Correio B

127 anos

Bisneto do fundador da cidade, Jozé Antônio Pereira esclarece fatos sobre a história da Capital

Por meio de seu bisneto, Jozé Antônio Pereira (com z mesmo) esclarece fatos sobre a história de Campo Grande e de sua vida

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Antes que comecem a pipocar as manchetes dizendo dos 127 anos de “fundação”, lembro aos mais desavisados que serão 127 anos de emancipação político-administrativa de Campo Grande, pois de fundação já passaram os 154 anos no dia 21 de junho deste ano.

Orgulhoso de ver hoje a Campo Grande fundada por meus bisavô e avô, continuo zeloso em ver contada a sua história sem erros.

Campo Grande, 127 anos de emancipação político-administrativa. 

Hoje vou fazer diferente! Vou deixar que meu “bisa” conte a história da fundação! Conta aí, “bisa”!

“Bom dia! Fundei um arraial, quando aqui cheguei no dia 21 de junho de 1872, em companhia do meu filho Antônio Luiz e os camaradas João e Manoel Ribeira, além de Luiz Pinto, contratado pra nos guiar nestes sertões da província de Mato Grosso. 

Vim de Monte Alegre (MG), onde residi por muitos anos, até minha vinda para o sertão...
Nasci em 1825, na cidade de Barbacena (MG) e casei-me com Maria Carolina de Oliveira, em São João Del-Rey (MG), com a qual tive oito filhos.

Meu nome verdadeiro é Jozé (com z mesmo) , embora os historiadores teimem em me chamar de José. Não se dão ao trabalho de pesquisar nem mesmo no cartório, onde tem minha assinatura como juiz de paz, nos primeiros livros de casamentos.

Tanto fizeram que acabei virando José... só não gosto quando insistem, ao festejar o 26 de agosto, como sendo aniversário da ‘fundação’, ignorando que a data marca apenas a elevação da paróquia à condição de município, ocorrido na citada data, no ano de 1899, portanto, 27 anos depois da fundação.

Mas o que importa hoje é festejar a emancipação da paroquia a categoria de Vila. 

Olhando aqui de cima, não consigo ver qualquer vestígio da pequena Vila que fundei. Cobriram seu chão moreno, ergueram edifícios, poluíram os córregos que nos serviram água e alimentos, e transformaram tudo em uma grande cidade, com ruas e avenidas que não permitem mais o trafego dos meus carros de bois.

Ficou bonita, grande, acolhe o primeiro milhão de habitantes, tem lindas avenidas e parques, tem asfalto, jardins, belos shoppings, bares, teatros, cinemas, gente chegando, ficando, somando, gostando e tornando-se filhos adotivos da cidade.

Me homenagearam com bustos, obeliscos, prédio, rua com o meu nome, e até um museu com a minha história construíram na sede da fazenda bálsamo, herdada por minha neta Carlinda Pereira Contar, cujo local está a merecer reparos. E foi graças a lembrança de um jovem vereador (Carlos Henrique Santos Pereira) que tornei-me cidadão (mais de 100 anos depois) da cidade que fundei.

Mas isso não importa, vale mais o que fizeram os que nela se sacrificaram, lutaram e venceram, tornando Campo Grande a linda Capital desse novo Estado.

E se hoje eu pudesse pedir mais alguma coisa aos que nela vivem, gostaria que zelassem por sua limpeza, que valorizassem a história da cidade, que cuidassem para torná-la ainda mais linda, e que seus administradores atentassem para a importância que

Campo Grande tem no contexto nacional, como cidade pujante, rica e ordeira, inspirando-se na dedicação, honestidade e respeito daqueles que no passado ajudaram-me a construir essa urbe , incluindo-se aí os brasileiros de todos os rincões e estrangeiros que tanto se dedicaram ao seu progresso.

Obrigado a todos que, ao longo destes 154 anos, desde o dia em que aqui finquei o primeiro rancho, participaram e participam de minha história, ampliando e colorindo meu sonho de desbravador ou aventureiro, como queiram chamar-me”.
Jozé Antônio Pereira*.

Anexo cópia da Resolução nº 225, de 26 de agosto de 1899, que eleva Campo Grande a categoria de Vila.
Parabéns, Campo Grande!!!

Foto: Divulgação

* Por meu bisneto Eddson C. Contar. 
 

Diálogo

Tem promessa de candidato que já deveria estar tombada pelo patrimônio... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (16)

16/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Euclides da Cunha - Escritor brasileiro

"Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos".

FELPUDA

Tem promessa de candidato que já deveria estar tombada pelo patrimônio histórico. De tanto passar eleição, eleição e mais eleição, algumas ganharam poeira, teias de aranha e até aquele cheirinho de coisa guardada no fundo do armário. São os mesmos problemas, as mesmas soluções milagrosas e, depois da posse, o mesmo velho esquecimento. E há ainda alguns candidatos, que disputam vagas nos Legislativos, prometendo que "vão executar" obras e até fazer chover. No fim, a única obra que muitos realmente executam é a promessa. E essa, infelizmente, nunca sai do papel.

Diálogo

Com bolsa

Nesta quinta-feira (17), serão encerradas as inscrições do curso de formação e atualização para Cuidadores de Pessoas Idosas, do Programa UFMS 60+, que oferece vagas tanto para a comunidade universitária como para os demais interessados. 

Mais

A formação será realizada na UFMS de Campo Grande, Aquidauana, Coxim, Chapadão do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Três Lagoas e do Pantanal. Os participantes devidamente matriculados e regulares no curso receberão bolsa de até R$ 300.

DiálogoRoberto Cunha e Lorena - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Zulma Marques Alvares e Algemiro Claro Alvares,  comemorando hoje 66 anos de casamento Bodas de Ébano - Foto: Arquivo Pessoal

Espaço 

A corrida pelo Governo também revela procura por espaço político fora dos grupos tradicionais. Alguns candidatos chegam à disputa depois de passagens pelo Legislativo; outros, vindos da iniciativa privada, educação ou administração municipal. A maioria já experimentou outras eleições e conhece, portanto, o peso de uma campanha majoritária. Mas disputar a eleição é uma coisa; administrar a máquina pública é outra.

A escolher

Dos oito nomes colocados na disputa pelo Governo de MS, Eduardo Riedel (PP) é o único com experiência no Executivo.  Delcídio do Amaral (PRD) foi senador; Fábio Trad (PT), deputado federal; e João Henrique Catan (PL) exerce  mandato na Assembleia. Renato Gomes (DC) tem formação em Economia e Finanças  pela FGV. Daniel Lemes (PCO) é professor e candidato indígena. Lucien Rezende (PSOL) já ocupou  secretaria municipal em Ribas do Rio Pardo. Jefferson Bezerra (Agir) é jornalista. 

Mudança

Depois de seis mandatos como deputado federal, o petista Vander Loubet decidiu disputar uma vaga no Senado. Sua trajetória política está diretamente ligada à história do seu partido em MS. Durante governos petistas, manteve forte presença nas articulações políticas do Estado. Também participou da administração Eduardo Riedel. Naquela fase, nomes ligados a Vander chegaram a ocupar secretarias e outros cargos. O relacionamento político, porém, terminou em rompimento. 

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Viviane Almeida Nogueira Orro,
  • Edil Afonso Albuquerque, 
  • Livia Vollkopf,
  • Johnny Guerra Gai, 
  • Regina Helena de Souza Campos Martins, 
  • Humberto Rezende Pereira Filho,
  • Dr. Amantino Soares Rocha,
  • Marcus Vinicius Romero Nobre Leal,
  • Eliza Maria Albuquerque Palhares,
  • Maria de Fátima Targino Viegas,
  • Vera Lucia de Brito Martins,
  • Edy Assis de Barros Amaral,
  • Jamilson Name,
  • Safira Ribeiro da Rocha,
  • Afif Queder,
  • Reinaldo da Rosa Silveira,
  • Mabel Regina Menezes Kaczan,
  • Maria Aparecida Ortiz,
  • Nivia de Paula Moraes Oliveira,
  • Jaime Batalha Filho,
  • Alessandra Fortes Rodigheri, 
  • Eduardo Alcântara, 
  • Moema Borges de Oliveira Lima, 
  • Tânia Maria Nóbrega, 
  • Maria Aparecida Gil Alvarenga Flor, 
  • Wilson Cabral Tavares,
  • Gabriela Dória,
  • Juber Nantes Coelho Junior,
  • Pedro Alves de Oliveira, 
  • Pe. Wilson Gualberto dos Santos, 
  • Tereza Nunes da Silva, 
  • Cândida Maria Corrêa Pereira Prates,
  • Fabrina Antônia Almeida 
  • de Macedo Coelho,
  • Rhaiza Rejane Neme de Matos,
  • Elisabete Aparecida Nogueira Queiroz Campos,
  • Nilton Luciano dos Santos Junior,
  • Robson Borges Batalha,
  • Maria Tamae Yamakawa Takamura,
  • Daniela Domingos Alves,
  • Marco Antonio Guimarães Falcão, 
  • Baltazar Soares da Silva,
  • Adélia Garcia Rocha,
  • Dra. Georgiana Silva Nascimento Zahran, 
  • Maria Aparecida Martins de Souza,
  • Dr. Paulo Roberto Santos Azambuja Gomes Rea Junior,
  • Dr. João Siqueira,
  • Maria Gichek Salimon,
  • Antônio de Castro,
  • Adalberto Silva de Oliveira,
  • Carlos Augusto Georges,
  • Edison Lorenzetti,
  • Aida Fonseca Vieira,
  • Aparecida Marcílio Gamba, 
  • Cristiane Soares,
  • Maria de Fátima Costa Torres,
  • Clarindo Santos de Rezende,
  • Francisco Assis Borges,
  • Elias Londres,
  • Maria Salete Nascimento,
  • Dr. Clébio Pereira Vasconcellos, 
  • Kelly Cristina Silva Nakasone,
  • Meire Carolina Santos,
  • Janice Nascimento,
  • Dr. Roosevelt Louback de Carvalho,
  • Dr. Renate Vogl Hargesheimer, 
  • Ivo Meireles Bueno,
  • Dr. Carlos Roberto Moreira, 
  • Jaime dos Santos,
  • Antônio Sérgio Ribeiro Arruda,
  • Rosemeire Aparecida Dolce,
  • Silmo César Paulon,
  • Luiza Vieira Conde,
  • Maria Lúcia Ferreira,
  • Valtedon Martins de Novaes,
  • Márcia Brandão de Lima,
  • Maria Aparecida Bica,
  • Luciene Margot de Araújo Silva Teles,
  • Pedro de Souza Pinto Neto,
  • Walquiria Carvalho Capusso,
  • Luiz Hidenoi Moroto,
  • Cristina Barbosa dos Santos,
  • Elza Coelho da Silva,
  • Ana Rosa Pedrosa Vera Martins,
  • Davi da Silva Cavalcanti,
  • Caio Vinicius Trindade,
  • Dr. Miguel Duailibi Neto, 
  • Edson Luiz Coelho das Neves,
  • Marcos Luiz de Oliveira João,
  • Luiz Roberto Silveira Maia,
  • Horácia Doxinha Rafael Tamasato, 
  • Paola Gianotto Braga,
  • Josilene Paulon Tosta Canteiro,
  • Kátia Katsumi Arakaki,
  • Keila de Lima Arar,
  • Juliana Maria Bruno,
  • Guilherme Rohwedder Neto,
  • Leila Abrão,
  • Ronaldo Silveira Cobianchi, 
  • Paulo Pereira de Alcântara,
  • Maria Regina de Castello Branco,
  • Guilherme Jiro Tsuge,
  • Michel Cordeiro Yamada,
  • Rafael Kenny Kiatake,
  • Lúcia Taniguchi Takeuti,
  • Vantuir Antonio Grasseli.

Colaborou com Tatyane Gameiro

COMIDA

Famosa avenida de Campo Grande recebe 1º Festival Gastronômico

Evento reúne mais de 50 restaurantes Bom Pastor e conta com descontos exclusivos

15/09/2026 09h30

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande Gerson Oliveira

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Na noite desta segunda-feira (14), Campo Grande deu início ao 1º Festival Gastronômico da Avenida Bom Pastor, famosa rua gastronômica da Capital sul-mato-grossense. O evento segue até o domingo (20) e conta com a participação de mais de 50 restaurantes. A realização é da União dos Empreendedores e Comércio de Mato Grosso do Sul (UNECOM-MS). 

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande


A avenida gastronômica tem uma grande variedade de comida, para todos os tipos, entre elas estão: hambúrguer, pizza, sushi, espetinho, açaí, sorvete e muito mais.

A proposta é transformar a avenida em um grande ponto de encontro para famílias, amigos e amantes da boa gastronomia, com incentivo ao público para conhecer novos sabores e prestigiar os restaurantes e empreendedores que movimentam a região.

Além da experiência, o festival também busca fortalecer o comércio local e destacar a importância da Avenida Bom Pastor para a economia e para a cultura gastronômica de Campo Grande.

Entre os restaurantes que se destacam na Avenida Bom Pastor estão: Pedaço da Pizza, Bom Parmê, Vila Gastronômica Pira, Mínimo's, Oshent Sushi, Vera's Bar, Poiá e a gelateria Sésamo.

Confira algumas promoções do festival:

  • Bom Parmê - 10% de desconto no parmê de filé mignon
  • Oshent Sushi - rodízio completo para casal no valor de R$ 249,90
  • Sésamo Gelato e Café - na compra de um copinho com dois ou três sabores ou de um cascão com dois sabores e mais R$ 1, o cliente ganha um mini cone recheado, nas opções de ninho trufado e chocolate belga
  • Burger Oceanic - combo de hambúrguer de siri, batata frita e refrigerante no valor de R$ 39,90
  • Traíra's Bar e Restaurante - a primeira opção contém seis long necks (das marcas participantes) e mais uma porção de mandioca spice no valor de R$ 65; na segunda alternativa, o cliente compra uma porção de peixe frito e ganha três long necks.
  • Vera's Bar - chopp por R$ 7,99

O corredor gastronômico, cultural e turístico da Avenida Bom Pastor é um dos locais mais tradicionais em Campo Grande, onde são encontrados sabores regionais e de várias partes do mundo.

A rua conta com uma variedade de bares, restaurantes, conveniências e food trucks ideais para quem quer curtir a noite com os amigos, família ou mesmo sozinho.

 

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