Correio B

Diálogo

O deputado Renato Câmara e o prefeito de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (8)

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Jean-Jacques Rousseau - filósofo suiço

"Não sei ver nada do que vejo; vejo bem apenas o que relembro e tenho inteligência apenas nas minhas lembranças”.

FELPUDA

O deputado Renato Câmara e o prefeito de Ivinhema Juliano Ferro continuam na luta de esgrima por questões administrativas. Os dois são adversários há anos e desde então sempre usam suas redes sociais na busca do touché  um contra o outro. Mais recentemente, o alcaide desafiou  o parlamentar para “esgrimir” em uma emissora de rádio para, num duelo verbal, fazer comparativos das duas administrações. O deputado já foi prefeito daquele município e, assim como o oponente, tece críticas sobre saldos alcançados pelas gestões em “estocadas” verbais cada vez mais contundentes. Vai daí...

Consumo

O Dia das Mães deverá aquecer o comércio de Campo Grande, com consumidores dispostos a gastar até R$ 200, priorizando pagamento à vista, segundo pesquisa do Procon Municipal realizada entre 23 e 30 de abril. Perfumes e cosméticos lideram a preferência (24,1%).

Mais

E são seguidos por acessórios como bolsas e relógios (16,1%) e calçados (12,6%). Também aparecem roupas e eletrodomésticos (8% cada), além de chocolates (6,9%), flores (5,7%), eletrônicos (3,4%) e livros (2,6%), indicando variedade nas escolhas para presentear.

 Sarah Bennett Farias e Caique Bueno Farias Sarah Bennett Farias e Caique Bueno Farias - Foto: Arquivo Pessoal

 

 Fátima Bernardes Fátima Bernardes - Foto: Arquivo Pessoal

Complicou

A decisão do Conselho de Ética em suspender o seu mandato por dois meses, é tudo o que o deputado federal Marcos Pollon (PL) não desejava. Ele ainda mantém seu nome como pré-candidato à segunda vaga para o Senado e punição dessa natureza é um fator altamente complicador. Pollon poderá ainda recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, antes do caso ser votado em plenário. Vale lembrar que ele é ainda alvo de outra representação: a de ter ofendido o presidente da Casa em praça pública. Assim sendo...

Companheiro

Durante entrevista à uma emissora de Campo Grande, no último dia 6, o governador Riedel declarou que o nome para compor a chapa da reeleição é do atual vice-governador Barbosinha. Assim, confirmou o que o Diálogo havia antecipado. Mais uma vez a região da Grande Dourados estará representada na disputa das eleições deste ano e esse mover de peças, segundo fontes políticas, prepara o terreno para 2030.

Galope

Na pesquisa espontânea de intenções de votos para o governo do estado, divulgadas pelo Correio do Estado,  o governador Eduardo Riedel (PP) está “ano-luz” a frente dos seus principais concorrentes, como o ex deputado Fábio Trad (PT) e o deputado estadual João Henrique Catan (Novo). A cinco meses das eleições, no tête-â-tête, fala-se que dificilmente haverá uma mudança considerável no humor do eleitor com relação ao momento atual.

ANIVERSARIANTES 

Roberta Capalbo;
Dr. José Augusto de Souza;
Neuza Fabrete da Silva;
Hélio Queiroz Daher;
Marluce Manvailer Esgaib;
Afonso Michels;
Jorge Benjamin Cury;
Roney Costa Cunha;
Osvaldo Avelino da Cruz;
Maria Taira;
Jair Antonio de Oliveira;
Maria Oneide Alves Evangelista;
Alba Regina Pereira de Souza;
Bráulio Barbosa de Oliveira Júnior;
Sandra Mara da Cunha;
Mario José Basso;
José Ricardo Pereira Cabral;
Alexandre Zavam;
Maria Divina de Oliveira;
Roberto Arcângelo;
Etiene Alves Vilela;
Charles Gonçalves Francisco;
Lourdes Elerbrock;
Franklin Rodrigues Masruha;
Gisele de Andrade Pereira;
Márcio Matsu Arakaki;
Miguel Angelo Lescano;
Thiago de Sá Arakaki;
Rita Cássia Santos Humsi Rayes;
Fernanda Porfírio Munhoz;
Dr. Ney Lacerda Faria;
Eduardo Machado Metello Junior;
Adelaide Dias;
Eduardo Correa;
Ricardo Girão D’Avila;
Edvaldo Alves de Queiroz;
Dr. Délcio Gonçalves da Silva Júnior;
Elizabeth Teixeira de Oliveira;
Bernardo Teixeira Domingues;
José Lucas da Silva;
Adriano Passarelli;
Fernando Augusto de Souza Melo;
Nelson de Paulo;
Vera Lúcia Rosa Telles;
Flávia Veiber de Abreu;
Izaura Girão Lacerda;
Décio Zunari Sena Neto;
Adão Ferreira Garcia;
Marcílio Miyahira;
Ayrton de Albuquerque Filho;
Hilton Cesar Aragão Leite;
Cristina de Barros Picon;
Sacha Dimitrou Kussarew;
Ezio Pedro Furlan;
Júris Jankauskis Junior;
Alcyone Pereira de Freitas;
Irma Rodrigues Pereira;
Ronaldo Calabrisi;
Luiz Agostinho do Espírito Santo;
Leandro Bossay Albuquerque;
Carlos Edy Sá de Medeiros;
José Henrique Cardoso da Silva;
Letícia Alves de Melo;
Nelma da Costa Ferreira;
Tereza de Castro Nogueira;
Eloísa Campos Monteiro;
Maria Helena Nantes Nogueira;
Alba de Souza Macedo;
Johny Peterson Vieira da Silva;
Dr. José Alberto Rondon Severo dos Santos;
Marcos Cesar Rezende;
Rafael de Oliveira Silva;
Walter Bonfim Manhães;
Cristina de Araujo Costa;
Maria Alzira Santiago;
Raul Garcia Mendes;
Ana Claudia Pereira da Silva;
Edgard Nunes Xavier;
Valdirene da Silva;
Margarida Barbosa;
Maria Emília Lopes;
Francisco Menezes Bandeira;
Patrícia Pereira;
Adão Loureiro de Oliveira;
Antônio Gomes do Vale;
Manoelino Donizete Ferreira;
Fábio Francisco Rondon Magalhães;
Afrânio Campagna Gonçalves;
José Roberto Oliveira Bonilla;
Mário Lima Espindola;
Marta Rodrigues de Matos;
Armen Chinzarian Junior;
Dr. Marcos Roberto de Almeida Lima;
Talita Pestana;
Diogo Gonzales Lelis;
Alvaro Cesar Cavazzani;
Jorge Elias Seba Neto;
Nelson Mitio Nakamura;
Larissa Maria Gomes Barca Everlin;
Ana Paula Yamada;
Josinett Maria Benites Martinelle;
Nelson de Oliveira Brait;
Orlando Ducci Neto;
Genicy de Fátima Mondadori Campetti;
Elisa Ajala;
Dina Akrama Eljaji;
Juliana Dalla Pria Ferreira da Silva;
Alexandre Ribeiro Brum;
Juliana Ramos Maffezzolli Sanches. 

Colaborou Tatyane Gameiro.

Diálogo

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (25)

25/06/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Shinyashiki - escritor brasileiro

"A vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia”.

FELPUDA

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa. Um motorista flagrado transportando “apenas” 613 quilos de cocaína conseguiu, em primeira instância, ser enquadrado na condição de beneficiário do chamado tráfico privilegiado. Mas o Ministério Público recorreu e entendeu que carregar mais de meia tonelada de droga para outro estado não combina exatamente com a figura da inocente “mula” do tráfico”. O benefício foi retirado e a pena recalculada. Afinal, há certas “encomendas” que simplesmente não cabem na bagagem da ingenuidade.

MAIS

A jovem Dally Ugla, da Aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia, entrou para a história ao conquistar o primeiro título do Beleza Originária 2026, realizado na Aldeia Brejão, na Terra Indígena Nioaque. A coroação destacou não apenas a beleza, mas também a representatividade, o conhecimento das tradições e o orgulho das raízes indígenas. O evento reuniu representantes de diversas aldeias da região em uma celebração da cultura, da identidade e do protagonismo dos povos originários. A programação incluiu apresentações culturais, manifestações tradicionais e uma feira gastronômica, fortalecendo a integração entre as comunidades.

O prefeito André Guimarães ressaltou que a iniciativa evidenciou a riqueza da cultura indígena e defendeu que o projeto continue crescendo para preservar as tradições e fortalecer a identidade dos povos originários. Idealizadora do evento, Claudilene Souza comemorou o sucesso da estreia, afirmando que o Beleza Originária nasceu do sonho de valorizar a história, a cultura e a beleza das origens indígenas. A primeira edição deixa como legado o incentivo ao orgulho das raízes e a valorização das novas gerações indígenas.

DESISTIU

Diziam que Freud explicava tudo. A política de Mato Grosso do Sul, porém, faria o pai da psicanálise pedir aposentadoria. Na direita, dois pré-candidatos ao Senado, de acordo com pesquisas, estariam “embolados”, mas justamente o que aparece correndo atrás da dupla dos “preferidos”, age como favorito absoluto. Já na esquerda, quem amarga posição distante nos levantamentos de preferência popular, segue tratando a eleição como mera formalidade. Convicção é uma coisa; matemática eleitoral é outra, ensina a política.

"DESILUDIDO"

E o roteiro fica ainda mais intrigante. Uma liderança que já brilhou, tipo top das galáxias, hoje parece esquecida tal qual pinguim de geladeira em gaveta de guarda-roupa velho. Para completar a “desilusão 
de Freud”, três figuras que durante anos caminharam lado a lado, agora disputarão cargos por partidos diferentes. Se continuarem dividindo o mesmo eleitorado, podem terminar unidos apenas na fila dos derrotados. A conferir.

BARRA PESADA

A Justiça mandou um comerciante de Campo Grande pagar R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo, que foi agredido com uma barra de ferro durante discussão. O capacete evitou tragédia maior. A tese de legítima defesa não convenceu o juiz, que considerou a reação desproporcional e incompatível com qualquer solução civilizada de conflito. O acordo anterior valia apenas pelo capacete danificado. A barra de ferro saiu cara e ainda rendeu condenação.

Aniversariantes

  • Marinez Muller Cesco (Dedê Cesco), 
  • Tina Rodrigues Wunderlich, 
  • Lilian Ferro, 
  • Julie Abuhassan Gonçalves,
  • Rosineide Cunha Lemos de Deus, 
  • Ademir Panucci,
  • Cristiane Santana Farias,
  • Florisbela de Souza,
  • Irene Satsico Oshiro,
  • João Batista Campagnani Ferreira,
  • Dr. Luiz Carlos Takita,
  • Marcos Antonio Momesso,
  • Ayres José Cerioli,
  • Dr. Estanislau Santos Ciasca,
  • João Francisco,
  • Ornei de Almeida,
  • Telma Cristina Serrou Pimentel,
  • Nauile de Barros,
  • Juliane Maeda Guenka,
  • Juarez Lemes de Souza,
  • Renata Volpe,
  • Loy Pael Nogueira,
  • Carolina Medeiros Fabris,
  • Dr. Giovanni Pires Viana, 
  • Dr. Ruy Luiz Falcão Novaes,
  • Wolfram Enok Pessoa Sandes,
  • Juliana Marcondes Rezende,
  • Cleide de Moraes Deduch,
  • Luzia Morel Lino,
  • Ivone Ferreira Emídio e Silva,
  • Erlenice Maria Peron Palhano, 
  • Nelsi Mota Holzschuh,
  • Amanda Santos,
  • José Robson Samara Rodrigues de Almeida,
  • Dr. Renato Augusto Casemiro de Oliveira,
  • Jercé Euzébio de Souza,
  • Matheus Enzo Shiraishi,
  • Aparecido dos Santos,
  • Lauro Andrei Monteiro de Carvalho,
  • Adriano Borges Toscano Júnior, 
  • Nair Fonseca Higa,
  • Guilherme Duarte Jafar,
  • Leila Andréa Schneider,
  • Dr. Marcos Raymundo Marinho,
  • Dr. Gustavo Passarelli Silva, 
  • Zuleide Paniago, 
  • Sílvia Mariani,
  • Lúcia Maria Gonçalves de Resende,
  • Francisca Silva Neves,
  • Ivone Figliolino,
  • Ana Clara Higa,
  • Antonio Roberto Rogoski,
  • Cleonice Moraes Freitas,
  • Aparecida Maria Fortes,
  • Marcela Tanaka,
  • Jorge de Souza Mareco,
  • Márcia Carvalho Lima,
  • Dr. Amadeu Hugo Alessi,
  • Alexandra Guimarães,
  • Joana Joelma Duarte Amaral,
  • Ana Aparecida Ribeiro de Barros,
  • Célia Rosinei dos Santos Nunes de Souza,
  • Lilian Carolina da Silva,
  • Laura Patricia Daniel Palumbo Fernandes,
  • Leila Maria Maciel Figueira
  • Dra. Rosângela de Andrade Thomaz, 
  • Marília Porto Antunes,
  • Nádia Maria Barbosa Prado,
  • Willian Guttemberg Assis,
  • Sebastião Felix da Silva,
  • Layla Hellen Murad,
  • Paulo Roberto Martins,
  • Karine de Barros Preza,
  • Osmar Silva e Luz,
  • Vanessa Cardoso,
  • Wellington Lander Borges,
  • Celso Hideyuki Akamine,
  • Edvandro Cesar Dorisbor,
  • Bruna Viveiros Barros,
  • Gabriel Simplicio,
  • Carlos Augusto da Silva (Carlinhos do TRR),
  • Elidio Antonio Ferreira,
  • Carlos Alberto Benites dos Santos,
  • Juliano Bueno Dias,
  • Adalberto da Silva Ramos,
  • Ilka de Souza Fernandes,
  • Rosana Sanches Nakayama,
  • Geisa Vidal Duarte Oguchi,
  • Eliano Bottega Ebeling,
  • Iris Mara Oliveira Gomes Orros,
  • Ailene de Oliveira Figueiredo,
  • Fabiana Keylla Schneider,
  • Raquel Canzi Duialibi,
  • Juliana Yuri Sakihama, 
  • Jefferson Goes Medina,
  • Alexandre Cavalcanti Barbosa,     
  • Caetano Humberto Bruno,                
  • Juliano Henrique Cícero Dias,            
  • Silvino de Freitas Adrião,        
  • João Baptista Coelho Gomes,
  • Estevan Daniel Leite,                   
  • Ivete Roland Benitez,                   
  • Márcio Barbosa da Silva,
  • Elenice Aparecida Camargo,
  • Benedita Gomes de Lucena,    
  • Célia Regina Gomes Aleixo.

Colaborou Tatyane Gameiro

TEATRO

Sucesso nacional, espetáculo "A Última Sessão de Freud" chega a Campo Grande em agosto

Sucesso nacional com mais de 180 mil espectadores, "A Última Sessão de Freud", espetáculo que debate fé, ciência e sentido da vida, chega ao Teatro Glauce Rocha para apenas três apresentações em agosto

24/06/2026 08h30

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate João Caldas

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Um encontro que nunca aconteceu na vida real, mas que continua despertando reflexões profundas sobre a existência humana.

Essa é a proposta de "A Última Sessão de Freud", um dos maiores sucessos do teatro brasileiro contemporâneo, que chega a Campo Grande nos dias 7, 8 e 9 de agosto para uma curta temporada no Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Estrelado pelos atores Odilon Wagner e Marcello Airoldi, sob direção de Elias Andreato, o espetáculo reúne em cena dois dos intelectuais mais influentes do século 20: o neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, e o escritor britânico C. S. Lewis, conhecido mundialmente por obras como "As Crônicas de Nárnia".

Após conquistar mais de 180 mil espectadores, ultrapassar a marca de 400 apresentações e percorrer diversas cidades brasileiras em três turnês nacionais, a montagem desembarca na capital sul-mato-grossense trazendo um debate atual sobre fé, razão, amor, sofrimento, morte e a busca por significado em um mundo cada vez mais dividido.

ENCONTRO IMAGINÁRIO

A peça é baseada no texto do dramaturgo norte-americano Mark St. Germain e parte de uma pergunta instigante: o que aconteceria se Freud e Lewis tivessem se encontrado para uma conversa franca sobre Deus, ciência e a condição humana?

A narrativa se passa em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Freud, já idoso e vivendo seus últimos meses de vida após fugir da perseguição nazista na Áustria, encontra-se exilado na Inglaterra.

Nesse contexto histórico marcado pela incerteza e pelo avanço dos conflitos globais, ele recebe a visita de C. S. Lewis.

O escritor britânico, que durante a juventude se declarou ateu, tornou-se posteriormente um dos mais importantes pensadores cristãos do século passado.

Sua trajetória intelectual foi marcada justamente pela tentativa de conciliar fé e racionalidade, posição que o colocava em rota de colisão com muitas das ideias defendidas por Freud.

O que inicialmente parece ser apenas uma discussão sobre a existência de Deus logo se transforma em um intenso confronto filosófico. Os personagens abordam temas universais como espiritualidade, natureza humana, relações familiares, sexualidade, livre-arbítrio, sofrimento e morte.

DIÁLOGO NO CENTRO

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debateFoto: João Caldas

Ao longo dos 90 minutos de espetáculo, Freud e Lewis defendem convicções opostas sem recorrer à agressividade ou ao desrespeito. O embate intelectual é construído por meio de argumentos, escuta e reflexão, oferecendo uma rara demonstração de que divergências podem gerar aprendizado.

Essa característica tem sido apontada por críticos e espectadores como um dos fatores que explicam o sucesso da peça. Embora ambientada no início do século 20, a obra estabelece paralelos evidentes com desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Questões relacionadas à tolerância, convivência democrática e respeito às diferenças surgem naturalmente ao longo da narrativa, sem que o texto perca sua leveza ou seu humor refinado.

A combinação entre profundidade filosófica e acessibilidade faz com que o espetáculo dialogue tanto com estudiosos dos temas abordados quanto com espectadores que buscam apenas uma boa experiência teatral.

FENÔMENO

Desde sua estreia, em 2022, a montagem vem acumulando números expressivos e consolidando-se como um dos espetáculos mais longevos e bem-sucedidos do teatro nacional recente.

São mais de quatro anos em cartaz, centenas de apresentações e temporadas esgotadas em diversas capitais brasileiras. O êxito de público também foi acompanhado pelo reconhecimento da crítica especializada.

Pela interpretação de Sigmund Freud, Odilon Wagner recebeu indicações aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira, considerados entre os mais importantes das artes cênicas brasileiras.

Com uma carreira de décadas na televisão, no cinema e no teatro, o ator encontrou no personagem um dos trabalhos mais desafiadores de sua trajetória.

Em entrevistas concedidas ao longo das temporadas, Wagner tem destacado a atualidade dos debates propostos pela peça e a necessidade de fortalecer uma cultura baseada na escuta e na construção da paz.

Ao seu lado, Marcello Airoldi dá vida a C. S. Lewis, construindo um contraponto equilibrado ao racionalismo crítico de Freud e demonstrando a complexidade intelectual do escritor britânico.

Sob direção de Elias Andreato, a montagem aposta em uma encenação elegante e sóbria, que coloca o texto e os atores no centro da experiência teatral.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, o espetáculo concentra sua força na qualidade dos diálogos e na intensidade das interpretações.

O cenário assinado por Fábio Namatame recria o consultório de Freud durante seu período de exílio na Inglaterra. Livros, objetos pessoais e elementos característicos do ambiente ajudam a transportar o público para o contexto histórico da narrativa.

A ambientação contribui para reforçar a sensação de intimidade, como se os espectadores fossem convidados a testemunhar uma conversa privada entre duas das mentes mais influentes do século passado.

PÚBLICO VARIADO

Embora tenha como protagonistas personagens históricos específicos, "A Última Sessão de Freud" vai muito além de uma simples reconstituição biográfica.

Ao abordar temas ligados à filosofia, psicologia, religião e comportamento humano, a peça desperta interesse de públicos variados.

Em diferentes cidades, a montagem tem atraído estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de Psicologia, Filosofia, História, Letras, Teologia, Sociologia e Ciências Humanas em geral.

Universidades e instituições culturais também têm utilizado o espetáculo como ponto de partida para debates acadêmicos sobre temas contemporâneos relacionados à convivência social, liberdade de pensamento e diversidade de crenças.

CURTA TEMPORADA

Em Campo Grande, serão apenas três apresentações, realizadas no Teatro Glauce Rocha. As sessões acontecem nos dias 7 e 8 de agosto, sexta-feira e sábado, às 20h, e no dia 9 de agosto, domingo, às 17h.

Com classificação indicativa de 14 anos e duração aproximada de 90 minutos, o espetáculo promete atrair tanto o público habitual do teatro quanto pessoas interessadas em temas relacionados à filosofia, psicologia, literatura e espiritualidade.

>> Serviço

"A Última Sessão de Freud"

Datas: dias 7, 8 e 9 de agosto.
Local: Teatro Glauce Rocha.

Horários:

Sexta-feira (7): às 20h.
Sábado (8): às 20h.
Domingo (9): às 17h.

Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 90 minutos.
Ingressos vendidos pelo Sympla.

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