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O número de buracos em Campo Grande tem sido motivo de desespero... Confira na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo deste sábado (3) e domingo (4)

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Rubenio Marcelo - poeta de ms

"Contigo caminho, Poesia, no silêncio 
do cântico que me relega ao instante 
do eterno passo vasto de horizontes...”

Felpuda

O número de buracos em Campo Grande tem sido motivo de desespero para a população e, por incrível que pareça, de “orgulho”. Enquanto a prefeitura divulga que foram tapados mais de 112 mil nos três primeiros meses deste ano, como se o serviço fosse algo de extraordinário que exigiu pronta ação de administração ágil, do outro lado, há a certeza de que as pessoas enfrentaram todos os dias muitos riscos, armadilhas e causadores de prejuízos pelas ruas da cidade. Pelos números oficiais, foram tapados 34.854 buracos em janeiro, 38.082 em fevereiro e 39.261 em março (até o dia 28). Ou seja: se foram tapados, é porque existiram e ainda estão por aí.

Escanteio

Nas rodas de conversas políticas, o que se fala é que a prefeita Adriane Lopes (PP) está “desaparecida” e não estaria participando das articulações do grupo político – formado pela federação União Progressista, da qual faz parte, e o PL – que está à frente da formação de alianças. Comentários mais belicosos dizem que o motivo seriam os constantes problemas relacionados à sua administração, que, segundo eles, ainda não deslanchou nesses anos todos, resultando no mau humor de muita gente. E põe gente nisso!

Otimismo

Durante o ato de filiação de novos integrantes ao partido, o presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, deixou a modéstia de lado ao falar sobre a pretensão da sigla na disputa eleitoral deste ano. 

Ele, que é pré-candidato ao Senado, disse que “os nossos objetivos são claros: a reeleição do governador Riedel [PL], a eleição de Flávio [Bolsonaro] para comandar o Brasil, eleger os dois senadores e ampliar bancadas na Câmara, no Senado e na Assembleia de MS”.

Juntos e os sós

A tradicional bancada do “eu sozinho” desapareceu. Da antiga, seus deputados arrumaram casa nova. Rinaldo Modesto deixou o Podemos e foi para o Progressista (PP), enquanto Pedrossian Neto saiu do PSD e está em novo endereço, ou seja, no Republicanos. Paulo Duarte, por sua vez, migrou do PSB para se abrigar no ninho tucano, o PSDB. Uma nova bancada do solitário está surgindo: João Henrique desfiliou-se do PL e mudou-se para o Novo, enquanto Lidio Lopes, que está sem partido, passou a comandar o Avante no Estado.

M

Nos bastidores políticos, fala-se que o PRD, que é um partido de direita, se não lançar candidato, deverá tentar aliança com o grupo formado pela direita e a centro-direita, que apoia a reeleição de Riedel. Nas eleições para prefeito, em 2024, o ex-senador Delcídio disputou a prefeitura de Corumbá, sua terra natal, e ficou em último lugar no embate com outros três candidatos.

Sessentou

Com contagiante descontração, grande emoção e convidados animados que só, o jornalista Jefferson 
de Almeida comemorou sua jornada de seis séculos de vida. Foi no dia 21 de março, na Estância Montana, com tudo que ele tinha direito, registrado pelo Studio Vollkopf.

Aniversariantes

SÁBADO (4)

  • Emilcy Thomé Gomes (Miska),
  • Humberto Augusto Miranda Espíndola, 
  • Rejane Velasco de Souza,
  • Meire Tenuta,
  • Deusdedit Ferreira de Oliveira,
  • Dra. Isolete Lins Campestrini,
  • Jair Ferreira da Costa, 
  • Marina Noeko Mitsuyasu,
  • José Otaviano Tenório,
  • Pedro Paulo Panacoti, 
  • Regiane Cristina Cardoso Chiad,
  • Nelson Yoshikasu Sano,
  • Marlúcia Lopes da Silva Marques,
  • Solindo Medeiros e Silva,
  • Tânia Rita Machado,
  • Cleversson Golin,
  • Rubens Cox de Moura Leite,
  • Estefânia Recalde de Carvalho, 
  • Edilberto Rosário,
  • Mara Lima, 
  • Alessandro Klidzio,
  • Yvie Cesco,
  • José Rodrigues de Faria,
  • Dra. Agatha Christie Fernandes Molinari,
  • Francisco Dall Agnol,
  • Auro da Silva,
  • Rosangela de Lourdes Silva,
  • Luiza Ribeiro Gonçalves, 
  • Isabela Oliva,
  • Roberto de Castro Cunha, 
  • Isabella Machado Pereira,
  • Karla Leticia de Paula Oliveira,
  • Dr. José Francisco Malmann,
  • Adilson Edson Reich,
  • Antonio Agostinho do Nascimento,
  • Thaylise da Cruz Queiroz,
  • Karolinne Sotomayor Azambuja Canazilles,
  • Jackelinne Sotomayor Azambuja,
  • Dra. Vera Helena Bastos Ribas,
  • Zoé Machado Branco de Freitas,
  • Ezaldino Xavier,
  • Ary Teodoro dos Santos,
  • Paulo Henrique Oliveira e Silva,
  • Ailson Garai da Silva,
  • Danielle Ujacov Nogueira,
  • Marisa Marinho Américo dos Reis,
  • Magda Mendes Peron,
  • Hugo Borges Soares Neto,
  • Aluísio Alexandre Benevides,
  • Marlene Vilarinho Albuquerque,
  • Cristiano Figueiró,
  • Andrey Elesbão da Silva,
  • Maria do Carmo Contar,
  • Dr. Edson Setsuo Norito,
  • Márcio José Buffone de Oliveira,
  • Miriam Miyahira,
  • Dra. Lenita Nogueira Osório Araujo,
  • Osnei Okumoto,
  • Adão Gonçalves Amorim,
  • José Roberto do Nascimento,
  • Maria Anete Barros,
  • Zélia Nakazone Teruja,
  • Ingrid Alvarenga Brega,
  • Rafael Nelson Canello,
  • João Augusto Capeletti,
  • Débora Regina Nogueira Perin, 
  • Elizandra Aparecida Cassaro, 
  • Silvana Tapias Nardão Stucchi,
  • Fernando César Vinholi,
  • Fabiana Deco Stevanato,
  • Aline Cristina Padovam da Fonseca.

DOMINGO (5)

  • Dr. Claudinei Jorge Goya,
  • Márcia Carolina Guimarães Desidério, 
  • Carlos Kuntzel, 
  • Antonio Pereira Mendes,
  • Chafic Basmage,
  • Dr. Edson Shigueo Kawanami, 
  • Fumika Yoshizumi Gonda,
  • Zoraide Inacio de Freitas,
  • Helga Maria Lopes de Lima,
  • Maria Candida de Paula Almeida,
  • Onelly Ferraz Peixoto,
  • Satiko Izeki,
  • Iomê Cavalheiro dos Santos, 
  • Mônica Dib Lopes, 
  • Eneida Cavalheiro dos Santos,
  • Nilson Amorim de Paula,
  • Sônia Subtil Bueno de Moura,
  • Paulo Augusto Machado Pereira, 
  • Maria Aparecida Gonçalves Pimentel, 
  • Susana Elisa Moreno,
  • Celso Cortada Cordenonssi,
  • Sigueyo Sato,
  • Paulo César Loureiro Leite, 
  • Mauro Sérgio Morais, Augusto Assis Filho,
  • Gislene Gonçalves Braga da Silva,
  • Dr. Juberty Antonio de Souza, Maria Lourdes Romeiro,
  • Geraldo Gelio Gabinio Leite,
  • Marilia Piovesan Godoy,
  • Rosinha Conceição,
  • Dra. Furtunata Nunes Azevedo,
  • Geraldo Alves Marques,
  • Vicente Lessonier,
  • Wellingtton Franco Barbosa, 
  • Nilma Santana Pereira,
  • Suzana Maria Maia Pinto,
  • Liliana Martins,
  • Benedita Cléia Martins,
  • Ivete Asato,
  • Jaime Azevedo Marques,
  • Ana Cecíia de Freitas Pires Pereira,
  • Dr. Mitikó Kumahara,
  • Renata Santos Vieira,
  • Arlete Nogueira Barbosa,
  • Dercy Lombardi Kassar,
  • Sandra Joaquina de Araújo,
  • Meire Aparecida Lima,
  • Lieni Jacques,
  • Dr. Júlio Donizet Loenert, 
  • João Ferreira Neto,
  • Nelio Eni Engelmann, 
  • Ivone Fonseca e Souza,
  • Dra. Ana Lúcia Lyrio Oliveira,
  • Clara Rahe França, 
  • Geraldo Benevides,
  • Osvaldo Minolu Takigame, 
  • Raimundo Alves Lima,
  • José Domingues,
  • Sebastião Candido Couto,
  • Mauro Márcio Fialho Filho,
  • Newton Santos da Costa,
  • Maria Auxiliadora Pires de Almeida,
  • Paulo Paniago da Silva,
  • Virginia Zampieri West,
  • Diego Lima Caramalac,
  • Tassia Regina Nicaloski, 
  • Yvon Moreira do Egito Neto, 
  • Dr. André Luis Garcia de Freitas, 
  • Flávia Caloni Gomes,
  • Emiliana Barcelos Queiroz,
  • Horencio Serrou Camy Filho,
  • Catia Regina Madella,
  • Cleber Coelho Bianchi,
  • Nisme Salua Abdo,
  • Manoel Capilé Palhano, 
  • Clenio Luiz Parizotto,
  • Rafael Wasnieski,
  • Sônia Maria de Mattos Lovo.
     

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Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado.

21/06/2026 18h30

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Foto: Divulgação

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Poucas gerações se preocuparam tanto com a felicidade dos filhos quanto a atual. Queremos protegê-los das frustrações, evitar sofrimentos e oferecer oportunidades que talvez não tenhamos tido. A intenção é legítima. O problema começa quando transformamos a felicidade em uma obrigação permanente.

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado. Correm para resolver conflitos, antecipam soluções e tentam eliminar qualquer desconforto. Mas crescer envolve justamente aprender a lidar com emoções difíceis.

A vida não é composta apenas por momentos agradáveis. Perder um jogo, receber um “não”, enfrentar uma decepção amorosa ou não conseguir alcançar um objetivo fazem parte da experiência humana. Quando impedimos nossos filhos de viver essas situações, também limitamos a oportunidade de desenvolver recursos emocionais para enfrentá-las.

Resiliência não nasce da ausência de dificuldades. Ela se constrói quando a criança atravessa desafios e descobre que é capaz de suportá-los. Isso não significa abandonar ou minimizar o sofrimento. Significa acolher emoções sem precisar eliminá-las imediatamente.

Existe uma diferença importante entre proteger e superproteger. Proteger é oferecer segurança e apoio. Superproteger é impedir que a criança experimente situações compatíveis com sua idade e desenvolva autonomia emocional.

Como pais, nosso papel não é garantir felicidade constante. É ajudar nossos filhos a construir ferramentas para lidar com os altos e baixos da vida. Afinal, saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. Significa reconhecer sentimentos, expressá-los de forma saudável e seguir em frente apesar deles.

Talvez uma das maiores demonstrações de amor seja permanecer ao lado dos filhos quando eles sofrem, sem a necessidade de apagar imediatamente a dor. Porque crescer emocionalmente não depende da ausência de frustração, mas da capacidade de atravessar.

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Dra. Vanessa Abdo - Divulgação

 

Capa da semana - Especial 5 anos Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki

"Eu escolho histórias que me transformem. Quando olho para trás, percebo que muitos dos meus trabalhos compartilham temas como identidade, pertencimento, resiliência e propósito".

21/06/2026 17h00

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki Foto: Nanda Araújo

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Multifacetada, Danni Suzuki é atriz, apresentadora, diretora, roteirista e palestrante. Nascida e criada no Brasil, iniciou sua carreira artística através do ballet clássico, atuando em comercias de tv e musicais até sua formação profissional pela EDMO (Escola de dança do Teatro Municipal).

Ampliou seus estudos em direção e atuação na New York Film Academy, em Los Angeles e New York. Sua base acadêmica também inclui um Bacharelado em Desenho Industrial pela PUC-RJ e uma Pós-Graduação em Neurociência pela PUC-RS, onde se tornou professora de Pós Graduação convidada, em 2024.

Entre a arte, a comunicação e o compromisso social, a trajetória de Dani Suzuki é marcada pela versatilidade e pela capacidade de se reinventar constantemente. Conhecida do grande público por seus trabalhos na televisão, a atriz construiu ao longo dos anos uma carreira sólida que ultrapassa os limites da atuação, envolvendo também projetos como apresentadora, diretora, produtora de conteúdo e defensora de importantes causas sociais e humanitárias.

Com uma presença marcante na televisão brasileira, Dani conquistou espaço por seu talento, carisma e autenticidade, características que a transformaram em uma profissional respeitada dentro e fora dos estúdios. Ao longo de sua trajetória, participou de produções de destaque, apresentou programas de diferentes formatos e buscou ampliar sua atuação para áreas que dialogam com educação, cultura, sustentabilidade e desenvolvimento humano.

Filha de pai japonês e mãe brasileira, Dani também se tornou uma referência quando o assunto é representatividade, contribuindo para ampliar debates sobre diversidade e identidade em um país multicultural como o Brasil. Sua história pessoal e profissional reflete a busca constante por propósito, conhecimento e conexão com diferentes realidades, experiências que influenciam diretamente seus projetos e sua visão de mundo.

Além da carreira artística, ela tem se dedicado a iniciativas voltadas para transformação social, viagens de caráter humanitário e ações que promovem impacto positivo em comunidades dentro e fora do país. Essa atuação multifacetada revela uma profissional que entende a comunicação como ferramenta de inspiração, informação e mudança.

Nesta entrevista, Dani Suzuki compartilha reflexões sobre sua carreira, os desafios enfrentados ao longo de sua jornada, os novos projetos que vêm pela frente e as experiências que moldaram sua trajetória. Uma conversa sobre arte, evolução, propósito e a importância de seguir construindo caminhos com sensibilidade, coragem e autenticidade.

Danni celebra com a gente 5 anos de Correio B+, afinal, ela faz parte da nossa história, e em nova entrevista ao Caderno ela fala de seu novo momento com exclusividade.

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni SuzukiA atriz Danni Suzuki é a Capa exclusiva de 5 anos de Correio B+ - Foto: Nanda Araújo - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está mergulhando agora no universo de “Delegacia de Homicídios”. Como foi construir emocionalmente uma personagem cercada por violência, investigação e pressão psicológica?
DS -
 O que mais me interessou foi justamente a história além do crime. A investigação é apenas a superfície. O que me fascina é assistir o ser humano por trás dela. São profissionais que convivem diariamente com dor, perdas, violência e, ainda assim, precisam ter clareza para tomar decisões.

Construir essa personagem tem sido um exercício de empatia. Porque, no fundo, ela não investiga apenas homicídios. Ela investiga histórias interrompidas, movidas por justiça ou por vingança. E isso inevitavelmente nos faz refletir sobre a fragilidade da vida, algo que nos acompanha mesmo depois que o set termina.

CE - Você acredita que estamos vivendo uma era de hiperconexão, mas de empobrecimento emocional?
DS - 
Em muitos aspectos, sim. Nunca tivemos tanto acesso à informação, mas isso não significa que tenhamos desenvolvido a mesma capacidade de processá-la emocionalmente. A tecnologia ampliou nossa conexão com o mundo, mas não necessariamente conosco mesmos.

O paradoxo é esse: estamos cada vez mais conectados digitalmente e, ao mesmo tempo, enfrentando desafios crescentes relacionados à atenção, pertencimento, propósito e saúde emocional.

Foi justamente essa inquietação que me levou a escrever meu livro "Humanos do Futuro". No meu estudo sobre conexões emocionais, a nossa relação com a tecnologia tem sido fator bem complexo de se analisar. 

CE - Existe um fio invisível conectando todas essas versões da Danni Suzuki?
DS -
 Existe. E ele sempre foi meu interesse pelo comportamento humano e a espiritualidade.  A atuação me permitiu sentir e construir diferentes emoções através dos personagens. A formação em neurociência me ajudou a entender os mecanismos por trás dessas emoções.

As palestras me aproximam das transformações sociais. O ativismo me conecta às realidades humanas mais profundas. No fundo, eu sempre estive investigando a mesma coisa: o que nos torna humanos.

CE - O que o projeto “Passaporte Digital” ensinou sobre medo, esperança e futuro?
DS -
 Me ensinou que independentemente da condição social, cultura, das perdas e reconstrução de vida, todos compartilham desejos muito parecidos: pertencer, ser visto, ter oportunidades e construir uma vida com dignidade. Estar em contato com refugiados e de culturas diferentes amplia muito nosso entendimento pelo outro. 

E todos nós, independente da cultura, estamos hoje entrelaçados pela tecnologia, então, querendo ou não temos que criar um diálogo entre todos nós.  O futuro não será definido apenas pelas ferramentas que criamos, mas pela forma como escolhemos utilizá-las para ampliar dignidade, autonomia e consciência.

CE - A representatividade finalmente deixou de ser discurso e virou transformação?
DS -
Avançamos muito, mas ainda existe um caminho importante pela frente. O que me deixa otimista é perceber que hoje a discussão está mais madura. Não estamos falando apenas de presença, mas de protagonismo, narrativa e oportunidade. A verdadeira transformação acontece quando a diversidade deixa de ser exceção e passa a ser algo natural. E acredito que estamos caminhando nessa direção.

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni SuzukiA atriz Danni Suzuki é a Capa exclusiva de 5 anos de Correio B+ - Foto: Nanda Araújo - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana 

CE - Você escolhe projetos pensando nesse impacto?
DS -
 Eu escolho histórias que me transformem. Quando olho para trás, percebo que muitos dos meus trabalhos compartilham temas como identidade, pertencimento, resiliência e propósito. Mas isso nunca foi uma estratégia racional. Talvez seja apenas reflexo das perguntas que eu mesma estou tentando responder ao longo da vida.

CE - Se pudesse fazer uma pergunta sobre a mente humana que ainda não encontrou resposta, qual seria?
DS -
 Eu perguntaria: Por que algumas pessoas conseguem transformar dor em sabedoria, enquanto outras permanecem aprisionadas pela mesma experiência? A neurociência já explica parte dessa resposta. A psicologia explica outra. A espiritualidade traz mais uma camada. Mas acredito que ainda existe algo profundamente fascinante nessa capacidade humana de transformar sofrimento em consciência.

CE - Você foi capa algumas vezes do B+. Para você também foi especial?
DS -
 Muito. Vivemos em uma época em que tudo é rápido e descartável. Por isso, construir uma relação de confiança ao longo dos anos com um veículo de comunicação tem um valor enorme pra mim.  Sempre fui recebida com muito respeito, profundidade e interesse genuíno pelas diferentes fases da minha trajetória. E isso me enche de amor. 

CE - O que acha de um veículo ultrapassar 70 anos de existência?
DS - 
É admirável. Manter relevância por sete décadas significa atravessar transformações tecnológicas, culturais e comportamentais sem perder a capacidade de dialogar com as pessoas. Em um mundo que valoriza tanto a novidade, chegar aos 70 anos continua sendo uma prova extraordinária de credibilidade, adaptação e propósito.

CE - Deixe uma mensagem de aniversário para o B+.
DS -
 Parabéns pelos mais de 70 anos de história. Que vocês continuem fazendo aquilo que toda comunicação de qualidade deveria fazer: conectar pessoas, ampliar perspectivas e registrar o seu tempo sem perder a sensibilidade humana.

Em uma era dominada por algoritmos, velocidade e excesso de informação, veículos que cultivam memória, contexto e diálogo se tornam ainda mais valiosos.

Que venham muitos outros capítulos dessa história. E que ela continue inspirando as próximas gerações a pensar, sentir e construir um futuro melhor.

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