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"Quem tem de se desgastar para a máquina andar não é o presidente"

"Minha função é traduzir o desejo do presidente. Quem tem de se desgastar para a máquina andar não é o presidente. Ele tem de estar sempre alegre, sorrindo e feliz", de Rui Costa, sobre o que faz diariamente na Casa Civil

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O Conselho Nacional de Justiça, que expulsou Marcelo Bretas da magistratura, pretendia cortar o salário dele. Nada feito: o salário integral dele, por decisão superior, será R$ 39,7 mil na aposentadoria (apenas penduricalhos serão cortados).

Mais: até ex-companheiros de Bretas acharam que ele se encantou, como Sérgio Moro, com a fama e a possibilidade de interferir nas eleições. Analistas lembram de uma cena surpreendente, ele rodopiou no palco de um evento evangélico, ao lado de Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella.

30 anos de carreira

Vivendo mais uma protagonista em sua carreira, Taís Araújo, que começou nos anos 90, fez um balanço dos seus 30 anos de sua trajetória na revista Ela, relembrando de todas as fases, inclusive de assédio moral que sofreu por parte de uma produtora. Apesar disso, a atriz garante que tem mais coisas boas do que más em sua carreira e garante que agora é respeitada em seu trabalho. Sobre Raquel, seu personagem no remake de Vale Tudo, conta que  quando recebeu o convite para vivê-la, pensou um pouquinho antes de aceitar.

“Quando fui chamada para fazer a Raquel, fiquei reticente. Não queria mais viver heroínas, pois conheço bem as mazelas. Elas têm essa coisa da ingenuidade, da virada e precisam ter uma curva descendente para poder valorizar a ascendente. Porém, me encantei com a jornada dessa mãe. Quantas mulheres não fazem de tudo para resgatar os filhos? Quem está dentro dessa situação não usa a lógica. Outra coisa diz respeito à construção da narrativa de uma novela: Raquel vai ter de chegar ao apogeu da merda para, depois, subir”.

Mais: Taís está encantada com a oportunidade de interpretar Elza Soares no cinema, apesar de já ter vivido a cantora no filme sobre a história de Garricha. Ela garantiu que conversou sobre esta possibilidade com Elza ainda em vida. E finaliza sobre qual conselho daria a Taís do início da carreira: “Calma, confia no processo. Não perca o foco. Costumo falar com frequência uma frase de Michelle Obama para os meus filhos: “Pratique quem você quer ser todos os dias”.

Empresa de apostas tem influenciadores

Está nas redes sociais: relatora da CPI das Bets, a senadora Soraya Thronicke está concluindo seu relatório (já tem mais de 500 páginas) e deverá indiciar influenciadores digitais que se associaram à empresas de aposta para lucrar com atos ilícitos. Virginia Fonseca, figura conhecida dos círculos digitais e com programa no SBT, está na lista de possíveis alvos.

Ela diz que acompanha a CPI, mas que tem sua prioridade, no momento, é organizar sua vida pessoal, depois de romper seu casamento com Zé Felipe. Além de propor indiciamentos, a CPI das Bets vai abrir documentos comprometedores com a Polícia Federal, para que influenciadores e empresários sejam investigados.

Há dados de transações financeiras que envolvem a milionária Virginia e a Blaze, plataforma de aposta com a qual a influenciadora mantém um supercontrato com muitos cifrões. O advogado de Virginia, Michel Saliba, diz que estão tentando transformá-la em “Bode expiatório”. Os bem-informados dizem que “vai sobrar para ela”.

Famosos de fora

O projeto sobre o funcionamento da propaganda das Bets, que está andando no Congresso, prevê que a publicidade das empresas deverá ser concentrada nos estádios de futebol. Logotipos poderão aparecer nas camisas dos jogadores. Nas emissoras de televisão, a apologia das Bets somente será permitida em horários (poucos) marcados e em suas peças promocionais, famosos estarão proibidos de participar. Mais medidas duras ainda estão sendo discutidas para quase acabar com a festa de propaganda de Bets.

De bem com a vida

Prestes a voltar com um projeto na Globo, que será voltado para a faixa noturna e canais pagos, a jornalista Fátima Bernardes está curtindo alguns dias de folga ao lado da filha Laura. Nesta viagem, até ousou se deixando fotografar de maiô, e depois agradeceu à filha pelos cliques.

Fora da Globo, ela tem um canal no YouTube (com mais de 310 mil seguidores) que acaba de completar um ano e garante que tem interagido mais com os fãs e, por consequência, mais retorno e sugestões de entrevistas e outros assuntos para seu canal.

E ainda garantiu que a vantagem de se ter um canal é não se preocupar com números: “Não me preocupo com o engajamento, a audiência. Lidei com o Ibope! Hoje em dia, não ligo. A ideia é exatamente essa… Umas coisas rendem, outras não, e estamos ali para experimentar”.

Cenário de luxo

As imagens do salão todo dourado, onde aconteceu o banquete oferecido a Lula por Emmanuel Macron, no Palácio Eliseu, sede da presidência francesa, foi o cenário inspirador para o presidente brasileiro e sua mulher Janja. Os mais chegados acharam que “eles se sentiram no céu”.

Mais: pela primeira vez, jornalistas que cobrem visitas de Estado não foram convidados para o tradicional jantar em torno de uma visita oficial. Em seu discurso, Lula aproveitou para falar da imprensa. Habituado a plantar lorotas, Lula tomou um revés do amigo Macron ao igualar Rússia e Ucrânia. O presidente francês lembrou que foi Putin quem começou a guerra e recusou o cessar-fogo.

Vale para eles

Na guerra do rompimento, Donald Trump e Elon Musk misturaram assuntos de Estado a seus interesses pessoais. Trump ameaçou cortar contratos do governo com as empresas de Musk e o sul-africano ameaçou desativar uma nave que transporta astronautas da Nasa. O que causaria prejuízos ao programa espacial americano.

Um dia antes, Trump esboçou uma tese com base em conflitos do jardim da infância: “Às vezes, você vê duas crianças pequenas brigando como loucas. Elas se odeiam e estão brigando num parquinho. Você tenta separá-las, mas elas não querem ser separadas. Às vezes, é melhor deixá-las brigando por algum tempo”. Falava de guerra Rússia-Ucrânia, mas caberia muito da guerra deles.

Pérola

“Minha função é traduzir o desejo do presidente. Quem tem de se desgastar para a máquina andar não é o presidente. Ele tem de estar sempre alegre, sorrindo e feliz”,
 de Rui Costa, sobre o que faz diariamente na Casa Civil.

Olho no Senado

Em dezembro de 2024, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) despedindo-se de sua gestão no comando da casa, disse que voltaria “ao chão da fábrica”. Sete meses depois, a situação é outra: Lira quer disputar uma cadeira no Senado em 2026, mas passa por dificuldades para articular com aliados.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), de quem Lira é amigo, aproximou-se do principal adversário de Lira, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O fato ameaça a composição de um palanque competitivo em 2026.

Uma vaga é dele

Lula já andou dando sinais de que, na tentativa de reeleição em 2026, quem estará a seu lado na vice será o mesmo Geraldo Alckmin (PSB), que não acredita muito nessa versão. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem confidenciado aos mais íntimos que vê Alckmin como candidato ao Senado por São Paulo, nas eleições do ano que vem – e se entrar, roubará com facilidade uma vaga da direita.

Ele tem grande recall no interior do Estado. Se Lula lançar Márcio França ou Alexandre Padilha para o governo de São Paulo e Alckmin ficará fora da vice, seu destino será mesmo o Senado.

“Presidenciável” 1

Agora, por sua nova postura, até Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já enxerga Michelle Bolsonaro como “presidenciável”. Nas últimas pesquisas, ela aparece em plena decolagem, podendo ser a protagonista da derrubada de Lula em 2026.

Temas que Michelle prioriza: família, postura da mulher na política, violência política, eficiência, inclusão e voluntariado. Valdemar lhe deu carta branca no PL Mulher e ela é apontada como responsável pelo salto de 370% da filiação feminina. Aliados dizem que Michelle “virou a chave” e tomou gosto pelos palanques.

“Presidenciável” 2

Bolsonaro já mencionou a possibilidade de Michelle concorrer à Presidência, mas pessoas próximas dizem que a preferência do ex-presidente é mesmo pelo filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Agentes do mercado financeiro, o governador Tarcísio de Freitas, outros governadores e nomes do Centrão preferem ela a outros nomes.

No evento do Movimento Conservador, do DF, em Brasília, ela sentenciou: “A mulher da direita é bonita, ama sua família, ela é cheirosa, ama fazer comidinhas, cuidar da casa, cuidar do esposo. Isso não nos diminui como mulher”.

Prisão duvidosa 1

Com a chegada da deputada Carla Zambelli à Itália, a avaliação na Câmara é que agora ela estaria a salvo. A Itália não extradita seus cidadãos, como a maioria dos países e alegações de perseguição do STF e do governo brasileiro calam fundo (é opinião de parlamentares) no governo de direita de Giorgia Meloni.

A situação de relativa “segurança” da deputada tende a liberar deputados do PL para a reação incisiva em sua defesa. Muitos bolsonaristas, contudo, culpam sua pistola em punho pela derrota de Jair Bolsonaro em 2022 – e ele também acha isso.

Prisão duvidosa 2

Ainda Zambelli: a tendência é que a deputada receba tratamento idêntico ao de Chiquinho Brandão, que levou mais de um ano entre prisão e perda de mandato. Regimento interno da Câmara prevê até 120 dias por sessão legislativa de licença por motivos pessoais, o que daria um respiro a Zambelli.

A Câmara tem entre 90 e 100 sessões ordinárias por ano, o que “libera”, em média, 33 faltas sem justificativas até a cassação. A propósito: a deputada gostaria mesmo de estar nos Estados Unidos atuando como Eduardo Bolsonaro, mas preferiu se garantir com a cidadania italiana.

Mistura Fina

  • Confissão de Lula antes de viajar para a França chamou a atenção de parlamentares da oposição, que agora querem denunciar o presidente por crime de responsabilidade, o que abre caminho para mais um pedido de impeachment. Lula afirmou ter ordenado “muita cautela” à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU) na investigação de sindicatos e associações que se beneficiaram do roubo bilionário a aposentados do INSS, que pode ter vitimado 9 milhões de pessoas.
  • Ainda a postura de Lula no roubo do INSS: a oposição desconfia que a interferência de Lula, que cobriu as entidades de elogios, explica o fato de não terem sido feitas prisões de suspeitos. Entre os beneficiados, está o sindicato onde o vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula. E a Entidade dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) que faturou R$ 3,6 bilhões, é feudo do irmão do deputado Carlos Veras (PE) do PT. Tem também outro, da sigla, Sindinapi, controlado por Milton Cavalo, do PDT, e do ex e atual ministro da Previdência, que embolsou R$ 259 milhões.
  • A Polícia Federal recebeu informações de funcionários do INSS que sabiam de toda a fraude, mas “ficaram de fora” da delinquência e abriram a boca. Estariam no esquema outros funcionários de maior nível e até familiares de envolvidos. A PF já localizou dirigente que pediu uma ‘boquinha’ e até para mulher dizendo: “Ela é minha companheira”. Pelo que se deduz, uma variante de extorsão. Mais: hoje, a própria PF, diante de novas informações, já trabalha com a possibilidade do roubo ter alcançado R$ 9 bilhões – em vez de R$ 6,2 bilhões.
  • A pesquisa Quaest ouviu 2004 eleitores sobre a eleição de Lula em 2022. Para 39%, Lula ganhou por ser “menos pior do que Jair Bolsonaro”. Já 35% disseram que ele levou por ser “melhor” que o rival e 26% não opinaram. Entre os eleitores ouvidos na pesquisa, 42% disseram ter votado em Lula no segundo turno e 35% em Bolsonaro. Outros 21% anularam o voto e 2% não votaram.

In – Fudge de amêndoas
Out – Fudge de nozes

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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