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Emergência Radioativa na Netflix: o que a série mostra, o que aconteceu em Goiânia?

Boa reconstrução histórica que revisita um dos maiores desastres do Brasil

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A chegada de Emergência Radioativa ao catálogo da Netflix subiu rapidamente no Top 10 mundial, aparecendo em terceiro lugar como uma das séries mais vistas do final de março. Ela não se sustenta apenas pela curiosidade em torno de uma história real, mas pela sensação de que certos acontecimentos nunca se encerram de fato, apenas retornam sob novas formas quando voltam ao centro do debate público.

Emergência Radioativa parte de um dos acidentes radiológicos mais graves já registrados fora de uma usina nuclear e transforma um episódio muitas vezes reduzido a números em uma narrativa que recoloca pessoas, escolhas e consequências no centro.

O que aconteceu em Goiânia em 1987

Em setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada na cidade de Goiânia. Dentro do equipamento havia uma cápsula com césio-137, um material radioativo altamente perigoso que, naquele momento, parecia apenas um objeto curioso, quase fascinante, sobretudo pelo brilho azulado que emitia no escuro.

O equipamento foi desmontado e partes dele levadas para um ferro-velho, onde a cápsula acabou sendo aberta. O pó brilhante começou a circular entre familiares, amigos e vizinhos, compartilhado sem qualquer noção de risco, tocado com as mãos, levado para dentro de casa, espalhado como algo raro e intrigante. O que parecia inofensivo se transformou rapidamente em uma cadeia de contaminação que atingiu centenas de pessoas.

A dimensão do desastre só começou a se revelar quando surgiram sintomas graves e profissionais de saúde perceberam que estavam diante de algo que não se encaixava em nenhum diagnóstico comum. O Brasil, naquele momento, não estava preparado para lidar com um acidente dessa natureza fora de um ambiente controlado.

Como a situação foi contida

A resposta exigiu uma mobilização inédita de autoridades sanitárias, forças armadas e especialistas em energia nuclear. Áreas inteiras foram isoladas, casas demolidas, objetos pessoais passaram a ser tratados como resíduos radioativos.

Pessoas foram levadas para centros de triagem, muitas vezes sem compreender plenamente o que estava acontecendo, enquanto equipes tentavam mapear a extensão da contaminação.

O processo de descontaminação foi longo e complexo. Toneladas de material foram recolhidas e armazenadas em locais preparados para conter a radiação. O episódio acabou sendo classificado como um dos acidentes radiológicos mais graves do mundo, especialmente pelo impacto humano fora de uma usina nuclear.

As consequências que continuam reverberando

Quatro pessoas morreram diretamente em decorrência da contaminação, entre elas a menina Leide das Neves, que se tornou o rosto mais emblemático da tragédia. Centenas apresentaram diferentes níveis de exposição, com efeitos físicos e psicológicos que se estenderam por anos.

O impacto ultrapassou a questão da saúde. Moradores de Goiânia enfrentaram estigmatização, rejeição em outras cidades e um medo difuso que alterou relações sociais e a própria percepção sobre o lugar. A cidade passou a carregar uma marca que não se limita ao tempo imediato do acidente.

A série se apoia justamente nessa dimensão ao mostrar que as consequências não se encerram quando o material é contido. Elas permanecem na memória, na identidade e na forma como aquela história continua sendo contada.

Como e quando a série surgiu

Emergência Radioativa surge em um momento em que as plataformas de streaming ampliam o investimento em histórias reais com forte identidade local e potencial de circulação global.

A escolha pelo caso do césio-137 acompanha esse movimento, mas também responde a uma tendência mais ampla de revisitar tragédias por meio de uma linguagem audiovisual contemporânea, próxima do thriller e do drama psicológico.

Concebida como minissérie, a produção reconstrói os dias que antecedem a descoberta da contaminação, acompanha a propagação do material e observa a resposta das autoridades. A narrativa alterna pontos de vista, acompanhando tanto vítimas quanto profissionais envolvidos na tentativa de conter o desastre.

Elenco e construção dramática

O elenco reúne nomes conhecidos do audiovisual brasileiro, com interpretações contidas e emocionantes. A série aposta em personagens que reagem com confusão, negação e, gradualmente, desespero.

Essa escolha reforça a proposta da narrativa ao aproximar o espectador da experiência dos personagens, mantendo a sensação de que tudo aquilo poderia ter acontecido em qualquer contexto semelhante.

O que a crítica tem dito

A recepção crítica tem sido, em grande parte, positiva no que diz respeito à forma, destacando a capacidade da série de construir tensão sem recorrer a soluções fáceis, respeitando a natureza invisível do perigo.

A comparação com Chernobyl aparece com frequência, mas quase sempre acompanhada de uma ressalva importante, já que a história brasileira se sustenta por si mesma ao expor uma cadeia de negligências mais fragmentada e, por isso, mais difícil de atribuir a um único responsável.

Ao mesmo tempo, a série enfrenta críticas de representantes das vítimas, que questionaram a produção por não terem sido consultados de forma mais direta e criticaram decisões como a ausência de filmagens em Goiânia. Esse tipo de reação amplia a discussão e introduz uma dimensão ética que vai além da análise estética, mas honestamente, não interfere no resultado final.

Por que a série repercute agora

O alcance da série indica que existe um interesse imediato do público, impulsionado tanto pela curiosidade quanto pela redescoberta de um episódio que, apesar de amplamente documentado, nunca foi completamente assimilado.

Ao trazer o acidente de volta ao centro da conversa, Emergência Radioativa não oferece respostas definitivas nem tenta encerrar o tema. O que a série faz é reativar uma memória que continua produzindo efeitos, lembrando que certos acontecimentos seguem moldando o presente muito depois de deixarem o noticiário.

Dança

Festival Caminhos do Tango chega à sua quinta edição com show no Teatro Glauce Rocha

Evento será realizado entre quinta-feira e domingo, em Campo Grande, com bailarinos do Brasil e da Argentina, aulas, jantares temáticos, música ao vivo e encerramento gratuito na Morada dos Baís

07/09/2026 09h30

Foto: Divulgação

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Em sua quinta edição em Campo Grande, o Festival Caminhos do Tango reúne, entre quinta-feira e domingo, bailarinos do Brasil e da Argentina em uma programação que inclui espetáculo, aulas, jantares temáticos, música ao vivo e baile. A abertura será realizada nesta quinta-feira, às 19h30min, no Teatro Glauce Rocha.

Reconhecido como patrimônio cultural imaterial da humanidade, o tango será apresentado ao público em diferentes formatos durante os quatro dias de programação. O espetáculo de abertura contará com a participação da Orquestra Fontinele e do elenco da Cia. Tango Vip, além de convidados que acumulam experiência em competições e palcos internacionais.

Entre os destaques está a dupla argentina Daniela Bravo e Lucas Guevara, que se apresenta pela primeira vez em Campo Grande. Os bailarinos têm mais de 15 anos de trajetória como professores, coreógrafos e artistas. Eles conquistaram o vice-campeonato mundial de tango em 2023, ficaram em terceiro lugar no Mundial de 2022 e venceram duas vezes o campeonato Pelando Variación.

Também vindos de Buenos Aires, Los Rosales levam ao palco uma trajetória construída em apresentações na Argentina, na Europa e na Ásia. A dupla ficou em quinto lugar no Mundial de Tango de 2023, na categoria Tango Escenario, e atualmente integra os elencos do tradicional Café de Los Angelitos e da companhia Tango x 2.

O espetáculo ainda reúne nomes brasileiros com experiência em competições nacionais e internacionais. Vanessa Jardim e Mário Sérgio conquistaram, em 2024, títulos nas categorias Tango Vals e Milonga do Carnaval Tango Festival, realizado em Buenos Aires.

Paula Emerick e Juliano Andrade também integram a programação. A dupla é campeã do Campeonato de Baile de la Ciudad de Buenos Aires, conquistou o título brasileiro de tango em 2019 e foi finalista em diferentes edições do Campeonato Mundial.

A organizadora do festival, professora e diretora do Espaço Tango Vip, Camilla Marques, também estará no palco ao lado de seu parceiro Rafael Bittencourt. Bailarino de Porto Alegre, Rafael construiu trajetória em companhias e espetáculos de tango no Brasil e no exterior.

Para Camilla, a realização da quinta edição demonstra o crescimento gradual do interesse do público campo-grandense pela dança e pela cultura do tango.

“Já estamos na quinta edição do festival, sempre trazemos convidados de fora, alguns inéditos na cidade, e o que percebemos é que, mesmo que timidamente, cada vez mais o público do tango aumenta, seja para dançar, seja para apenas admirar um espetáculo, por exemplo”, afirma.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Depois da abertura no Teatro Glauce Rocha, a programação segue na sexta-feira e no sábado no Rádio Clube Cidade. Os dois dias terão jantares acompanhados por apresentações de tango, orquestra ao vivo, aula e baile, sempre a partir das 20h.

Na programação de sexta-feira, será realizada a Noite de Boas-Vindas, com cardápio inspirado na gastronomia de Mato Grosso do Sul. Já no sábado a Noite de Gala terá referências da culinária argentina, aproximando a experiência gastronômica da tradição cultural associada ao tango.

Além dos eventos noturnos, o Festival Caminhos do Tango também oferece aulas durante o dia no Espaço Tango Vip. Os encontros serão conduzidos pelos professores convidados e são voltados para quem deseja conhecer ou aprofundar a prática da dança.

Segundo Camilla Marques, a proposta desta edição também busca reunir artistas que fizeram parte da trajetória do evento e ampliar a presença de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul no circuito do tango.

“A proposta desta edição é reunir nomes que participaram da trajetória do evento e, ao mesmo tempo, fortalecer Campo Grande e Mato Grosso do Sul no circuito do tango, aproximando novos públicos”, explica.

ENCERRAMENTO

O encerramento será realizado no domingo, com o Tango na Morada, na Morada dos Baís. A atividade será gratuita e aberta ao público, com apresentações e espaço destinado também às pessoas que quiserem conhecer ou se aventurar nos primeiros passos da dança.

A proposta é de levar o tango para um ambiente aberto e acessível, permitindo que tanto quem já acompanha a manifestação quanto novos públicos participem do encerramento do festival.

A quinta edição do Festival Caminhos do Tango tem como parceiros a Fundação Municipal de Cultura (Fundac), da Prefeitura de Campo Grande, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Rádio Clube Cidade, o Hotel Metropolitan e a Bebi Festas.

Os ingressos para o espetáculo de abertura e para os jantares estão disponíveis pela plataforma Sympla, na página do 5º Festival Caminhos do Tango. Já o encerramento na Morada dos Baís tem entrada gratuita.

SERVIÇO

5º Festival Caminhos do Tango

  • Data: de quinta-feira a domingo.
  • Abertura: nesta quinta-feira, às 19h30min, no Teatro Glauce Rocha.
  • Programação no Rádio Clube Cidade: nesta sexta-feira e sábado, às 20h.
  • Encerramento: domingo, na Morada dos Baís.
  • Entrada para o encerramento: gratuita e aberta ao público.
  • Ingressos para espetáculo e jantares disponíveis no Sympla.
  • Informações: (67) 99122-6820 e @caminhosdotangofestival.

Diálogo

Certa candidata estaria "se achando que só", julgando ser o suprassumo...confira na coluna de hoje

Confira a coluna desta segunda-feira (7)

07/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes, escritor brasileiro

“Democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim.”

FELPUDA

Certa candidata estaria “se achando que só”, julgando ser o suprassumo da política de direita. Curiosamente, porém, não estaria fazendo muita questão de colocar nos santinhos os candidatos a presidente, governador e Senado, que poderiam reforçar essa imagem.

A estratégia já teria acendido o sinal vermelho no QG. Afinal, campanha não costuma ser lugar para esconder aliados que ajudam a somar votos. Ficar com a onda sem carregar a prancha parece estratégia um tanto ousada e fora de propósito. Política, definitivamente, não é para amadores.

Diálogo

“Abraçado”

Nos bastidores, há quem afirme que o senador Nelson Trad Filho passou a ser tratado como o nome do grupo político que reúne o governador Eduardo Riedel, Reinaldo Azambuja e a senadora Tereza Cristina para disputar a Prefeitura de Campo Grande em 2028.

Mais

Ao abrir mão da reeleição ao Senado, Trad acabou sendo “abraçado” pelas principais lideranças do grupo. O gesto político já sinaliza que seus olhos começam a mirar novamente o Paço Municipal. Afinal, em política, 2028 já começou faz tempo.

DiálogoTatyane Figueiredo Gameiro, que hoje inaugura a casa dos "enta" / Arquivo Pessoal

Haja água

Com esse sol de quase 40°C, os deputados estão suando a camisa, literalmente, na corrida atrás de votos. Muitos dividem tempo entre as sessões legislativas e o corre-corre pelos municípios, tentando conquistar o eleitorado. É estrada, aperto de mão, conversa, evento e muita disposição para cumprir a agenda eleitoral. O problema é que, com o calor castigando, não basta abastecer o carro: é preciso também abastecer o próprio organismo.

DiálogoDra. Maria Clara Couto / Foto: Pedro Shimith

Suspense

Quem deve estar roendo as unhas de preocupação é o ex-deputado e ex-conselheiro do TCE-MS Jerson Domingos. O TRE-MS está analisando o registro de sua candidatura a deputado estadual, enquanto o Ministério Público se posicionou contra a concessão do registro em razão de questões judiciais que pesam sobre o ex-parlamentar. Durante o julgamento, um dos juízes eleitorais pediu vista do processo, interrompendo temporariamente a análise. Com isso, a decisão ficou para depois e o suspense aumentou nos meios políticos.

Direto

Em Chapadão do Sul, o famoso “juridiquês” começa a ganhar um adversário: a linguagem simples. O juiz Silvio Prado passou a incluir nas sentenças um resumo em linguagem acessível antes da tradicional fundamentação jurídica. Em recente ação de usucapião, por exemplo, o magistrado explicou de forma direta que uma viúva de 75 anos teve reconhecido o direito à propriedade de um imóvel onde vive desde 1999.

Aniversariantes

  • Tatyane Figueiredo Gameiro
  • Dr. Wildes Aquino de Figueiredo
  • Aruaque Fressato Barbosa
  • Renato Pieretti Câmara
  • Dr. Rodolfo Rodrigues Toniasso
  • José Ricardo Paula Lima Nunes da Cunha
  • Luiz Antonio Craveiro
  • Walter Wainer Ferreira Brandão
  • Andre Fernandes Santos
  • Maria Aparecida Yassumoto
  • João Resende
  • Elide Rigon
  • Regina Leon
  • Antonio Independente de Oliveira
  • Elzira dos Santos Nascimento
  • Donizete da Rocha Benites
  • Fabiane Luci Bisognim
  • Jesus Alfredo Ruiz Sulzer
  • Carlos Alfredo Soares da Costa
  • Volmir Biasibetti
  • Janaína Boza
  • Esther Sousa de Oliveira
  • Milena Teodorowic Reis
  • Arildo Aguirre Aristimunho
  • Vânia Tereza dos Santos Nascimento
  • Marlene Tomico Tomari
  • Mário Sérgio Almeida
  • Sivaldo Arruda
  • Walter Antonio Romanini
  • Miguel Antonio Ribeiro da Cruz
  • Cleusa Micheloni
  • Paulo Henrique Moslaves Teixeira
  • Maria Conceição da Cruz dos Santos
  • Carolini Taniguchi Belliard
  • Thiago Vinicius Ribeiro
  • Maria Aparecida Fernandes Mansilha
  • Valmir Otílio da Silveira
  • Dimas Alves Pimenta
  • Rejane Eurides Sichinel Silva
  • Thalita Rios Brito
  • Elton da Silva Martins
  • Marlene Orsi
  • Dr. Ari Miotto Junior
  • Aparecido Morande
  • Mario Cezar Gutierrez do Amaral
  • Dativa Enir Saliba
  • Margarida Pinheiro
  • Heloisa Bianchi e Silva
  • Lúcia Barros Peralta
  • Gilson Alves dos Santos
  • Jorge Marques Garcia
  • Glória Naiade Braga
  • Júlia Franco da Silva
  • Leonir Franco Ramalho
  • Natividade de Sayd Palermo
  • Olga Tomaz
  • Carlos Augusto Amorim
  • Ivaldo de Moraes Alves
  • Lauro Ciecelski
  • Mirella Giovine
  • Lucy Mara Machado Ferreira
  • Grace Kelly Leite da Silva
  • Lindomar Elias dos Santos
  • Darci Obregão
  • Rodolfo Vaz de Carvalho
  • Clodoaldo da Silva
  • Oscar Rocha
  • Dr. Atalla George Mnayarji
  • Elza Roriz Braga da Silva
  • Wellington Aurélio dos Anjos Baudacine
  • Ademir Ferreira dos Santos
  • Elianici Gonçalves Gama
  • Olga Maria de Oliveira
  • Edmundo Lopes da Silva
  • Sílvia Helena Menotti
  • Marciano Tôrres Farias
  • Jarbas Leite Fernandes
  • Virgilio Leal
  • Celso Messias da Silva
  • Temistocles Maia
  • Maria Aparecida Mendonça Cintra
  • Maria Aparecida Lima
  • Abadia Joaquina Felix da Silva
  • Marco Aurélio Portocarrero Naveira
  • Tânia Eiko Horie
  • Ricardo Hideaki Arakaki
  • Maria Cristina Curado Coppola
  • Adriana Benites
  • Jorge Alberto Caravajal Leite
  • Andrezza Karla Branco Machado
  • Gilvan Fonseca da Silva
  • André Luiz Borges Netto
  • Lúcia Hoffmann
  • Benjamim de Oliveira
  • Daniela Nussbaumer
  • Fernando Ruas Esgalha
  • João Paulo Pinheiro Machado
  • Regina Célia Lopes
  • Vinckia Messias Blondin
  • Erika Marques
  • Clacir José Bernardi
  • Anna Maria Lobo de Toledo
  • Érica Mara Mundim Savergnini
  • Fabrício Zir Bothomé
  • Rosalino Batista Bouzo
  • Edna Regina Alvarenga Bonelli

 

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