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Primeira Ocupação Itaú Cultural de 2026 homenageia a primeira bailarina Ana Botafogo em São Paulo

No ano em que a artista celebra 50 anos de carreira 45 deles como primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro , sua memória, seu legado, sua disciplina e trajetória atravessam a exposição para revelar sua vida e obra.

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A trajetória da bailarina Ana Botafogo está profundamente ligada à história do balé clássico no Brasil. Nascida no Rio de Janeiro, em 1955, ela iniciou seus estudos ainda na infância e, ao longo das décadas, construiu uma carreira marcada pela disciplina, elegância e excelência técnica.

Reconhecida como uma das maiores referências da dança no país, tornou-se primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1981, posição de destaque que ocupou por muitos anos e que consolidou sua imagem como símbolo do balé brasileiro.

Sua formação internacional, especialmente na companhia Les Ballets de Marseille, contribuiu para ampliar seu repertório e fortalecer sua presença artística, permitindo que ela atuasse como ponte entre a tradição europeia e o público brasileiro. “A dança me trouxe controle sobre minhas emoções, especialmente as emoções dos personagens, além da vontade de sempre me desafiar e a confiança pessoal”, afirma Ana. “Trouxe a alegria de ver que o trabalho não é em vão; de que, quando a gente se dedica e se empenha, os resultados vêm e, junto com eles, o reconhecimento”, conclui.

Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Ana Botafogo não apenas se destacou nos palcos, mas também teve papel fundamental na popularização do balé no Brasil. Sua atuação ultrapassou o universo restrito da dança erudita, alcançando diferentes públicos e contribuindo para democratizar o acesso a essa arte. Além de intérprete, tornou-se também educadora e difusora da dança, dedicando-se à formação de novos bailarinos e à transmissão de conhecimento. 

É nesse contexto que surge a exposição “Ocupação Ana Botafogo”, realizada no Itaú Cultural, em São Paulo. A mostra integra o tradicional programa “Ocupação”, que desde 2009 homenageia artistas brasileiros de destaque, promovendo um diálogo entre suas trajetórias e o público contemporâneo. 

A exposição, em cartaz de março a junho de 2026, celebra os 50 anos de carreira da bailarina e apresenta um amplo panorama de sua vida e obra. Com cerca de 200 itens provenientes de seu acervo pessoal, o visitante é convidado a percorrer diferentes momentos de sua trajetória por meio de fotografias, vídeos, figurinos, cadernos e objetos de cena. Entre os destaques estão sapatilhas e tutus originais utilizados em apresentações marcantes, que revelam a materialidade e a memória do fazer artístico. 

A curadoria organiza a exposição em três atos, inspirados na estrutura de um espetáculo de balé. O primeiro ato apresenta a infância e a formação da artista, destacando suas influências iniciais e o início de sua carreira.

O segundo ato mergulha no cotidiano da bailarina, evidenciando o rigor técnico, a disciplina e o processo de construção de sua excelência artística. Já o terceiro ato enfatiza sua consagração e legado, com um ambiente imersivo que remete ao palco do Theatro Municipal, utilizando projeções e cenografia para recriar a experiência do espetáculo. 

A curadoria organiza a exposição em três atos, inspirados na estrutura de um espetáculo de balé - Divulgação

“Ana é uma bailarina nata. Disciplinada e, ao mesmo tempo, extremamente sensível. Sua grandeza como artista se soma a seu papel com novas gerações do balé clássico e na popularização da dança no Brasil”, diz Galiana Brasil, gerente do núcleo de Curadorias e Programação Artística do IC. “Essa atuação entra em simbiose perfeita com os propósitos da série Ocupação”, completa ela.

A exposição reúne registros que vão das primeiras imagens e recordações da artista quando era criança até a atualidade: fotos, vídeos – alguns com depoimentos dela e de pessoas próximas, produzidos pelo próprio Itaú Cultural –, cadernos, rascunhos e outros. 

Entre as obras expostas estão uma antiga sapatilha customizada e um tutu original – a clássica saia de camadas de tule ou tarlatana –, que Ana Botafogo usava quando atuava como convidada especial em apresentações do balé Dom Quixote, realizadas em eventos fora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Além do caráter expositivo, a mostra propõe uma experiência sensorial e interativa, aproximando o público do universo do balé. Elementos como barras de ensaio, espelhos e ambientações cenográficas recriam o espaço de trabalho da bailarina, permitindo que o visitante compreenda não apenas o resultado final apresentado no palco, mas também o processo intenso de preparação que sustenta cada performance. 

Dessa forma, a “Ocupação Ana Botafogo” vai além de uma simples retrospectiva biográfica. Trata-se de uma celebração da dança como linguagem artística e da trajetória de uma artista que ajudou a transformar a percepção do balé no Brasil. Ao revisitar sua carreira, a exposição reafirma a importância de Ana Botafogo como intérprete, educadora e ícone cultural, evidenciando seu legado duradouro na história da dança brasileira.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 06 e 12 de abril. Manter o foco e seguir em frente.

A carta do Carro simboliza a superação de desafios e o domínio sobre sua jornada. É um convite para assumir o controle da sua vida com coragem e determinação. Mantenha o foco e siga em frente, sem hesitar!

05/04/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 06 e 12 de abril. Manter o foco e seguir em frente.

A energia do Tarô da semana entre 06 e 12 de abril. Manter o foco e seguir em frente. Foto: Divulgação

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A carta de O Carro é um dos arcanos mais poderosos e animadores do Tarô. Ela chega para anunciar vitória, progresso e superação, trazendo consigo a energia de quem assumiu o controle da própria vida e segue em frente com determinação e foco. Se esta carta rege a sua semana, prepare-se: o caminho está aberto e você é quem pilota.

Pegue o Volante da Sua Vida

O Carro convida você a sair do banco do carona e assumir, de forma consciente, o volante da sua jornada. Não é momento de esperar que as coisas se resolvam sozinhas, nem de delegar ao destino aquilo que depende da sua atitude. Existe um chamado claro à ação: ligar o motor, definir a rota e seguir com firmeza em direção ao que faz sentido para você.

Mais do que agir, trata-se de agir com direção. Porque não basta estar em movimento é preciso saber para onde se está indo. O Carro não simboliza pressa, mas propósito. Ele pede decisão, comprometimento e, principalmente, responsabilidade pelas próprias escolhas.

Na ilustração tradicional desta carta, o cocheiro conduz duas esfinges, uma branca e uma preta, representando forças opostas e futuros possíveis. Ele não as controla com rédeas, mas com pura força de vontade e domínio interno. Essa imagem revela uma das maiores lições deste arcano: não é eliminando conflitos que se avança, mas aprendendo a conduzi-los.

Você pode sentir, ao longo da semana, emoções ambíguas, dúvidas ou até impulsos contraditórios. Parte de você pode querer avançar, enquanto outra hesita. O Carro não pede perfeição emocional, pede consciência. É essa integração entre razão e emoção que mantém você no caminho, mesmo quando forças contrárias tentam desviá-la.

O Número 7 e a Energia do Triunfo

O Carro é o sétimo Arcano Maior, e o número 7 carrega um simbolismo profundo. Ele representa a união entre o plano material e o espiritual: o 4, associado à estrutura e à matéria, somado ao 3, ligado à criação e ao divino. Juntos, formam o 7 — número da consciência, da busca interior e da evolução.

É o número de quem não apenas caminha, mas compreende o caminho.

Na mitologia greco-romana, a quadriga — carro puxado por quatro cavalos — era símbolo de conquista e glória, conduzindo deuses e heróis em suas entradas triunfais. O Carro do Tarô carrega essa mesma energia: a vitória que vem após esforço, disciplina e superação.

Mas existe um detalhe importante: o triunfo aqui não é apenas externo. Ele é, acima de tudo, interno. É a vitória sobre a dúvida, sobre o medo, sobre a tendência de desistir no meio do caminho.

O véu estrelado ao fundo da carta nos lembra que existe um plano maior em ação. Algo que orienta, que guia, que sussurra direções, mas que não substitui o seu livre-arbítrio. Você recebe os sinais, mas é você quem decide o movimento.

A Mensagem do Carro para Esta Semana

Esta semana pede ação, mas também pede consciência. É um período em que oportunidades podem surgir, caminhos podem se abrir e decisões precisarão ser tomadas. E, diante disso, a postura que você adota faz toda a diferença.

O Carro não favorece a indecisão. Ele impulsiona quem já entendeu, ainda que minimamente, o que quer e está disposto a caminhar nessa direção.

Se existe algo que você vem adiando, este é o momento de dar o primeiro passo. Não espere o cenário ideal, a certeza absoluta ou a ausência de medo. O movimento, muitas vezes, precede a clareza.

Ao mesmo tempo, é importante manter o foco. Distrações podem surgir, assim como atalhos aparentemente mais fáceis. Mas o Carro ensina: o caminho mais rápido nem sempre é o mais sólido. Persistir na rota escolhida é o que garante consistência nos resultados.

Entre a Luz e a Sombra: O Equilíbrio no Caminho

Um dos maiores aprendizados desta carta está na capacidade de equilibrar forças internas. Luz e sombra, coragem e medo, impulso e cautela, tudo isso faz parte da experiência humana.

O Carro não pede que você ignore suas emoções. Pelo contrário: ele convida você a reconhecê-las, compreendê-las e, então, conduzi-las.

O signo de Câncer, associado a este arcano, reforça essa ideia. Existe aqui uma forte ligação com o mundo emocional, com a sensibilidade e com a intuição. Avançar, sim, mas sem se desconectar de si mesmo.

Gerenciar o que acontece dentro de você é tão importante quanto lidar com o que acontece fora. Porque, no fim das contas, é o seu estado interno que define a forma como você atravessa qualquer situação.

O Carro e o Pós-Páscoa: Movimento Após o Renascimento

Há uma camada ainda mais profunda quando conectamos o Carro ao simbolismo da Páscoa. Se a Páscoa representa a morte simbólica e o renascimento, o Carro representa o que vem depois: o movimento. E não por acaso, sua energia se manifesta justamente na semana que sucede esse momento de renovação.

Renascer não é o fim do processo. É o começo.

Depois de atravessar dores, compreender ciclos e acessar uma nova versão de si mesmo, surge a necessidade de caminhar. De dar forma concreta à transformação interna. De viver, na prática, aquilo que foi ressignificado.

O Carro, portanto, é a libertação que se traduz em atitude. É a consciência que se transforma em escolha.

O Carro no Amor

No campo afetivo, o Carro pede clareza e posicionamento. Não há espaço para jogos, dúvidas constantes ou falta de direção emocional.

Se você está em um relacionamento, este é um momento de alinhar expectativas e avançar juntos. Conversas importantes podem acontecer, e decisões que estavam sendo adiadas tendem a ganhar força.

Se está solteiro, o Carro convida você a agir com mais coragem. Às vezes, o maior obstáculo não está no outro, mas no medo de se expor, de tentar, de se permitir viver algo novo.

O amor, aqui, se constrói com atitude.

O Carro no Trabalho e nas Finanças

No trabalho, a energia é de movimento e progresso. Projetos tendem a ganhar ritmo, decisões precisam ser tomadas e oportunidades podem surgir de forma mais dinâmica.

Mas, junto com isso, vem a necessidade de organização. Avançar sem planejamento pode gerar desgaste. Já a ação consciente potencializa resultados.

Este é um período favorável para assumir protagonismo, mostrar iniciativa e confiar mais na própria capacidade. Se existe uma mudança sendo considerada, o Carro indica que pode ser o momento de agir, desde que haja clareza de direção.

Nas finanças, o foco deve ser estratégia. Resolver pendências, organizar prioridades e agir com disciplina serão atitudes fundamentais para garantir estabilidade e crescimento.

Perguntas para sua Jornada

O Carro também convida à reflexão. Pergunte-se:

Estou realmente no controle da minha vida ou apenas reagindo ao que acontece?

Sei para onde estou indo ou apenas estou em movimento?

O que, dentro de mim, precisa ser alinhado para que eu avance com mais segurança?

Essas perguntas não exigem respostas imediatas, mas abrem caminhos importantes de consciência.

A Mensagem Final

Quando o Carro surge como regente, ele traz um lembrete poderoso: você tem mais controle sobre sua vida do que imagina.

Isso não significa que tudo está sob seu domínio, mas que suas escolhas, sua postura e sua direção fazem toda a diferença.

Esta é uma semana de movimento, de decisão e de avanço. Uma semana para confiar mais em si mesma, ajustar o que for necessário e seguir.

Não espere perfeição. Não espere ausência de medo. Não espere garantias. Apenas comece.

Porque o caminho se revela enquanto você caminha.

E, neste momento, o Carro já está em movimento, esperando apenas que você assuma o volante. Portanto, nunca desista, mesmo diante de obstáculos aparentemente impossíveis de serem superados. “A persistência é o caminho do êxito”. (Charles Chaplin).

Uma ótima semana e muita luz,


Ana Cristina

Moda Correio B+

Coluna Entre Costuras & CuLturas: Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

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