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TELEVISÃO

Protagonista de "As Five", Gabriela Medvedovski se mostra ansiosa com nova produção

A atriz assume o posto de mocinha em "Nos Tempos do Imperador", novela inédita sem previsão de estreia

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É inegável a importância de “Malhação” para a teledramaturgia da Globo. Principal porta de entrada de talentos da emissora, o poder da produção se confirma ao analisar carreiras ascendentes, como a de Gabriela Medvedovski. Uma das protagonistas da premiada temporada de “Malhação – Viva a Diferença”, de 2017, a atriz se mostra feliz com a boa repercussão da recente reprise da trama e também com a estreia de “As Five” no Globoplay. 

Depois de dois anos de espera, o “spin off” ficou entre os programas mais vistos da plataforma e se destacou pela força de suas sequências e pelo retrato fiel das cinco protagonistas cerca de seis anos depois do último encontro. Apesar de conhecer sua personagem muito bem, Gabriela reencontrou Keyla em um outro momento da vida e se surpreendeu com os caminhos escolhidos pelo roteiro.

É um privilégio reviver essa personagem. Keyla está mais madura e responsável. Foi complexo entender as mudanças na vida dela e manter a essência do papel. A preparação foi muito divertida e em sintonia com as memórias de tudo o que aconteceu com ela tanto em ‘Malhação’ quanto nos anos em que separam a novela e a série”, entrega.

Gravada no segundo semestre de 2019, a série estava prevista para estrear no ano seguinte. Com os trabalhos nos Estúdios Globo paralisados, a Globoplay decidiu postergar o lançamento para o final de 2020, o que fez muitos fãs reclamarem nas redes sociais. 

Teve até contagem regressiva para a estreia e ninguém podia falar muito para não estragar as surpresas. No fim, a série demorou a ser liberada, mas a espera valeu a pena e os fãs ficaram bem felizes”, acredita a atriz que, entre os motivos para o sucesso da história de Keyla e suas amigas Benê, Ellen, Lica e Tina, papéis de Daphne Bozaski, Heslaine Vieira, Manoela Aliperti e Ana Hikari, respectivamente, aponta o fato de a amizade ser a grande protagonista da produção. “O centro da história é a relação entre essas pessoas e não elas em si. As cinco são mocinhas e vilãs ao mesmo tempo. Acho que o roteiro quebra o que os jovens estão acostumados a ver na televisão”, elogia.

Ainda colhendo os frutos de seu desempenho como Keyla, Gabriela está prestes a voltar ao posto principal de uma produção em “Nos Tempos do Imperador”, novela inédita que deveria ter estreado em abril do ano passado e segue sem data de lançamento. 

Ambientada no Brasil do Século XIX, a história é uma continuação de “Novo Mundo”, de 2017, e vem sendo gravada de forma lenta por conta dos protocolos sanitários impostos pela Globo para evitar a contaminação por Covid-19 do elenco e equipe técnica. 

Na trama, Gabriela será a protagonista jovem Pilar. Filha de Eudoro, de José Dumont, grande fazendeiro do interior da Bahia, ela contraria todos os objetivos familiares traçados para seu futuro. Em vez de casar e ter filhos, Pilar sonha em cursar Medicina. Ela até tenta obter o apoio paterno, mas acaba descobrindo que Eudoro a prometeu em casamento para o ambicioso Tonico, político vivido por Alexandre Nero. Decidida, ela foge para Salvador na ânsia de conseguir prestar o exame para entrar na faculdade e no caminho se apaixona pelo escravo alforriado Jorge, papel de Michel Gomes. “Ela sabe exatamente o peso de ser uma mulher no Século XIX. As mulheres não podiam frequentar o ambiente acadêmico e essa é uma das maiores lutas dela na trama. A história tem muita força. Estou completamente envolvida e apaixonada”, valoriza.

Paulistana criada em Porto Alegre, a ligação de Gabriela com as Artes Cênicas começou a partir do teatro musical. Bailarina formada e com voz potente, em 2016, ela estava em plena temporada do espetáculo “Godspell: Em Busca do Amor” quando soube dos testes para “Malhação – Viva a Diferença”. “Foi um encontro muito lindo com a televisão. Mas sigo querendo me desenvolver no teatro também”, conta. 

Por enquanto, é o vídeo que “manda” na agenda da atriz. Assim que acabarem as gravações de “Nos Tempos do Imperador”, Gabriela volta ao universo de Keyla na preparação para a segunda temporada de “As Five”, que só deve chegar ao Globoplay em 2022. “Não sei nada da história ainda, o Cao (Hamburger, criador e roteirista) é muito misterioso. Estou tentando manter a ansiedade controlada e dar tempo ao tempo”, destaca.

Moda Correio B+

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

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