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Felpuda

O deputado Lídio Lopes tornou-se para-raios das críticas de altas voltagens...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (11)

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Rubem Fonseca - escritor brasileiro

"Meu orgulho não tem arrogância, nem ostentação... Apenas autoestima!”

 

FELPUDA

O deputado Lídio Lopes tornou-se para-raios das críticas de altas voltagens de alguns dos seus colegas à administração de sua esposa, a prefeita Adriane Lopes. Munido de documentos, ele tem procurado evitar “o choque” que as versões mais contundentes podem causar na população. Dia desses, na Assembleia de MS, já teve que fazer o contraponto à uma Moção de Repúdio envolvendo a demissão de uma funcionária. Ele considerou ser uma questão administrativa. Já os adversários trataram como ventos e trovoadas. E as “descargas elétricas” deverão continuar. Afinal...

Rumo

Os irmãos Fábio e Marcos Trad deverão estar do mesmo lado nas eleições deste ano. O primeiro é o pré-candidato do PT, enquanto o segundo deverá disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tentando voltar a ter lugar na Casa pelo PDT.

Mais

Os dois partidos são de esquerda, mas vale lembrar que em 2022 os pedetistas oficializaram apoio a Eduardo Riedel quando do embate pelo governo de MS. Anteriormente, ambos eram f iliados ao PSD, juntamente com o irmão, senador Nelson Trad Filho.

Maria Eduarda e Matheus, que se casam no dia 14, no espaço Madamedora
Camila Vicente

Risco

A conquista de cadeiras e o fortalecimento do PL e do PP na representatividade na Câmara Federal poderá sofrer reveses, caso continue a guerra interna no grupo que apoia a reeleição do governador Riedel, segundo avaliam alguns políticos mais antenados. Dizem que esses embates não vêm causando boa impressão aos eleitores e numa situação dessa, o risco é de que os liberais percam uma das duas cadeiras e o PP fique sem a única que possui.

Devolução

Projeto que tramita na Assembleia Legislativa de MS, estabelece que quem recolher uma taxa indevida, que são valores pagos ao tribunal por erro, em duplicidade ou acima do que a lei exige, poderá receber o reembolso diretamente em sua conta bancária, sem a necessidade de intermediação do cliente. A proposta altera o Regimento de Custas Judiciais do Estado, tendo em vista que a legislação atual limita a devolução desses valores ao requerente da ação.

Prazo

Os candidatos que pretendem concorrer às vagas reservadas aos indígenas poderão contar com maior prazo de inscrições no 2º Concurso da Assembleia de MS, de hoje até domingo. O edital de retificação publicado pela Fundação Carlos Chagas, organizadora do certame, prevê que os interessados deverão fazê-las exclusivamente pelo Portal do Candidato www.concursosfcc.com.br. Também é possível solicitar a isenção do pagamento da taxa.

Aniversariantes

André Pauletto,
Danilo Bachega,
Waldir Maymone Sobrinho (Pope),
Danilo Pereira Corrêa Júnior, 
Geneci Barbosa da Silva, 
Elizabeth Prudêncio Coelho,
Adão Braz Vera Júnior,
Celina Kawano,
Jorcinei de Carvalho,
Lucineide Silva Mansilha,
Zeferino Bigolin,
Renato Katayama, 
Claudio Martins Real,
Haroldo da Silva,
Janaine Cristina da Silva Grossi,
Emidio Nantes Martines,
Kátia Maria Souza Cardoso,
Clério Fernandes Arnas,
Salomão Soares Borges,
Isabela Vinholi Gonçalves, 
Cynthia Renata Souto Vilela,
Fabiana Penrabel Galhardo Corrêa,
Janaína Mansilha, 

Willian atallah, 
Nair Pereira Carmona,
Hevelym Carla Castilho de Oliveira,
Maria de Lourdes Santa Rosa Lopes, 
Thamyris Vilela Gaudioso, 
Laurindo Correa de Oliveira,
Rosana Santana Pereira, 
Mariza Mendonça, 
Paulo Henrique Alves Garcia, 
Vera Kimiko Higa, 
Jane Sant’ana Borges, 
Paula Virginia Fontoura, 
Ary Figueiredo, 
Fabiana Uesato,
Marta de Almeida, 
Victor Ferreira Rosa, 
Júlio César Prata Chacha, 
Regina Fátima Garcia Ferreira,
Marcos Alberto Nunes,
Rosângela Bonfim Córdoba,
Iniz Yarzon Silva,
Carlos Thadeu de Matos Marques,
Rudimar Zachert,

André Martins de Barros,  
Cristiane de Almeida,
Mauricio de Almeida Abreu,
Miriam Maria Paes,
Sheila Cafure Bolssonaro, 
Celestina Maria Marcolino,
José Joaquim da Silva,
Helena Nantes Vargas,
George Albert Fuentes de Oliveira,
Pablo Rocha Vilela,
Elizabeth Michelan, 
Kimie Kavanami de Lima,
Paulo Mauricio Monteiro,
Larissa Rocha Novaes,
Guilhermina Marques Rodrigues,
Priscila Souza de Araújo Muller,
Raquel de Figueiredo Rocha,
Janir Nantes Coelho,
Ermilton de Farias,
Rubens Queiroz Ferreira Martins,
Clayton Nantes Coelho,
Evelyn de Freitas Santos,
Roberto Ferreira de Carvalho, 

Walter Gargioni adames Júnior, 
Marcio Ricardo Herestech,
Nildo Benites Carrapateira,
Antonio Cesar Vieira dos Santos,
Maria de Lurdes Coelho de Souza,
Antonio Pedrozo de Almeida, 
Ney Alves Veras, 
Alexandre Augusto Neves Figueiredo,
Paula Guitti Leite, 
Elizângela Ferreira da Rocha Villela,
Cicera Barbosa dos Santos, 
Guilherme Renato Hernandes Polimeni Los,
João Fernando Pinto Cyrino,  
Larissa Andreia Molinero de Sousa,
Djalma Martinelli Neto, 
Loreta Karine da Silva Dias de Almeida,
Viviane Brandão Barbosa,
Fabianne Romero Pereira,
Perla Lúcia Menezes,
Patrícia Macedo Silva Bertelli, 

Munir Bacha Ferzeli, 
Newton Barbosa,
Ademar Rezende Garcia,
Edivaldo Custódio Perazollo Nantes,
Ana Paula Lima Siqueira Vicentini,
Maria de Lourdes Santa Bárbara,
Cassandra Araújo Delgado Gonzales Abbate,
Elenir Avalo,
Leonardo Levi de Moura Moura,
Cleyton Moura do Amaral,
Nissem José Maia Cabral,
José Carlos Ribeiro Júnior,  
Lucila Martins Barbosa, 
Beatriz Correia Mendes, 
Marília Ferreira Dias, 
Diva Maria Neves de Almeida, 
Mário Sérgio Nunes, 
Nádia Flôres de Souza, 
Sônia dos Santos. 

Colaborou Tatyane Gameiro

Diálogo

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em ... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (9)

09/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Campos - Economista brasileiro

"Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal”.

FELPUDA

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em 2018, chegou ao Senado com 373.712 votos e o apelido de “Senadora do Bolsonaro”. Desta vez, já alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, somou 340.788 votos. A mudança de lado não bastou para mantê-la em Brasília. Além do mais, como ensina o dito popular: “Quem resolve trocar de cavalo no meio do rio,  dificilmente consegue alcançar a margem”. Portanto...

Diálogo

Distância

A deputada federal eleita Rose Modesto continua querendo distância da prefeita da Capital, Adriane Lopes, apesar das duas serem filiadas a partidos aliados. Rose preside o União Brasil em MS, que está colado em Adriane, por causa do “casamento”.  Vai daí...

Reforço

O governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) chegaram a reta final da campanha buscando votos para seus candidatos a deputados estadual e federal. As redes sociais ficaram recheadas de vídeos desses líderes pedindo votos para candidatos de partidos aliados.

DiálogoNelly Braga de Souza e Claudio de Souza - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoMaria Laura Neves - Foto: Lu Prezia

Reprovados

Fracassou o plano da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), que trocou MS por São Paulo para tentar voltar ao Senado. Os eleitores paulistanos e paulistas não quiseram saber dela, o que resultou na perda da disputa, mesmo com apoio do presidente Lula. Ela foi derrotada por lá e o seu marido, Eduardo Rocha (PSDB), não teve êxito na sua tentativa de ser eleito deputado estadual por aqui. Ele recebeu apenas 15.782 votos. Como se vê...

Cativos

O deputado estadual Londres Machado (PP) foi reeleito para o seu 14° mandato. Um recorde, porque na política de Mato Grosso do Sul não tem ninguém com mais tempo na Assembleia Legislativa. Ele já está há 52 anos no exercício parlamentar e ganhou mais quatro anos com a sua reeleição. Depois de Londres, aparece José Teixeira, que foi o campeão de votos. Com 32 anos na Assembleia, ele conquistou mais quatro nas eleições deste ano e vai cumprir seu nono mandato. 

Sem nome

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula (PT) como “muito acirrada”. ”É uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória. Incrível”, disse Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca, sem contudo mencionar o nome de Flávio. Tão incrível que o nome do vencedor ficou para depois. Ele terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os brasileiros voltam às urnas no dia 25 de outubro.É esperar para ver.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Dileta Terezinha Souza Thomaz,
  • Adriana Sawaris, 
  • Dra. Luciana Nakao Odashiro, 
  • Dra. Camila do Amaral Nunes,
  • Fernanda Garcia Arguello, 
  • Dra. Eliane Takako Kanasiro, 
  • Silvio Aracaqui,
  • Nalda Ferreira Gonçalves,
  • Rosimar Aparecida Ramos,
  • Ney Inácio da Silva,
  • Anderson Lacerda da Silva,
  • Danilo Nunes Duraes,
  • Dr. Algacyr Torres Pissini Neto,
  • Manoel Santana,
  • Francisco Vieira Gabriel,
  • Yoneo Cesco,
  • Guilherme Alves de Arruda,
  • Bruno da Silva Bezerra,
  • Giancarlo Camillo, 
  • Marcus Garcia Gomes, 
  • Ir. Zenaide Laurentina Mayer, 
  • Thaline da Cruz Queiroz,
  • Dr. Rubem Arnez Arandía,
  • Iolanda Marins Consentini,
  • Ivan Martins de Souza,
  • Ivanete Ferreira Gonçalves da Silva,
  • Jaime de Brito,
  • José Luiz Ribeiro de Leon,
  • Waldemir Lúcio Rômulo,
  • Ronnie Garcia Ferreira,
  • Maria Ely Rodrigues Antunes,
  • Ricardo Medeiros Rocha,
  • Darcila de Oliveira,
  • Cristiano Gledson Sena Ribeiro,
  • Ivan Francisco Leite de Moraes,
  • Janilda dos Santos Araujo,
  • Natalielena Frey,
  • Orisvaldo Ferreira Gonçalves,
  • Reinaldo Cezar Pedrosa,
  • Diana Mara Ferreira,
  • Isabelino Rios Lemes,
  • Marina Alves Goulart,
  • Silvio Fernandes Castro,
  • Odenir da Silva Araujo,
  • Nilza Terezinha Miyasato,
  • Pedro Merem, 
  • Dr. Carlos Alberto Mizoguti, 
  • Sônia Maria Méca,
  • Rafael Calixto Aguena,
  • Maria Monteiro,
  • Émerson Jamil Zarour,
  • Célio Roberto da Silva,
  • Marcelo Leite Teixeira,
  • Charles Poveda,
  • Mauricio de Souza,
  • Vasti de Oliveira,
  • Mirella Xavier Rodrigues,
  • Adilson da Costa Oliveira,
  • Sílvio Pinheiro,
  • Claudir Peccini,
  • Bruno Corrêa Reiner,
  • Maria Helena de Souza,
  • José Ricardo Peralta,
  • Maria Cileide Bataglia,
  • José Adolar de Castro Filho,
  • Rita de Cássia da Silva,
  • Edison de Araujo Junior,
  • Ana Silvia Pessoa Salgado,
  • Dr. Arlindo D`Avila Filho, 
  • Priscila de Souza Afonso Baggio,
  • Thaís de Macedo Coimbra, 
  • Elaine Teixeira Barbosa Ramires,
  • Antonio Giovani Diniz da Rocha,
  • Janaína José Mota,
  • Deusdedith Francisco de Oliveira,
  • Juracy dos Santos Pereira,
  • Dionizio Recalde,
  • Alexandre Amaral Evangelista,
  • Dr. Reinaldo de Assis Espindola,
  • Joab Barbosa de Azevedo,
  • Andréia Silva Madeira Zamek,
  • Edna Lucia Oliveira Rodrigues,
  • Jorge Justino Diogo,
  • Ricardo Eboli Gonçalves Ferreira,
  • Bruno Ernesto Silva Vargas,
  • Manoel Ribeiro Bezerra,
  • Renata Shimni Gomes,
  • Noely Aparecida Gandolfo Jareta,
  • Seila Aparecida Leal,
  • Nilo Eduardo Zardo,
  • Max Antonio Souza Morais,
  • Dr. Pedro Vendramini Neto, 
  • Vânia Guilhermino Ventura, 
  • Luiz Laerte Mendes,
  • Nelson Barbosa de Souza,
  • Rosilene Borges Machado,
  • Carolina Franco Panovich,
  • Elis Regina Dias de Freitas Coelho,
  • Ivano Moreira Raulino,
  • Kênia Camilo Pereira Paim,
  • José Garcia Bergueti,
  • Alonso Pereira de Matos,
  • Letícia Lacerda Nantes Franceschini,
  • Jean Marcos Saut,
  • Nilton Leopoldino Rodrigues,
  • Alexandre Souza Soligo,
  • Rogério Risse de Freitas,
  • Samir Jorge,
  • Zélia Pereira Renovato da Silva.

Colaborou com Tatyane Gameiro

cinema

Em "Hotel Amor", Marcelo Adnet encara comédia portuguesa dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira

Quando o hotel onde uma mulher viciada em trabalho trabalha é vendido, ela precisa mostrar suas habilidades para gerenciar funcionários não profissionais, cuidar de hóspedes excêntricos e lidar com fantasmas do passado

08/10/2026 09h00

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional Foto: Reprodução

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Doze minutos. É esse o tempo do plano mais longo de “Hotel Amor”, comédia dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira e rodada em um hotel de Lisboa. Durante esse período, atores, câmera, equipe de som e figurantes precisam executar uma coreografia sem espaço para erros. Se alguma coisa dá errado no minuto 11, todo o trabalho é perdido e o take precisa começar novamente.

Para Marcelo Adnet, que interpreta no filme uma versão de si mesmo, é justamente aí que está a graça. “Acho o plano-sequência maravilhoso, fantástico, porque me sinto num jogo. Você está sempre com uma adrenalina a mais, aquela excitação de ‘vamos acertar essa cena de primeira’”, conta. “Se algo sai errado no minuto 11, todos aqueles minutos não valeram de nada e tem que fazer tudo de novo”.

“Hotel Amor”, que chegou aos cinemas brasileiros no dia 24 de setembro, conta a história de Catarina (Jessica Athayde), gerente de um tradicional hotel lisboeta que vê a sua rotina virar de cabeça para baixo quando o estabelecimento é vendido. Para mostrar serviço à nova administração, ela precisa administrar uma equipe imprevisível, hóspedes excêntricos e um fantasma do passado que reaparece pelos corredores.

Adnet, enquanto isso, surge como um comediante brasileiro que chega a Lisboa para fazer um show e, por acaso, se hospeda justamente no hotel onde tudo parece dar errado.

Um hotel cheio de histórias

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional

A ideia de fazer um filme ambientado em um hotel surgiu da relação antiga de Moreira com esse tipo de espaço. Quando criança, ele associava hotéis a férias, viagens e à possibilidade de conhecer pessoas novas. Na vida adulta, a experiência ganhou outro significado, ligado também às viagens profissionais.

A ideia ganhou forma em Portugal, em 2022. Na época, Moreira dirigiu uma campanha publicitária para um hotel pertencente à mesma rede do Hotel Roma, onde “Hotel Amor” seria posteriormente filmado. O diretor estava encantado com “The White Lotus” e chegou a conversar com o proprietário sobre a possibilidade de transformar aquele universo em uma série.

A resposta, porém, veio acompanhada de uma alternativa: três meses de filmagem seriam inviáveis, mas um longa poderia ser realizado em cerca de um mês. Foi assim que começou o projeto.

“Além de mostrar os bastidores de um hotel, as pessoas que trabalham freneticamente para te proporcionar o melhor na sua estadia, me interessavam as histórias inusitadas de hóspedes que fui colecionando”, afirma Moreira.

Para desenvolver o roteiro, o diretor chamou Bruno Bloch. Moreira criou a ideia original, enquanto Bloch ficou responsável pelo roteiro. Por coincidência, a mulher do roteirista trabalha em um hotel – e acabou se tornando uma fonte involuntária de histórias.

“Eu levei as histórias que tinha ouvido e pesquisado, e ele trouxe outras tantas, verdadeiras, contadas por ela. Nosso laboratório foi bem eficiente, e o que não faltou foi história”, diz Moreira. “Ficaram de fora várias histórias tão esdrúxulas quanto as do filme, porque são 90 minutos, e não 300 [minutos], como numa série”.

O funcionamento do hotel também serviu de matéria-prima. Para Moreira, a equipe é tão importante quanto os hóspedes na construção desse universo, já que são os funcionários que precisam lidar diariamente com desejos, reclamações e situações inesperadas.

É nesse ambiente que o diretor também coloca uma personagem que considera central para o filme: Catarina, uma mulher que dedica praticamente toda a vida ao trabalho. A escolha, segundo ele, tem um componente crítico. “Nos tempos modernos, muitas vezes as pessoas colocam todo o seu esforço no trabalho e esquecem o que é mais importante. O trabalho é fundamental, claro, mas não é o mais importante na vida de um ser humano. Aliás, não deve ser”, diz.

Uma comédia sem espaço para erro

A estrutura do filme permitiu a Moreira colocar em prática uma ideia que o acompanha desde a faculdade: o plano-sequência. Filmes como “Arca Russa”, “Festim Diabólico” e “Birdman” alimentaram o interesse do diretor pela técnica, que em “Hotel Amor” aparece com alguns cortes escondidos.

O desafio não ficou restrito aos atores. Os ensaios aconteceram simultaneamente em diferentes frentes: enquanto Moreira trabalhava com o elenco, o diretor de fotografia ensaiava os movimentos da câmera com sua equipe, e o técnico de som estudava como acompanhar a ação pelo elevador, pelas escadas e até do lado de fora do hotel. “Foi muito bacana, porque exige 100% da atenção de todo mundo. Um errinho só, seja de foco, seja de um figurante, estraga o take inteiro”, explica Moreira.

Para Adnet, a experiência criou uma sensação de trabalho coletivo pouco comum. “É uma sensação de ‘caramba, está todo mundo aqui de mão dada para fazer cada take valer’”, afirma.

O ator diz que o desafio técnico não foi, porém, o principal motivo para aceitar o convite. O que mais o interessou foi a possibilidade de trabalhar pela primeira vez fora do Brasil. “Fazer algo inédito para mim, em Portugal, foi o que mais me motivou”, conta.

A experiência também mostrou a Adnet que as diferenças entre uma produção portuguesa e uma brasileira não são tão grandes no cotidiano de um set. Havia, inclusive, vários profissionais brasileiros na equipe, entre eles Moreira e o diretor de fotografia. O contraste maior, segundo ele, estava no contato com atores de outros países lusófonos.

A escolha de trabalhos também mudou com o tempo. Hoje pai, Adnet diz procurar projetos que ofereçam alguma experiência nova, mas que também façam sentido diante do tempo que ficará longe da filha.

“Busco prazer. Uma experiência que me acrescente alguma coisa, com a qual eu possa aprender. Algo desafiador e, ao mesmo tempo, prazeroso”, afirma. “Hoje sou pai e quero muito estar perto da minha filha. Então não pode ser qualquer coisa, porque é isso que vai me deixar longe dela”.

Poderia acontecer em qualquer lugar

Embora “Hotel Amor” seja ambientado em Lisboa e reúna personagens portugueses, brasileiros e americanos, Moreira não vê a história como exclusivamente portuguesa.

“Poderia muito bem se passar no Japão, com personagens coreanos”, diz. Para ele, o filme trata de uma relação reconhecível em qualquer lugar: a convivência entre quem trabalha em um hotel e quem está hospedado nele.

Essa universalidade também é, para o diretor, uma das portas de entrada para o público brasileiro. A expectativa é de que os espectadores reconheçam situações, tipos de hóspedes, funcionários ou até experiências pessoais vividas em hotéis e viagens. “Espero, primeiro, que o público vá ao cinema, assista e se divirta, porque todo o processo foi muito divertido, não só para mim, mas para a equipe inteira”, diz. 

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