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Produções para maratonar nas plataformas de streaming para quem já assistiu Dahmer na Netflix

Se você já assistiu Dahmer e está interessado em séries similares, selecionamos 5 produções nas plataformas de streaming que envolvem histórias de Serial Killers:

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Zodíaco (Filme) – Globoplay

Disponível na Globoplay, Zodíaco é um dos melhores filmes de David Fincher. Na história, ambientada em São Francisco, um cartunista se torna um detetive obcecado em rastrear o Assassino do Zodíaco, um serial killer não identificado que aterrorizou o norte da Califórnia no final dos anos sessenta. Inspirada em fatos reais.

Zodiaco Zodíaco - Globoplay

You (Série) – Netflix

A série da Netflix é uma obra ficcional onde o supervisor de uma livraria usa todo o poder de sedução para fazer com que a mulher de seus sonhos se apaixone por ele, mesmo que isso implique no “desaparecimento” de algumas pessoas em seu caminho.

You You - Netflix

Dexter (Série) – Paramount+

Ao longo de 8 temporadas Dexter é um gentil analista da polícia científica de Miami. Mas à noite, ele é um serial killer em busca de vingança contra pessoas com um passado obscuro.

Depois de um hiato de quase 10 anos, a série voltou no final do ano passado para um encerramento. Dexter: The New Blood está disponível no Paramount Plus.

Dexter Dexter - Paramount

Mindhunter (Série) – Netflix

Outra produção de David Fincher, desta vez para a Netflix.

Mindhunter acompanha dois agentes do FBI que são encarregados de entrevistar assassinos em série para resolver casos abertos. Baseada em fatos reais.

Mindhunter Mindhunter - Netflix

True Detective – HBO Max

True Detective da HBO Max é uma série antológica de investigações policiais.

Com 3 temporadas já confirmadas e a quarta em produção, a série ganhou destaque na primeira temporada, com um bom roteiro e grandes atuações de Matthew McConaughey e Woody Harrelson.

True Detective True Detective - HBO Max

Comportamento Correio B+

ChatGPT: você sabe como utilizar da forma correta no dia a dia para estudar, trabalhar e criar?

Diretor compartilha orientações práticas para aproveitar o potencial da inteligência artificial com mais produtividade e senso crítico

28/03/2026 15h30

ChatGPT: você sabe como utilizar da forma correta no dia a dia para estudar, trabalhar e criar?

ChatGPT: você sabe como utilizar da forma correta no dia a dia para estudar, trabalhar e criar? Foto: Divulgação

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A inteligência artificial deixou de ser um recurso restrito a laboratórios ou filmes de ficção científica para se tornar parte da rotina de milhões de pessoas. Entre as ferramentas mais populares está o ChatGPT, assistente virtual capaz de responder perguntas, produzir textos e ajudar na organização de tarefas.

No Brasil, o interesse pela tecnologia cresce rapidamente. Um relatório da OpenAI divulgado recentemente aponta que o país é o terceiro que mais utiliza a plataforma no mundo, com cerca de 140 milhões de mensagens enviadas por dia.

De acordo com o levantamento, o uso da ferramenta está concentrado principalmente em atividades de comunicação, que representam 20% das interações. Em seguida aparecem aplicações relacionadas a aprendizado e capacitação com 15%, além de tarefas como programação, análise de dados e cálculos matemáticos, responsáveis por 6% do uso.

Outro estudo, da Semrush, também aponta o Brasil entre os líderes globais no acesso à ferramenta, evidenciando o avanço da inteligência artificial na rotina de estudos, trabalho e criação de conteúdo.

Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante pertencente ao Grupo MoveEdu, o principal desafio agora é aprender a usar esse recurso de forma estratégica no dia a dia.

"A inteligência artificial pode aumentar muito a produtividade e apoiar o aprendizado, mas o usuário precisa saber como direcionar as perguntas e, principalmente, interpretar as respostas com senso crítico”, afirma.

Segundo o especialista, o ChatGPT funciona a partir de um modelo de linguagem capaz de interpretar comandos em texto e gerar respostas de forma conversacional, simulando um diálogo com o usuário. A ferramenta pode ser utilizada tanto em uma versão gratuita quanto em planos pagos, que oferecem respostas mais aprofundadas e maior estabilidade para quem utiliza a IA com frequência no trabalho ou nos estudos.

Apesar da praticidade, Andreoli alerta que a tecnologia deve ser vista como apoio, e não como substituição ao conhecimento humano. “A inteligência artificial ajuda a organizar ideias, acelerar processos e esclarecer dúvidas, mas é essencial verificar as informações e usar o conteúdo gerado como ponto de partida para desenvolver o próprio raciocínio”, explica.

Como usar o ChatGPT para estudar

Entre as aplicações mais úteis está o apoio ao aprendizado. De acordo com Andreoli, estudantes podem usar a ferramenta para organizar conteúdos, revisar matérias e aprofundar conceitos de forma mais dinâmica. Além disso, explorar outras ferramentas de inteligência artificial voltadas à educação também pode ampliar as possibilidades de aprendizado com tecnologia.

Crie resumos e mapas mentais. Para isso, peça para o ChatGPT resumir textos ou transformar conteúdos em mapas mentais. Você também pode simular perguntas de prova, solicitando questões objetivas, dissertativas ou quizzes sobre qualquer disciplina.

Para quem deseja desvendar conceitos difíceis, a dica é utilizar comandos como “explique isso como se eu tivesse 10 anos”. Já para organizar os estudos, peça um cronograma personalizado com base no tempo disponível e nas prioridades.

Como usar o ChatGPT no trabalho

No ambiente profissional, a inteligência artificial pode trazer ganhos importantes de produtividade, principalmente em tarefas operacionais e de organização de informações. Você pode utilizar, por exemplo, para escrever e-mails mais rápido, informando o objetivo e o tom desejado para que a ferramenta estruture o texto.

Além disso, é possível criar apresentações e relatórios, organizando dados em tópicos, montando estruturas de slides ou transformando informações complexas em linguagem mais acessível. A ferramenta também ajuda a gerar ideias para projetos, já que a IA pode ser usada como um “brainstorm infinito” para campanhas, nomes e soluções criativas. Outra vantagem está em automatizar pequenas tarefas, como criar respostas padrão, resumos de reuniões ou roteiros de atendimento.

O especialista cita ainda casos práticos do uso da ferramenta no dia a dia corporativo. “Já vimos situações em que um estagiário de marketing conseguiu montar uma pesquisa de concorrência e estruturar o esboço de uma campanha de divulgação em menos de uma hora usando a ferramenta”, relata.

Como usar o ChatGPT para criar conteúdo

Profissionais de comunicação, marketing e criadores digitais também podem se beneficiar do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo. Entre as alternativas, você pode montar roteiros para vídeos e reels, descrevendo tema, público e duração para receber sugestões de falas e estrutura.

Também há como estruturar posts para blog, organizando a introdução, os tópicos principais e a conclusão com sugestões de SEO. O ChatGPT também pode ajudar a criar legendas atrativas, com ideias alinhadas ao tom da marca ou ao objetivo da publicação, além de pautas e títulos por meio de ideias a partir de tendências e datas comemorativas.

Cuidados e limites no uso da inteligência artificial

Apesar das vantagens, Leonardo Andreoli reforça que o uso da tecnologia exige atenção e senso crítico. Segundo ele, é fundamental verificar sempre as informações geradas pela ferramenta, já que o ChatGPT pode cometer erros, e confirmar dados em fontes confiáveis. O especialista também destaca a importância de analisar possíveis vieses nas respostas, uma vez que a inteligência artificial reflete conteúdos disponíveis na internet.

Ou seja, a ferramenta deve ser utilizada como apoio, e não como atalho, servindo como base para desenvolver ideias próprias. Avaliar a coerência das respostas também é essencial, pois nem tudo que parece correto necessariamente está preciso. Outro ponto de atenção é a proteção de dados: o usuário deve evitar compartilhar informações pessoais ou confidenciais na plataforma.

Além disso, a recomendação é evitar a dependência da tecnologia, mantendo a autonomia intelectual e recorrendo ao apoio humano em temas sensíveis, já que a inteligência artificial não possui julgamento ou empatia.

Ler os termos de uso da ferramenta e complementar o conteúdo com outras fontes de conhecimento, como livros, artigos e sites especializados, também faz parte de um uso responsável. Por fim, o diretor nacional da Prepara IA ressalta que fazer perguntas claras e específicas é um dos principais fatores para obter respostas mais precisas e úteis da ferramenta.

Para Andreoli, a inteligência artificial deve ser encarada como uma aliada para ampliar a produtividade e estimular novas formas de aprendizado. “Quanto mais claro e específico for o comando, melhor tende a ser a resposta da inteligência artificial. O segredo está em usar a tecnologia com consciência, criatividade e protagonismo, aproveitando seu potencial sem abrir mão do pensamento crítico”, conclui.

Cinema Correio B+

Emergência Radioativa na Netflix: o que a série mostra, o que aconteceu em Goiânia?

Boa reconstrução histórica que revisita um dos maiores desastres do Brasil

28/03/2026 14h00

Emergência Radioativa na Netflix: o que a série mostra, o que aconteceu em Goiânia

Emergência Radioativa na Netflix: o que a série mostra, o que aconteceu em Goiânia Foto: Divulgação

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A chegada de Emergência Radioativa ao catálogo da Netflix subiu rapidamente no Top 10 mundial, aparecendo em terceiro lugar como uma das séries mais vistas do final de março. Ela não se sustenta apenas pela curiosidade em torno de uma história real, mas pela sensação de que certos acontecimentos nunca se encerram de fato, apenas retornam sob novas formas quando voltam ao centro do debate público.

Emergência Radioativa parte de um dos acidentes radiológicos mais graves já registrados fora de uma usina nuclear e transforma um episódio muitas vezes reduzido a números em uma narrativa que recoloca pessoas, escolhas e consequências no centro.

O que aconteceu em Goiânia em 1987

Em setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada na cidade de Goiânia. Dentro do equipamento havia uma cápsula com césio-137, um material radioativo altamente perigoso que, naquele momento, parecia apenas um objeto curioso, quase fascinante, sobretudo pelo brilho azulado que emitia no escuro.

O equipamento foi desmontado e partes dele levadas para um ferro-velho, onde a cápsula acabou sendo aberta. O pó brilhante começou a circular entre familiares, amigos e vizinhos, compartilhado sem qualquer noção de risco, tocado com as mãos, levado para dentro de casa, espalhado como algo raro e intrigante. O que parecia inofensivo se transformou rapidamente em uma cadeia de contaminação que atingiu centenas de pessoas.

A dimensão do desastre só começou a se revelar quando surgiram sintomas graves e profissionais de saúde perceberam que estavam diante de algo que não se encaixava em nenhum diagnóstico comum. O Brasil, naquele momento, não estava preparado para lidar com um acidente dessa natureza fora de um ambiente controlado.

Como a situação foi contida

A resposta exigiu uma mobilização inédita de autoridades sanitárias, forças armadas e especialistas em energia nuclear. Áreas inteiras foram isoladas, casas demolidas, objetos pessoais passaram a ser tratados como resíduos radioativos.

Pessoas foram levadas para centros de triagem, muitas vezes sem compreender plenamente o que estava acontecendo, enquanto equipes tentavam mapear a extensão da contaminação.

O processo de descontaminação foi longo e complexo. Toneladas de material foram recolhidas e armazenadas em locais preparados para conter a radiação. O episódio acabou sendo classificado como um dos acidentes radiológicos mais graves do mundo, especialmente pelo impacto humano fora de uma usina nuclear.

As consequências que continuam reverberando

Quatro pessoas morreram diretamente em decorrência da contaminação, entre elas a menina Leide das Neves, que se tornou o rosto mais emblemático da tragédia. Centenas apresentaram diferentes níveis de exposição, com efeitos físicos e psicológicos que se estenderam por anos.

O impacto ultrapassou a questão da saúde. Moradores de Goiânia enfrentaram estigmatização, rejeição em outras cidades e um medo difuso que alterou relações sociais e a própria percepção sobre o lugar. A cidade passou a carregar uma marca que não se limita ao tempo imediato do acidente.

A série se apoia justamente nessa dimensão ao mostrar que as consequências não se encerram quando o material é contido. Elas permanecem na memória, na identidade e na forma como aquela história continua sendo contada.

Como e quando a série surgiu

Emergência Radioativa surge em um momento em que as plataformas de streaming ampliam o investimento em histórias reais com forte identidade local e potencial de circulação global.

A escolha pelo caso do césio-137 acompanha esse movimento, mas também responde a uma tendência mais ampla de revisitar tragédias por meio de uma linguagem audiovisual contemporânea, próxima do thriller e do drama psicológico.

Concebida como minissérie, a produção reconstrói os dias que antecedem a descoberta da contaminação, acompanha a propagação do material e observa a resposta das autoridades. A narrativa alterna pontos de vista, acompanhando tanto vítimas quanto profissionais envolvidos na tentativa de conter o desastre.

Elenco e construção dramática

O elenco reúne nomes conhecidos do audiovisual brasileiro, com interpretações contidas e emocionantes. A série aposta em personagens que reagem com confusão, negação e, gradualmente, desespero.

Essa escolha reforça a proposta da narrativa ao aproximar o espectador da experiência dos personagens, mantendo a sensação de que tudo aquilo poderia ter acontecido em qualquer contexto semelhante.

O que a crítica tem dito

A recepção crítica tem sido, em grande parte, positiva no que diz respeito à forma, destacando a capacidade da série de construir tensão sem recorrer a soluções fáceis, respeitando a natureza invisível do perigo.

A comparação com Chernobyl aparece com frequência, mas quase sempre acompanhada de uma ressalva importante, já que a história brasileira se sustenta por si mesma ao expor uma cadeia de negligências mais fragmentada e, por isso, mais difícil de atribuir a um único responsável.

Ao mesmo tempo, a série enfrenta críticas de representantes das vítimas, que questionaram a produção por não terem sido consultados de forma mais direta e criticaram decisões como a ausência de filmagens em Goiânia. Esse tipo de reação amplia a discussão e introduz uma dimensão ética que vai além da análise estética, mas honestamente, não interfere no resultado final.

Por que a série repercute agora

O alcance da série indica que existe um interesse imediato do público, impulsionado tanto pela curiosidade quanto pela redescoberta de um episódio que, apesar de amplamente documentado, nunca foi completamente assimilado.

Ao trazer o acidente de volta ao centro da conversa, Emergência Radioativa não oferece respostas definitivas nem tenta encerrar o tema. O que a série faz é reativar uma memória que continua produzindo efeitos, lembrando que certos acontecimentos seguem moldando o presente muito depois de deixarem o noticiário.

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