Correio B

AGENDA CULTURAL

Shows gratuitos, documentário sobre Zé Celso, videoclipe e mais

Adriel Santos, Gabriel Basso e Gabriel de Andrade celebram os cinco anos do El Trio com dois shows gratuitos no Sesc Cultura; documentário sobre Zé Celso e videoclipe de Leca Harper também são destaques

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Parece que foi ontem, mas já faz cinco anos que o El Trio deu largada à sua missão de manter acesa a chama do mais autêntico jazz em Campo Grande. Isso mesmo. Só vendo – e ouvindo – para crer do que são capazes Adriel Santos (bateria), Gabriel Basso (contrabaixo) e Gabriel de Andrade (guitarra) quando à frente de seus instrumentos para executar standards – “Oleo” e “Take the A Train”, por exemplo – ou temas autorais, de composição própria, como “Orbital”, “Oração de Maria” e “Coffee Hunter”.

Dos stomps iniciais ao estabelecimento do tema de cada peça, passando pelo refrão e pela divagação dos improvisos, até o arremate final, a música surge e se desenrola ao sabor de construções espertas, com uma vibrante presença em cena, capaz de capturar tanto os apreciadores de primeira hora quanto os já mais chegados nas jams pilotadas pelo trio desde o início dos trabalhos, em 2018.

O Genuíno Bar, na esquina da Rua Aporé com a Paissandu (Bairro Amambaí), o Laricas Espaço Cultural (Rua Antônio Maria Coelho) e o gramado às margens da Lagoa Itatiaia, onde promoviam, no ano passado, o Jazz na Lagoa, aos domingos, são alguns dos endereços mais recorrentes que o grupo fez de palco de sua química sonora.

Os festivais de MS, dos pequenos aos de grande porte, a exemplo do Campão Cultural, são outro circuito muito frequentado pela banda. Em junho, eles foram a atração de abertura do 10º Bonito Blues & Jazz Festival.

Chama atenção o equilíbrio apresentado pelo El Trio em suas performances. O diálogo, individual e coletivo, de Adriel e dos Gabriels com a música que alimenta a sua arte rende uma combustão que segue sempre uma têmpera sagaz, ao mesmo tempo consciente e desenvolta na lida com toda uma tradição; do jazz dos EUA, sem dúvida, mas também da música instrumental e popular brasileira (e pantaneira).

Os três virtuoses são bastante requisitados para colaborações em outras frentes musicais – como, aliás, costuma ser a agenda de qualquer músico de jazz – e também não deixam de convidar um time de feras para subir no palco em muitos de seus shows. Como o público pode conferir hoje e amanhã, no Sesc Cultura (Av. Afonso Pena, nº 2.270), onde o El Trio celebra seus cinco anos com duas jams gratuitas, ambas às 19h.

Nesta sexta-feira, quem se junta ao trio é o saxofonista Jota P (SP), que integra, entre outras formações, a banda de Hermeto Pascoal. Amanhã será a vez da prata da casa reluzir. Apresentam-se ao lado do El Trio os multi-instrumentistas Otávio Neto e Toninho Porto, o crooner Leo Cavallini, Gilson Espíndola e o saxofonista Júnior Negretti Matos.

O elenco de convidados é formado por “amigos e artistas que fazem parte da nossa trajetória até aqui”, celebra Adriel. “Eles sempre iam dar uma canja onde a gente tocava, sempre prestigiavam e contribuíam com o nosso som”, diz o baterista de 39 anos.

“Não é fácil, envolve uma luta. A gente vem há tempos tentando. Começamos despretensiosamente, querendo tocar só os standards do jazz, e foi pegando aos poucos, com insistência. Tem que fazer um público”, repassa o baixista Gabriel Basso, 40 anos. Ele e Adriel são autodidatas em seus instrumentos. Já o guitarrista Gabriel de Andrade, de 32 anos, estudou Música na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Parte da trajetória do grupo é contada no documentário “Improvisando Caminhos”, lançado em 2021, mesmo ano do primeiro e até agora único EP oficial do El Trio. Curta o show, veja o doc (no YouTube), ouça o disco (no Spotify) e seja feliz.

LECA HARPER

Falando em YouTube, Leca Harper anuncia nova fase em sua carreira, com o lançamento do videoclipe “Sem Lados” hoje, em seu canal oficial na plataforma de música. O single traz a marca do selo Akasha Records e conta com arranjos do maestro Rodrigo Faleiros, além da colaboração da compositora Karina Marques.

Já o videoclipe é uma produção independente, com imagens do videomaker Alexandre Artioli, da 4x4 Marketing Digital. “Somos todos únicos, mas podemos viver em harmonia, respeitando nossas divergências e compartilhando compaixão”, diz Leca sobre a mensagem que quer passar com “Sem Lados”.

ZÉ CELSO

No Tributo a Zé Celso, também nesta sexta-feira, às 19h, na Estação Cultural Teatro do Mundo (R. Barão de Melgaço, nº 177, Centro), será projetado “Evoé! – Retrato de um Antropófago” (2010). A iniciativa é da deputada federal Camila Jara (PT-MS). 

O filme de Tadeu Jungle e Elaine César põe foco no encenador teatral José Celso Martinez (1937-2023), falecido no início do mês em decorrência de um incêndio em seu apartamento, em São Paulo. 

Confira a sinopse: “Uma articulação labiríntica entre depoimentos recentes e imagens históricas da carreira do diretor, ator e dramaturgo do Teatro Oficina. O filme adquiriu o seu verbo principal em quatro viagens a pontos-chave da trajetória de Zé Celso: Sertão da Bahia; Praia de Cururipe, em Alagoas; Epidaurus e Atenas, na Grécia; e em sua casa, em São Paulo. Um olhar particular e multifacetado de uma das maiores personalidades das artes do Brasil de todos os tempos”.

CINEMA

No circuito comercial, “O Convento”, de Christopher Smith, “Missão de Sobrevivência”, de Ric Roman Waugh, e “Loucas em Apuros”, de Adele Lim, são os filmes em destaque entre as estreias. “Barbie”, “Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte 1” e “Oppenheimer” seguem em cartaz.

Saúde Correio B+

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos?

Retirar imediatamente todo o descolorante que penetra no olho faz diferença entre a recuperação total e o dano permanente na visão. Oftalmologista ensina a técnica.

15/08/2026 15h30

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos?

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos? Foto: Divulgação

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A moda de descolorir cílios e até sobrancelhas começou nos  desfiles de  grifes de luxo e rapidamente viralizou entre influencers do TikTok. Usar descolorante para corpo ou cabelo nos olhos é muito perigoso, afirma o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier.

Isso porque, explica,  mesmo que o produto não penetre no olho, as glândulas que produzem  a camada oleosa da lágrima estão localizadas na borda das pálpebras superior e inferior.

“Por isso, a prática pode causar olho seco crônico, blefarite, terçol, calázio, queda e quebra dos cílios, dermatite de contato na pele ao redor dos olhos, alergia, edema e descamação das pálpebras,” salienta.

Quando o descolorante penetra no olho as alterações são ainda mais graves. Entre elas, o especialista destaca: Queimadura química na córnea e  conjuntiva, inflamação e risco de opacidade; Erosão e úlcera na córnea; Lesão no limbo, área que forma um anel ao redor da córnea  onde ficam células-tronco importantes para o restabelecimento da lente externa do olho.

Primeiros sintomas

O especialista que também é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) afirma que os primeiros sinais de queimadura química nos olhos pelo descolorante são: dor intensa, vermelhidão, ardência no olho e na pálpebras, sensação de corpo estranho, visão embaçada, inchaço nas pálpebras, lacrimejamento e dificuldade de manter os olhos abertos.

Queiroz Neto conta que uma paciente resolveu seguir a ‘trend’ e  entrou em contato para saber o que podia diminuir a intensa dor em um dos olhos.

“Passei a ela o passo a passo dos primeiros socorros quando o olho sofre uma queimadura química e a orientei para  ir ao hospital logo após esta primeira higienização’ pontua. Quanto antes a água oxigenada e o descolorante forem completamente eliminados do globo ocular maior é a chance de não ter lesões oculares graves.

Passo a passo da higienização

As dicas do oftalmologista para eliminar descolorantes e outras substâncias tóxicas da superfície do olho são:

Incline a cabeça ligeiramente para baixo, tombe a cabeça para o lado oposto ao olho contralateral, puxe a  pálpebra superior com o dedo indicador para cima e a inferior para baixo  com o polegar para formar uma bolsa e garantir que a água entre embaixo das pálpebras onde os produtos costumam acumular e lave com água corrente continuamente, do canto interno  para o externo por 15 a 20 minutos. 

Durante a limpeza  Queiroz Neto orienta fazer movimentos circulares, verticais e horizontais com os olhos para que a água se espalhe por todos os cantos.

Tratamento clínico

O tratamento de queimaduras químicas nos olhos varia conforme a gravidade de cada caso, pontua. Pode incluir: Irrigação abundante no atendimento médico, muitas vezes com anestésico tópico para permitir abrir o olho;

Remoção de resíduos presos sob as pálpebras; Colírios antibióticos para prevenir infecção; Lubrificantes sem conservantes e, em alguns casos, soro autólogo para ajudar a regeneração;

Colírios cicloplégicos para aliviar a dor e o espasmo interno do olho; Corticoides em colírio apenas com controle médico, pois podem reduzir a inflamação, mas também trazer riscos se usados de forma errada; Vitamina C, citrato, doxiciclina ou outras medidas indicadas pelo especialista para reduzir o afinamento da córnea e favorecer a cicatrização;

Controle da pressão intraocular quando houver risco de glaucoma secundário; Lente de contato terapêutica ou lente escleral para proteger a córnea, reduzir atrito e manter a hidratação.

Cirurgias na córnea

Queiroz neto ressalta que queimaduras químicas graves que causam perfuração ou cicatriz profunda podem precisar de transplante de córnea.

Alguns pacientes que sofrem acidentes ou lesão menos  grave podem recuperar a visão pelo transplante de  limbo do outro olho sem risco de rejeição, ou pelo transplante autólogo de limbo cedido por  um doador, mas neste caso pode ocorrer rejeição.

Para quem só fica bem quando segue as tendências são opções mais seguras o rímel, o primer, extensão ou cílios postiços brancos. A moda passa, mas nossa necessidade de enxergar bem permanece e está relacionada à qualidade de vida, conclui.

Pet Correio B+

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

Baixa umidade do ar pode causar ressecamento de mucosas, irritação das vias respiratórias, dermatites e aumentar o risco de desidratação; animais braquicefálicos exigem atenção especial

15/08/2026 14h30

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos Foto: Divulgação

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O tempo seco não afeta apenas a saúde humana. Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar, que favorece o ressecamento das mucosas, irritações respiratórias e problemas de pele, além de aumentar o risco de desidratação.

Para animais que já apresentam doenças respiratórias ou outras condições crônicas, o período exige atenção redobrada dos tutores. Segundo a docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Aline Ambrogi, a baixa umidade compromete a proteção natural das vias respiratórias.

“O ar seco resseca as mucosas do nariz, dos olhos e das vias respiratórias, diminuindo a proteção natural contra agentes infecciosos. Além disso, favorece a desidratação e pode agravar doenças respiratórias e dermatológicas já existentes”, explica.

Entre os sinais que podem aparecer nos pets estão ressecamento do focinho, dos olhos e dos coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. O período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de conjuntivites, dermatites e coceiras. Em animais predispostos, a baixa umidade pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia.

Alguns pets são mais vulneráveis

Nem todos os animais respondem da mesma maneira às condições de tempo seco. Os braquicefálicos — cães e gatos de focinho curto — estão entre os que demandam maior cuidado. Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês, Shih Tzu e Persa são alguns exemplos. “Animais braquicefálicos já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e, por isso, podem sofrer mais em períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também merecem atenção especial”, alerta a docente.

Hidratação é um dos principais cuidados

Manter os animais hidratados é uma das principais medidas para reduzir os impactos do tempo seco. A recomendação é deixar água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Quando houver indicação do médico-veterinário, alimentos úmidos, como sachês, também podem contribuir para aumentar a ingestão de líquidos.

Os passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários de menor calor e menor ressecamento do ar, como no início da manhã ou no final da tarde. Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e, quando possível, umidificador de ar pode ajudar.

A orientação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem ser utilizados para contribuir com a umidificação do ambiente. A limpeza frequente da casa é outro cuidado importante, já que ajuda a reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Também é recomendável evitar que os animais sejam expostos à fumaça de cigarro e às queimadas.

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatosTempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos - Divulgação

Quando procurar um veterinário?

Durante os períodos de baixa umidade, os tutores devem observar mudanças no comportamento e na saúde dos pets. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais de alerta.

“Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta a especialista.

Com medidas simples de hidratação, controle do ambiente e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos animais durante o período de baixa umidade.

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