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teatro

O Grupo Casa começa hoje a inédita oficina teatral para pessoas com mais de 50 anos

"Que consigam se perceber enquanto artistas, não tem atores e atrizes mais velhos no mercado", afirma a diretora Ligia Prieto

A artista visual Ana Lucia Serrou, de 64 anos, atriz e professora do Grupo Casa, que começou no teatro depois dos 50: "Percebi  no teatro a possibilidade de fala, de tocar em feridas que não são faladas, e a terceira idade é uma delas"

A artista visual Ana Lucia Serrou, de 64 anos, atriz e professora do Grupo Casa, que começou no teatro depois dos 50: "Percebi no teatro a possibilidade de fala, de tocar em feridas que não são faladas, e a terceira idade é uma delas" - Foto: Fernanda Averaldo

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Se você já completou cinco décadas sendo você mesmo, que tal incorporar outros personagens? A chegada dos 50 anos pode ser um bom momento para entrar em cena e, quem sabe, trilhar uma carreira profissional inesperada, como ator ou atriz, ou um novo caminho pessoal com outras possibilidades até então não consideradas. 

Pelo menos é assim que parece pensar a encenadora Ligia Prieto ao falar sobre a oficina de teatro para pessoas com mais de 50 anos que o Grupo Casa, que completa uma década em março, oferece a partir de hoje.

“Nunca é tarde para dar o primeiro passo. A ideia de abrir essa turma é que a gente consiga olhar um pouco mais para as pessoas dessa idade, para que elas se potencializem mesmo, se enxerguem potentes criadoras e criadores. Para que a gente consiga sustentar uma nova história também”, defende Ligia, atriz, diretora e uma das “donas” do Casa. 

Ela é também uma das responsáveis pelas aulas da turma Vivências II, dedicada aos chamados 50+ pelas nomenclaturas atuais.

Os encontros seguem até dezembro, sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h, na sede do grupo teatral, localizada na Rua Visconde de Taunay, nº 306, no Bairro Amambaí. A mensalidade custa 
R$ 160, com matrícula por R$ 60, e ainda restam algumas vagas, disponíveis para um total de 20 participantes. Mais informações: (67) 98156-0864 ou pelo Instagram @teatrogrupocasa.

“É um dos nossos objetivos também formar artistas. Que essas pessoas consigam olhar para elas mesmas, perceberem a própria criação, se perceberem enquanto artistas e irem para a cena e fazer outros trabalhos. A Fânia [Martins], por exemplo, e a Ana [Lucia Serrou] começaram como alunas e já fizeram outras coisas”, diz Ligia, mencionando duas das mais destacadas alunas que ingressaram no mundo dos palcos quando já eram cinquentonas.

“A Ana tem várias dramaturgias já escritas. Agora está começando como professora também nessa turma. Ela já foi para a cena muitas vezes e agora cada vez mais. Ela está em um filme que aprovamos pela LPG [Lei Paulo Gustavo]. Ela é a nossa Eleonora. E a Fânia fez o nosso curta-metragem ‘Na Sombra da Chuva’, que está em fase de finalização”, conta a multitarefas da cena Ligia Prieto, de 36 anos.

FALA E ENFRENTAMENTO

Atriz e artista visual, Ana Lucia Serrou está no Grupo Casa há cinco anos, e desde então vem escrevendo dramaturgias e “enfrentando” a cena com o foco de sua pesquisa no etarismo e na liberdade de mulheres com mais de 50 anos. 

“Percebi no teatro a possibilidade de fala, de tocar em feridas que não são faladas, e a terceira idade é uma delas”, afirma Ana Lucia. Outros mestres tomarão parte na experiência de formação dos neófitos cinquentenários. 

“Tem um profissional que está coordenando cada turma, mas há uma composição de vários profissionais para ministrarem essas aulas, sabe? Todas as turmas vão ter mais de cinco professores, que vão estar conduzindo essas aulas, esses encontros. Acho que esse é o diferencial do ensinamento aqui”, diz Ligia.

“Embora tenhamos uma única pedagogia, da escuta, do afeto e do enfrentamento, de ir logo para a cena, de tentar compor logo suas trajetórias, de se encontrar no palco para conseguir entender o que precisa e o que te falta e, assim, a técnica caminhar com a prática, o nosso ponto forte é a gente mesclar vários olhares artísticos para conduzir as turmas e esse processo de partilha e de criação”, afirma.

Não há nenhum pré-requisito ou seleção para ingressar na Vivências II, que acolhe homens, mulheres e pessoas de qualquer orientação de gênero.

“É uma turma para todo mundo que tiver interesse mesmo de fazer. Já que a gente parte de um princípio também de partilha e de uma escuta de si, para que esses corpos e essas ‘corpas’ existam em cena, é muito legal, inclusive, que a gente tenha todas as pessoas aqui dentro. Inclusive, por conta disso também é que a nossa mensalidade está mais em conta”, argumenta Ligia.

“Isso foi uma coisa que a gente pensou mesmo para que conseguíssemos receber e agregar um número maior de pessoas”, completa.

As mensalidades do Casa costumam ser de, no mínimo, R$ 200, informa Ligia. “E a gente também tem uma política de bolsas, que vamos começar a divulgar. Mas aí é para um grupo específico de pessoas”, anuncia.

METODOLOGIA

A oficina terá três processos do que o pessoal do Casa chama de enfrentamento cênico: a leitura dramatizada, o texto em cena e uma montagem mais completa na etapa final.

“A leitura é leitura mesmo, com o elenco segurando o texto em mãos, e vai acontecer em março. A gente vai percorrer várias dramaturgias clássicas e contemporâneas e selecionar uma para fazer essa leitura aberta ao público, diz Ligia.

“O texto em cena é um processo já como uma pílula de um teatro mais completo, em que eles vão se dividir em duplas ou trios e aí vão escolher uma cena curta para levantar já inteiramente para a plateia, com cenário, figurino, interpretação. Uma cena curta completa”, detalha. 

“E, no segundo semestre, a gente faz a montagem. A gente pode selecionar tanto uma dramaturgia que a gente já percorreu ao longo do ano como uma dramaturgia nova ou uma dramaturgia autoral, inclusive, que coletivamente iremos compor”, completa.

PROFISSÃO E VIDA

Ligia defende que os enfrentamentos fazem com que a pessoa consiga se escutar, entender seus limites técnicos e trabalhar elementos como a voz, o corpo, a consciência e o processo de criação.

“A gente acaba trabalhando todos esses pontos a partir dos jogos e dos exercícios cênicos. O teatro vai proporcionar um jogo de relação que vai fazer com que a gente consiga desenvolver muito mais a nossa comunicação, a nossa sensibilidade, a nossa troca, a nossa partilha, os nossos limites. Onde terminam os nossos limites e começam os limites do outro. Não tem como você trabalhar o teatro e não ser também um ser humano mais interessante, mais completo”, frisa Ligia.

“Porque é uma arte que vai trabalhar o teu corpo inteiro, a tua forma de pensar, a tua forma de se relacionar. Tenho visto muitas pessoas procurando atores e atrizes mais velhos no mercado para compor um filme, fazer um espetáculo ou alguma obra, e não temos esse elenco. Por termos pouquíssimos lugares de formação cênica aqui em Campo Grande e em Mato Grosso do Sul, a gente acaba não tendo um time de elenco funcional para que tudo isso consiga fluir”, observa a atriz e diretora.

“É uma porta aberta também para que a gente conheça novos artistas e possa fazer esse movimento dentro do mercado de trabalho e fazer com que as pessoas consigam entender que isso é uma profissão, inclusive para pessoas com mais de 50 anos”, diz Ligia Prieto, que reforça a importância do teatro enquanto lugar de representatividade, de existência e de empoderamento, portanto muito necessário para o que vê como uma luta contra o etarismo.

“No Brasil, envelhecer é uma ofensa. É o país que mais faz cirurgias plásticas no mundo, uma sociedade que oprime a partir de um mito falso da beleza e da juventude. As pessoas com mais de 50 anos enfrentam os reflexos imensos que esse preconceito acarreta, desde as perdas no mercado de trabalho até a valorização de si enquanto cidadão livre e de direitos. O teatro convida as pessoas a olharem para si mesmo, para sua própria história, e encaminha esse olhar para o fortalecimento de si a partir do coletivo e do encontro com o outro”.

OUTRAS TURMAS

Confira outras turmas das oficinas de teatro oferecidas pelo Grupo Casa, todas com início nesta semana. Aos sábados, com início em 20/1: Passarinho, para crianças de 3 a 6 anos, das 9h às 10h; Borboleta, 7 a 11 anos, das 14h às 15h30min; e Desafio, 12 a 18 anos, das 16h às 18h. E a turma Vivências I, que iniciou dia 16, para pessoas com idade de 19 a 49 anos, das 19h às 21h.

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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