

ANIVERSARIANTES

Cristiane Palacios  
Solange Regis Wanderley  
Lídio Nogueira Lopes  
Luciana Rodrigues  
Guilherme Ferreira de Brito  
Joana Carvalho  
Conceição Nogueira Silva  
Robson Jara Ottano  
Marcelo Câmara Rasslan  
Daniela Vieira Perez  
Elbio Afonso Meneghel  
Fátima Regina Silva Correa  
Irene Corrêa Nogueira Marques Machado  
Jorge Massamori Miura  
Marco Antônio Casadei  
Pedro Isao Costa Muta  
Magnólia d'Mó Domelles Bordignon Tokikawa  
Cleunir Tadeu Florêncio  
Juvenal Valentim  
Leonardo Planez Diniz  
Gilberto Emanoel da Silva  
Diva Maria Atallah  
Wellighton Fernandes Varela  
Gervasio Tadashi Karimata  
Marlene Vicente da Silva  
Wesley Neres da Silva Campos  
William Rodrigo Rechimbach Paim  
Lucia Cristina Morel Fai  
Eliane Teixeira de Almeida  
Matheus Martelli  
Zany Pereira de Castilho  
Eduardo Crivellente Neto  
José Carlos Manhabusco  
Álvaro Coelho de Paula  
Fauze Antônio Moaccar Orro  
Aparecida Borgo  
Leila Mansur Saad  
Ésio Vicente de Matos  
Gilson Alves de Souza  
Jéssica Monteiro Ferzeli  
Zenilda dos Santos Alcântara  
Loacir da Silva  
Tomaz Soares Aragão  
Dr. Leandro Pedro de Melo  
Mirna Sandra Di Giacomo Adri  
Eluanyr de Lara e Souza  
Gleda Brandão Coelho Martins de Araujo  
Sandra de Abreu Marques  
Adélia Paredes Pacheco  
Tânia Maria Albuquerque  
Arituza Corrêa Alvarenga  
Wolmer Tardin Filho  
Iracema Amâncio Bezerra  
Edimilson Malangoli  
Luciene Estevão de Andrade  
José Franzini  
Sonia Maria de Andrade  
Ítalo Borges  
Aparício Rodrigues de Almeida Junior  
Renato de Souza Coelho  
Dra. Livia Maria de Souza  
Ruth dos Santos Pires  
Dr. Roberto Tambelini  
César Antonio Guazzelli  
Telmo Verão Farias  
Dr. Alberto Kenzi Arakaki  
Cândido Ottoni  
Jeferson dos Santos Souza  
Celeido Carlos Vargas  
Celsomilio dos Reis Fraga  
Sílvio Colombelli  
Dr. Onofre Cândido Rosa  
Maria Rita Ferreira de Almeida  
Maria Helena Charbel  
Vicente Custódio da Silva  
Idaici Simão Kehdy Nascimento  
Maria Cleide Espíndola da Cunha  
Lorena Assis  
Maria José Carvalho  
Paula Rodrigues Lima  
Rosa Maria Vieira  
Meire Oliveira Bandeira  
Eliane Cristina Junqueira Nelli  
Anderson Barbosa Passos  
Débora Maciel  
Osvaldo Consalter  
Marcelo Crepaldi Dias Barreira  
Soraya de Oliveira da Costa  
Dra. Emmanuella Nunes da Costa  
José Benedito Martins  
Eda Maria Furlani Piedade  
Sandra Câmara Martins e Souza  
Magno Pereira Ozório  
Antonio dos Santos de Almeida Filho  
Vanessa Fuchs Loureiro  
Fábio Santos Ascenço  
Marcio Kalat Mayer  
Domingos Franzim Junior  
Eneida de Araujo Schneider  
Teresinha Roseli Borelli Del Guerra  
Marcos Andre Egami  
Karen Miriam Ide  
Eder Marcelo Mochiuti  
Luiz Felipe Viegas Josgrilbert  
Viviane Sayuri Ogura Arashiro  
Ana Carolina Fregonese Barros  
Kelly Krys Pita

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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