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SAÚDE

Pesquisa mostra que mais de 30% da população das capitais sofre com insônia

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que 31,7% dos adultos sofrem com insônia nas capitais brasileiras; doença atinge mais mulheres, pessoas na meia-idade e está diretamente ligada a hábitos e fatores sociais

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Se três em cada dez adultos que você conhece reclamam que não dormem bem, a estatística agora confirma que a sensação não é apenas um exagero coletivo. O mais recente levantamento do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, aponta que 31,7% da população adulta das capitais brasileiras convive com pelo menos um dos sintomas clássicos da insônia: dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes durante a noite ou o hábito de acordar muito antes do desejado.

O número, por si só, já é um indicador robusto de que a qualidade do sono se deteriorou na rotina caótica dos centros urbanos. Mas, ao detalhar a pesquisa, o cenário se torna ainda mais revelador sobre as desigualdades e os desafios da vida moderna.

Além de gênero e idade, o Ministério da Saúde destaca que o perfil dos mais afetados inclui idosos e pessoas com menor escolaridade. A condição socioeconômica é um fator determinante: populações de baixa renda, desempregados e aposentados tendem a sofrer mais com a fragmentação do sono, muitas vezes agravada por comorbidades e condições de moradia inadequadas (como exposição a barulho e falta de conforto térmico).

Ler antes de dormir é uma boa opção para pegar no sono longe das telasLer antes de dormir é uma boa opção para pegar no sono longe das telas

O SONO FEMININO

A pesquisa Vigitel escancara uma disparidade de gênero significativa. Enquanto 26,2% dos homens relatam sintomas de insônia, o índice salta para preocupantes 36,2% entre as mulheres. Em algumas regiões do País, esse número chega a oscilar entre 36% e 38%, confirmando uma tendência observada globalmente.

A medicina do sono aponta que essa diferença não é meramente cultural ou relacionada apenas à dupla jornada feminina (embora esses fatores contribuam). Há uma forte influência biológica. De acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS), os índices de insônia começam a aumentar nas mulheres em relação aos homens a partir da puberdade, o que sugere que as variações hormonais ao longo da vida – ciclos menstruais, gravidez e, principalmente, a menopausa – desempenham um papel crucial na predisposição ao distúrbio.

O pico de prevalência do problema, segundo o levantamento, ocorre na faixa etária entre 45 e 54 anos. Esta é justamente uma fase de transição hormonal intensa para as mulheres e de acúmulo de estresse e responsabilidades profissionais e familiares para ambos os gêneros.

CENÁRIO REGIONAL

A qualidade do sono também varia conforme o mapa do País. Um dos dados mais impactantes do Vigitel diz respeito à duração do sono. Em média, 20,2% dos adultos nas capitais dormem menos de seis horas por noite, um patamar considerado insuficiente para a manutenção da saúde física e mental a longo prazo.

Enquanto Maceió (AL) lidera o ranking da privação de sono, com impressionantes 24,8% da população adulta dormindo menos de seis horas, Campo Grande apresenta a menor taxa, com 14,8% da população nessa condição.

O menor índice da capital sul-mato-grossense no distúrbio do sono é atribuído à alta qualidade de vida, menor densidade populacional e até mesmo aspectos culturais dos campo-grandenses. 

RISCOS DA INSÔNIA

É importante diferenciar a noite mal dormida ocasional de um distúrbio crônico. De acordo com a Classificação Internacional de Distúrbios do Sono, a insônia se torna uma patologia quando ocorre pelo menos três vezes por semana e persiste por mais de três meses.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), impressionantes 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de alteração ou doença relacionada ao sono, sendo a insônia a mais comum. A cronificação do problema pode trazer consequências graves.

A médica Dalva Poyares, especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono, detalha o mecanismo perigoso da doença. “A insônia ocorre por uma predisposição do indivíduo a perder o sono, a ter um hiper alerta. É uma resposta anormal ao estresse. O indivíduo que tem insônia crônica tem uma chance muito maior de desenvolver hipertensão. Quando a insônia é grave, também pode resultar em alterações metabólicas, predispondo ao aumento de peso e diabetes”, alerta a especialista.

A privação crônica de sono também é um sintoma e um gatilho para questões psiquiátricas, como transtornos de ansiedade, depressão e transtornos de personalidade. Os sintomas vão além da fadiga: incluem deficit de atenção, irritabilidade, alterações de humor, diminuição da libido e propensão a acidentes.

OUTROS DISTÚRBIOS

Embora a insônia seja a “ponta do iceberg” mais falada, a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde alerta para outros dois distúrbios comuns que afetam a população e estão frequentemente interligados à má qualidade do sono:

1 – Apneia Obstrutiva do Sono: Caracterizada pela obstrução da via aérea durante a noite, causando pausas respiratórias (apneias) que podem durar 20 segundos ou mais. A pessoa acorda diversas vezes para “retomar” a respiração, fragmentando o sono. O ronco alto é o principal sintoma, ao contrário da crença popular de que roncar é sinal de sono profundo. A longo prazo, a apneia sobrecarrega o coração, podendo levar a infarto e derrame cerebral.

2 – Síndrome das Pernas Inquietas: É uma vontade incontrolável de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desconfortáveis (formigamento, dor, puxão). Os sintomas pioram à noite, em repouso, dificultando o início do sono e causando cansaço extremo durante o dia.

TRATAMENTO

Para combater a insônia, o Ministério da Saúde enfatiza a prática da chamada “higiene do sono”. Essas medidas são essenciais para evitar que episódios pontuais se tornem crônicos.

> Regularidade: Estabelecer horários fixos para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.

> Ambiente: Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.

> Tecnologia: Evitar o uso de telas (celular, TV, computador) pelo menos uma hora antes de deitar, pois a luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono.

> Alimentação e substâncias: Evitar refeições pesadas, cafeína, nicotina e bebidas alcoólicas nas horas que antecedem o horário de dormir. O álcool, apesar de induzir o sono inicialmente, fragmenta as fases mais profundas do descanso.

> Atividade física: Praticar exercícios regularmente, mas nunca próximo à hora de dormir.

> Resgate do relaxamento: Ao chegar em casa, é preciso deixar o “modo trabalho” de lado. O ideal é desacelerar pelo menos duas horas antes de ir para a cama. Se não conseguir pegar no sono após 20 ou 30 minutos na cama, levante-se e vá ler um livro em outro cômodo até sentir sono novamente. A cama deve ser associada apenas ao descanso e ao sexo, não a preocupações e planejamento.

A orientação do Ministério da Saúde ao buscar ajuda profissional no tratamento dos distúrbios do sono é procurar a Atenção Primária, ou seja, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). 

O médico da família poderá fazer uma avaliação inicial, identificar possíveis causas clínicas ou emocionais e, se necessário, encaminhar o paciente para um neurologista ou psiquiatra especializado em medicina do sono.

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Felpuda

Apenas alguns pequenos "bagres" acabaram caindo na rede da CPMI que apura...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (3)

03/04/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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ALLAN KARDEC - ESCRITOR FRANCÊS

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os espíritos antes, durante e depois de suas encarnações".

 

FELPUDA

Apenas alguns pequenos "bagres" acabaram caindo na rede da CPMI que apura a roubalheira dos recursos dos aposentados. A maioria e os mais "ensaboados" conseguiram encontrar brechas para nem sequer ser ouvidos. A cada reunião da comissão, apareciam os navios de guerra para proteger os "tubarões e os polvos", que com seus longos tentáculos furtaram que só. E as vítimas da "pescaria dos impunes" serviram de isca, duas vezes: quando foram roubados e no ressarcimento, que foi feito com recursos deles no bolo dos impostos. E salve-se quem puder! ...

Diálogo

De olho

Até domingo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizará a Operação Semana Santa nas cinco regiões do País, intensificando a fiscalização e as ações de prevenção dos sinistros de trânsito, para que as pessoas possam se deslocar com segurança na ida e na volta do feriado.

Mais

Neste ano, o foco da operação é evitar ultrapassagens proibidas. Em 2025, a PRF registrou 1.770 ocorrências por conta deste tipo de conduta. O número é 9% maior que em 2023, quando ocorreram 1.620 casos. Houve aumento de 15% no número de mortes em comparação ao mesmo período.

DiálogoDra. Bruna Gameiro

 

Diálogo

Tabuleiro

A "encorpada" que o PSDB deu no apagar das luzes da janela partidária estaria sendo atribuída à mexida no tabuleiro pelo ex-governador Azambuja e o governador Riedel. O partido, que estava enfraquecido, acabou ficando com três dos seis deputados estaduais, um deles Pedro Caravina, que recebeu a filiação do colega Paulo Duarte. Com a entrada de Eduardo Rocha e da ex-secretária Viviane Luz, passa a ter chapas competitivas.

No ninho

O ex-secretário-chefe da Casa Civil Eduardo Rocha não é mais filiado ao MDB, partido em que estava há mais de 30 anos. Ele passou a integrar o ninho tucano para disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de MS. A troca não muda seus planos de apoiar a reeleição do governador Riedel, que tem o PSDB em seu arco de aliança. Conversa é que Rocha teria ficado "incomodado" com a resistência do partido ao nome de Simone Tebet, sua esposa, para que tentasse, em MS, viabilizar candidatura ao Senado.

Goela abaixo

O deputado federal Geraldo Resende pulou miúdo para não f icar sem escada e pendurado no pincel. Na mexida das peças no tabuleiro das eleições, decidiu sair do PSDB para ter respaldo ao tentar a reeleição. Só que "faltou combinar" com os outros partidos, que teriam lhe fechado as portas. Correndo mais do que lobinho em incêndio de floresta, conseguiu, via decisão nacional, ser empurrado goela abaixo no União Progressistas. Teve gente que não gostou nadica de nada.

Aniversariantes

Sônia Chinzarian Miguel,
Paulo Domingos Chaves dos Santos,
Maria Elena Selli Rizkallah,
Flávio Luiz de Andrade,
Janaína Loureiro,
Martina Santos Gomes da Silva,
Olívio Zago,
Antonio Teles de Alencar,
Benedito Reinaldo da Silva Correa,
Luiz Mario Pereira Leite,
Maria Tavares,
Paulo Henrique Antello e Silva,
Giancarlo Luiz Vicente Guidoni,
Eduardo Zinezi Duque,
Elizete Aparecida Cáceres Barbosa,
Inara Rodrigues Gomes,
Paulo Miranda de Barros,
Vagner Weber Colman,
Joanna D´Arc de Paula,
Fernanda Franco Pedrossian,
Perla Lilian Delgado,
Reinaldo Rios Ossuna,
Laura Elena de Almeida Stephanini,
Flávio Arakaki,
Willian Fernandes Cardoso,
Zilmara Bandeira Vasques,
Shirley Cheres da Silva,
Alexandre Marques,
Sergia Cristiane Tokunaga de Figueiredo Zandomine,
Rosildo Barcellos Júnior,
Nelson Otávio Lopes dos Santos,
Barbara Martins Cardoso,
Aparecido de Souza Caminha,
Manoel Félix Câmara,
Elizabeth Muniz de Oliveira,
Marcos Fernandes Martins,
Rosane Alves de Oliveira,
Valdir Andreatta,
Nívia Nunes,
Rosana Aparecida Espíndola Jordão,
Américo Paula Nantes,
Dr. Luiz Carlos Santini,
Ricardo Mansour,
Maria Antonieta Tomazelli,
Elenice Murad Alvarenga,
Paulo Ataul Bopp,
Elizabeth Ferreira da Silva,
Lilian Jacques,
Reinalda Dias,
Edson Espíndola Cardoso,
Iracema Marques Martins de Arruda,
Péricles Corrêa Fagundes,
Marise Aparecida Anderson Borba Leite,
Maria Lopes Rodrigues,
Laís Aparecida Machado,
Rita Franco Santos,
Dr. Luiz Roberto Rodrigues,
Mariza Elizabeth Almeida Sales Abrão,
Karolina Leite dos Santos,
Ana Claudia Vieira,
Sandra Ferreira,
Luiz Cláudio Vieira,
Moacir de Oliveira Flôres,
Luis Toshiaki Shimizu,
Julieta Anache,
Alba Lúcia Freitas,
José Antônio Corrêa de Lima,
João Mário de Souza,
Clenir Carvalho Silva,
Lidiane de Jesus Chaves,
Adriana Pereira,
Margaret Rocha Campos,
Ilidia Gonçales Velasquez,
Diana Carolina Martins Rosa,
Júlio César Rios Midon,
Geny de Pedro,
Mariana Rocha Nimer Teixeira,
Daniel Pinheiro da Fonseca,
Fábio de Oliveira de Souza,
Lincoln Carvalho de Oliveira,
Alipio Ferreira da Silva,
Elizabeth Belloc,
Orivaldo Martins,
Mauricio Luis Tiguman,
Ana Paula Jorge Lima,
João Ney dos Santos Ricco,
Tiago da Cruz Croda,
Magda Lima Mendes,
Pedro Henrique Vilela da Silveira,
Claíza Lima do Amaral,
Luiza Paula Ortiz Gomes Cardoso,
Moira Lopes Rodrigues,
José Luis Faco Junior,
Heyllen Araujo dos Santos Mundim,
Lucy Mara Escobar,
Giuliana Lima Lopes de Medeiros,
Mituru Kaminagakura,
Janieire Carrelo de Carvalho,
Maria Elza e Silva Martins,
Gilberto Luiz Martinovski,
Jari Alves Correa,
Verônica Rodrigues Martins,
Márcia Scarabel de Paiva,
Denise Aparecida Tosta,
Jainor Ribeiro da Cunha,
Guiherme Affonso Escobar Vieira. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRA

SAÚDE

Dra. Mariana Vilela na Harvard Medical School: Inovações em Menopausa e Lipedema

A médica brasileira Dra. Mariana Vilela alcançou um novo patamar de destaque internacional ao participar do prestigioso congresso promovido pela Harvard Medical School, em Boston.

02/04/2026 11h08

Reprodução

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Participação no WHAM (Women’s Health and Menopause) em Harvard

O congresso WHAM (Women’s Health and Menopause) é reconhecido como o epicentro da inovação em saúde da mulher. Realizado em Boston, o evento reúne a elite da medicina integrativa para definir os protocolos que serão adotados globalmente nos próximos anos.

A presença da Dra. Mariana Vilela em Harvard reforça o compromisso com a medicina baseada em evidências. Em um cenário onde a desinformação sobre menopausa e lipedema é comum, o acesso direto à fonte da produção científica mundial garante às pacientes um padrão de cuidado rigoroso e atualizado.

Destaque do Centro-Oeste na Medicina Internacional

Um dos pontos altos do evento foi a inclusão da Dra. Mariana em debates estratégicos. Ser a única médica do Centro-Oeste brasileiro a integrar uma mesa-redonda em Harvard não é apenas um marco pessoal, mas um selo de autoridade para a medicina da região.

"O que é discutido em Harvard define os rumos da medicina contemporânea. Trazer esse conhecimento para a prática clínica no Brasil é transformar a vida de mulheres que buscam tratamentos personalizados", destaca a médica.

O evento também contou com a colaboração de expoentes da medicina integrativa, como o Dr. Avrum Bluming, autor da obra "Estrogens Matters", fortalecendo o debate sobre a transição de uma medicina reativa para um modelo preditivo e orientado por dados.

Tratamento de Lipedema e Menopausa: O Novo Paradigma

 

A imersão na Harvard Medical School foca no que há de mais avançado para:

  •  Menopausa: Novas terapias de reposição e manejo de sintomas com foco em longevidade.

  •  Lipedema: Protocolos de diagnóstico precoce e abordagens integrativas para melhora da qualidade de vida.

  •  Medicina Personalizada: Uso de dados e ciência de ponta para tratamentos assertivos.

A Dra. Mariana Vilela é médica e diretora da clínica Casa Sante em Campo Grande, MS.

Seu perfil objetivo é focado em:

Saúde metabólica e hormonal: Abordagens sistêmicas também em emagrecimento e ganho de massa muscular. Reforçando sempre a medicina  preventiva como fundamental na vida das pessoas! 

Equilíbrio Hormonal: Atua com reposição e otimização metabólica.

Saúde Integrativa: Foco em longevidade e protocolos personalizados para quem busca melhorar o rendimento físico e a saúde geral.

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