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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Lorrana Mousinho destaque na novela "Três Graças" na TV Globo

"Faço teatro desde que criança. Foram muito anos construindo pedaço por pedaço do meu caminho, até que esse convite pra "Três Graças" apareceu".

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Atriz, professora de teatro e preparadora de elenco, Lorrana Mousinho está estreando nas novelas em “Três Graças”. Na trama, a artista dá vida a Cláudia, uma das cuidadoras de Josefa (Arlete Salles) que se revelou a espiã de Rogério (Eduardo Moscovis) na casa da vilã Arminda (Grazi Massafera).

Lorrana ainda é uma das fundadoras do Projeto Teatro Nômade, ao lado de Luísa Reis, em que oferece aulas de teatro gratuitamente para jovens estudantes de instituições públicas.

Mestre em Artes Cênicas pela UNIRIO - mesma instituição onde se graduou em Licenciatura em Teatro-, Lorrana Mousinho tem no currículo os espetáculos: "Roleta-Russa", baseada no livro "Suicidas", de Raphael Montes, e “Horácio", baseado no "Hamlet" de Shakespeare. Ela ainda atuou nos infantis “Em Casa", que usava a linguagem não-verbal, e “Peixe Vermelho”, projeto autoral que ela vai voltar a encenar em breve.

A atriz Lorrana Mousinho é a Capa eclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre estreia na TV, projetos e sua paixão pela profissão.
 

A atriz Lorrana Mousinho é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Marilha Galla - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está estreando na novela "Três Graças" na Globo. Como tem sido essa primeira experiência ao longo desses meses? Alguma curiosidade desse debut?
LM -
 Tem sido uma delícia. Um privilégio enorme poder criar uma personagem e a cada novo bloco de texto que sai descobrir mais coisas sobre ela, que fazem a gente sempre continuar colocando mais camadas nessa criação. Isso do não saber e também poder ser surpreendido traz uma temperatura diferente pra criação, deixa tudo mais arriscado. E sustentar essa energia por meses é onde mora o grande desafio.

CE - Cláudia, sua personagem, aliás, ganhou um destaque ao deixar de ser uma pacata cuidadora e se revelar espiã de Rogério (Eduardo Moscovis) na casa de Arminda (Grazi Massafera). Você esperava  esse plot twist ?
LM -
Sim, eu esperava. Na primeira leitura com elenco completo mais autores, eu estava tensa porque achava de bom tom na hora do intervalo ir cumprimentar o Aguinaldo Silva, afinal, né, é o Aguinaldo Silva. Mas não sabia como. Isso me gerou tanta tensão, ainda mais que eu sou tímida pra caramba, que eu pensei: “Deixei pra lá”.

Vai tomar seu cafezinho, vai. Você já sobreviveu ao seu momento na leitura, agora, relaxa. E eis que ele que me puxa num canto e rindo de orelha a orelha me conta que eu não era só uma cuidadora, não. Mas que eu era essa espécie de “espiã”, infiltrada na casa a mando do Rogério. Eu fiquei chocada na hora, feliz e com medo, um mix de sensações. Agora o como foi eu não esperava.

Acho que foi uma resposta também à maneira como o público abraçou a personagem na sua primeira fase, mesmo que tenha durado um curto período, as pessoas torciam demais pela Cláudia cuidadora e estudante de medicina. Acredito que essa identificação do público com ela e a indignação que a sua suposta morte gerou, ajudaram pra que seu retorno fosse bom daquele jeito. Pra mim todas essas reviravoltas foram como se eu estivesse recebendo um presente. 

CE - E como tem sido lidar com esse sucesso de Cláudia com o público e com a imprensa?
LM -
 Eu acho tudo surpreendente (risos). A palavra pra mim é “surpresa” pra muita coisa. Afinal, é o que você falou, a primeira novela e já comecei numa das 9, de grandes autores e ainda um sucesso. É um pacote muito grande de coisas boas e nem sempre a gente sabe receber, temos que desenvolver estrutura interna pra saber receber as coisas boas também.

E isso essa novela tem me ensinado muito, dia após dia, sobre merecimento e que é preciso desenvolver em mim essa capacidade.  Me sinto feliz com a abordagem das pessoas na rua, nas redes sociais, como também não sou nenhuma celebridade, essas abordagens são tranquilas, educadas, geralmente, bem-humoradas.

Muita gente vem no meu privado no Instagram espontaneamente pra falar sobre o meu trabalho. Lá no início, então, da novela, eu temia que ninguém na verdade estivesse me vendo ali ao lado (o que não faz sentido nenhum), foi o máximo ver as pessoas fazendo os recortes da Cláudia dando umas olhadas e botando nas redes, acordando com os sustos, vibrando por ela, torcendo.

Falando de suas próprias lutas e histórias. Depois quando ela virou o jogo, ainda se mantiveram na torcida, curiosos com o que está por vir. Muito engraçado também as pessoas me pedindo spoiler e também pra eu dar a dica x ou y para os autores (risos). Lidar com a imprensa também tem sido tranquilo. Chegaram até mim profissionais bem respeitosos que, de modo geral, mantém a integridade do que eu falo.

Com boas perguntas. Boas conversas. Eu também tenho uma assessora ótima que consegue me blindar de muita coisa, a Natasha Stein. Aos poucos também tenho aprendido o que funciona e o que não funciona de ser dito e pra quem, a gente vai conhecendo mais como esse meio funciona. 

CE - Pode considerar essa oportunidade um divisor de águas da sua carreira?
LM -
 Com certeza. Por mais que a nossa relação com as novelas tenha mudado muito nos últimos anos, ainda impacta um número enorme de pessoas. No nosso país sempre foram obras muito assistidas e celebradas, fazer parte de projetos assim, podem ter o potencial de redefinir a carreira de uma atriz, seja em grande ou pequena escala, contribui muito pra nossa construção de carreira.

Como eu já disse em outras entrevistas, eu não venho de uma família de artistas ou abastada, que tem conexões no meio. Faço teatro desde que criança. Foram muito anos construindo pedaço por pedaço do meu caminho, até que esse convite apareceu.

Um ator que faz novelas no Brasil tem mais oportunidades de fazer outros trabalhos no audiovisual e inclusive, de poder habitar o próprio teatro (onde sempre habitei) com muito mais conforto e estrutura de trabalho, casa cheia, acessos que, grande parte das vezes, quem está ali desde sempre nunca teve. Pode ser uma abertura de caminhos e espero que pra mim seja também, já está sendo, na verdade, de uma maneira ou de outra. 

CE - Aliás, você levou 18 anos pra fazer uma novela. A que atribui essa demora? Era uma vontade?
LM -
 Levei mais que 18 (risos). Atribuo a maneira como o mercado funciona mesmo e ao modo difícil, quase impossível que é operar dentro dessa profissão. Se você escolhe ser artista e vem de baixo, os obstáculos vão ser imensos. Um Everest quase. Obstáculos esses com os quais eu durmo toda a noite, inclusive, porque nada está dado, sei lá o que vai acontecer comigo depois dessa novela.

Vou apenas seguir, como fiz a vida toda. Obstáculos que outros artistas que vêm de outras realidades nem sabem que existem e podem até ter uma visão ilusória e pouco real de como a sua própria classe vive, te leva a nem saber que você pertence a uma classe, na verdade. Você sabe como você vive, mas não tem noção de como os artistas sobrevivem no nosso país, repare que eu não tô falando nem de viver, mas de sobreviver.

Vir dessa realidade e apesar das poucas conexões, ter tido acesso a muito estudo de qualidade, graças à minha família, me situou com muita reflexão crítica dentro do meu espaço de trabalho. De alienação eu não sofro. 

Eu cresci vendo novelas, queria fazer novelas também, é claro, mas desde cedo fazendo teatro e entendendo como o mercado funcionava, que tinha suas preferências e claramente eu não era uma delas, foquei no teatro e tomei quase um horror à TV (risos). Mas com o tempo você entende que se você não ocupa aquele espaço, você fica à margem, muitas vezes, até do próprio teatro.

Esse que acontece, que tem público, que tem bons salários, onde os jurados de prêmios vão, do qual se pode viver (ou tentar que venha daí parte de sua forma de ganhar a vida). O meu teatro e de tantos artistas, a maior parte deles, funciona na margem. Gravava vídeos de cadastro, era elogiada, mandava material, recebia bons feedbacks e nada e seguia a vida.

Murros em ponta de faca que só confirmavam que meu lugar não era ali. Por isso agora eu me surpreendo o tempo todo e preciso me expandir internamente pra que todos esses acontecimentos possam caber.

Jurei pra mim que quando fizesse um trabalho assim seria convidada e entraria pela porta da frente, que o respeito dos outros pelo meu trabalho de atriz e pelas minhas capacidades abririam qualquer porta pra mim e não é que eu fui convidada? (risos).

A atriz Lorrana Mousinho é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Marilha Galla - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Percebemos você bem presente nas redes sociais. Acha que, de fato, essa dedicação traz impacto na carreira de um artista, já que se fala muito hoje sobre número de seguidores?  
LM -
 Com certeza. Antes da novela eu postava muito pouco, um post, às vezes, em meses. E todas as minhas redes, antes Facebook, depois Instagram, eu só tive por conta de trabalho. Demorei a ceder pro WhatsApp. Acho tudo enlouquecedor e que tem grande potencial pra ser uma fonte de agonia, comparação, gatilhos. Só que percebi mesmo o mundo mudando, percebemos.

Passou a ser impossível não ter redes sociais se você quer divulgar o seu trabalho e precisa divulgá-lo. Quem não precisa, pode ter o privilégio de não ter. Passei a fazer um uso intenso nas minhas redes de professora como praticamente única forma de conseguir alunos. Passei a usar mais a minha pessoal pra divulgar o meu trabalho como atriz e isso foi realmente me ajudando a tornar visível o meu trabalho.

Agora com a novela, pra você ter uma ideia, eu conto com um profissional, o Ariel Moraes, grande amigo, ator também, que me ajuda a entender o momento e a gerir as redes e conteúdos da melhor maneira possível. É quase um segundo trabalho mesmo, que torna mais visível esse primeiro, de atuação. E eu sinto os resultados, você vai se tornando mais interessante aos olhos das pessoas, aos olhos do público e isso pode ser motivo de prospecção de novos trabalhos, apoios, patrocínios.

Eu sabia que seria um momento de grande visibilidade e que deveria intensificar isso, o famoso fazer do limão uma limonada. No início resistia mais, mas combinei comigo que iria fazer o todo o possível e necessário mantendo a minha ética, é claro.

E faço. O famoso “sem tempo, irmão!” (risos) tem que fazer, então, faz e faz bem feito. E acabou que me adaptei bem, tem mil coisas que não gosto de fazer, mas descobri as que gosto também, as que me divirto fazendo e o contato com o público, como falei, é a melhor parte. 

CE - Além de atriz, você é professora de teatro. O que tem aprendido como artista ao fazer uma novela das 21h?
LM -
 Acha que tem algo novo pra passar aos alunos agora fazendo TV?
Eu continuo dando aulas, né. Eu tenho levado já cinquenta mil novidades (risos). Eu dou aulas de teatro e de atuação p/ audiovisual (a partir da minha experiência como preparadora). 

Tudo o que eu descubro, aspectos técnicos, os dias fáceis, os dias desafiadores, as qualidades que percebo nos trabalhos dos outros atores, as dificuldades que passei (uma coisa é estar atrás das câmeras, outra é estar na frente delas) vou levando tudo.

uando somos artistas e docentes tudo o que a gente experiencia entra dentro do nosso bojo, do nosso processo de colagem, montagem pra que a gente dê nossas aulas. Todas as interferências que passam pela sua vida influenciam as demais, então, você está sempre dando uma aula diferente e mais engajada. As minhas aulas de hoje já são diferentes das do ano passado e das do mês passado, com certeza. 

CE - Você ainda é uma das fundadoras do Projeto Teatro Nômade, ao lado de Luísa Reis, em que oferece aulas de teatro gratuitamente para jovens estudantes de instituições públicas. Fale mais disso.
LM - 
Eu amo falar sobre o Nômade. Quando estou naqueles dias ruins, onde penso que nada tem sentido. O Nômade sempre aparece como algo que tem. E eu sou muito grata por isso. O projeto foi fundado em 2016, vamos fazer aniversário de 10 anos esse ano!

Esse projeto vem desde a época da faculdade de teatro, onde conheci a Lu, ambas nos formamos em Licenciatura em Teatro na UNIRIO. Trabalhamos com teatro como prática de transformação social. O Nômade sempre funcionou a partir de trabalho voluntário, conseguimos patrocínio por um ano, apenas, até hoje, e isso foi há pouco tempo.

Inclusive: Oi, patrocinadores! Estamos aqui! Mas como sempre, continuamos seguindo, com muita convicção sobre a importância do que fazemos. Temos turmas nas regiões centrais do Rio e na Baixa Fluminense, que também é meu lugar de origem.

Nosso foco são os jovens ditos periféricos. Ao longo do ano, os alunos e alunas fazem aulas de teatro e no final do ano as turmas se apresentam. Já impactamos centenas de jovens até hoje, muitos deles trabalham hoje com a gente, então, o Nômade não é mais apenas a Lu e eu, mas um grupo grande de pessoas que fazem com ele aconteça todos os dias. 

CE - Agora que estreou numa novela, quais seus sonhos profissionais ainda não realizados?
LM - 
Zilhões. Toda hora a ideia de um projeto, de uma história a ser contada passa pela minha cabeça. Meus sonhos profissionais se resumem a poder contar essas histórias que me habitam agora e as que vão habitar. Poder seguir fazendo isso com mais estrutura, mais dignidade, do jeito que todos os artistas e eu merecemos.

Todos nós que não estamos por fama, mas pelo ofício. Agora, sendo mais específica, gostaria de circular pelo Brasil com o meu infantil, vamos fazer uma circulação nesse momento pelo interior do Rio pelo Sesc. A peça se chama “Peixe Vermelho”, é um infantil que fala sobre a raiva e a importância de saber manejar essa emoção tão controversa.

A direção é da Fabianna de Mello e Souza e no elenco está a minha irmã, Raisa Mousinho, Bruno Paiva e eu. Eu amo teatro infantil. Pra mim não é lugar de passagem. Espero nunca dizer “quando eu fazia teatro infantil”. Espero sempre ter a possibilidade de fazê-lo e cada vez melhor.

Tenho esse sonho de poder rodar pelo país fazendo peças e gostaria agora também de poder continuar fazendo novelas, aprofundando essa primeira experiência, trabalhando personagens ainda mais complexas e estimulantes. E eu nunca fiz um filme ou uma série. Seria incrível. Seria, não. Vai ser!

CE - Você já contou em entrevistas que começou a fazer teatro ainda adolescente quando morava na Baixada Fluminense, no Rio. O que a Lorrana de hoje diria pra Lorrana que sonhava em viver de arte? 
LM -
 Comecei na infância, na verdade, aos dez anos. Acho que eu diria “Minha irmã, você vai comer o pão! (risos) Seja forte. Comece a fazer terapia antes pra saber manejar melhor as suas emoções. Tira da sua cabeça isso de que você é fraca porque tem sensibilidade, essa é a sua maior qualidade nessa vida.

Você é inteligente, talentosa e tem um bom coração. Foca nas suas qualidades. E vão aparecer uns babacas na sua vida. Não sai com eles! Com o passar do tempo, as coisas vão acontecendo. Podem demorar, mas elas vão acontecendo. Então, agora que você já sabe disso, aproveita mais o caminho e não fique tão ansiosa. Aproveita o caminho.”

29, 30 e 31 de maio

Festival do Hambúrguer começa nesta sexta (29) com shows e 50 opções de lanches

Preço fixo dos lanches é de R$ 30 ou R$ 40

29/05/2026 12h00

Hambúrguer

Hambúrguer Hamburgueiros do MS

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4° edição do Festival do Hambúrguer ocorre nesta sexta-feira (29), sábado (30) e domingo (31), no estacionamento do Bioparque Pantanal, localizado nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

A entrada é gratuita e o evento é aberto ao público. Ao todo, serão três dias de muita gastronomia com hambúrgueres deliciosos.

São mais de 50 opções diferentes de hambúrgueres, com preço fixo de R$ 30 ou R$ 40.

Confira quais hamburguerias confirmaram presença no evento:

- 7 Burg
- Alan’s Gourmet
- Black Rabbit
- Bonfim Lanches
- Bufalo Beef 
- Burguer Pub
- Cacimba Sorvetes 
- Carnívoros 
- Tio Marquinhos 
- Dellato Gelato Artesanal 
- Dumato
- El Parrudo
- HS Gastronomia 
- Insano Burguer
- La Burgezz
- MV Burguer
- Nabrasa
- Pro Burguer 
- Roast Burguer
- Safari
- Sagrado Burguer

Veja a programação de shows:

Sexta-feira, 29 de maio

  • Banda Doze2
  • Renato Pacheco

Sábado, 30 de maio

  • Festival de Chopp e Torneio Endrigo Chopp de Metro
  • Banda V12

Domingo, 31 de maio

  • Pagode Fique à Vontade
  • João Marcos & Zé Ronaldo
  • Banda Alziras

Além de hambúrguer, também haverá:

  • Bebidas alcoólicas: cerveja, chopp artesanal, long necks, entre outros
  • Outras opções de comida: pastel e batata frita
  • Doces: pudim, cheesecakes, churros, açaí, morango do vale e outras sobremesas

A realização é dos Hamburgueiros do MS, com apoio do Governo de MS, deputado federal Beto Pereira, deputados estaduais Caravina e João Cesar Mattogrosso, vereadores Clodoilson Pires e Herculano Borges, iFood, Sebrae, SBT, JD1, Comer em CG, Seven Alimentos e Tempero do Tonho.

Em 2026, o festival vai em busca de um feito histórico: a conquista de um recorde oficial, consolidando o evento como o maior do segmento na região, com o objetivo de entrar para o Livro dos Recordes.

Em sua quarta edição, o festival já caiu no gosto da população: segundo a organização, o evento já movimentou mais de R$ 3 milhões nas edições anteriores e gerou cerca de 500 empregos diretos e indiretos.

O Dia Internacional do Hambúrguer é comemorado anualmente em 28 de maio.

SERVIÇO

Festival do Hambúrguer

  • Data: 29, 30 e 31 de maio de 2026
  • Local: Altos da Afonso Pena — Estacionamento do Bioparque Pantanal, Campo
  • Grande/MS
  • Entrada: Gratuita
  • Valores: Burgers por R$ 30 ou R$ 40 (preços fixos em toda a praça)

 

AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem muita música, Festival do Hambúrguer e até encontro com ex-jogador da seleção

Programação em Campo Grande tem atividades diversas, com música para todos os gostos, Festival do Hambúrguer e até encontro com ex-jogador da seleção brasileira

29/05/2026 08h30

Parte do Centro ficará interditada para receber evento gratuito que reúne mais de 30 atrações locais e nacionais

Parte do Centro ficará interditada para receber evento gratuito que reúne mais de 30 atrações locais e nacionais Divulgação

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O último fim de semana de maio promete movimentar Campo Grande com uma programação cultural diversa, reunindo música, gastronomia, literatura, cultura urbana e atividades gratuitas espalhadas por diferentes regiões da Capital.

Entre os destaques estão a estreia da Revoada Cultural, no centro da cidade, o Araruna Fest, com show de Frejat, e o Festival do Hambúrguer, no Bioparque Pantanal, além de feiras, lançamento de livro e encontro de colecionadores do álbum da Copa do Mundo com Viola, ex-atacante da seleção brasileira que conquistou o tetracampeonato em 1994.

Revoada Cultural

A Rua Maracaju, no cruzamento com a Rua 14 de Julho, será transformada em um grande corredor cultural neste sábado e domingo, com a realização da Revoada Cultural.

Em sua primeira edição, o evento gratuito reúne mais de 30 atrações locais e nacionais, além de feira de economia criativa, intervenções artísticas, batalhas de rima, dança urbana, teatro e manifestações populares.

As atividades acontecem das 12h à 0h nos dois dias, somando mais de 1.400 minutos de programação. O público poderá acompanhar apresentações de samba, forró, sertanejo caipira, MPB, hip hop, rap, reggae, rock, música eletrônica e brasilidades.

Um dos principais nomes confirmados é o rapper GOG, referência histórica do hip hop brasileiro e conhecido como “poeta do rap nacional”. O artista sobe ao palco amanhã, acompanhado pelo Brô MC’s, levando ao público letras marcadas pela crítica social e a valorização da cultura periférica.

Outro destaque da programação é a participação de artistas e coletivos sul-mato-grossenses, como Falange da Rima, Katú Mirim, Magão, Coletivo Rabiscada, Orquestra UFMS, Karla Coronel, Ana Lua e Pedro Espíndola, além de rodas de samba e apresentações de dança.

Segundo o diretor da Revoada Cultural, Carlos Porto, o objetivo do projeto é fortalecer a ocupação cultural do centro da cidade e democratizar o acesso à arte.

“O projeto Revoada vem para ficar em Campo Grande, para fazer com que as intervenções culturais que lá vão acontecer sejam manifestações de arte. É a cultura em todas as suas vertentes: dança, teatro, literatura, música, e a população vai receber gratuitamente todas essas ações”, afirma.

Além das atrações artísticas, o evento contará com feira de economia criativa, reunindo expositores de gastronomia e artesanato.

Motoristas devem ficar atentos às alterações no trânsito durante os dois dias de programação. A partir da meia-noite de hoje, a Rua Maracaju será interditada entre a Avenida Calógeras e a Rua 13 de Maio. Já às 11h de amanhã, a Rua 14 de Julho também será bloqueada entre a Rua Antônio Maria Coelho e a Rua Marechal Rondon.

A operação foi organizada em conjunto com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), responsável pelo acompanhamento das interdições e reforço da sinalização na região central.

Araruna Fest

Parte do Centro ficará interditada para receber evento gratuito que reúne mais de 30 atrações locais e nacionaisMÚSICA Araruna Fest - Festival voltado ao rock nacional e sul-mato-grossense terá como principal atração FrejatFoto: Divulgação

Os fãs de rock também terão programação especial amanhã. O Araruna Fest acontece no Bosque Expo, no
Shopping Bosque dos Ipês, reunindo artistas nacionais e regionais em uma noite completamente dedicada ao rock brasileiro.

Entre as atrações confirmadas está Frejat, dono de clássicos que marcaram gerações e seguem presentes no repertório afetivo do público. O festival também recebe a banda Metrô, referência do pop rock nacional dos anos 1980, além do projeto Violões em Fúria, com Clemente Nascimento.

A programação ainda valoriza artistas sul-mato-grossenses, como Érica Espíndola, O Bando do Velho Jack e School of Rock Campo Grande.

Os portões serão abertos às 18h, no Bosque Expo. Os ingressos seguem à venda pela plataforma Sympla.

Festival do Hambúrguer

O estacionamento do Bioparque Pantanal recebe, entre hoje e domingo, o 4º Festival do Hambúrguer de Mato Grosso do Sul. Com entrada gratuita, o evento reúne mais de 50 tipos de hambúrgueres, além de sobremesas, chopp artesanal, pastel e música ao vivo durante os três dias de programação.

A praça de alimentação funcionará a partir das 18h, hoje, e a partir das 12h, amanhã e no domingo, com hambúrgueres vendidos em preços fixos de R$ 30 e R$ 40.

Entre as atrações musicais estão Banda Doze2 e Renato Pacheco, na noite de hoje, Banda V12, no sábado, além de pagode com Fique à Vontade, João Marcos e Zé Ronaldo e Banda Alziras no domingo.

Uma das novidades desta edição será o campeonato de chopp promovido pela Endrigo, incluindo o tradicional desafio do chopp de metro.

Feira

Outra opção para quem busca gastronomia, música e lazer é a quinta edição da Feirinha Casa Hub, que acontece hoje, das 17h às 22h, na Avenida Afonso Pena.

O evento reúne 22 expositores de gastronomia, artesanato, acessórios, decoração e bebidas artesanais, além de música ao vivo, com o cantor Tierri Borges.

Entre os participantes estão O Choripan, Madonna Hot Dog, Akkar Lanches, Carandá Foods, Sobaria Fernandes, Touro Morto Cervejaria, Vintintim Drinks e Vinhos e outras marcas locais.

A feira também será pet friendly e contará com espaço voltado à convivência familiar e valorização de pequenos empreendedores da Capital.

Lançamento

Também nesta sexta-feira, o engenheiro Jary de Carvalho e Castro lança o livro “As Engenharias na Área da Saúde”, no Centro Universitário Insted, a partir das 18h.

A obra aborda a relação entre engenharia, acessibilidade e saúde, reunindo textos de 14 profissionais de diferentes áreas. O autor, que atua há mais de 20 anos promovendo acessibilidade, já lançou anteriormente o livro “Ir e Vir – Acessibilidade: Compromisso de Cada Um”, atualmente na quarta edição.

O evento é gratuito e aberto ao público.

Parte do Centro ficará interditada para receber evento gratuito que reúne mais de 30 atrações locais e nacionaisÁLBUM Copa do Mundo - O ex-atacante Viola participa de duas sessões públicas de trocas de figurinhas em Campo Grande
Foto: Divulgação

Copa do Mundo

Os fãs de futebol e colecionadores do álbum da Copa do Mundo também terão programação especial neste sábado. O ex-atacante Viola, campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, participa de duas sessões públicas em Campo Grande.

A primeira acontece às 15h, no Comper Itanhangá, e a segunda às 18h, no Fort Atacadista Três Barras.

A ação faz parte dos encontros promovidos pelo Grupo Pereira para troca de figurinhas do álbum da Copa.

Os encontros acontecem todos os sábados, a partir das 13h, em lojas das redes Comper e Fort Atacadista em Mato Grosso do Sul.

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