Correio B

ENTERRADO COMO INDIGENTE

Simone e Simaria procuram corpo do pai que morreu há mais de 20 anos

Simone e Simaria procuram corpo do pai que morreu há mais de 20 anos

PUREPEOPLE

03/11/2016 - 16h00
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Simone e Simaria vivem um drama na vida pessoal. As cantoras estão a procura do corpo do pai, Antonio, enterrado como indigente após infarto, aos 44 anos, enquanto tomava banho. Atualmente, as conhecidas como Coleguinhas são a sensação da música sertaneja e abriram a Festa do Peão de Barretos (SP), quando foram prestigiadas por Zezé Di Camargo e a namorada dele, Graciele Lacerda.

Antonio foi sepultado como indigente porque, na época, a família não tinha dinheiro para o enterro. Em entrevista ao programa "De Cara", exibido na rádio FM O Dia nesta quarta-feira (2), Simone e Simaria confirmaram já terem pedido a exumação de dois corpos. Mas os restos mortais de ambos não eram do pai das cantoras.

"A gente não tinha nada. Nós morávamos em uma casa de tábua no meio do Garimpo do Arroz. Um lugar muito perigoso e todo dia a gente via pessoas mortas. Nosso pai estava ali tentando achar uma pedra. Aquele sonho de nordestino de achar uma pedra e salvar a família. A gente morava ali por isso", recordou, emocionada, Simaria, convidada ao lado da irmã da gravação do DVD do irmão de Cristiano Araújo.

Amigos compraram caixão e pagaram enterro, diz Simone

Ainda na entrevista, a artista contou como descobriu a morte de Antonio. "Ele foi tomar banho e minha mãe chamou. Meu pai era assim: quando você chamava e ele atendia logo. Ele não respondeu e quando eu fui ver ele tava deitado no chão. Lembro até hoje. A água caindo nos pés, como se tivesse sentido alguma dor", acrescentou a cantora. "Tinha 8 anos e foram os amigos que compraram o caixão e ajudaram a fazer o enterro", completou Simone.

"Hoje a gente briga na Justiça para achar o corpo e fazer tudo direitinho", explicou. Já Simaria ressaltou que a maior dificuldade deve-se ao tempo que passou desde a morte do pai. "São anos. Faltavam cinco dias para o meu aniversário de 12 anos. E eu nesse correria louca não consegui parar para resolver. Depende da Justiça que determina um dia para poder exumar", finalizou, emocionada, a cantora que imitou um ganso em clipe de Tirullipa.

diversão

Maior parque inflável do Brasil chega a Campo Grande; veja datas e valores

Circuito possui 1.600 m² com 22 atrações infláveis gigantes

17/09/2026 10h00

Parque inflável gigante estreia neste fim de semana

Parque inflável gigante estreia neste fim de semana Foto: Reprodução Instagram @adoletajumppark

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Adoleta Jump Park, o maior parque inflável do Brasil, vai desembarcar nos próximos dias em Campo Grande.

O parque estreia neste sábado (19) no estacionamento do Shopping Campo Grande, localizado nos altos da avenida Afonso Pena, número 4909, bairro Santa Fé.

Funciona de terça-feira a sábado, das 16h às 22h e aos domingos, das 16h às 21h.

O circuito possui 1.600 m² de pura diversão com 22 atrações: circuito de obstáculos, infláveis gigantes, rampas, escorregadores, escaladas radicais e muito mais.

O espaço conta com monitores treinados e especializados que ficarão de olho na criançada.

O limite de idade é de 2 a 102 anos, portanto, a diversão está garantida para crianças, adolescentes, adultos e idosos. É obrigatório o uso de meias para brincar.

Há dois tipos de ingresso:

  • 20 minutos – R$ 49,90
  • 40 minutos – R$ 69,90

* vale ressaltar que pessoas com deficiência (PCD) tem 50% de desconto, mediante apresentação de carteirinha ou laudo médico

Os ingressos são vendidos na hora na bilheteria ou antecipadamente neste site. Se chover, o parque não funcionária por medidas de segurança.

A única regra é se divertir sem limites: basta ter muito ânimo e vontade de pular, correr e escorregar.

Parque inflável gigante estreia neste fim de semanaMaior parque inflável do Brasil. Foto: divulgação/Sato Comunicação

LITERATURA

Em novo livro, a escritora Marlene Figueira resgata textos guardados desde a infância

Advogada, professora e gestora pública, autora retoma escritos guardados desde a infância e lança "Quando o Coração Escreve", que reúne poemas, crônicas e textos sobre cidadania

17/09/2026 08h30

"Quando o Coração Escreve" reúne sentimentos e pensamentos guardados durante a vida de Marlene Figueira Mariana Piell

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Durante boa parte da vida, escrever foi uma atividade feita em silêncio. Entre aulas, trabalho, responsabilidades domésticas e a criação do filho, Marlene Figueira da Silva encontrava pequenos intervalos para colocar no papel aquilo que pensava e sentia.

Os versos escritos ainda na infância deram lugar, mais tarde, a textos guardados em gavetas, longe dos olhos de outras pessoas. Agora, décadas depois, parte desse material começa a ganhar o mundo pelas páginas de “Quando o Coração Escreve”.

Advogada especialista em Direito Administrativo, professora e gestora, Marlene é atualmente Secretária de Gestão de Pessoas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Também é integrante do PEN Centro-Oeste, braço regional do PEN Internacional, entidade que reúne escritores de mais de 100 países e atua na defesa da liberdade de expressão e na promoção da literatura.

Aos poucos, a literatura passou de uma atividade particular para ocupar um espaço cada vez mais importante em sua rotina.

Depois de publicar, em agosto do ano passado, “Até o Último Dia... Deixa Eu Viver do Meu Jeito! Assim é que Sou Feliz”, dedicado à memória do marido, Marlene prepara o lançamento de sua segunda obra. O encontro será realizado no dia 24, em evento aberto ao público na cafeteria Doces Momentos.

QUANDO O CORAÇÃO ESCREVEU

A relação com a escrita começou cedo. Ainda criança, Marlene conta que costumava aproveitar os momentos em que a aula era interrompida para escrever pequenos versos no caderno.

“Desde menina, eu ia para a escola, ficava na sala de aula e, enquanto parava um pouco a aula, eu estava escrevendo versinho no meu caderno”, recorda.

A escrita, entretanto, nunca foi a atividade principal. A necessidade de trabalhar e garantir o sustento acabou ocupando grande parte de sua vida. Marlene chegou a trabalhar em três períodos, conciliando atividades profissionais durante manhã, tarde e noite. Nos fins de semana, as obrigações continuavam dentro de casa.

“Eu trabalhava demais. Eu cheguei a trabalhar três períodos. De manhã, à tarde, à noite e, quando chegava o fim de semana, como eu sou dona de casa também, eu tinha que cuidar da casa, do filho, do marido. Então, não tinha tempo”, relata Marlene sobre a tripla jornada.

Mesmo assim, a escrita permanecia. Quando encontrava algum espaço, Marlene produzia um poema, uma reflexão ou outro tipo de texto e guardava. A gaveta acabou se tornando o lugar onde ficaram muitos desses registros.

LIVRO-PROMESSA

A retomada mais efetiva da literatura aconteceu quando Marlene passou a dispor de mais tempo. Ela deixou de dar aulas no período noturno e também parou de advogar. Foi então que decidiu cumprir uma promessa feita ao marido.

Ele havia vivido uma história marcada por dificuldades. Criado sem pai e sem mãe, ficou sozinho ainda aos seis anos de idade e precisou encontrar seus próprios caminhos. Ao longo do relacionamento, costumava pedir que Marlene registrasse suas memórias.

“Ele sempre falava para mim: ‘Você vai escrever, fazer umas memórias minhas?’ Eu falava assim: ‘Um dia eu vou’”, conta Marlene.

Depois da morte dele, a escritora decidiu que era hora de transformar as lembranças em narrativa. O resultado foi o primeiro livro, publicado em agosto de 2025.

A obra, segundo Marlene, teve uma recepção positiva e marcou o início de uma nova etapa. Até então, ela já havia escrito livros e materiais técnicos relacionados à sua formação e à experiência profissional, especialmente sobre temas como planos de cargos e salários e estatutos.

A literatura, porém, permitiu outro tipo de escrita.

“Eu sempre estava escrevendo a parte técnica. E agora a gente vai chegando a uma idade que vai falar: ‘Ah, agora eu quero fazer o que eu gosto’. E o que eu gosto mesmo é de escrever. É de expor a minha criatividade”, confidencia.

A decisão de continuar veio também do incentivo de pessoas próximas à literatura.

Entre elas, estão Ana Maria Bernardelli, ligada à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), responsável pelas correções dos textos, e Delasnieve Daspet, presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams), que, segundo Marlene, a incentivou a publicar o que escrevia.

DO CORAÇÃO À RAZÃO

Se o primeiro livro partiu da memória e da história pessoal do marido, o segundo reúne diferentes facetas da autora. A publicação começa com poemas e passa por crônicas e textos de natureza mais reflexiva, até chegar a conteúdos relacionados à sua formação profissional.

A proposta é justamente não separar completamente a escritora da advogada e da gestora pública. Na obra, os diferentes lados da autora convivem.

Entre os poemas estão textos como “A Crença”, “Fidelidade” e “Criador”. Há também uma parte dedicada à busca pelo conhecimento e à reflexão sobre a própria existência. Na sequência, aparecem textos que dialogam com a experiência profissional de Marlene.

Ela aborda a importância da participação da sociedade no poder público, a relevância do voto, a valorização do serviço público e a necessidade de oferecer uma prestação de serviço de excelência, relacionando esses temas também ao Parlamento sul-mato-grossense.

A escolha faz parte da identidade da obra. Para Marlene, não faria sentido deixar de lado a experiência acumulada durante décadas de atuação profissional.

“É um livro que mistura emoção também, mas um pouco de razão. As poesias são todas saídas do coração”, destaca.

A apresentação do livro também procura evidenciar essa combinação. O texto de apresentação é assinado pelo médico cardiologista e escritor Ewerton Carvalho de Souza.

O prefácio é do médico psiquiatra e escritor Marcos Estevão S. Moura. Ana Maria Bernardelli comenta os poemas e introduz as diferentes partes da publicação.

LITERATURA COMO EXERCÍCIO

A relação de Marlene com os livros também passa pela preocupação com os hábitos de leitura em uma época marcada pela presença constante das telas. Para ela, a facilidade proporcionada pela internet pode acabar diminuindo o exercício da memória e da criatividade quando substitui a construção própria do pensamento.

Ela defende que a tecnologia pode ser uma ferramenta importante, mas não deveria eliminar o esforço de criar, escrever e raciocinar.

“Acho que a internet é muito boa. Só que está estragando a memória da gente, principalmente do jovem. Porque vai lá, copia tudo. O ideal é a gente criar, é a gente escrever aquilo que sai do coração, aquilo que sai do conhecimento da gente”, defende.

Para a escritora, preservar o contato com os livros é importante para que as crianças desenvolvam o gosto pela leitura.

“É tão gostoso folhear um livro, né? O cheiro do livro, sabe? Tudo é gostoso”, declara.

Ela também procura manter o hábito. Integrante do PEN Centro-Oeste, acompanha as publicações dos demais escritores da entidade e procura ler os livros lançados pelos colegas. O tempo é curto, mas a leitura encontra espaço entre as outras atividades.

“Quando a gente gosta, a gente acha jeito. Não é mesmo?”, reflete a autora.

>> SERVIÇO

Lançamento do livro “Quando o Coração Escreve”, de Marlene Figueira da Silva

Data: dia 24.
Horário: às 17h.
Local: Cafeteria Doces Momentos – Rua Dom Aquino, nº 2.055.
Onde comprar: após o lançamento, estará disponível na Amazon, no site da Editora Life e na Livraria Leitura.

“Até o Último Dia... Deixa Eu Viver do Meu Jeito! Assim é que Sou Feliz” está disponível nos mesmos canais.

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