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FELPUDA

Políticos de Mato Grosso do Sul que contribuíram para tentar "blindar"... veja na coluna de hoje

Leia a Coluna Diálogo desta terça-feira, 3 de março de 2026

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"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas”

- Silvana Duboc, escritora brasileira

FELPUDA

Políticos de Mato Grosso do Sul que de alguma forma contribuíram para tentar “blindar” os envolvidos no roubo do dinheiro dos aposentados do INSS serão “julgados” nas urnas, em outubro deste ano. Em todo o País, as redes sociais vêm sendo usadas para divulgar o perfil dos “simpatizantes”, por vontade própria ou pressão, desses marginais que surrupiaram bilhões de milhares de idosos. Ficou claro que os defensores desse grande roubo histórico tinham um interesse maior: se dar bem politicamente, mesmo que às custas de dinheiro roubado. É cada uma!...

Gerson Claro, Kátia Claro, Ana Arminda dos Santos e Coronel David

Preferência

Embora seu irmão Fábio Trad, pré-candidato ao governo do Estado, queira contar com ele para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, o vereador Marcos Trad teria outro interesse.

Mais

Marcos não estaria disposto a arriscar brigar por uma de oito vagas na Câmara dos Deputados quando pode fazer o mesmo por uma das 24 cadeiras na Assembleia de MS. É esperar para conferir.

Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores da Embrapa sequenciaram o genoma do fungo Fusarium oxysporum f. sp. cyclaminis (Focy), causador da murcha do ciclame, uma das plantas ornamentais cultivadas no País. O avanço científico fortalece as estratégias de controle da doença, que em 2023 comprometeu mais de 70% da produção em estufas de Holambra (SP), um dos principais polos de flores das Américas. Valorizada pelas flores coloridas e pelo longo período de floração, o ciclame é presença frequente em jardins e ambientes internos.

Léo Galvão, Priscila Borgonovi e Felipe Veloso

Se...

Durante entrevista, a senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias anunciou que o PP não lançará candidato ao Senado, afirmando que “política é muito hoje e, então, hoje é não” sobre disputar com candidato do partido. Vale lembrar que até as eleições de outubro haverá muitos “hoje” com suas, digamos, nuances. A senadora afirmou que “o PP tem ótimos candidatos a senador, mas isso só vai acontecer se, no fim das contas, for necessário”. Se “as contas não fecharem”...

Estranho

Muita gente da direita estranhou a carta divulgada pela ex-primeiradama Michelle Bolsonaro, em que o ex-presidente Bolsonaro “unge” Marcos Pollon como seu indicado a uma das vagas ao Senado por MS. Esse time lembra que o parlamentar foi destituído da presidência estadual da sigla. Isso sem contar que ele tentou bater de frente com a cúpula do PL. Lançou seu nome a pré-candidato a prefeito da Capital, divulgando um vídeo com termos chulos.

Rumos

Nos bastidores políticos, há quem diga que Capitão Contar “recolheu-se em copas” depois de um período de negociações diretas em Brasília na tentativa de ser candidato ao Senado. Caso Pollon seja realmente o “ungido” de Bolsonaro, afirmam que ele terá algumas opções nessas eleições. Uma delas é permanecer no PL e ser candidato a deputado federal, a outra é deixar o partido e se candidatar ao Senado em novo partido ou simplesmente não disputar as eleições neste ano. Vai saber...

Aniversariantes

 
  • Eva Maria Ayres Pereira Mendes,
  • Dr. Marcos Antônio Martins Sottoriva,
  • Dra. Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio,
  • Eduardo José Vieira Miranda,
  • Carlos Eduardo Almeidinha Nahas,
  • Paulo Ribeiro Junior,
  • Antenor Gregio,
  • Galdinei Antunes Pereira,
  • Neide Pertussati,
  • Dr. Otávio Hernandes,
  • Ricardo Saddi,
  • Euler de Azevedo Neto,
  • Adalberto Pereira Camargo Filho,
  • Jorge Takeshi Otubo,
  • Milton Massuda Sobrinho,
  • Nilson Pinto Martinez,
  • Carolina Barios Padilha,
  • Narciso José dos Santos,
  • Cláudio Soler,
  • Diogo Otto Mata,
  • Cinara Belló,
  • Eunice Rocha Mecelis Cabral,
  • José Miguel Razuk Azambuja,
  • Romeu Foizer,
  • Isadora Ribeiro,
  • Leusimar Tristao Moreno,
  • Madalena Gomes Longen,
  • Letícia Couto,
  • Valquiria Rodrigues Oriqui,
  • Dra. Sarah Filgueiras Monte Alegre de Andrade Silva,
  • Gandi Jamil Georges,
  • Reneide Casagrande Melo,
  • Dr. Marcelo Barbosa Martins,
  • Ana Cláudia da Costa Ribas Roque,
  • Diego Gustavo Benites,
  • Sônia Honorato de Oliveira Carneiro,
  • Silvio Aparecido Barbeta Junior,
  • Igor Chiareli Perdono,
  • Sandra Luiza Freire,
  • Otília de Paula Moreira,
  • Juraci Aparecida de Souza Silva,
  • Cássia Cristina Milliatti Albres,
  • Dr. Cícero de Castro Faria Neto,
  • Zoé Lacerda Faria,
  • Beatriz Yamachita Costa,
  • Katlen Teles Echeverria,
  • Carlos Fernando Souza Panissa,
  • Olga Lechuga Capriata,
  • Luís Fernando Crivellaro Medeiros,
  • Eunice Figueiredo Nunes de Barros Camargo,
  • Daiane Bigaton,
  • Celina Conceição Figueiredo Garcia,
  • Sônia Rosely Bacha,
  • Maria das Graças Schwanz,
  • Eugênio de Carvalho,
  • Elvira Dorsa,
  • Hildebrando Correa Benites,
  • Odilza Medina de Souza Bexiga,
  • Rosemary Gonçalves,
  • José Waldir Domingos de Britto,
  • Nilza Barcellos Braga,
  • Joel César Lyrio,
  • Eny Jacques,
  • Karla Bianca Gonçalves,
  • Dr. Rubens Demirdjian,
  • Dr. Pedro Américo Nicolatti,
  • Márcia Barbura Arantes,
  • Ana Lúcia Duran Cruz Perez,
  • Antonio João de Andrade,
  • Benedito Lopes Nunes,
  • Marcelo Nahas,
  • Juarez Ferreira Pinto,
  • Valdemir da Silva Ferreira,
  • Kauan Paschoaletto Gimenes,
  • Gustavo Peixoto Machado,
  • Maria de Jesus Ossuna da Silva,
  • Cacildo Pereira Dias,
  • Tindaro Aor Wess Moreira,
  • Renato Faria Brito,
  • Marlene da Costa Ferreira,
  • Gerson Antonio Godoy,
  • Edson Chaia,
  • Manuel Nelito de Sousa,
  • Gilson de Souza Mendes,
  • Célia Maria Bezerra da Silva,
  • José Avelino e Silva,
  • Roberto Antonio Nadalini Mauá,
  • Dra. Regina Cláudia Neves Serafim,
  • Wilson Cezar Miazato,
  • Antonio Macario Filho,
  • Gabriela Marques Mafuci de Magalhães,
  • Fabiane Fiuza Antunes Borges,
  • Sandro Mattevi Dal Bosco,
  • Paulo Roberto de Lucas,
  • Ellen Rocha dos Santos,
  • Sandro Henrique Polloni,
  • Adriana Regina de Almeida Lolata,
  • Fernando Cesar Figueiredo Santiago,
  • Evaldo Rodrigues Higa,
  • Raquel de Cordoue Lunardelli,
  • Alexandre Balas,
  • Eliana Daltozo Sanches Nascimento,
  • Fabiana Moreira Sortica dos Santos,
  • Gustavo Ervaldo Cavalheiro Meira,
  • Felipe Costa Gasparini.
 
Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

"Sujeiras que estavam debaixo de tapetes começam a aparecer..." Leia mais na íntegra

Leia a Coluna Diálogo desta segunda-feira, 2 de março de 2026

02/03/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo

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Quando as pessoas temem o governo, isso é tirania. Quando o governo teme as pessoas, isso é liberdade”.

- Thomas Jefferson, estadista americano

FELPUDA

Sujeiras que estavam debaixo de tapetes começam  a aparecer, inclusive algumas de antigas campanhas eleitorais, numa clara definição de que “quem vê cara, não vê coração”. As armações são as mais diferentes possíveis para  se locupletarem, em forma de propinas, de maços de dinheiro que “voam” no espaço do cambalacho. Detalhe: até as eleições, muita coisa ainda será “espanada” em um mutirão de faxinas. 
Em alguns casos, até quem ajudou a esconder as tralhas  está ajudando a mostrar o que havia sido “guardado”. Afinal,  como diz o dito popular: “A ocasião faz o ladrão”. Assim, sendo...

Coluna Diálogo

Primeiro

A Agência Estadual de Regulação (Agems) formalizou convênio com a Prefeitura de Corumbá Para fiscalização dos serviços de iluminação. Segundo o órgão, é o primeiro contrato no Brasil em que uma agência faz esse tipo de trabalho.

Mais

A parceria, segundo o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, marca uma nova etapa na gestão do serviço naquela cidade, ao delegar a responsabilidade pela regulação e fiscalização do contrato de concessão.

Coluna Diálogo Mônica Fernandes Cullmann. Foto: Reprodução/Instagram
Coluna Diálogo Leticia Chodraui Rivalta de Barros. Foto: Reprodução/Instagram

 Voos

Os vereadores do Republicanos na Câmara Municipal da Capital, Herculano Borges e Neto Santos estariam pensando em voos mais altos. Nos planos de ambos, a Assembleia Legislativa de MS e a Câmara Federal. Nos bastidores, comentários são de que eles gostariam mesmo de legislar em Brasília, porém, apenas um deles iria. Assim, dizem, Herculano deverá ser o escolhido pela sua experiência, enquanto Neto Santos 
exerce o seu primeiro mandato e ainda, dizem, estaria “meio cru”.

Sem sucesso

A senadora Soraya Thronicke votou contra a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha, na CPMI 
que investiga o roubo do INSS. O PT tinha intenções de barrar todos os requerimentos dos acusados e de outros envolvidos, incluindo o filho de Lula. Os governistas acabaram levando uma “tunda” da oposição, incluindo aí a senadora, que está prestes a deixar o atual partido, a fim de tentar a reeleição.

Narrativa

Um detalhe interessante é que a parlamentar rapidamente adotou a narrativa do PT de que teria havido “fraude” e “golpe” na votação. O fato é que a esquerda pediu votação em bloco dos 87 requerimentos de convocação dos envolvidos no roubo dos aposentados. A oposição foi vitoriosa, deixando os petistas 
“sem rumo”. Para tentar arrumar uma desculpa plausível para a “sova” levada, petistas inventaram isso e estão tentando reverter a situação com o presidente do Congresso Nacional, o senador David Alcolumbre.

ANIVERSARIANTES

  • Karine Cortez,
  • Janete Izabel Zimmermann Teixeira (Janet Zimmermann),
  • Dr. Wilson de Barros Cantero,
  • Patrícia Decenzo,
  • Loretti do Amaral Gonçalves,
  • Wellington Coelho de Souza Júnior,
  • André Pereira Lima,
  • Agostinho Ribeiro,
  • Gilson Freire da Silva,
  • Sérgio Rego Miranda,
  • Atair Donizete de Almeida,
  • Celso Serafim de Souza,
  • Patricia Francalino Melo,
  • Eliane Aparecida Lima de Souza,
  • João Sebastião da Silva,
  • Trindadi Zarate de Souza,
  • Luiz Carlos Rosso,
  • José Carlos de Freitas,
  • Carlos Eduardo Bruno Marietto,
  • Flavio Garcia de Andrade,
  • Dayane da Silva Santos,
  • Marcelo Alves Rodrigues,
  • Ludeney Simioli de Lima,
  • Karen Mânica Amaral Duarte, Rausemberg Barreto de Souza Bonfim,
  • Suzely Furlan,
  • Dayana Miranda de Oliveira,
  • Mariana Caramori Mura,
  • Maria Cristina Pereira,
  • Lúcio Carlos Neves,
  • Anselmo Paulino dos Santos,
  • Rubens Armando Varella,
  • Delmir da Costa Felipe,
  • Girlane Almeida Bondan,
  • Carla Cristina Zurutuza,
  • Marcos Rodrigues,
  • Paulo Roberto Pegolo dos Santos,
  • Leonídio Pereira Mendes,
  • João Octavio de Castro Bertelli,
  • Naura Rodrigues de França,
  • Cleber Rosas de Azevedo,
  • Humberto Teixeira,
  • Hédipo Aparecido Castilho
  • de Oliveira,
  • Alberto Orondjian,
  • Dr. Dúlcio José Ferreira,
  • Lúcia Cristina Mansini,
  • Lucélia Gonçalves Cavalcante,
  • Milton José Duim,
  • Jussara de Souza Martins Novais,
  • Marinalva Wassouf Candéa
  • de Freitas,
  • Celso Zachert,
  • Nabor Barbosa Filho,
  • Nilce Coutinho,
  • Paulo Miyahira,
  • Vera Lúcia Espíndola,
  • Frederico Moraes,
  • Dalva da Silva Dib,
  • Sônia Freire de Oliveira,
  • Márcia Maria Prates da Fonseca Soares,
  • Sebastião Paulo do Canto,
  • Meire Lúcia Macedo,
  • Carolina Pereira Nunes,
  • Andréa Moreira Lima,
  • Célia Maria de Almeida,
  • Marcelo Brun Bucker,
  • Jorge Luiz Ferreira,
  • Alice Correa Braga,
  • Maria Auxiliadora Oliveira,
  • Abimael Oliveira Diniz,
  • Maurício Soares Moreira,
  • Aline Cogo,
  • Norberto Carlos de Carvalho,
  • Ataliba Ferreira,
  • Paulo Rodrigues de Medeiros,
  • Darci Yumiko Nakamatsu,
  • João Tadeu Souza de Lima,
  • Simone da Silva Ferreira de Barros,
  • Euclides Wohlenberg,
  • Erosmari Bortotto Garcia Lopes,
  • Marcos Marques,
  • Antonia Jaqueline Gonçalves Costa,
  • Maria Barão,
  • Fernando Cesar Gonçalves,
  • Adão Lemes de Oliveira,
  • Cristina Cibele de Souza Serenza,
  • Olimpio Arce Samaniego,
  • Olívia Marques Pereira,
  • Rosana Mara Scaff Pereira,
  • Sueli Aparecida Pereira Camilo,
  • Enio Nunes Leite,
  • Rosalina Nascimento Martins,
  • Valquiria Joice Corvalã dos Santos,
  • Anna Maura Schulz Alonso Flores,
  • Luiz Guilherme Roque dos Santos,
  • Wilson Alves da Silva,
  • Benedita Ramos de Souza,
  • Claudia Patricia Gonçalves,
  • Marcos Rogério Lima,
  • Cleide Jucelina de Matos Pedroso,
  • Fermino Bogarim,
  • Marilda Bittencourt de Marco,
  • Caroline Dussel de Oliveira,
  • Luiz Augusto Guirão,
  • Ademir Mendes Martin,
  • Maria Emília Borges Fialho,
  • Aline Medeiros Pache,
  • Paulo Henrique Maluf Alves.

 * Colaborou Tatyane Gameiro

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela "Três Graças" na TV Globo

"Faço teatro desde que criança. Foram muito anos construindo pedaço por pedaço do meu caminho, até que esse convite pra "Três Graças" apareceu".

01/03/2026 21h00

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela "Três Graças" na TV Globo Foto: Divulgação

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Atriz, professora de teatro e preparadora de elenco, Lorrana Mousinho está estreando nas novelas em “Três Graças”. Na trama, a artista dá vida a Cláudia, uma das cuidadoras de Josefa (Arlete Salles) que se revelou a espiã de Rogério (Eduardo Moscovis) na casa da vilã Arminda (Grazi Massafera).

Lorrana ainda é uma das fundadoras do Projeto Teatro Nômade, ao lado de Luísa Reis, em que oferece aulas de teatro gratuitamente para jovens estudantes de instituições públicas.

Mestre em Artes Cênicas pela UNIRIO - mesma instituição onde se graduou em Licenciatura em Teatro-, Lorrana Mousinho tem no currículo os espetáculos: "Roleta-Russa", baseada no livro "Suicidas", de Raphael Montes, e “Horácio", baseado no "Hamlet" de Shakespeare. Ela ainda atuou nos infantis “Em Casa", que usava a linguagem não-verbal, e “Peixe Vermelho”, projeto autoral que ela vai voltar a encenar em breve.

A atriz Lorrana Mousinho é a Capa eclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre estreia na TV, projetos e sua paixão pela profissão.
 

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela "Três Graças" na TV GloboA atriz Lorrana Mousinho é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Marilha Galla - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está estreando na novela "Três Graças" na Globo. Como tem sido essa primeira experiência ao longo desses meses? Alguma curiosidade desse debut?
LM -
 Tem sido uma delícia. Um privilégio enorme poder criar uma personagem e a cada novo bloco de texto que sai descobrir mais coisas sobre ela, que fazem a gente sempre continuar colocando mais camadas nessa criação. Isso do não saber e também poder ser surpreendido traz uma temperatura diferente pra criação, deixa tudo mais arriscado. E sustentar essa energia por meses é onde mora o grande desafio.

CE - Cláudia, sua personagem, aliás, ganhou um destaque ao deixar de ser uma pacata cuidadora e se revelar espiã de Rogério (Eduardo Moscovis) na casa de Arminda (Grazi Massafera). Você esperava  esse plot twist ?
LM -
Sim, eu esperava. Na primeira leitura com elenco completo mais autores, eu estava tensa porque achava de bom tom na hora do intervalo ir cumprimentar o Aguinaldo Silva, afinal, né, é o Aguinaldo Silva. Mas não sabia como. Isso me gerou tanta tensão, ainda mais que eu sou tímida pra caramba, que eu pensei: “Deixei pra lá”.

Vai tomar seu cafezinho, vai. Você já sobreviveu ao seu momento na leitura, agora, relaxa. E eis que ele que me puxa num canto e rindo de orelha a orelha me conta que eu não era só uma cuidadora, não. Mas que eu era essa espécie de “espiã”, infiltrada na casa a mando do Rogério. Eu fiquei chocada na hora, feliz e com medo, um mix de sensações. Agora o como foi eu não esperava.

Acho que foi uma resposta também à maneira como o público abraçou a personagem na sua primeira fase, mesmo que tenha durado um curto período, as pessoas torciam demais pela Cláudia cuidadora e estudante de medicina. Acredito que essa identificação do público com ela e a indignação que a sua suposta morte gerou, ajudaram pra que seu retorno fosse bom daquele jeito. Pra mim todas essas reviravoltas foram como se eu estivesse recebendo um presente. 

CE - E como tem sido lidar com esse sucesso de Cláudia com o público e com a imprensa?
LM -
 Eu acho tudo surpreendente (risos). A palavra pra mim é “surpresa” pra muita coisa. Afinal, é o que você falou, a primeira novela e já comecei numa das 9, de grandes autores e ainda um sucesso. É um pacote muito grande de coisas boas e nem sempre a gente sabe receber, temos que desenvolver estrutura interna pra saber receber as coisas boas também.

E isso essa novela tem me ensinado muito, dia após dia, sobre merecimento e que é preciso desenvolver em mim essa capacidade.  Me sinto feliz com a abordagem das pessoas na rua, nas redes sociais, como também não sou nenhuma celebridade, essas abordagens são tranquilas, educadas, geralmente, bem-humoradas.

Muita gente vem no meu privado no Instagram espontaneamente pra falar sobre o meu trabalho. Lá no início, então, da novela, eu temia que ninguém na verdade estivesse me vendo ali ao lado (o que não faz sentido nenhum), foi o máximo ver as pessoas fazendo os recortes da Cláudia dando umas olhadas e botando nas redes, acordando com os sustos, vibrando por ela, torcendo.

Falando de suas próprias lutas e histórias. Depois quando ela virou o jogo, ainda se mantiveram na torcida, curiosos com o que está por vir. Muito engraçado também as pessoas me pedindo spoiler e também pra eu dar a dica x ou y para os autores (risos). Lidar com a imprensa também tem sido tranquilo. Chegaram até mim profissionais bem respeitosos que, de modo geral, mantém a integridade do que eu falo.

Com boas perguntas. Boas conversas. Eu também tenho uma assessora ótima que consegue me blindar de muita coisa, a Natasha Stein. Aos poucos também tenho aprendido o que funciona e o que não funciona de ser dito e pra quem, a gente vai conhecendo mais como esse meio funciona. 

CE - Pode considerar essa oportunidade um divisor de águas da sua carreira?
LM -
 Com certeza. Por mais que a nossa relação com as novelas tenha mudado muito nos últimos anos, ainda impacta um número enorme de pessoas. No nosso país sempre foram obras muito assistidas e celebradas, fazer parte de projetos assim, podem ter o potencial de redefinir a carreira de uma atriz, seja em grande ou pequena escala, contribui muito pra nossa construção de carreira.

Como eu já disse em outras entrevistas, eu não venho de uma família de artistas ou abastada, que tem conexões no meio. Faço teatro desde que criança. Foram muito anos construindo pedaço por pedaço do meu caminho, até que esse convite apareceu.

Um ator que faz novelas no Brasil tem mais oportunidades de fazer outros trabalhos no audiovisual e inclusive, de poder habitar o próprio teatro (onde sempre habitei) com muito mais conforto e estrutura de trabalho, casa cheia, acessos que, grande parte das vezes, quem está ali desde sempre nunca teve. Pode ser uma abertura de caminhos e espero que pra mim seja também, já está sendo, na verdade, de uma maneira ou de outra. 

CE - Aliás, você levou 18 anos pra fazer uma novela. A que atribui essa demora? Era uma vontade?
LM -
 Levei mais que 18 (risos). Atribuo a maneira como o mercado funciona mesmo e ao modo difícil, quase impossível que é operar dentro dessa profissão. Se você escolhe ser artista e vem de baixo, os obstáculos vão ser imensos. Um Everest quase. Obstáculos esses com os quais eu durmo toda a noite, inclusive, porque nada está dado, sei lá o que vai acontecer comigo depois dessa novela.

Vou apenas seguir, como fiz a vida toda. Obstáculos que outros artistas que vêm de outras realidades nem sabem que existem e podem até ter uma visão ilusória e pouco real de como a sua própria classe vive, te leva a nem saber que você pertence a uma classe, na verdade. Você sabe como você vive, mas não tem noção de como os artistas sobrevivem no nosso país, repare que eu não tô falando nem de viver, mas de sobreviver.

Vir dessa realidade e apesar das poucas conexões, ter tido acesso a muito estudo de qualidade, graças à minha família, me situou com muita reflexão crítica dentro do meu espaço de trabalho. De alienação eu não sofro. 

Eu cresci vendo novelas, queria fazer novelas também, é claro, mas desde cedo fazendo teatro e entendendo como o mercado funcionava, que tinha suas preferências e claramente eu não era uma delas, foquei no teatro e tomei quase um horror à TV (risos). Mas com o tempo você entende que se você não ocupa aquele espaço, você fica à margem, muitas vezes, até do próprio teatro.

Esse que acontece, que tem público, que tem bons salários, onde os jurados de prêmios vão, do qual se pode viver (ou tentar que venha daí parte de sua forma de ganhar a vida). O meu teatro e de tantos artistas, a maior parte deles, funciona na margem. Gravava vídeos de cadastro, era elogiada, mandava material, recebia bons feedbacks e nada e seguia a vida.

Murros em ponta de faca que só confirmavam que meu lugar não era ali. Por isso agora eu me surpreendo o tempo todo e preciso me expandir internamente pra que todos esses acontecimentos possam caber.

Jurei pra mim que quando fizesse um trabalho assim seria convidada e entraria pela porta da frente, que o respeito dos outros pelo meu trabalho de atriz e pelas minhas capacidades abririam qualquer porta pra mim e não é que eu fui convidada? (risos).

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela "Três Graças" na TV GloboA atriz Lorrana Mousinho é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Marilha Galla - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Percebemos você bem presente nas redes sociais. Acha que, de fato, essa dedicação traz impacto na carreira de um artista, já que se fala muito hoje sobre número de seguidores?  
LM -
 Com certeza. Antes da novela eu postava muito pouco, um post, às vezes, em meses. E todas as minhas redes, antes Facebook, depois Instagram, eu só tive por conta de trabalho. Demorei a ceder pro WhatsApp. Acho tudo enlouquecedor e que tem grande potencial pra ser uma fonte de agonia, comparação, gatilhos. Só que percebi mesmo o mundo mudando, percebemos.

Passou a ser impossível não ter redes sociais se você quer divulgar o seu trabalho e precisa divulgá-lo. Quem não precisa, pode ter o privilégio de não ter. Passei a fazer um uso intenso nas minhas redes de professora como praticamente única forma de conseguir alunos. Passei a usar mais a minha pessoal pra divulgar o meu trabalho como atriz e isso foi realmente me ajudando a tornar visível o meu trabalho.

Agora com a novela, pra você ter uma ideia, eu conto com um profissional, o Ariel Moraes, grande amigo, ator também, que me ajuda a entender o momento e a gerir as redes e conteúdos da melhor maneira possível. É quase um segundo trabalho mesmo, que torna mais visível esse primeiro, de atuação. E eu sinto os resultados, você vai se tornando mais interessante aos olhos das pessoas, aos olhos do público e isso pode ser motivo de prospecção de novos trabalhos, apoios, patrocínios.

Eu sabia que seria um momento de grande visibilidade e que deveria intensificar isso, o famoso fazer do limão uma limonada. No início resistia mais, mas combinei comigo que iria fazer o todo o possível e necessário mantendo a minha ética, é claro.

E faço. O famoso “sem tempo, irmão!” (risos) tem que fazer, então, faz e faz bem feito. E acabou que me adaptei bem, tem mil coisas que não gosto de fazer, mas descobri as que gosto também, as que me divirto fazendo e o contato com o público, como falei, é a melhor parte. 

CE - Além de atriz, você é professora de teatro. O que tem aprendido como artista ao fazer uma novela das 21h?
LM -
 Acha que tem algo novo pra passar aos alunos agora fazendo TV?
Eu continuo dando aulas, né. Eu tenho levado já cinquenta mil novidades (risos). Eu dou aulas de teatro e de atuação p/ audiovisual (a partir da minha experiência como preparadora). 

Tudo o que eu descubro, aspectos técnicos, os dias fáceis, os dias desafiadores, as qualidades que percebo nos trabalhos dos outros atores, as dificuldades que passei (uma coisa é estar atrás das câmeras, outra é estar na frente delas) vou levando tudo.

uando somos artistas e docentes tudo o que a gente experiencia entra dentro do nosso bojo, do nosso processo de colagem, montagem pra que a gente dê nossas aulas. Todas as interferências que passam pela sua vida influenciam as demais, então, você está sempre dando uma aula diferente e mais engajada. As minhas aulas de hoje já são diferentes das do ano passado e das do mês passado, com certeza. 

CE - Você ainda é uma das fundadoras do Projeto Teatro Nômade, ao lado de Luísa Reis, em que oferece aulas de teatro gratuitamente para jovens estudantes de instituições públicas. Fale mais disso.
LM - 
Eu amo falar sobre o Nômade. Quando estou naqueles dias ruins, onde penso que nada tem sentido. O Nômade sempre aparece como algo que tem. E eu sou muito grata por isso. O projeto foi fundado em 2016, vamos fazer aniversário de 10 anos esse ano!

Esse projeto vem desde a época da faculdade de teatro, onde conheci a Lu, ambas nos formamos em Licenciatura em Teatro na UNIRIO. Trabalhamos com teatro como prática de transformação social. O Nômade sempre funcionou a partir de trabalho voluntário, conseguimos patrocínio por um ano, apenas, até hoje, e isso foi há pouco tempo.

Inclusive: Oi, patrocinadores! Estamos aqui! Mas como sempre, continuamos seguindo, com muita convicção sobre a importância do que fazemos. Temos turmas nas regiões centrais do Rio e na Baixa Fluminense, que também é meu lugar de origem.

Nosso foco são os jovens ditos periféricos. Ao longo do ano, os alunos e alunas fazem aulas de teatro e no final do ano as turmas se apresentam. Já impactamos centenas de jovens até hoje, muitos deles trabalham hoje com a gente, então, o Nômade não é mais apenas a Lu e eu, mas um grupo grande de pessoas que fazem com ele aconteça todos os dias. 

CE - Agora que estreou numa novela, quais seus sonhos profissionais ainda não realizados?
LM - 
Zilhões. Toda hora a ideia de um projeto, de uma história a ser contada passa pela minha cabeça. Meus sonhos profissionais se resumem a poder contar essas histórias que me habitam agora e as que vão habitar. Poder seguir fazendo isso com mais estrutura, mais dignidade, do jeito que todos os artistas e eu merecemos.

Todos nós que não estamos por fama, mas pelo ofício. Agora, sendo mais específica, gostaria de circular pelo Brasil com o meu infantil, vamos fazer uma circulação nesse momento pelo interior do Rio pelo Sesc. A peça se chama “Peixe Vermelho”, é um infantil que fala sobre a raiva e a importância de saber manejar essa emoção tão controversa.

A direção é da Fabianna de Mello e Souza e no elenco está a minha irmã, Raisa Mousinho, Bruno Paiva e eu. Eu amo teatro infantil. Pra mim não é lugar de passagem. Espero nunca dizer “quando eu fazia teatro infantil”. Espero sempre ter a possibilidade de fazê-lo e cada vez melhor.

Tenho esse sonho de poder rodar pelo país fazendo peças e gostaria agora também de poder continuar fazendo novelas, aprofundando essa primeira experiência, trabalhando personagens ainda mais complexas e estimulantes. E eu nunca fiz um filme ou uma série. Seria incrível. Seria, não. Vai ser!

CE - Você já contou em entrevistas que começou a fazer teatro ainda adolescente quando morava na Baixada Fluminense, no Rio. O que a Lorrana de hoje diria pra Lorrana que sonhava em viver de arte? 
LM -
 Comecei na infância, na verdade, aos dez anos. Acho que eu diria “Minha irmã, você vai comer o pão! (risos) Seja forte. Comece a fazer terapia antes pra saber manejar melhor as suas emoções. Tira da sua cabeça isso de que você é fraca porque tem sensibilidade, essa é a sua maior qualidade nessa vida.

Você é inteligente, talentosa e tem um bom coração. Foca nas suas qualidades. E vão aparecer uns babacas na sua vida. Não sai com eles! Com o passar do tempo, as coisas vão acontecendo. Podem demorar, mas elas vão acontecendo. Então, agora que você já sabe disso, aproveita mais o caminho e não fique tão ansiosa. Aproveita o caminho.”

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