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Comportamento

Saiba quando a tecnologia é vilã ou aliada para o desenvolvimento das crianças

Presença de celulares e tablets cresce na rotina infantil e acende alerta para o sedentarismo, mas especialistas defendem uso consciente dos recursos digitais para estimular aprendizagem, criatividade e até atividade física

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Smartphones, tablets e computadores deixaram de ser elementos extraordinários na infância. Eles estão presentes no entretenimento, na comunicação, nas tarefas escolares e até nas brincadeiras. Para muitas crianças, o contato com a tecnologia começa cedo e passa a ocupar diferentes momentos do dia. O desafio, porém, não está apenas em saber quantas horas são gastas diante de uma tela, mas principalmente em entender o que esse tempo está substituindo.

Dados do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ajudam a dimensionar a presença dos celulares entre crianças brasileiras. Em 2025, 55,2% das crianças de 10 a 13 anos tinham telefone celular próprio. O índice representa uma pequena redução em relação a 2024, quando a proporção era de 56,7%.

A queda de 1,5 ponto porcentual foi observada apenas nessa faixa etária. Entre os demais grupos pesquisados, a posse de celular aumentou. Os números mostram, portanto, que o aparelho permanece inserido de maneira significativa na rotina das crianças, tornando difícil pensar em uma infância completamente afastada dos recursos digitais.

Nesse cenário, a preocupação de especialistas se concentra menos em uma tentativa de eliminar a tecnologia e mais na relação estabelecida com ela.

Afinal, uma criança pode passar determinado período utilizando um tablet para criar uma história, resolver um problema ou aprender programação, enquanto outra pode permanecer pelo mesmo tempo consumindo vídeos de maneira passiva. O número de minutos é o mesmo, mas a experiência e seus possíveis efeitos são diferentes.

A questão também envolve o movimento. Uma em cada três crianças e adolescentes brasileiros entre 10 e 19 anos apresenta excesso de peso, segundo levantamento nacional realizado a partir de dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na infância e na adolescência, o excesso de peso pode aumentar o risco de problemas de saúde ao longo da vida, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e acidente vascular cerebral (AVC).

TELA VS. MOVIMENTO

Para Claudio Henrique Pereira Verão, mestre em Ciências do Movimento e coordenador do curso de Educação Física da Estácio, um dos principais pontos de atenção está justamente na substituição de atividades físicas por períodos prolongados diante de dispositivos eletrônicos.

Quando a criança passa mais tempo sentada utilizando celular, tablet, computador ou televisão, deixa de realizar parte das atividades que naturalmente envolvem gasto energético. Brincar de correr, andar de bicicleta, jogar bola, dançar, pular ou simplesmente explorar um espaço são experiências que colocam o corpo em ação e contribuem para o desenvolvimento físico.

Segundo o especialista, quanto mais tempo é destinado às telas e menos tempo é reservado ao movimento ao longo do dia, menor tende a ser o gasto energético. A situação pode ser agravada quando o uso do dispositivo é acompanhado pelo consumo frequente de alimentos de alta densidade calórica.

Outro cuidado importante é evitar a interpretação do índice de massa corporal (IMC) infantil da mesma maneira que ocorre com adultos.

Em crianças e adolescentes, o indicador precisa ser analisado levando em consideração idade, sexo e fase de desenvolvimento. Mais importante do que um número isolado é observar como os hábitos cotidianos estão estruturados.

Uma rotina em que longos períodos sedentários ocupam o espaço de brincadeiras e atividades físicas merece atenção porque o movimento não está relacionado apenas ao gasto de energia.

Na infância, mexer o corpo também significa experimentar diferentes possibilidades, desenvolver coordenação, equilíbrio, força, velocidade e consciência corporal.

Há ainda uma dimensão social que não pode ser ignorada. Para algumas famílias, manter a criança dentro de casa diante de uma tela pode parecer uma alternativa mais segura e viável do que permitir que ela brinque na rua ou em espaços externos.

Jornadas extensas de trabalho dos responsáveis, ausência de áreas adequadas para recreação e problemas relacionados à segurança urbana são fatores que interferem diretamente nas possibilidades de lazer.

APRENDER AO BRINCAR

O movimento corporal costuma ser associado principalmente à saúde física, mas sua importância para a infância vai além. Brincadeiras e jogos podem contribuir com o desenvolvimento de capacidades utilizadas também em situações de aprendizagem.

Em uma brincadeira com regras, por exemplo, a criança precisa compreender o que deve fazer, esperar sua vez, acompanhar o comportamento dos outros participantes, tomar decisões e adaptar sua estratégia conforme a situação muda. Em uma atividade esportiva, precisa calcular distâncias, controlar a força dos movimentos e responder rapidamente aos estímulos do ambiente.

De acordo com Verão, essas experiências exigem planejamento, tomada de decisão e ajustes constantes. São processos relacionados às chamadas funções executivas, que envolvem capacidades como atenção, autocontrole e organização das ações.

É por isso que reduzir o tempo de movimento pode significar mais do que diminuir o gasto energético diário. A criança também pode perder oportunidades de vivenciar situações que trabalham habilidades cognitivas e sociais.

A maneira como as telas apresentam informações também entra nessa discussão. Muitos conteúdos digitais são construídos a partir de estímulos rápidos, mudanças constantes de imagens, sons, recompensas e possibilidades de interação imediata.

Isso não significa que esses recursos sejam necessariamente prejudiciais, mas o contato frequente com esse tipo de estímulo pode tornar atividades que exigem outro ritmo de atenção menos atraentes.

Ler um livro, ouvir uma história, escrever, desenhar, acompanhar uma explicação ou participar de uma conversa são experiências que podem exigir concentração durante períodos mais longos. Na infância, aprender a lidar com diferentes ritmos de atenção é parte importante do desenvolvimento.

Além disso, a convivência presencial oferece experiências que não são completamente substituídas pela comunicação mediada por telas.

Brincar com outras crianças, negociar regras, resolver conflitos, conversar com professores, participar de atividades coletivas e compartilhar uma leitura são formas de interação que também contribuem para a formação infantil.

TECNOLOGIA COMO ALIADA

Se a discussão terminasse na necessidade de reduzir o tempo de tela, a solução pareceria simples: basta desligar os dispositivos. Na prática, porém, a tecnologia já faz parte da vida das crianças e também pode cumprir funções importantes na educação.

Para Caíque Evangelista Fernandes Lopes, professor do curso de Engenharia de Software da Estácio, o principal ponto é mudar a posição ocupada pela criança em relação à tecnologia. Em vez de ser apenas consumidora de conteúdo, ela pode assumir o papel de criadora, investigadora e solucionadora de problemas.

Essa mudança altera completamente a experiência. Assistir passivamente a uma sequência de vídeos não exige necessariamente o mesmo nível de participação que produzir uma animação, criar uma história interativa, programar um jogo, pesquisar uma informação, editar uma música ou solucionar um desafio.

A tecnologia, nesse contexto, pode servir como instrumento para estimular criatividade, raciocínio lógico, comunicação e resolução de problemas. O dispositivo deixa de ser apenas uma janela para conteúdos produzidos por outras pessoas e passa a funcionar como uma ferramenta de criação.

Essa lógica também pode ser aplicada à atividade física. Jogos digitais que utilizam câmeras, sensores, realidade aumentada e outros recursos podem propor experiências que exigem que a criança caminhe, dance, faça determinados movimentos ou explore o espaço ao redor.

FERRAMENTAS EDUCATIVAS

Outro ponto de atenção está no crescimento de aplicativos, plataformas e jogos apresentados às famílias como ferramentas educativas. A simples presença de palavras como “educacional”, “infantil” ou “aprendizado” não garante que determinado conteúdo realmente favoreça o desenvolvimento.

Para avaliar uma experiência digital, Lopes propõe olhar para o que a criança efetivamente faz durante o uso.

Uma ferramenta pode prender a atenção durante muito tempo sem necessariamente proporcionar aprendizagem significativa.

Notificações constantes, reprodução automática e sistemas de recompensas são mecanismos que podem incentivar a permanência prolongada nas plataformas. Nesse caso, o objetivo principal pode acabar sendo manter o usuário conectado, e não necessariamente ajudá-lo a compreender ou produzir algo.

Uma pergunta ajuda a diferenciar essas situações: o que a criança aprende fazendo aquela atividade que não aprenderia simplesmente assistindo a um vídeo?

A resposta pode indicar se existe participação ativa. Uma ferramenta que apresenta um problema para ser solucionado, permite testar hipóteses, criar diferentes possibilidades e observar resultados tende a envolver a criança de maneira diferente de uma plataforma baseada exclusivamente em consumo contínuo de conteúdo.

Isso também muda a forma como adultos podem acompanhar o uso da tecnologia. Em vez de perguntar somente quanto tempo a criança ficou no celular, pode ser mais útil conversar sobre o que ela fez, o que descobriu, o que criou e o que aprendeu.

Artes Cênicas

"A menina e o Fim" traz três sessões gratuitas e terá bonecos gigantes em cena

Espetáculo apresentado hoje, amanhã e na sexta-feira, sempre às 20h, aborda perdas vividas na infância e o poder que há na arte como "possibilidade de existência"

14/10/2026 09h00

Segundo a criadora,

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos Foto: Marcelo Henrique

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Durante três dias de apresentação, o campo-grandense poderá acompanhar, entre hoje e sexta-feira, sempre às 20h, na sede do Grupo Casa, que fica no Bairro Amambaí, um espetáculo que traz mensagens profundas que passam por cenários de fugas, perseguições e perdas, em um verdadeiro grito de resgate à infância que envolve até mesmo bonecos gigantes em cena.

Escrito e dirigido por Ligia Tristão Prieto, sobre o texto, que tem uma década de existência, ela diz que sabia desde 2017 que “A Menina e o Fim” não sairia do papel à época.

“Tenho alguns textos que, quando eu escrevi de forma individual, no meu computador, sozinha, escrevendo esse texto, eu sabia que, ao escrevê-lo, eu não ia conseguir executar ele naquele momento, porque eu, enquanto diretora cênica, ainda precisava percorrer um caminho”, afirma Ligia. 

“A Menina e o Fim” nasce inspirado em relatos documentados sobre a fuga das irmãs Lispector da Ucrânia para o Brasil, ainda em 1922, por causa da Guerra Civil Russa, tentando escapar dos ataques violentos, batizados com o termo russo pogrom, que visavam massacrar, subjugar e expulsar a população judia do território. Entre as inspirações para o espetáculo estão textos como “No Exílio”, de Elisa Lispector, bem como a poesia sul-mato-grossense de Emmanuel Marinho, autor de “Margem de Papel”.

Ao Correio do Estado, Ligia destacou os pilares fundamentais que tornaram a execução deste espetáculo não somente possível atualmente, como também urgente para os dias contemporâneos. 

Segundo a criadora, “A Menina e o Fim” exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos, o que, ela afirma, precisa ser feito de forma muito delicada. 

BONECOS GIGANTES

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Nessa montagem, o público acompanha a jornada de fuga de Maria, que é interpretada por Kiohara, após a personagem perder seu lar e até mesmo seus familiares. Os bonecos gigantes surgem justamente para dar vida ao universo fantasioso e imaginário que servirá também de sustentação para a menina.

“A Maria vem e prova que é possível, sim, esses dois mundos coexistirem, que podemos ver o mundo com cor sem perder a noção da realidade”, cita Kiohara.

Ligia Prieto lembra que à época que o texto nasceu não havia, de fato, parceiros e pessoas profissionais suficientes para enfrentar a batalha de trazer o espetáculo à vida.

“Eu precisava lidar com a criação de bonecos gigantes, com uma trilha autoral muito específica, com uma iluminação autoral muito delicada. Essa estrutura toda... Olhava ao meu redor e pensava quem eram os profissionais que poderiam alcançar esse lugar também de criação. Precisava de artistas resistentes, inspirados, que pudessem se entregar de fato à criação do projeto”, diz.

Ela faz questão de frisar a criatividade de todas as partes, o que exigiu da mente por trás da obra toda uma trajetória a ser percorrida tanto como pessoa quanto como artista.

Ligia ressalta que as políticas públicas de incentivo à arte e à cultura que existiram nos últimos quatro anos foram o fator predominante para que essa e outros de seus textos para teatro e cinema pudessem ser colocados em cena, já que a execução de “A Menina e o Fim” foi viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) do Ministério da Cultura (Minc).

“Acho muito importante dizer que consigo também executar esse projeto hoje, e não há quase 10 anos, porque nos últimos quatro anos eu tive políticas públicas para a cultura e para a arte. Porque quando eu chego na montagem, na criação coletiva, aí eu estou falando de um grupo de pessoas. Esse projeto tem 26 artistas envolvidos, que precisam ser pagos, dedicar o trabalho deles a um projeto específico e mergulhar fundo na criação, na delicadeza desse espetáculo”.

Nesse quesito, as cabeças de papietagem dos personagens do primeiro ato são trabalhos de Sarah Caires e Said Danilo, enquanto Rafael Mareco assina a execução das cabeças gigantes que aparecem no segundo ato.

“O maior desafio aqui é construir grandes bonecos que sejam leves, expressivos e componham a cena de forma conjunta”, avalia Mareco, sobre a criação dos elementos cênicos.

Como comentou Ligia, a trilha sonora de “A Menina e o Fim” tem direção musical assinada por Sofia Maciel, que a executará ao vivo durante os três dias de apresentação, ao lado do maestro Eduardo Martinelli.
Renomado maestro, Martinelli lembra que tem certo costume de fazer trilhas sonoras, com trabalhos em documentários, curta-metragens e demais produções, mas afirmou ao Correio B que a execução ao vivo é muito diferente. 

“Porque a gente tem uma sensação de, além de criar a música, estar atuando. E sempre existem as nuances do fazer ao vivo, isso é uma coisa que diferencia muito de quando fazemos uma criação musical, gravamos e encaixamos em uma cena de filme ou o que quer que seja”, diz.

Martinelli também rememora a experiência que teve em um monólogo como ator, em São Paulo, há cerca de duas décadas, reforçando que a experiência com Sofia está lhe trazendo muitas sensações boas. Algo distinto do que está acostumado a viver, o maestro classifica a atual vivência como muito rica. 

“É uma sensação diferente a cada ensaio, a cada preparação. Já havia feito uma vez um monólogo do [Franz] Kafka [‘A Metamorfose’], mas faz muito tempo, já deve ter uns 20 anos ou mais, então, reviver essa experiência é muito interessante. E o mais rico e desafiador é tudo sendo executado ao vivo. Era sozinho, agora em dupla também torna a coisa diferente, a comunhão de fazer e executar. Para mim, por mais que tenha muita experiência com a música, porque só faço isso na vida [brinca], não deixa de ser uma sensação e uma situação nova”, complementa.

Como bem completa Sofia a respeito da trilha sonora, “A Menina e o Fim” emprega uma série de diversos instrumentos e sonoridades, que acompanham principalmente as mudanças vividas por Maria e ajudam a caracterizar propriamente cada personagem.

“Estamos usando instrumentos acústicos, percussões, sons produzidos pelo próprio corpo e pequenos motivos musicais que reaparecem em diferentes momentos. Na canção de Maria, por exemplo, temos um arranjo mais melancólico e introspectivo, que vai crescendo aos poucos. Já no encontro com o Rato, a proposta foi criar outra atmosfera, com uma sonoridade mais próxima do blues, trazendo humor, movimento e uma mudança na energia do espetáculo”, adianta. 

“A MENINA E O FIM”

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Sobre o espetáculo e sua mensagem, Ligia destaca que há uma necessidade urgente de se falar sobre infância, reforçando que esta etapa da vida é fortemente atravessada pelas escolhas tomadas na fase adulta. 

“Infelizmente ainda, no Brasil, a gente tem uma média de 64 crianças sendo abusadas por dia. Tivemos mais de um milhão de crianças ficando órfãs, perdendo parentes na pandemia. A gente ainda tem muitas sendo mortas na guerra. E como que a gente sustenta a imaginação de uma criança, a alegria e a construção sensível e poética da infância num país sem arte?”, questiona a diretora. 

Lançando luz sobre a importância da arte na infância, o espetáculo busca mostrar esse potencial da expressão artística como ferramenta para melhor elaborar as feridas, ressignificar situações e imaginar saídas para o que, muitas vezes, nas palavras da diretora, a gente entende ser o fim. 
“Enquanto escritora, poeta, era um texto que me atravessava, me atravessou muito”.

O espetáculo conta com produção de Zuri Oliveira e produção-executiva assinada por Jessica Santos, com Leonardo de Medeiros como assistente. A direção de arte e cenografia é feita por Rafael Mareco e assistência é de Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues. 

Maria encontra em sua jornada alguns personagens icônicos, como a boneca Buzuza, interpretada por Lethícia Rodrigues, o Rato, vivido por Tero Queiroz, a Borboleta, interpretada por Sofepoar Minott, e a avó em tamanho gigante, vivida por Zyan Nalrad (Anna Burton).

Os figurinos de “A Menina e o Fim” são assinados por Zyan Nalrad. No processo de montagem, o espetáculo contou com preparação de elenco de Lívia Lopes e preparação de equilíbrio de Bibi Gonçalves. A iluminação é de Anderson Lima.

O elenco é composto por: Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton). Alex Cavalheri assina a sonoplastia e a direção de som, enquanto Douglas Luiz aparece como diretor de palco. 

Por fim, Ligia revela ao Correio B um lado que há nas mensagens que tenta transmitir ao público, já que o cenário de fugas, perdas e perseguições se liga às realidades externas e internas do ser humano. Segundo Ligia, esse grupo de adultos, ao desenhar a trajetória dessa menina, foi percebendo as solidões que existem dentro de cada um. 

“Ao ver a história dessa menina que vai ficando sozinha, percebe a solidão que já causou em uma criança, a solidão dentro de si durante a infância, que nunca morre, essa perda constante que a gente sente, essa saudade que não sabe dar nome, que a gente sente dentro do peito. As perdas e o desejo de casa, de conforto, do amor, de amar e ser amado são sensações que atravessam toda a humanidade. Então, ali a gente torna esse espetáculo universal. É muito difícil fazer arte no País, ainda mais aqui em Mato Grosso do Sul. Então, quando a gente tem essa chance, parece que estamos vivendo um sonho”, conclui.

Com classificação livre, esse espetáculo, realizado na sede do Grupo Casa, terá interpretação em Língua brasileira de Sinais (Libras) feita pela Comunique Acessibilidade. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar os ingressos na plataforma Sympla, em razão da capacidade do espaço.

Serviço: 

Espetáculo: “A Menina e o Fim”
Data: de hoje até sexta-feira.
Horário: às 20h. 
Local: Grupo Casa – Rua Visconde de Taunay, nº 306, Bairro Amambaí, Campo Grande.
Entrada: gratuita.

Ficha técnica

  • Direção e Dramaturgia – Ligia Tristão Prieto
  • Produção Executiva – Jessica Santos
  • Produção Geral – Grupo Casa Produções
  • Produção – Zuri Oliveira
  • Assistente de Produção – Leonardo de Medeiros
  • Direção de Arte e Cenografia – Rafael Mareco
  • Assistência de Arte – Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues
  • Cabeças de Papietagem Personagens Ato I – Sarah Caires e Said Danilo
  • Cabeças Gigantes Personagens Ato II – Rafael Mareco
  • Figurino e Beleza – Zyan Nalrad
  • Direção Musical – Sofia Maciel
  • Composição Musical Autoral – Ligia Tristão Prieto, Sofia Maciel, José Maciel e Eduardo Martinelli
  • Trilha Sonora – Eduardo Martinelli e Sofia Maciel
  • Elenco – Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton)
  • Preparação de Elenco – Lívia Lopes
  • Preparação de Equilíbrio – Bibi Gonçalves
  • Contrarregragem – Jessica Santos e Rafael Mareco
  • Sonoplastia e Direção de Som – Alex Cavalheri
  • Iluminação – Anderson Lima
  • Direção de Palco – Douglas Luiz
  • Interpretação em Libras – Comunique Acessibilidade
  • Assessoria de Imprensa – Mariana Castelar e Tero Queiroz
  • Assessoria de Comunicação – Hevo Mídia – Mario Oshiro e Paula Chermont
  • Social Media – Marcelo Henrique
  • Design Gráfico e Animação – Sudório

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Diálogo

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (14)

14/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Paulo Coelho - Escritor brasileiro

"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.

FELPUDA 

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior votação para o Senado na história de Mato Grosso do Sul. O resultado consolida o ex-governador como presidente estadual do PL e principal liderança do partido no Estado. A legenda elegeu os dois senadores, três dos oito deputados federais, nove dos 24 deputados estaduais, e passa a ter a maior bancada sul-mato-grossense tanto na Câmara quanto na Assembleia. Na política, quem é bem votado não só se torna o “cacique da aldeia”, como também passa a dar as cartas. 

Diálogo

Especial

Entre os dias 26 e 30 deste mês, acontecerá a Mega Semana da Mega Sena. Serão cinco sorteios consecutivos correspondentes aos concursos 3076, 3077, 3078, 3079 e 3080.  A modalidade, em caráter especial, terá sorteios de segunda a sexta-feira, substituindo o calendário regular de concursos.

Mais

Após o encerramento dos concursos especiais, a Mega-Sena retomará seu calendário regular de sorteios e fará a abertura das vendas paralelas da Mega da Virada 2026, prevista para novembro. O limite de horário permanece o mesmo adotado nos concursos regulares.

DiálogoDra. Luciana Darrot - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoValentina Herszage - Foto: Lu Prezia

Bênção!

Nos bastidores, já ferve a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de MS. Duas correntes disputam o segundo posto político mais cobiçado do Estado, e não é à toa: a Casa administra mais de meio bilhão de reais, quantia que boa parte dos 79 municípios de MS nem sonha em ter no caixa. Só que ninguém se elege presidente da Assembleia sem a bênção do governo. E é quando a queda de braço costuma terminar sempre do mesmo jeito: chapa de consenso.

Vilã

A inflação ganhou força após a deflação registrada em agosto, subindo para 0,82% em setembro, apontam dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estimulada pela disparada dos preços das contas de luz, a variação é a maior para o mês desde 2021. Em 12 meses ela atingiu 4,58%, estourando novamente o teto da meta de 4,5% do Conselho Monetário Nacional.

Encolheu

Nem mesmo com votação recorde de Camila Jara, o PT conseguiu eleger dois deputados federais. Os seus companheiros não contribuíram para alcançar o quociente eleitoral. A diferença da votação de Camila de quase 155 mil votos para o segundo mais votado do PT é bem grande. Esse companheiro na disputa para Câmara Federal é Elias Ishy. Ele obteve apenas 18.045 votos. Não conseguiu conquistar a cadeira de Vander Loubet, que desistiu da reeleição para concorrer ao Senado. Como se vê...

ANIVERSARIANTES 

  • Renata Paula Possari Mendonça, 
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  • Lilian Ajul Miyasato de Arruda, 
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  • Manoel Macena de Souza,
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  • Fernanda Barros Piovano,
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  • Leda Santiago Ramos,
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Colaborou com Tatyane Gameiro

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