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DIA DE REIS

Por que a árvore de Natal e enfeites natalinos são retirados no dia 6 de janeiro?

Dia de Reis marca início de preparação de um novo tempo e o anúncio da chegada de Jesus deixa de fazer sentido

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Passadas as comemorações de fim de ano, tradicionalmente, a decoração de Natal, como árvore e luzes de pisca-pisca, são retiradas das casas no dia 6 de janeiro.

Nesta data é comemorado o Dia de Reis pelos cristãos, em celebração ao dia em que Jesus recebeu a visita dos três reis magos, guiados por uma estrela.

Últimas notícias

Na religião Católica, a data de montagem da árvore de Natal e demais decorações natalinas é sempre no primeiro domingo do advento, que é o período litúrgico que marca a preparação para o nascimento de Jesus.

O advento dura quatro semanas e termina às vésperas do dia de Natal, 25 de dezembro.

Na data do início são montados o presépio, a árvore e a coroa do advento. Apesar de ser o dia correto para a montagem, a data varia de acordo com cada família, não havendo uma tradição. 

Já a retirada dos enfeites é culturalmente mais forte e costuma ocorrer no dia 6 de janeiro. 

Mas por que retirar as decorações neste dia?

Segundo a religião católica, o Dia de Reis marca a data em que os reis encontraram, levaram presentes e revelaram o menino Jesus a todas as nações.

Desta forma, na Igreja, se encerra o tempo de Natal e se inicia o tempo comum.

Com o fim das comemorações de Natal, perde-se o sentido de manter as decorações.

A tradição passou para além dos fieis católicos e é quase a data quase oficial para desmontar a árvore de Natal e retirar as decorações, inclusive no comércio.

O Dia de Reis é narrado na Biblía pelo evangelista Mateus, na passagem 2,11: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra".

Belchior, Gaspar e Baltazar são os reis magos que foram guiados por uma estrela até o local onde Jesus nasceu, em Belém.

Como guardar a decoração de Natal?

Como os enfeites são reaproveitados de um ano para o outro, é necessário um cuidado na hora de guardá-los.

Veja dicas:

  • A árvore de Natal deve ser colocada dentro de um saco plástico, envolvido com fita, para evitar que pegue poeira. O ideal é acomodá-la ainda dentro de uma caixa e guardar na horizontal.
  • Bolas e enfeites delicados devem ser enrolados em plástico bolha e acondicionados dentro de caixas de papelão com divisórias, para evitar que um entre em contato com os outros. 
  • Pisca-pisca deve ser enrolado delicadamente em um pedaço de papelão e depois em plástico bolha, para que não embolem ou acabe queimando as luzinhas.
  • Guirlandas também devem ser enroladas em plástico bolha e guardadas em caixas separadas, sem nenhum outro item por cima, para evitar de amassar o festão ou demais itens decorativos que as compõem.
  • O presépio também ser embrulhado em plástico bolha, com capa peça separada, quando não for peça única, e acomodado em caixas que não sejam muito grandes para que não fique balançando, correndo o risco de quebrar. 

SAÚDE

Dra. Mariana Vilela na Harvard Medical School: Inovações em Menopausa e Lipedema

A médica brasileira Dra. Mariana Vilela alcançou um novo patamar de destaque internacional ao participar do prestigioso congresso promovido pela Harvard Medical School, em Boston.

02/04/2026 11h08

Reprodução

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Participação no WHAM (Women’s Health and Menopause) em Harvard

O congresso WHAM (Women’s Health and Menopause) é reconhecido como o epicentro da inovação em saúde da mulher. Realizado em Boston, o evento reúne a elite da medicina integrativa para definir os protocolos que serão adotados globalmente nos próximos anos.

A presença da Dra. Mariana Vilela em Harvard reforça o compromisso com a medicina baseada em evidências. Em um cenário onde a desinformação sobre menopausa e lipedema é comum, o acesso direto à fonte da produção científica mundial garante às pacientes um padrão de cuidado rigoroso e atualizado.

Destaque do Centro-Oeste na Medicina Internacional

Um dos pontos altos do evento foi a inclusão da Dra. Mariana em debates estratégicos. Ser a única médica do Centro-Oeste brasileiro a integrar uma mesa-redonda em Harvard não é apenas um marco pessoal, mas um selo de autoridade para a medicina da região.

"O que é discutido em Harvard define os rumos da medicina contemporânea. Trazer esse conhecimento para a prática clínica no Brasil é transformar a vida de mulheres que buscam tratamentos personalizados", destaca a médica.

O evento também contou com a colaboração de expoentes da medicina integrativa, como o Dr. Cauê Marques, autor do livro Casa Amarela, fortalecendo o debate sobre a transição de uma medicina reativa para um modelo preditivo e orientado por dados.

Tratamento de Lipedema e Menopausa: O Novo Paradigma

 

A imersão na Harvard Medical School foca no que há de mais avançado para:

  •  Menopausa: Novas terapias de reposição e manejo de sintomas com foco em longevidade.

  •  Lipedema: Protocolos de diagnóstico precoce e abordagens integrativas para melhora da qualidade de vida.

  •  Medicina Personalizada: Uso de dados e ciência de ponta para tratamentos assertivos.

A Dra. Mariana Vilela é médica e diretora da clínica Casa Sante em Campo Grande, MS.

Seu perfil objetivo é focado em:

Saúde metabólica e hormonal: Abordagens sistêmicas também em emagrecimento e ganho de massa muscular. Reforçando sempre a medicina  preventiva como fundamental na vida das pessoas! 

Equilíbrio Hormonal: Atua com reposição e otimização metabólica.

Saúde Integrativa: Foco em longevidade e protocolos personalizados para quem busca melhorar o rendimento físico e a saúde geral.

História

Escritor prepara nova edição de livro nos 50 anos de Mato Grosso do Sul

O jornalista e fotógrafo Paulo Renato Coelho Netto busca financiamento para concretizar obra que reúne história, cultura, paisagens e o novo ciclo econômico de Mato Grosso do Sul

02/04/2026 09h00

Forte Coimbra (1999), no Pantanal, é uma das diversas paisagens fotografadas por Paulo Roberto ao longo da feitura do livro

Forte Coimbra (1999), no Pantanal, é uma das diversas paisagens fotografadas por Paulo Roberto ao longo da feitura do livro Fotos: Paulo Renato

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Às vésperas dos 50 anos de criação do Estado, a terceira edição do livro “Mato Grosso do Sul”, do jornalista e fotógrafo Paulo Renato Coelho Netto, surge como um marco editorial que busca organizar, interpretar e projetar a imagem de MS em múltiplas dimensões – histórica, cultural, geográfica e econômica.

A obra, iniciada em 1988, ganha agora uma edição comemorativa, aprovada pelo Ministério da Cultura e com apoio do governo do Estado. Prevista para ser lançada no segundo semestre de 2027, coincidindo com o cinquentenário da divisão do antigo Mato Grosso, a publicação revisita o passado e aponta o futuro de um território em constante transformação. No entanto, para o projeto ser realizado, falta apenas um detalhe: financiamento via Lei Rouanet.

ESTADO EM TRANSFORMAÇÃO

O projeto se propõe a ser um grande painel interpretativo de Mato Grosso do Sul. Desde suas primeiras edições, publicadas em 2000 e 2004, a obra já se destacava pelo caráter investigativo e a profundidade documental, reunindo informações sobre turismo, cultura, história, geografia e economia, sempre acompanhadas por registros fotográficos feitos pelo autor.

Enquanto as duas primeiras edições focaram a bovinocultura e as lavouras, a terceira edição amplia esse escopo, ao incorporar o que Paulo Renato define como a “terceira onda” do Estado: a industrialização e a consolidação da Rota Bioceânica.

“Além do momento histórico do cinquentenário, senti a necessidade de registrar esse novo ciclo. A Rota Bioceânica vai ligar o Atlântico ao Pacífico e abrir caminhos não só econômicos, mas também culturais para a América Latina”, afirma o autor.

ACESSIBILIDADE

Uma das principais novidades desta edição é o formato trilíngue, com o livro sendo publicado em português, inglês e espanhol, enquanto nas duas primeiras edições o livro foi publicado apenas em português e inglês. 

A versão impressa do livro será um sofisticado coffee table book, pensado como livro de arte. “Mato Grosso do Sul merece este formato de luxo no cinquentenário”, pontua Paulo Renato. 

Haverá também uma versão digital gratuita, com o mesmo conteúdo, além de audiolivro nos três idiomas. A proposta é democratizar o acesso ao conhecimento. “Qualquer pessoa, em Mato Grosso do Sul ou em qualquer lugar do mundo, poderá acessar gratuitamente o e-book. Isso resolve uma questão que sempre me marcou nas viagens: as pessoas queriam saber onde encontrar o livro”, explica.

Essa preocupação com a acessibilidade não é nova. Em 2014, a obra já havia sido adaptada para audiolivro pelo Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), com apoio da Petrobras, garantindo o acesso de pessoas com deficiência visual.

CAMINHO PERCORRIDO

A construção do livro é também uma jornada física. Para as duas primeiras edições, o autor percorreu mais de 12 mil quilômetros pelo Estado, entre viagens de carro e barco, incluindo uma expedição ao Forte Coimbra, no Pantanal. Para a nova edição, a expectativa é de somar mais 6 mil km.

As viagens não são apenas deslocamentos geográficos, mas mergulhos em histórias, culturas e paisagens. “O que mais me marcou foram as pessoas. Me impressionou o nível de curiosidade que existe sobre o próprio lugar onde nascemos ou escolhemos morar”, relata.

Entre os novos destinos da terceira edição estão a Serra do Amolar, cavernas da Serra da Bodoquena, o Morro do Paxixi e a região de Alcinópolis, conhecida por seus sítios arqueológicos com pinturas rupestres que remontam a milhares de anos. Também integra o roteiro a ponte em construção que ligará Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai, peça-chave da Rota Bioceânica.

Para o autor, o maior objetivo da obra é, desde a primeira edição, mostrar para o sul-mato-grossense um Estado que ele desconhece. “A fotografia que ilustra a capa das duas primeiras edições, por exemplo, foi feita em Costa Rica, que fica a 339 km a nordeste de Campo Grande.

É um lugar maravilhoso, com cânions, cachoeiras, corredeiras, grutas, orquidários naturais e chapadas desconhecidas. Estive lá há 28 anos e ainda pouco se fala sobre Costa Rica”, aponta o autor.

IDENTIDADE

Ao longo de quase quatro décadas acompanhando o desenvolvimento do Estado, Paulo Renato destaca um elemento central: a diversidade. Segundo ele, Mato Grosso do Sul é um mosaico cultural, formado por influências de diferentes regiões do Brasil e do mundo.

“Temos uma mistura única. Crianças crescem comendo comida japonesa enquanto japoneses fazem churrasco com mandioca. Tem gente do Brasil inteiro construindo Mato Grosso do Sul. Temos italianos, alemães, espanhóis, africanos, paraguaios, bolivianos, foragidos venezuelanos, haitianos, sírios e libaneses, além de uma diversidade interna riquíssima de povos nativos”, observa.

Essa pluralidade de povos indígenas e da herança de grupos pré-históricos é tema que será aprofundado na nova edição, com base em pesquisas acadêmicas e colaboração de especialistas. Nas edições anteriores, houve contribuições importantes, como do poeta Manoel de Barros, que foi entrevistado e homenageado na obra, e textos do ambientalista Frans Krajcberg, sobre preservação ambiental, e do historiador Henrique Spengler, sobre os povos originários da região.

“O historiador, pesquisador e artista plástico campo-grandense Henrique Spengler [1958-2003] escreveu e denominou esses povos nas primeiras edições. Seu texto, exclusivo para as duas primeiras edições, vai constar na terceira e em todas novas que eu fizer”, afirma Paulo Renato.

CONSTRUÇÃO TEXTUAL

Forte Coimbra (1999), no Pantanal, é uma das diversas paisagens fotografadas por Paulo Roberto ao longo da feitura do livroCapa das edições bilíngues de 2000 e 2004; fotografia foi feita em Costa Rica em 1999

Com formação em Jornalismo, o autor adota uma abordagem que combina apuração rigorosa com narrativa acessível. Ele define seu estilo como jornalismo literário, buscando traduzir informações complexas em textos compreensíveis para todos os públicos.

“Sempre que termino de escrever me pergunto se uma criança de oito anos de idade vai entender. Se sim, consegui meu objetivo. Se não, refaço até chegar neste nível de compreensão”, afirma.
Esse compromisso com a clareza contribuiu para que as primeiras edições do livro se tornassem referência bibliográfica oficial, sendo distribuído em escolas e incluído em guias de pesquisa histórica.

PARA SAIR DO PAPEL

Apesar da relevância cultural e histórica, a realização da terceira edição depende de captação de recursos via Lei Rouanet. O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura e busca patrocinadores que possam investir com dedução integral do Imposto de Renda.

Segundo Paulo Renato, o apoio vai além do incentivo financeiro. “Ao apoiar, a marca passa a integrar um projeto de alto valor de pertencimento para o sul-mato-grossense, associando-se diretamente ao marco histórico do cinquentenário. A empresa posiciona-se como agente ativo na preservação e difusão da memória e identidade de Mato Grosso do Sul, em um projeto consolidado, com validação técnica do Ministério da Cultura e apoio institucional do governo de Mato Grosso do Sul”, explica.

A proposta ainda inclui exclusividade por segmento de mercado.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, iniciativas como essa são fundamentais: “Trabalhos dessa natureza ajudam a organizar e difundir a imagem do Estado, ampliando o acesso da população e projetando Mato Grosso do Sul para além de suas fronteiras”.

E, ao que tudo indica, essa não será a última edição. “Não pretendo parar”, diz Paulo Renato. “Enquanto houver histórias para contar e caminhos para percorrer, esse projeto continua”, finaliza.

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