Correio B

TELEVISÃO

O ator Nando Rodrigues experimenta o humor em "Vai Que Cola", no Multishow

No humorístico, ele interpreta o vigia noturno e técnico de futebol Kevinho

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 Quando o “Vai Que Cola” estreou no Multishow, em 2013, Nando Rodrigues estava na plateia, assistindo ao primeiro episódio. O ator era amigo de Paulo Gustavo desde 2005, quando os dois estudavam juntos na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. 

Por isso mesmo, ao interpretar o vigia e técnico de futebol Kevinho no humorístico, vive um misto de sentimentos.

 “Sempre fui fã do Paulo e estar lá sem ele, que foi o idealizador e tem a cara do programa, é muito dolorido. Mas recebi esse convite como um presente e como uma oportunidade de experienciar a comédia em uma sitcom tão aclamada”, conta.

Como nunca tinha feito humor, a primeira reação ao ser chamado para um teste no programa foi de susto. No entanto, Nando avançou na seleção e, por fim, acabou sendo o escolhido. Então, os colegas de cena se tornaram seus maiores aliados nessa aventura. 

“Como não tive muito tempo para preparar o Kevinho, foi fundamental contracenar com um elenco entrosado e experiente. Foi uma primeira vez memorável e de muito aprendizado. Passados os primeiros dias de gravação, nunca tinha me sentido tão leve em cena”, explica.

Na história, Kevinho é um sujeito boa-praça, um tanto quanto atrapalhado e medroso. Na vida profissional, dá expediente como vigia noturno e também como técnico do time de futebol do Méier.

“Ele é paquerado por todas as mulheres do elenco”, diverte-se Nando, que também fez parte do elenco de “Gênesis”, novela bíblica da Record que chegou ao fim na última semana. 

“Esses dois últimos trabalhos, embora tão distintos, me fizeram mergulhar em dois universos que eu ainda não havia explorado. Radamés era um sacerdote do Faraó do Egito, vinha de uma linhagem ancestral de sacerdotes que existiram realmente. Isso é uma pesquisa muito rica e um universo inteiro para ser explorado e descoberto”, defende.

 

RAIO-X

Nome completo: Fernando Pinheiro Bastos.

Nascimento: 6 de novembro de 1984, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Atuação inesquecível: Como Virgílio, na novela “Em Família”, escrita por Manoel Carlos e exibida originalmente pela Globo em 2014.

Interpretação memorável: Heath Ledger como Coringa em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, dirigido por Christopher Nolan e lançado em 2008.

Momento marcante na carreira: “Meu primeiro trabalho na televisão, em uma obra de Janete Clair, no SBT, na novela ‘Vende-se um Véu de Noiva’”.

O que falta na televisão: “Informação real, abordagem de diferentes temas e não só atendendo ao anseio popular ou à audiência. Batem muito nas mesmas teclas e esquecem assuntos importantes e necessários”.

O que sobra na televisão: “Assuntos fúteis, notícias ruins, fofocas, programas que não acrescentam, de forma alguma, na formação das novas gerações. Não entendo como, ainda hoje, esses programas têm tanto espaço”.

Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro e Wagner Moura.

Ator: Heath Ledger, Denzel Washington, Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Al Pacino e Robert De Niro. “Tenho muitas influências, difícil escolher um só”.

Atriz: Fernanda Montenegro. “Mas adoro os trabalhos da Meryl Streep. Acho que ela é uma grande atriz de composição”.

Vilão marcante: Gru, personagem principal de “Meu Malvado Favorito”, animação dirigida por Pierre Coffin e Chris Renaud e lançada em 2010.

Personagem mais difícil de compor: Jesus, na “Paixão de Cristo”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “O Rei do Gado”, escrita por Benedito Ruy Barbosa e exibida originalmente pela Globo em 1996 e 1997, e “Em Família”.

Que papel gostaria de representar: “Um vilão, ainda não fiz”.

Filme: “Na Natureza Selvagem”, dirigido por Sean Penn e lançado em 2007.

Autor: “Tenho vários”.

Diretor: Quentin Tarantino.

Vexame: “Tenho muitos também”.

Mania: “De pegar pedras diferentes durante trilhas e viagens”.

Medo: “Ver as pessoas que eu amo sofrerem”.

Projeto: “Ser feliz sempre”.

Moda Correio B+

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

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