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LITERATURA

Primeira edição da Bienal Pantanal terá nove dias de programação gratuita

Primeira edição do evento terá nove dias de programação gratuita, com 200 editoras, caravanas do interior e nomes importantes da literatura, além de shows, atrações infantis, debates, seminários, oficina, palestra e convidados

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Serão 70 toneladas de livros, 20 mil títulos e 200 editoras brasileiras, representadas por 24 expositores, entre editoras, livrarias e distribuidores. Estarão presentes cerca de 100 convidados de Mato Grosso do Sul, 9 estados brasileiros e 3 países sul-americanos. É com estes números que a Bienal Pantanal – I Bienal do Livro de Mato Grosso do Sul desembarca, neste sábado, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

O evento vai até o dia 12, com 129 atividades distribuídas em 108 horas de programação. Aos sábados e domingos, a Bienal Pantanal estará aberta das 10h às 22h e, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. O acesso ao público será livre e todas as atividades são gratuitas.

A primeira edição da Bienal Pantanal vai contar com atividades envolvendo escritores de grande destaque na literatura brasileira. São 20 autores nacionais convidados: Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior, Leandro Karnal, Luiz Antônio Simas, Ana Cláudia Quintana, Milly Lacombe, Bete Morais, Ana Elisa Ribeiro, Carmem Tereza Elias, Luz Ribeiro, Carol Dal Farra, Vera Iaconelli, Caio Zero, Helô D’Angelo, Pedro Pacífico, Sandra Menezes e Ana Suy.

O evento também terá a participação de vários escritores de Mato Grosso do Sul, como Lenilde Ramos, Emmanuel Marinho, Marlei Sigrist, Bosco Martins, Ana Bernardelli, Douglas Diegues, Gysélle Saddi Tannous, James Jorge, Lucilene Machado, André Alvez e Gerson Luís Martins.

Também estão confirmados os escritores paraguaios Ana Miranda, Marcos Ibañez e Damián Cabrera, o diretor da Biblioteca Nacional do Paraguai, o escritor e advogado Marco Augusto Ferreira, a colombiana Jeimy Hernández Toscano, diretora técnica de Leitura, Escrita e Bibliotecas da Unesco, e do professor e escritor do chaco argentino Francisco Romero, o Tete, ex-ministro da Educação da província do Chaco.

“É uma alegria enorme realizar nossa primeira Bienal do Livro, que nasce como um instrumento potente de valorização do livro e da leitura, base fundamental para a formação cidadã. Estarão presentes grandes expressões da literatura brasileira, em encontro com nossa produção literária e de nosso vizinho Paraguai. Igualmente importante, a bienal nos trará uma diversidade de editoras, oportunizando uma infinidade de títulos para todas as idades e gostos”, afirma Pedro Ortale, diretor da Bienal do Livro de Mato Grosso do Sul.

SEMINÁRIOS

A Bienal Pantanal receberá o secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura (Minc), Fabiano Piúba, que estará representando oficialmente a ministra Margareth Menezes e também vai participar de uma mesa, neste domingo, dentro da programação do Seminário do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) que o evento realizará.

Também estão confirmados neste seminário mais dois integrantes do Ministério da Cultura, Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), e Marina de Lima Rabelo, da Secretaria do Livro, a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Cultural, Luciana Barroso Campos, e a gerente de projetos do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla.

Além do Seminário do Plano Nacional do Livro e Leitura, a Bienal Pantanal também promoverá o Seminário de Economia Criativa, para discutir o mercado literário em Mato Grosso do Sul, com várias presenças, entre elas, Luciana Azambuja, superintendente de Economia Criativa da Setesc, Erika Kaneta Ferri, pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proec) da UEMS, e Isabella Carvalho Fernandes Montello, gerente da Unidade de Competitividade e Inovação do Sebrae-MS.

Neste domingo, às 10h, no Espaço Integração, o professor universitário, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult) e procurador-chefe da Câmara Municipal de Fortaleza, André Brayner, ministra a palestra “Direitos Autorais e Inteligência Artificial: Quem É o Autor da Palavra Escrita?”, em que abordará os desafios contemporâneos trazidos pelo avanço da inteligência artificial (IA) na criação literária e a proteção dos direitos autorais.

Já nos dias 7, 8 e 9, das 9h às 12h, o escritor cearense Léo Mackellene realizará a oficina Escritas de Si, Narrativas do Eu – Laboratório de Escrita Terapêutica, no Auditório Tertuliano Amarilha. Mackellene também vai realizar a palestra “Por Um Letramento em Língua Portuguesa”, no dia 9, às 14h, no Espaço Integração.

“Concretizar a realização de uma primeira bienal no nosso estado demonstra o compromisso do governo em incluir o Mato Grosso do Sul no circuito da literatura nacional e sul-americana. A realização da Bienal Pantanal vem também para valorizar os autores sul-mato-grossenses e oferecer à população um evento de qualidade, com convidados que são referências em suas respectivas áreas e que vão enriquecer culturalmente o público que visitar o evento”, afirma Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

SHOWS

A música também estará presente na programação da I Bienal do Livro de Mato Grosso do Sul. Após a cerimônia de abertura, neste sábado, às 19h, a programação segue com os concertos musicais de Maria Alice e Almir Sater. A cantora traz o show com canções de Paulo Simões, compositor que Maria Alice homenageou em seu último álbum. Já o violeiro vem com sua banda completa para relembrar na Bienal Pantanal os seus principais sucessos e músicas dos seus discos mais recentes.

Para comemorar o aniversário de Mato Grosso do Sul, no dia 11, às 19h, a atração musical será o grupo paraguaio Néstor Ló y Los Caminantes. A big band mistura os sons tradicionais do folclore do Paraguai com influências de ritmos da world music. Formada em 2016 e atualmente um dos grupos de maior destaque do Paraguai, Néstor Ló y Los Caminantes proporciona uma verdadeira imersão na cultura paraguaia, com direito a bailarinos e dançarinas do Ballet Folclórico Nacional do Paraguai, além das famosas galoperas, que dançam equilibrando garrafas (botellas) na cabeça.

No dia 12, o evento oferece uma programação especial para o Dia das Crianças, com espaço para o público ter contato com o Kumon e os espetáculos “Vida de Mamulengo”, com o mestre brincante Chico Simões, e “Crianceiras”, idealizado por Márcio De Camillo a partir da obra do poeta Manoel de Barros, homenageado da Bienal Pantanal.

LOUNGE

Entre as áreas dedicadas às atividades da Bienal Pantanal está o Espaço Integração. É onde haverá um intercâmbio entre autores sul-mato-grossenses e paraguaios, com venda de livros de escritores de MS e do Paraguai e outras atividades, como o Leia MS, com conversas entre autores, lançamento de livros, encontro de editoras do Estado e aulas abertas ao público, além de leituras para crianças e a oficina “Histórias em Quadrinhos: Práticas e Experiências”, com o artista-educador, quadrinista e ilustrador Caio Zero.

Os ingressos para a Bienal Pantanal são gratuitos. No entanto, para acompanhar as atividades de conferências com escritores nacionais, no Auditório Germano Barros de Souza, e os shows musicais, no Auditório Manoel de Barros, será necessário retirar o ingresso (um por pessoa) duas horas antes na bilheteria do Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Confira a programação completa no site www.bienalpantanal.com.br.

ESTUDANTES

A estimativa é de que a Bienal Pantanal – I Bienal do Livro de Mato Grosso do Sul receba aproximadamente 3.600 alunos da rede pública de ensino sul-mato-grossense. O evento terá caravanas de acadêmicos e estudantes vindas de cidades do interior do Estado, como Ponta Porã, Maracaju, Dois Irmãos, Terenos, Bonito, Três Lagoas, Rio Brilhante, Paraíso das Águas, São Gabriel do Oeste e Corumbá. A ideia é que os alunos cumpram um roteiro especial elaborado para receber as caravanas de escolas do interior e da capital de Mato Grosso do Sul.

Contação de histórias, shows musicais, ciranda de contos e cantigas e sessões de cinema fazem parte da programação preparada para os alunos

CONCURSO E PRÊMIO

No Concurso Literário Bienal Pantanal 2025, para estudantes da rede pública, serão distribuídos 24 prêmios entre os finalistas da competição, que contou com 607 inscritos. A Bienal Pantanal também realiza o Prêmio Tuiuiú, para escritores de Mato Grosso do Sul, em quatro categorias. O prêmio contou com 233 autores sul-mato-grossenses inscritos. Os vencedores do Concurso Literário Bienal Pantanal 2025 e do Prêmio Tuiuiú serão anunciados durante a Bienal Pantanal.

Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

Cinema Correio B+

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

Como uma assistente da Vogue transformou bastidores em fenômeno cultural e por que Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais complexas do cinema contemporâneo.

04/04/2026 13h30

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação Foto: Divulgação

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Quando Lauren Weisberger publicou O Diabo Veste Prada em 2003, o que parecia ser apenas mais um romance ambientado no universo da moda rapidamente revelou outra ambição. O livro nascia de uma experiência muito específica, mas tocava em algo mais amplo: a dinâmica de poder em ambientes onde prestígio e exaustão caminham juntos.

Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue, um dos cargos mais desejados e, ao mesmo tempo, mais temidos dentro da indústria editorial. Ao transformar essa vivência em ficção, ela encontrou o tom que equilibra fascínio e desgaste.

A protagonista Andrea Sachs não entra apenas em uma revista de moda. Ela entra em uma estrutura que exige devoção absoluta e oferece, em troca, uma promessa de acesso.

O sucesso do livro não se explica apenas pelo glamour. Ele veio da sensação de reconhecimento. Mesmo para leitores fora da moda, havia ali um retrato familiar de ambientes hierárquicos, de chefes inalcançáveis e de jovens profissionais tentando provar valor em condições quase impossíveis. O sucesso foi tanto que a continuação chega aos cinemas ainda nesse mês de abril.

Miranda Priestly e a construção de um mito reconhecível

Desde o início, a associação entre Miranda Priestly e Anna Wintour foi inevitável. Weisberger sempre sustentou que a personagem era uma composição, o que é tecnicamente verdadeiro. Ainda assim, os códigos estavam todos ali, organizados de forma precisa demais para serem ignorados.

O corte de cabelo, os óculos escuros, o silêncio como instrumento de poder, a maneira como uma frase curta pode redefinir o clima de uma sala inteira. Miranda não precisava levantar a voz porque o sistema já estava estruturado ao seu redor para amplificar cada gesto.

A reação de Wintour, por sua vez, foi tão estratégica quanto a personagem que inspirou o debate. Ao comparecer à première do filme vestindo Prada, ela deslocou a narrativa. Em vez de se defender, apropriou-se do momento. Aquilo que poderia ser lido como exposição transformou-se em reafirmação de controle.

O desconforto que o livro provocou

O impacto do romance dentro da indústria foi imediato, embora raramente declarado de forma direta. O problema não era a revelação de um segredo específico, mas a visibilidade de práticas que sempre existiram e eram tratadas como parte do jogo.

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Assistentes submetidas a jornadas exaustivas, demandas absurdas tratadas como testes de lealdade, uma cultura que confunde resiliência com resistência ao desgaste. Weisberger não inventou esse cenário, mas o organizou de forma acessível, o que acabou sendo mais perturbador do que qualquer denúncia frontal.

Houve críticas à autora, acusada por alguns de transformar sua experiência em oportunismo. Ao mesmo tempo, o silêncio institucional sobre os detalhes mais incômodos funcionou como uma confirmação indireta de que o retrato não estava tão distante da realidade quanto muitos gostariam.

O caminho até o cinema e a mudança de tom

A adaptação cinematográfica de 2006, dirigida por David Frankel, entendeu algo essencial que nem sempre está presente em adaptações: não bastava reproduzir a história, era necessário reinterpretá-la.

O filme suaviza Andrea, amplia o universo da revista e, sobretudo, redesenha Miranda. No livro, ela é mais próxima de uma força opressiva constante. No cinema, ela ganha camadas que tornam sua presença mais complexa e, por isso mesmo, mais inquietante.

Essa transformação passa diretamente por Meryl Streep. Sua interpretação evita o caminho mais óbvio da caricatura e constrói uma personagem baseada em contenção. O poder de Miranda está no que não é dito, no intervalo entre uma ordem e outra, na consciência de que todos ao redor já antecipam suas expectativas.

O famoso discurso sobre o cerúleo sintetiza essa abordagem. Ele desloca a discussão da superfície para a estrutura, explicando como decisões aparentemente banais são resultado de uma cadeia complexa de influência. Ao fazer isso, o filme legitima aquele universo ao mesmo tempo em que o expõe.

Ao lado de Streep, Anne Hathaway conduz a trajetória de Andrea com um equilíbrio entre ingenuidade e ambição, enquanto Emily Blunt oferece uma leitura afiada do custo emocional de se adaptar completamente ao sistema.

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuaçãoO Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação - Divulgação

Resultados e impacto cultural

O filme ultrapassou a marca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial e consolidou-se como um dos títulos mais influentes de sua geração dentro do gênero. Mais do que isso, redefiniu a maneira como histórias ambientadas em ambientes corporativos femininos poderiam ser contadas.

Ele não se limita a criticar ou a celebrar. Ele opera em uma zona ambígua que permite leituras diferentes conforme o tempo passa. Para alguns, Miranda é uma vilã. Para outros, uma líder moldada por um sistema que cobra resultados com a mesma intensidade com que pune fragilidade.

Essa ambiguidade é o que mantém o filme em circulação constante no debate cultural, especialmente em um momento em que discussões sobre liderança, cultura de trabalho e equilíbrio pessoal ganham novas camadas.

A continuação literária e a possibilidade de retorno no cinema

Em 2013, Weisberger retornou a esse universo com Revenge Wears Prada. Andrea já não é a jovem insegura do início. Ela construiu sua própria trajetória profissional, mas descobre que o passado não se dissolve com facilidade, especialmente quando Miranda Priestly decide reaparecer.

A continuação desloca o conflito. Se antes a questão era sobreviver, agora se trata de estabelecer limites. Andrea já conhece as regras do jogo, mas isso não significa que esteja imune ao seu impacto.

A autora ainda expandiu esse mundo com When Life Gives You Lululemons, centrado na personagem Emily, o que reforça a ideia de que aquele universo funciona como um ecossistema mais amplo, onde diferentes trajetórias revelam diferentes formas de lidar com o mesmo tipo de pressão.

No cinema, a ideia de uma sequência do filme original nunca desapareceu completamente. Ela ressurge em ciclos, acompanhando o interesse da indústria em revisitar histórias consolidadas. O desafio, nesse caso, não é apenas reunir elenco e equipe, mas encontrar uma abordagem que dialogue com um mundo transformado.

A figura de Miranda Priestly, construída em um contexto de autoridade incontestável, precisaria ser reposicionada em uma realidade marcada por redes sociais, exposição constante e questionamentos mais diretos sobre estruturas de poder. O que antes era aceito como exigência pode hoje ser interpretado como abuso. Essa tensão oferece material dramático evidente, mas exige uma leitura mais sofisticada.

Entre ficção e realidade, o que realmente ficou

O que torna O Diabo Veste Prada um caso tão duradouro não é a precisão factual, mas a capacidade de traduzir uma experiência coletiva em narrativa. Ele não documenta a Vogue nem pretende fazê-lo. Ele reorganiza percepções sobre trabalho, ambição e pertencimento.

Ao fazer isso, transforma uma história pessoal em algo reconhecível em diferentes contextos. E talvez seja justamente essa capacidade de deslocamento que explica por que, duas décadas depois, ainda se discute não apenas quem inspirou Miranda Priestly, mas o que ela representa.

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt retornam para a sequência do clássico dos anos 2000

Quase 20 anos depois de sua estreia, a sequência  O Diabo Veste Prada 2  chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. A continuação acompanha o retorno de  à revista Runway, ainda sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, mas passando por um momento delicado. A estratégia de “salvar” a Runaway as força a se reconectar com Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa. Será que ela já perdoou Andy e Miranda?

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