Correio B

DIÁLOGO

O ano já abriu a porteira e está deixando muitos políticos apavorados... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (5)

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Luis Fernando Verissimo - escritor brasileiro

"Ninguém é o que parece ou o que aparece. O essencial não há quem enxergue. Todo mundo é só a ponta do seu iceberg”

Felpuda

O ano já abriu a porteira e está deixando muitos políticos apavorados. correndo desnorteados, sem saber o que fazer. É que muitos deles estão com a agenda de trabalho com as páginas em branco, sem ter anotado nada nos três anos em que exercem cargo público. Para a população, não interessa postagens com narrativas que têm tanta credibilidade como “cegonha que traz bebê no bico”. E o novo ano não dará espaço e tempo para os folgados: serão apenas oito meses – de fevereiro até setembro – que os “enganadores” terão na tentativa de salvar o pescoço. Difícil! Muito difícil...

Cartilha

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está disponibilizando uma cartilha para ajudar estabelecimentos do setor a fazer a gestão correta do óleo de cozinha – desde a escolha do produto até o descarte sustentável.

Mais

O objetivo é apoiar os empreendedores na adoção de práticas que preservem a qualidade dos alimentos e que contribuam para um futuro mais consciente. O material para download gratuito está no site do Conexão Abrasel: conexao.abrasel.com.br.

Olga CruzOlga Cruz
Rita CarreiraRita Carreira

Sem consulta

Dizem por aí que tudo indica que o relacionamento da Prefeitura de Campo Grande com a Câmara Municipal “azedou” de vez. Tudo por conta do aumento do IPTU e da redução do desconto para pagamento à vista. O presidente do Legislativo, vereador Pappy, divulgou nota oficial para informar que “não participou da discussão, deliberação ou aprovação dos novos critérios”. E afirmou que nenhuma proposta passou pela Câmara.

Amadorismo

Nos meios políticos, a questão causou surpresa pelo chamado “amadorismo político” em uma questão tão séria que afeta diretamente a vida dos cidadãos. O presidente da Câmara Municipal também assumiu compromisso de criar imediatamente uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar com profundidade os critérios utilizados para esse aumento. Disse ainda que solicará explicações à Prefeitura Municipal.

Mudança

Proposta que substitui a perda automática do porte de arma da pessoa flagrada sob efeito de álcool ou de drogas por sanções graduais, que variam conforme a conduta e a existência de crime, foi aprovada pela CCJ da Câmara Federal. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento determina que a autorização de porte de arma de fogo perderá automaticamente a eficácia caso o portador seja detido ou abordado numa dessas situações. Com a mudança aprovada, a autorização para porte passa a ser suspensa. O relator foi o deputado Marcos Pollon, do PL de MS.

Aniversariantes

  • Dr. Caio Ribeiro Rondon,
  • Loreta Lygia de Souza Zardo,
  • Dra. Tatiane Novais Dantas,
  • Marina Viana Bandeira Barbosa,
  • Silvana Maciel Zierbes Hernandes,
  • Acylino Pery Baptista Júnior,
  • Emílio Gamarra,
  • Karina Paula Sartori,
  • Roberto Pecci,
  • Adir Pires Maia,
  • Claudecir Bravo Millian,
  • Orlando Albertino Sigiura Ferreira,
  • Ronaldo Pinheiro,
  • Renato Cezar de Oliveira,
  • Aniceto da Silva Afonso Rocha,
  • Edna Rodrigues Pessoa Antonelli,
  • Almir Silva de Ávila,
  • Rosemary Vasconcellos Gomes de Almeida,
  • Acacio Fagundes Gonçalves de Brito,
  • Denilson Lima de Souza,
  • Marcos Carvalho Pereira,
  • Mara Ceolin,
  • Márcio Andrighetto Meneghel,
  • Sara Serpa Maciel,
  • Dra. Ana Carolina Vianna Alvarenga,
  • Nair Pires Maia,
  • Maria Luiza Migueis Curvo,
  • Cristina Kazue Ishikawa Nakase,
  • Márcia Regina Victoriano,
  • César Palumbo Fernandes,
  • Divino Batista Tosta,
  • Antônia Servilha Balan,
  • Cláudia Cuellar,
  • Wenceslau Aldevino Nantes,
  • Dr. Augusto Roberto Martins,
  • Arlene Garcia da Silva,
  • Marcos Martins de Souza,
  • André Luiz da Motta Silva,
  • Joel Pinto Mendes,
  • Dário Alvez de Souza Junior,
  • Geanete Maria da Silva,
  • Juvenal Fernandes de Medeiros,
  • Maria Edna Benedito Crepaldi,
  • Adélcio Menegatti,
  • Walter de Castro Neto,
  • Daniele Daiane Pacolla,
  • Jorge Kiyotaka Shimada,
  • Jeferson Nelcides de Almeida,
  • Moacir Arakaki,
  • Larissa Lemes Batista,
  • Ubaldo Ribeiro Lopes,
  • Renata Pereira Nocera,
  • Leandro Roberto do Nascimento,
  • Angelina dos Santos,
  • Vilmar Benites,
  • Cláudia Teodoro de Souza,
  • Eder Vargas Pereira,
  • Roberto Teixeira dos Santos,
  • Waldemar do Carmo Pompeu,
  • Pablo Martins Pitthan,
  • Dalila Vieira Gonçalves,
  • Eliane Maria de Barros Oliveira,
  • Joelma Silva Flor,
  • Amanda Dominato Miglioli,
  • Pamela Cristina Lino Pereira,
  • Adriana Cristina do Carmo Vacari,
  • César Eduardo Bruneti Bisquer,
  • Luciana Perondi de Antoni,
  • Arnaldo Asato,
  • Fernanda Marçal,
  • Laura Viviane Gomes de Oliveira,
  • Sávia Christina Beraldo Costa Luciano,
  • Jessé de Oliveira Marques,
  • Aparecida Menegheti Correia,
  • Valdete Nunes Coelho,
  • Ana Carolina Medici Lemos,
  • Elizabete da Costa Sousa Camargo,
  • Graziela Lacerda Albaneze,
  • José Orlando Vigilato,
  • Suzana de Fatima Garcez,
  • Márcia Araújo de Carvalho,
  • Elisiane Nogueira Brito Nunes da Cunha,
  • Ronaldo Flores,
  • Gustavo de Oliveira Bueno Vieira,
  • Sônia Maria Carvalho Chagas,
  • Andréa Flores Cavalcanti de Oliveira,
  • Dácio Antonio Gonçalves Cunha,
  • Odilon Alves Ribeiro,
  • Vania Maria Fleury Curado,
  • Gislaine Esther Lubas Moreira Moura,
  • Edna Silva Azambuja Claro,
  • Marelice Volpato Simões,
  • Zuila Fernandes Peixoto,
  • Machado Mendes Vieira,
  • Mário Sérgio Andrade Ferreira,
  • Lilian Almeida Mendes,
  • Claudia Maria Marques,
  • Maria Lúcia Ribeiro Pereira,
  • Paolla Camargo Coelho,
  • Letícia Costa de Oliveira,
  • Olívia Barros dos Santos,
  • Walter Costa Gonçalves,
  • Gonçalo Barbosa Garcia,
  • Luiz Henrique Flôres,
  • Lídia dos Santos,
  • Renato Coelho Mendes.

* Colaborou Tatyane Gameiro

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

Outubro Rosa

Saiba os tratamentos e os cuidados médicos após diagnóstico de câncer de mama

Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima até 78,6 mil novos casos até 2028; pesquisas apontam paralelamente redução no número de mamografias entre pacientes próximas da melhor idade

13/10/2026 08h45

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo Foto: Banco de Imagens

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Como de costume, o período entre o dia 1° até o 31 deste mês é colorido de rosa, parte da campanha de conscientização e alerta voltada principalmente às mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. 

Apesar dos esforços, o País vê uma tendência crescente nos registros de casos dessa doença, diante ainda de um cenário paralelo de cada vez mais mulheres próximas da melhor idade deixando de fazer exames de mamografias e preventivos, sendo que ainda há toda uma vida e uma rotina de cuidados oncológicos após o diagnóstico. 

Análises estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, até 2028, o Brasil deve atingir a marca de 78.610 novos casos dessa doença em todo o País, tornando o câncer de mama o tipo mais incidente entre brasileiras, depois de tumores de pele não melanoma. 

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpoDra. Fernanda Ronchi, chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie - Foto: Divulgação/FEMPAR

Como bem relata a chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem), dra. Fernanda Ronchi, que também é professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), a doença e seus subtipos estão cada vez mais “mapeadas”, com os diagnósticos tornando-se cada vez mais precisos.

Ela ressalta a oportunidade do Outubro Rosa, de falar sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo. “Estejam atentas a alterações e procurem atendimento quando houver qualquer sinal de alerta. É importante mostrar que, quando o câncer é diagnosticado, temos hoje muito mais ferramentas para enfrentá-lo”, afirma.

Em comparativo da estimativa até 2028, há dois anos, o País encerrou 2024 com 20.849 mortes registradas pela doença, conforme dados compilados pelo Inca. Nesse mesmo período houve 4,4 milhões de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com cerca de quatro milhões de exames voltados para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas da doença.

Porém, quando o assunto é sobre preventivos há dois movimentos opostos em paralelo a esse cenário.

Levantamento feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (Fidi) segundo raios-x sobre as mamografias no País: enquanto o número desses exames apresentou uma crescente de quase trinta por cento (28,1%) entre as mulheres de 40 a 49 anos, na faixa etária já mais próxima da melhor idade, entre 50 anos e 69 anos, houve uma queda de mais de 20% no total de mamografias realizadas.

Houve ainda uma queda de aproximadamente 11% no que diz respeito à busca pela realização desse procedimento nesse mesmo período. 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Importante frisar que a mamografia se mantém como pilar indispensável à saúde da mulher, mesmo com avanços na área, pois possibilita a identificação de alterações ainda em fases iniciais, antes mesmo até que os primeiros sintomas apareçam, como frisa a médica radiologista especialista em mama da Fundação, dra. Vivian Milani. 

“É importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É o que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz.

Deste o começo deste ano é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso à mamografia para mulheres na faixa etária entre 40 anos e 49 anos, ainda que essas não apresentem sintomas iniciais, desde que seja uma decisão tomada em compartilhamento com o médico, já que para o chamado rastreamento mamográfico populacional a orientação é que o exame seja feito a cada dois anos em mulheres ente 50 anos e 74 anos.

Das novidades para o tratamento aparecem medicamentos cada vez mais inteligentes, já especificamente direcionados para subtipos da doença. A mais frequente, o câncer de mama luminal, apresenta os chamados receptores hormonais positivos. No cenário metastático a inovação fica por conta do remédio que aparece na classe dos “conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs”: o datopotamab deruxtecan.

Essa tecnologia combina anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com uma substância quimioterápica, para transportar a quimioterapia mais direcionadamente até o tumor.

ALÉM DO DIAGNÓSTICO

O mês salienta cuidados que passam por horas de sono e até pela sexualidade, que as mulheres precisam estar atentas mesmo após um diagnóstico de câncer de mama, como reforça a ginecologista e mastologista Fernanda Bauk.

Ela lembra que a atenção à saúde mamária necessariamente precisa estar conectada às demais necessidades das pacientes que: “continuam tendo menopausa, sexualidade, sintomas geniturinários, alterações metabólicas e questões de qualidade de vida. O câncer não apaga a mulher”.

Há tratamentos que provocam ou intensificam os sinais da menopausa, como mostra revisão sistemática com meta-análise publicada neste ano no The Journal of Sexual Medicine, reunindo 36 estudos que envolveram 9.749 mulheres sobreviventes de câncer de mama.

O estudo estimou prevalência combinada de disfunção sexual em 70% do público-alvo. Ou seja, uma combinação de fadiga e alteração da imagem corporal podem se somar a episódios de dores nas relações, ressecamento vaginal e mudanças de desejo que afetam o cotidiano feminino. 

Por isso, Fernanda faz questão de explicar que a terapia hormonal sistêmica para sintomas de menopausa geralmente não é recomendada após o câncer de mama. Sobre as possibilidades, a médica lista medidas que vão desde hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, educação sexual e apoio psicológico ou sexológico, conforme a necessidade.

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