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Diálogo

Político preterido na escolha de candidatura à Prefeitura da Capital...Leia na coluna de hoje

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Érico Veríssimo - escritor brasileiro
"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.


FELPUDA

Político preterido na escolha de candidatura à Prefeitura de Campo Grande ironizou o resultado das urnas no dia 6 e fez alusão à lenda do cavalo de Troia. Para ele, foi “um pônei de Troia”, pois teria ocorrido infiltração da esquerda nos rumos da direita. Mais um pouco, apelaria para outras lendas, como dizer que poderia ser o Hércules (nas urnas) contra a Medusa (a esquerda) portadora da caixa de Pandora (ideologia contrária ao conservadorismo). Na real, acabou como Ícaro (as pretensões derreteram).

Escolha

Vice-líder do governo do PSDB na Assembleia Legislativa de MS, Pedro Pedrossian Neto (PSD) está apoiando a candidatura de Rose Modesto. Ele integrou o quadro de secretários da prefeita Adriane Lopes, “herdado” do então prefeito Marcos Trad.

Mais

Ele deixou o cargo para disputar mandato de deputado estadual. Há quem diga que o governador tucano Eduardo Riedel, que apoia Adriane Lopes, poderá indicar outro nome para o seu lugar naquela Casa, encerrado o segundo turno. Pretendentes não faltam.

Carlos Victoriano e Luciana Coutinho Anache Victoriano - Foto: Studio Vollkopf
Carlos Victoriano e Luciana Coutinho Anache Victoriano - Foto: Studio Vollkopf
Dora Jobim e Lgia Turl - Foto: Divulgação
Dora Jobim e Lgia Turl - Foto: Divulgação

Alegria, alegria!

Liberados pelos seus partidos para apoiar quem desejarem à Prefeitura de Campo Grande, a maioria dos vereadores do PSDB e do MDB estão tal qual “pinto no lixo”, pois enfim poderão concretizar sonho guardado desde o primeiro turno. Sem risco de incorrer em infidelidade partidária e já eleitos, poderão inclusive articular com vistas à presidência da Câmara Municipal. Como se vê...

Sem retorno

O ex-secretário de Infraestrutura do governo Riedel Hélio Peluffo não deverá voltar à administração estadual, segundo comentários ouvidos em gabinetes de acesso restrito. Ex-prefeito de Ponta Porã, ele renunciou ao cargo em seu segundo mandato para comandar aquele órgão e deverá trabalhar na articulação política do PSDB, com vistas às eleições de 2026, quando, inclusive, poderá ser candidato a deputado estadual ou federal.

Ungido

Apadrinhado politicamente pela senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias e pelo deputado Londres Machado, ambos do PP, o advogado e empresário André Guimarães, candidato da sigla, derrotou o adversário Dr. Juliano, do PSDB, na disputa pela prefeitura de Nioaque. O tucano tinha apoio do prefeito Valdir do Couto Júnior, que é presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e filho de ex-prefeito.

Aniversariantes

Leonardo Gasparini Nachif, 
Carla Gameiro Alves da Fonseca, 
Dr. Alexandre Nakao Odashiro, 
Mayara Marin Lopes, 
Renato da Silveira Gomes,
Edmárcia Flausino Dias,
Justa Chamorro,
Gilbert Marcelo Fico,
Mirvaldo Rezende de Brito,
Rosaldo Barbosa Lins,
Parajara Moraes Alves Junior,
Júlio César Gerevini Júnior,
Bárbara Resende Diniz,
Alexandra Zucarelli Silveira, 
Ana Maria Franco Freitas,
Mauro Augusto de Almeida Dutra,
Silvana Rosa de Oliveira Guimaraes,
Milton Luís Girardi Urban, 
Dr. Hélio João Severo,
José Antônio Felício,
Kristianne Rolim Leite Godoy,
Irene Corrêa da Silva,
Juan Ramón Gomez Acosta,
Dra. Renata Rodrigues Ferro,
Dr. Olavo Mascarenhas, 
Márcia Greta Durand Banzer Ayoub,
Domingos Juarez de Souza Morais,
Carlos Sérgio Takayassu,
Eva Glória Mascarenhas,
Isabel Cristina Rodrigues,
José Gomes Goulart,
Aparecida Moura Sodré,
llda Seles de Moraes,
Elcinda de Souza,
Magdala Gomes Monteiro,
Rosana Dias,
Daniel Carlos Silveira,
Jaci de Brito Vale,
Maria Del Pilar Soto,
Yolanda Guimarães,
Onéia Xavier Loeff,
Antônio Carlos da Costa,
Lúcia Helena Loureiro,
Darcy Flôres Gomes,
Edyen Valente Calepis,
Leda Ferreira da Silva,
Anita Duailibi Amizo Mcgonigle,
Ana Maria Xavier Costa,
Antônio Gomes Soares,
Pedro Julio de Souza,
Priscila Berigo Funes,
Pedro Marrey Sanchez,
Irinaldo Cardoso,
Luiz Alberto Silveira,
Suzana Shirlei da Costa Cruz,
Tercio Moacir Brandino,
Clarice da Silva,
Glauce Mara Quinhones Cruz,
Joel Tito,
Arliene Afonso da Rocha,
Ana Paula Coutinho,
Sebastião Marques Lima Junior,
Ezequiel Rodrigues de Moura,
João Evangelista Pires Neto,
Ayrton Dayer,
Leda Maria Medeiros Renovato,
Adão Otaviano Ramos Ribeiro,
Tatiana Martins de Souza Marques,
Angelica Rivelli,
Antonio Bruno Zanetti, 
Leandra Sandini,
Cristielly Galvão Nogueira,
Elisângela Corrêa Diniz,
Alessandro Ferreira,
João Arruda Brasil Neto,
Audax Barbosa Arantes Junior, 
Lúcio Tunes de Lima,
Aline Seemann,
Rose Meire Lopes Weis,
Antonio José de Souza Lobo,
João Alberto dos Santos,
Arnaldo Rodrigues Junior,
José Cícero de Oliveira,
Bety Maria Lemes Fagundes,
José Francisco Vianna,
Armelinda Maria Barros Leite,
Claudia Adriane de Oliveira Teixeira,
Silvia da Cunha Ferreira,
Edmilson da Costa e Souza,
Sonia Maria Taveira Holsbach,
Emerson Bispo dos Santos, 
João Antonio da Silva,
Elizabeth Mayumi Shinohara,
Dea Maria Rimoli Teixeira, 
Ricardo Chimirri Cândia, 
Wilson Antonio Vendimiati,
Sullivan Vareiro Braulio,
Carlos Alberto dos Anjos,
Maria Emília Lopes Arantes,
Ana Maria Teixeira Lima,
Mário Henrique Barbosa Torres,
Tânia Maria Coutinho da Rocha,
Rosana dos Santos Ferreira,
Fátima da Silva Pires,
Pamela Cruz de Souza,
Sílvia Soares Gomes,
Gilberto de Moraes Rodrigues,
Marcos Paulo Silveira Cardoso,
Carmem Costa Goulart,
Joséias da Silva,
Lóide Stábile Lima,
Maria Elizabete Ferreira de Araújo.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

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