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GASTRONOMIA

Restos das ceias que foram congelados podem virar ótimas receitas

O que fazer com as sobras de Natal e Ano-Novo? Se ainda não tem ideia do que preparar com os restos das ceias que viraram congelados, tente essa sugestão de escondidinho e deixe 2023 para trás de um jeito delicioso

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O que fazer com as sobras do Natal e do Ano-Novo? Uma consulta a chefs ou a sites dedicados a receitas mostra que o arroz é o item campeão nas respostas a essa pergunta: arroz de forno com peru, rocambole com sobras de arroz, bolinho de arroz com pernil e por aí vai. Mas o plano B pode ser também pernil ao molho, patê de frango cremoso, torta com sobras de chester, salpicão de bacalhau e – sim! – pavê de chocotone.

Há também opções de reaproveitamento das sobras, por exemplo, com creme de milho. Ou o escondidinho de pernil, chester ou peru da sugestão de hoje para a sua aventura do sabor pós-festas de fim de ano. Com o arroz – até pela experiência muito comum de reciclar as sobras ao longo do ano –, muita gente já sabe o que fazer. Basta ter o cuidado de armazená-lo corretamente.

Os assados, no entanto, talvez requeiram mais atenção. Mais prático, o chester pode ser desfiado para uso em sanduíches e bolinhos fritos. 

De textura e manipulação mais próximas dos galetos assados consumidos com frequência, o peru reciclado pede receitas mais cremosas, com molhos, recheios e – claro – cremes.
Já o tender, cujo sabor se assemelha com o do presunto – ou, para alguns paladares, com o do bacon –, não é tão suculento como as aves e a carne de porco. Então, o ideal é que ele seja aproveitado como presunto (ou bacon) mesmo. 

Farofas, recheios, omeletes e crepiocas não vão te decepcionar.No caso da carne de porco, fique atento aos pedaços que restaram, pois, a depender dos teores de gordura, o resultado da reciclagem ficará mais ou menos suculento. Tortas, bolinhos e ele, o escondidinho, vão muito bem com a carne suína.

O ideal é desfiar e, se preciso, separar, conforme os pedaços que sobraram, porções para diferentes receitas. Restos de lombo, parte que costuma ficar mais seca, rendem bacana para preparos com molho. Sobras de pernil são campeãs para recheios ou então acompanhando o arroz.

QUENTINHA DE JAPURÁ

“Normalmente, no Natal e no Ano-Novo, e nesse ano foi assim também, a gente faz já pensando nas porções de cada pessoa justamente para não sobrar. De porção, a gente teve pernil de porco assado no forno, carne [bovina]... e foi o suficiente. A família come bastante, então é difícil sobrar muita comida. Mas eu diria que o que sobrou comparado com as outras quantidades foi carne de porco. Ela sobrou um pouco mais”, conta Ana Senna, 26 anos, assistente em gestão de RH.

Ela trabalha em uma empresa do segmento de fibra óptica da Capital e, sem desgrudar do namorado, levou o amado para o Natal em Japurá (PR), onde houve a confraternização do lado materno de sua família. Para a ceia de réveillon, os dois passaram na casa da família dele, em Campo Grande, seguindo para a balada pós-comilança. E essa conversa sobre o pernil tem a ver com o cardápio de Ano-Novo dos pombinhos.

“A família do meu namorado faz muita comida. Já a minha, nem tanto. A minha família é grande. Então, não sobrou tanta comida. Mas da parte do meu namorado, o pessoal faz bastante comida. E aí essa parte do porco veio da família dele, e falaram ‘leva um pouco’. A gente fatiou a carne, fez um outro tempero para comer durante a semana e guardou. Porque já voltamos a trabalhar e fazemos marmita e tudo mais para não jogar fora”, diz a jovem.

“E sobrou também farofa, que estava uma delícia, com um frango recheado que tinha. E sobrou bastante também, e a gente colocou na comida. Acrescentamos o porco cortado certinho, colocamos um pouco mais de tempero e fizemos para comer durante a semana. A gente fez marmita, eu e o meu namorado. A gente tem essa preocupação”, afirma.

“O Natal foi na minha família, e o que sobrou bastante foi fruta. Normalmente, a gente faz uma saladinha de frutas ou guarda para comer na salada [de hortaliças e legumes] também. A gente guarda para ir mantendo. Eu levei bastante manga que tinha sobrando e que gosto bastante [risos]. E acabei comendo durante 
a semana toda”, relata. Ana conta ainda que prefere degustar qualquer receita de imediato, “saindo ali quentinha do forno”. 

A militância pelo reaproveitamento, porém, fala mais alto.“Prefiro a comida do dia, mas reciclar o que sobrou também, se fizer bem feitinho, fica uma delícia dependendo do prato que for fazer. Não gosto de desperdiçar comida, não. Se você pega uma peça de carne que sobrou ou um tempero diferente e acrescenta outra comida que você faz na hora ali também fica muito bom”, milita Ana.

DELIVERY QUE RENDE

“Geralmente, o peru pode virar uma farofa no dia seguinte. As frutas também podem complementar uma farofa, uma [salada de] maionese”, sugere Glauber Roma de Lima, 43 anos, representante de vendas de peças automotivas. “O frango dá para fazer um bobó”, opina Luciana de Castro Ramos, 47 anos, advogada e psicóloga.

Apesar de rápido nas sugestões, o casal, que reside no Jardim São Bento, encomendou a ceia da virada de ano. 

E olha que Glauber é daqueles que ama cozinhar, mas prefere menos trabalho em certas datas festivas.
O delivery para o réveillon foi de primeira: salmão ao molho de maracujá e bacalhau ao forno com legumes para oito parentes. “Sobrou, até porque normalmente a gente pede uma quantidade grande mesmo. Em qualquer casa, eu penso que sobra. Nós pedimos os pratos [prontos] para não ter o trabalho de fazer no dia. Mas a sobra, nós reutilizamos para outras receitas. O mesmo peixe que você usa ele cozido em um dia, para dar um diferencial, você bota um tempero nele e faz um molho em outro. Mas sempre reutiliza, sim”, frisa Glauber.

“Tem várias receitas que dá para fazer. Dessa vez não sobrou muito, e só aquecemos para comer. Não aconteceu, mas o bacalhau também pode virar uma farofa de bacalhau e colocar bastante fruta”, afirma o representante de vendas.

“Dá para fazer um croquete também”, emenda Luciana. “Exatamente. Pode desfiá-lo. Porque ele [bacalhau] vem em postas grandes. Pode ser desfiado e fazer um bolinho de bacalhau para o lanche da tarde”, confirma.
“O salmão normalmente vem grelhado, então pode ser também [reaproveitado] no forno com queijo. 

Bota um queijinho, faz um assado e renova o salmão. E coloca os legumes junto ali também. 
Fica muito bom”, garante Glauber. O escondidinho que você pode dominar com a sugestão de hoje leva apenas 30 minutos para ficar pronto e rende aproximadamente 2 quilos.

Escondidinho de pernil, chester ou peru com purê de batata

Ingredientes
> 1 kg de pernil, chester ou peru moído/desfiado;
> 1 kg de purê de batata;
> 100 g de queijo muçarela;
> 200 g de cebola;
> 30 g de alho;
> 40 ml de óleo.

Modo de Preparo:

Purê

Coloque as batatas para cozinhar. Depois de cozidas, passe as batatas pelo amassador ou então amasse-as com o uso de um garfo. Coloque a massa em uma panela, adicione manteiga sem sal e acrescente noz-moscada. Adicione ainda leite fervido e sal. Mexa bem e deixe a mistura ferver. Desligue o fogo. Reserve o conteúdo.

Escondidinho

Em uma outra panela, coloque o óleo, a cebola e o alho. Refogue e, em seguida, acrescente o pernil, o peru ou então o chester moído ou desfiado, terminando de refogar tudo junto. Em uma travessa, coloque uma fina camada do purê de batatas, adicione a carne já refogada e cubra com o restante do purê. Polvilhe o prato com queijo muçarela e leve ao forno aquecido em 180°C por 10 minutos, apenas para gratinar. Sirva ainda quente.

Cinema Correio B+

Top 10 do streaming (30 de agosto a 05 de setembro de 2026): seis estratégias muito diferentes

Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

05/09/2026 14h30

Death of the Pastor's Wife - Netflix

Death of the Pastor's Wife - Netflix Foto: Divulgação

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Olhar para um Top 10 isoladamente pode ser enganoso. Uma posição mostra o que está sendo escolhido naquele momento, mas é quando colocamos Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

Há muito conteúdo novo no topo, mas quase nenhuma plataforma parece estar tentando ser outra coisa. Ao contrário. Os rankings mostram serviços cada vez mais definidos por seus próprios hábitos de consumo. A Netflix continua movida pela urgência.

A HBO Max combina evento com catálogo. A Disney+ vive a tensão entre franquia e renovação. O Prime Video espalha suas apostas. A Paramount+ conhece perfeitamente seu público. E a Apple TV talvez tenha finalmente alcançado aquilo que passou anos construindo: profundidade de catálogo.

Como sempre, vale lembrar: o ranking do FlixPatrol indica popularidade relativa, e não número absoluto de espectadores.

Netflix: a urgência ainda é sua maior arma

É quase impossível encontrar uma fotografia melhor da Netflix do que esta semana. Death of the Pastor’s Wife lidera as séries, enquanto The Whisper Man ocupa o primeiro lugar entre os filmes.

Dois títulos recentes, dois produtos capazes de gerar curiosidade imediatamente e duas escolhas que dependem muito daquilo que a Netflix domina: transformar uma estreia em assunto.

Ao mesmo tempo, The Gentlemen, Beauty in Black e Outer Banks continuam entre as séries mais procuradas. É a segunda camada do funcionamento da plataforma.

A novidade atrai, mas títulos já conhecidos permanecem circulando suficientemente bem para impedir que o ranking seja inteiramente substituído de uma semana para outra.

O cinema apresenta a mesma mistura. The Whisper Man chama o público para dentro, enquanto filmes de catálogo e gêneros reconhecíveis sustentam o restante da lista.

A Netflix não precisa necessariamente criar vínculo com um único universo. Seu talento continua sendo outro: criar sensação de urgência. Há sempre alguma coisa que parece precisar ser vista agora.

HBO Max: o evento na televisão, o catálogo no cinema

A liderança de Lanterns mostra exatamente o que a HBO Max ainda consegue fazer melhor: transformar determinadas séries em eventos. Mais abaixo, a permanência de House of the Dragon em quarto lugar confirma que grandes marcas da HBO continuam trabalhando muito depois do momento inicial de estreia.

Mas é no cinema que o ranking fica curioso. Blade Runner 2049 aparece em primeiro, enquanto The Revenant e até Eyes Wide Shut convivem com vários filmes da franquia Despicable Me.
É um Top 10 muito menos dependente de novidade e muito mais apoiado no enorme valor de biblioteca.

É uma diferença importante. Nas séries, a Max quer criar o presente. Nos filmes, consegue monetizar o passado. Poucas plataformas dispõem dessa combinação com a mesma facilidade.

Disney+: duas plataformas praticamente convivendo dentro de uma

Talvez o ranking mais interessante da semana seja justamente o da Disney+. Entre as séries, Furious ocupa o primeiro lugar, Chad Powers está em terceiro e The Shards em quarto.

São três títulos que ajudam a ampliar a percepção do Disney+ para além daquela associação automática com Marvel, Star Wars e programação familiar. Há uma audiência adulta sendo trabalhada ali de forma cada vez mais evidente.

Então olhamos para os filmes e tudo muda. The Mandalorian & Grogu está em primeiro, enquanto diferentes produções dos Avengers reaparecem ao longo do Top 10, acompanhadas por outros títulos ligados a marcas imediatamente reconhecíveis.

E talvez esteja justamente aí a estratégia. No cinema, a Disney continua usando propriedade intelectual como fortaleza. Na televisão, começa a experimentar mais.

A coexistência funciona porque uma coisa financia emocionalmente a outra: o público entra pelos universos que já ama e encontra cada vez mais razões para permanecer.

Prime Video: Reacher e The Runner explicam quase tudo

Reacher liderando as séries e The Runner liderando os filmes formam uma dupla bastante reveladora. Ação, suspense, personagens colocados em movimento e narrativas com ganchos muito claros continuam sendo uma das maiores forças do Prime Video.

Mas seria simplificar demais a plataforma reduzi-la a isso. Logo atrás de Reacher aparecem Sterling Point e Off Campus, enquanto The Summer I Turned Pretty continua no Top 10. Ou seja: o Prime mantém simultaneamente a audiência que procura ação e aquela que procura romance, personagens jovens e envolvimento emocional.

Essa mistura às vezes faz o catálogo parecer menos definido que o de concorrentes como Paramount+ ou Apple TV+, mas ela é deliberada. O Prime não concentra. Distribui. E justamente por isso consegue trocar seus líderes sem precisar reinventar completamente sua audiência.

Paramount+: talvez o ranking mais coerente de todos

Olhe para a sequência: Lioness, South Park, Yellowstone, SEAL Team, Sheriff Country, Criminal Minds, Tulsa King e Dutton Ranch. Isso não parece apenas um ranking. Parece uma declaração de identidade.

Lioness chegando ao primeiro lugar é particularmente significativo porque mostra que a série já não precisa viver à sombra do universo Yellowstone para representar o Paramount+.

Mas ela conversa perfeitamente com aquilo que a plataforma oferece: personagens sob pressão, estruturas de poder, perigo, lealdade, violência, operações, famílias e instituições.

No cinema, o mecanismo é semelhante. Avatar: Aang, Top Gun: Maverick, World War Z, Scream 7 e Transformers mostram um serviço muito confortável ao trabalhar com marcas reconhecíveis.

A Paramount+ talvez seja a menos interessada em surpreender o público. Ela prefere saber exatamente quem é seu público. E o ranking sugere que está certa.

Apple TV: agora existe um catálogo

Aqui está, para mim, o dado mais forte da semana inteira. Silo está em primeiro. Ted Lasso, em segundo. Dark Matter, em terceiro. Severance, em quarto. Depois ainda aparecem Slow Horses, Your Friends & Neighbors, Widow’s Bay, Shrinking e Monarch: Legacy of Monsters.

Isso já não é mais uma plataforma dependendo do sucesso: é um catálogo. E essa diferença é enorme. Durante anos, o problema da Apple TV foi bastante óbvio: podia ter duas ou três das melhores séries disponíveis no streaming e, ainda assim, parecer pequena. Agora, o ranking mostra títulos de épocas, gêneros e ciclos diferentes sendo consumidos simultaneamente.

Silo beneficia-se naturalmente do momento atual, mas Ted Lasso, Severance, Slow Horses e Shrinking provam outra coisa: o público não está apenas esperando a próxima estreia da Apple. Está circulando dentro da Apple.

Até o cinema começa a demonstrar esse efeito. Mayday assume a liderança e empurra F1 para o segundo lugar, mas The Gorge, The Family Plan, Napoleon e outros originais continuam presentes.

A Apple passou anos tentando construir prestígio. O que aparece agora é mais importante: hábito.

O desenho por trás dos rankings

Se eu tivesse que resumir esta semana em uma palavra para cada plataforma, mudaria ligeiramente nosso mapa tradicional. Netflix é urgência. HBO Max é um evento. Disney+ é um ecossistema. Prime Video é amplitude. Paramount+ é identidade. Apple TV+ é profundidade.

E há uma segunda leitura especialmente forte: as grandes franquias continuam dominando boa parte do cinema, mas não são suficientes para explicar o sucesso das séries. Ali, as plataformas precisam oferecer personagens e universos aos quais o espectador queira voltar semana após semana.

Isso talvez explique por que Silo, Lioness, Furious e Reacher conseguem ocupar simultaneamente o primeiro lugar em quatro plataformas diferentes. Não são produtos intercambiáveis. Cada uma representa com enorme clareza o tipo de experiência que seu serviço oferece.

CULINÁRIA

Doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir carboidrato antes do treino

Fonte de carboidratos, o doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir pequenas porções antes da atividade física; confira também receitas simples para preparar em casa

05/09/2026 09h00

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física Pexels

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Embora pareça contraditório para quem associa alimentação esportiva apenas a frutas, proteínas e preparações consideradas “fit”, o doce de leite pode, sim, ter espaço na rotina de quem pratica atividade física.

A indicação é da nutricionista Beatriz Duarte Oliveira Carneiro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva.

Segundo ela, por ser fonte de carboidratos, o doce de leite pode oferecer energia para o organismo antes do exercício, especialmente para pessoas que não conseguem fazer uma refeição completa nos momentos que antecedem o treino.

“Por ser uma boa fonte de carboidratos, o doce de leite é uma boa opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física. É também ideal para quem prefere consumir algo de menor volume ou que não consegue fazer uma refeição completa antes do exercício”, explica a nutricionista.

Os carboidratos têm papel importante na produção de energia para o corpo. Por isso, alimentos com maior disponibilidade desse nutriente podem ser utilizados estrategicamente antes de determinadas atividades, considerando fatores como o horário do treino, a intensidade do exercício e as necessidades individuais.

DOCES NÃO SÃO VILÕES

Para quem sente vontade de comer algo doce antes ou depois da atividade física, a especialista lembra que nenhum alimento deve ser analisado isoladamente.

Um doce de leite, chocolate ou outra sobremesa pode fazer parte da alimentação, desde que sejam observados aspectos como composição, quantidade, frequência de consumo e o contexto geral da dieta.

“Não é necessário eliminar os doces, mas sim aprender a incluí-los de forma equilibrada, respeitando as necessidades do organismo e as diferentes fases da vida do homem e da mulher”, afirma Beatriz.

A proposta, portanto, não é transformar o doce de leite em um alimento obrigatório para quem treina, mas entender que ele pode ser uma alternativa prática em determinados momentos.

Por ter menor volume, uma pequena porção pode ser interessante para pessoas que sentem desconforto ao consumir refeições maiores antes do exercício. Ainda assim, a escolha deve considerar a tolerância individual e o tipo de atividade que será realizada.

QUANTIDADE IDEAL

Uma pequena porção pode ser suficiente para fornecer carboidratos antes de exercícios de curta duração ou de treinos intensos.

Como referência, cerca de uma colher de sopa rasa – aproximadamente 15 gramas a 20 gramas – pode ser consumida próximo ao horário da atividade, dependendo da orientação nutricional e da estratégia alimentar de cada pessoa.

Por ser rico em açúcares, o doce de leite fornece energia rapidamente. No entanto, isso também exige atenção. O consumo exagerado pode provocar uma elevação rápida da glicose no sangue e não necessariamente será a melhor estratégia para todos os objetivos ou modalidades esportivas.

Em treinos longos, por exemplo, a alimentação precisa ser planejada de forma mais ampla, considerando a duração da atividade e a necessidade de reposição energética. Pessoas com condições específicas de saúde ou que seguem estratégias voltadas ao emagrecimento também devem buscar orientação individualizada.

Segundo a nutricionista, o alimento pode ser especialmente útil em rotinas com alto gasto energético, como treinos voltados à hipertrofia, desde que esteja alinhado ao restante da alimentação.

Além da questão nutricional, incluir uma pequena quantidade de um alimento de que a pessoa gosta pode ajudar na relação com a comida. A vontade de comer doce não precisa significar que a dieta “deu errado”. Quando há equilíbrio, o prazer também pode fazer parte da rotina alimentar.

CASEIRO É MELHOR

Outra recomendação de Beatriz Carneiro é dar preferência às versões caseiras. Embora existam no mercado produtos adoçados com substitutos do açúcar e divulgados como opções mais “fit”, a especialista observa que receitas caseiras podem manter uma proposta mais simples.

“Existem versões com adoçantes, trazendo uma proposta mais ‘fit’, mas, para uma receita caseira, elas normalmente exigem a inclusão de vários outros ingredientes e acabam fugindo um pouco da proposta de um doce de leite simples e mais natural”, sugere.

Banana com doce de leite e canela

Ingredientes:

  • 1 banana;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite;
  • Canela a gosto.

Modo de Preparo:

Corte a banana ao meio ou em rodelas e acrescente o doce de leite por cima. Finalize com canela.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Torrada com doce de leite

Ingredientes:

  • 1 ou 2 torradas;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite.

Modo de Preparo:

Basta espalhar o doce de leite sobre as torradas e consumir próximo ao horário do treino, respeitando a tolerância individual.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Doce de leite caseiro tradicional

Ingredientes:

1 litro de leite integral;
250 gramas de açúcar;
1 pitada de bicarbonato de sódio (opcional).

Modo de Preparo:

>Em uma panela grande e de fundo grosso, coloque o leite, o açúcar e o bicarbonato. Leve ao fogo médio e mexa até que o açúcar esteja completamente dissolvido.

Quando a mistura começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente. Mexa de tempos em tempos para evitar que o doce grude no fundo da panela.

À medida que o leite reduz, a mistura ficará mais espessa e ganhará a coloração característica do doce de leite. Quando estiver próximo da consistência desejada, mexa continuamente para evitar que queime.

Desligue o fogo quando o doce estiver um pouco mais cremoso do que a textura desejada, já que ele tende a ficar mais firme depois de frio. Transfira para um recipiente de vidro e deixe esfriar.

> Dica: para um doce mais claro e cremoso, mantenha o fogo baixo durante todo o preparo. Para uma versão mais escura e com sabor mais caramelizado, deixe cozinhar por mais tempo.

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