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TRADIÇÕES

Simpatias de Ano Novo 2023 para atrair sorte, amor, dinheiro e prosperidade

Confira principais rituais que na crença popular dão boa sorte para o próximo ano

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O período de fim de ano é a época de começar a repensar o ano que passou e fazer planos para o próximo.

Nestes planos, não há quem não deseje uma melhora nas condições de vida, seja pessoal, amorosa, financeira.

Neste sentido, as simpatias fazem parte do ano novo da maioria dos brasileiros, que pedem uma ajudinha dessas "forças" para um ano mais próspero.

O Correio do Estado reuniu algumas das principais simpatias que, na crença popular, ajudam a atrair dinheiro, saúde, amor, boa sorte e prosperidade para 2023.

Confira as principais simpatias para a virada do ano:

Simpatias para atrair dinheiro

Lentilha

Quando o relógio estiver para bater a meia-noite, anunciando a chegada de um Novo Ano, guarde 7 grãos de lentilha na sua carteira. Elas irão atrair sorte e riqueza para a sua vida.

Só tire os grãos de lentilha da sorte da sua carteira no dia 31 de dezembro do ano seguinte.

Materiais

  • Lentilhas;
  • 3 Moedas;
  • Prato branco;
  • Vela.

Como fazer

Para atrair prosperidade, você deve colocar três moedas em um prato branco com lentilhas quando estiver próximo da meia-noite. Em seguida, acenda uma vela na beirada do prato e faça uma oração com toda sua fé. 

Enquanto faz isso, mentalize seus desejos para o próximo ano. Ao terminar, apague a vela e guarde-a. As lentilhas devem ser jogadas em um vaso de flor da sua casa ou em um jardim.

Com as três moedas, compre pães e doe para uma pessoa que precise.

Atrair dinheiro e proteção

Materiais

  • Frutas variadas;
  • Grãos de lentilha;
  • 7 grãos de feijão branco;
  • 7 grãos de feijão preto;
  • 7 grãos de feijão vermelho;
  • 1 rosa branca;
  • 1 saquinho vermelho.

Como fazer

Para a ceia de Ano Novo, monte uma vasilha cheia de frutas. Embaixo das frutas, coloque os grãos de lentilha da sorte, de feijão branco, preto e vermelho e a rosa branca.

Após a virada, pegue todos os grãos e a rosa e os guarde em um saquinho vermelho.

Pendure esse saquinho atrás da porta de entrada da sua casa.

Canela

Na noite da virada, basta pegar um punhado de canela em pó e com a casa limpa. Vá para a entrada principal da sua casa e sopre de fora para dentro a canela dizendo:

Quando essa canela eu soprar, a prosperidade aqui entrará;

No momento que essa canela eu soprar, a fartura virá para ficar;

Quando essa canela eu soprar, a abundância aqui vai morar!

Não é necessário limpar a canela no momento, deixe que a prosperidade se espalhe na sua casa.

Escada ou cadeira

No dia 31 de dezembro, ao dar meia-noite, suba um degrau ou em uma cadeira visualizando você subindo na vida.

Essa simpatia pode ser feita para quem quer entrar o ano dando a volta por cima.

Vale também para quem deseja conquistar um emprego, mais dinheiro ou abundância financeira.

Simpatias para o amor

Harmonia no casamento

Está casada e quer paz no próximo ano? Basta fazer o bolo preferido do marido/esposa para a véspera de ano novo. 

Na hora de servir o bolo, na ceia de ano novo, dê o primeiro pedaço para ele(a) e mentalize:  “Má sorte, nunca mais!”. 

O segundo pedaço deve vir para você e então, você diz na hora que for comer: “Que este pedaço de bolo afaste a má sorte do meu casamento e só o amor predomine!”.

Atrair a pessoa amada

Em um papel, escreva o nome da pessoa amada ou a que você deseja conquistar sete vezes.

Coloque esse papel no pé esquerdo do calçado que você usará na virada do ano.

Na hora da virada, meia-noite, bata o pé 7 vezes enquanto repete o nome da pessoa desejada a cada pisada.

Simpatias para ter saúde

Roupa verde

Se você deseja começar o ano protegida e atrair mais saúde para a sua vida, na noite da virada escolha peças de roupas verdes. 

O ideal é que sejam roupas novas, para começar o ano bem e, após a virada, reze um Pai Nosso agradecendo a saúde que terá no próximo ano.

Banho de ervas 

Na manhã do dia 31 de dezembro, separe um punhado de folhas de eucalipto, melissa e hortelã.

Lave-as bem, ferva em dois litros de água e coe.

Quando estiver morno, depois de tomar banho, jogue essa água no corpo do pescoço para baixo, dizendo: “Ano Novo, novos tempos. Que a saúde boa venha e, com alegria, que Deus a tenha”.

Enxugue-se com uma toalha branca e continue usando-a normalmente.

Se quiser, jogue as sobras do banho em um jardim florido.

Simpatias para ter boa sorte

Simpatia dos três Reis Magos

Na virada do ano, coloque na mesa da ceia uma toalha branca e quatro pratos com uma maça em cada. Embaixo dos pratos, coloque uma nota de qualquer valor. 

Escolha uma das maçãs e coma-a antes da passagem.

No dia seguinte, as três maçãs que sobraram dos três Reis Magos, uma será doada para uma criança junto com a nota e as outras duas pode doar para uma pessoa necessitada junto com o dinheiro que estava embaixo. 

A sua nota pode ser deixada em uma igreja em forma de agradecimento.

Simpatias para prosperidade e atrair boas energias

Pular sete ondas

Nas cidades onde há praia, pule as sete ondas depois da virada e faça um desejo para cada uma.

Depois de terminar, saia do mar devagar, andando de costas para a areia, sempre encarando o mar.

Só vire as costas para o oceano quando sair completamente da água, para deixar por lá toda a energia negativa.

Vestir branco

No Brasil, branco é a cor que predomina na noite de ano novo. 

Muitos acreditam que usar roupa branca no réveillon atrai paz não só pra si, mas para o mundo.

Um mar de boas energias para um ano novo cheio de transformações positivas.

Oferenda para Iemanjá

Também para cidades onde há praias, pode ser feita a simpatia de oferendas para Iemanjá.

Flores, sabonetes, velas ou qualquer outra oferenda a Iemanjá na virada do ano faz com que todos os problemas sejam levados para o fundo do mar e devolvidos em forma de ondas, resultando em sorte para o ano que está por vir.

Romã

A fruta é símbolo da fertilidade e também da prosperidade, uma das razões dessa simbologia é pelo fato dela conter várias sementes.

Para realizar a simpatia da romã para o Ano Novo, corte-a ao meio, escolha 3 sementes e segure-as nos dentes à meia-noite.

Após este momento, seque os grãos, envolva-os em um papel branco e guarde durante todo o ano.

Correio B+

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado.

21/06/2026 18h30

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Foto: Divulgação

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Poucas gerações se preocuparam tanto com a felicidade dos filhos quanto a atual. Queremos protegê-los das frustrações, evitar sofrimentos e oferecer oportunidades que talvez não tenhamos tido. A intenção é legítima. O problema começa quando transformamos a felicidade em uma obrigação permanente.

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado. Correm para resolver conflitos, antecipam soluções e tentam eliminar qualquer desconforto. Mas crescer envolve justamente aprender a lidar com emoções difíceis.

A vida não é composta apenas por momentos agradáveis. Perder um jogo, receber um “não”, enfrentar uma decepção amorosa ou não conseguir alcançar um objetivo fazem parte da experiência humana. Quando impedimos nossos filhos de viver essas situações, também limitamos a oportunidade de desenvolver recursos emocionais para enfrentá-las.

Resiliência não nasce da ausência de dificuldades. Ela se constrói quando a criança atravessa desafios e descobre que é capaz de suportá-los. Isso não significa abandonar ou minimizar o sofrimento. Significa acolher emoções sem precisar eliminá-las imediatamente.

Existe uma diferença importante entre proteger e superproteger. Proteger é oferecer segurança e apoio. Superproteger é impedir que a criança experimente situações compatíveis com sua idade e desenvolva autonomia emocional.

Como pais, nosso papel não é garantir felicidade constante. É ajudar nossos filhos a construir ferramentas para lidar com os altos e baixos da vida. Afinal, saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. Significa reconhecer sentimentos, expressá-los de forma saudável e seguir em frente apesar deles.

Talvez uma das maiores demonstrações de amor seja permanecer ao lado dos filhos quando eles sofrem, sem a necessidade de apagar imediatamente a dor. Porque crescer emocionalmente não depende da ausência de frustração, mas da capacidade de atravessar.

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Dra. Vanessa Abdo - Divulgação

 

Capa da semana - Especial 5 anos Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki

"Eu escolho histórias que me transformem. Quando olho para trás, percebo que muitos dos meus trabalhos compartilham temas como identidade, pertencimento, resiliência e propósito".

21/06/2026 17h00

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni Suzuki Foto: Nanda Araújo

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Multifacetada, Danni Suzuki é atriz, apresentadora, diretora, roteirista e palestrante. Nascida e criada no Brasil, iniciou sua carreira artística através do ballet clássico, atuando em comercias de tv e musicais até sua formação profissional pela EDMO (Escola de dança do Teatro Municipal).

Ampliou seus estudos em direção e atuação na New York Film Academy, em Los Angeles e New York. Sua base acadêmica também inclui um Bacharelado em Desenho Industrial pela PUC-RJ e uma Pós-Graduação em Neurociência pela PUC-RS, onde se tornou professora de Pós Graduação convidada, em 2024.

Entre a arte, a comunicação e o compromisso social, a trajetória de Dani Suzuki é marcada pela versatilidade e pela capacidade de se reinventar constantemente. Conhecida do grande público por seus trabalhos na televisão, a atriz construiu ao longo dos anos uma carreira sólida que ultrapassa os limites da atuação, envolvendo também projetos como apresentadora, diretora, produtora de conteúdo e defensora de importantes causas sociais e humanitárias.

Com uma presença marcante na televisão brasileira, Dani conquistou espaço por seu talento, carisma e autenticidade, características que a transformaram em uma profissional respeitada dentro e fora dos estúdios. Ao longo de sua trajetória, participou de produções de destaque, apresentou programas de diferentes formatos e buscou ampliar sua atuação para áreas que dialogam com educação, cultura, sustentabilidade e desenvolvimento humano.

Filha de pai japonês e mãe brasileira, Dani também se tornou uma referência quando o assunto é representatividade, contribuindo para ampliar debates sobre diversidade e identidade em um país multicultural como o Brasil. Sua história pessoal e profissional reflete a busca constante por propósito, conhecimento e conexão com diferentes realidades, experiências que influenciam diretamente seus projetos e sua visão de mundo.

Além da carreira artística, ela tem se dedicado a iniciativas voltadas para transformação social, viagens de caráter humanitário e ações que promovem impacto positivo em comunidades dentro e fora do país. Essa atuação multifacetada revela uma profissional que entende a comunicação como ferramenta de inspiração, informação e mudança.

Nesta entrevista, Dani Suzuki compartilha reflexões sobre sua carreira, os desafios enfrentados ao longo de sua jornada, os novos projetos que vêm pela frente e as experiências que moldaram sua trajetória. Uma conversa sobre arte, evolução, propósito e a importância de seguir construindo caminhos com sensibilidade, coragem e autenticidade.

Danni celebra com a gente 5 anos de Correio B+, afinal, ela faz parte da nossa história, e em nova entrevista ao Caderno ela fala de seu novo momento com exclusividade.

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni SuzukiA atriz Danni Suzuki é a Capa exclusiva de 5 anos de Correio B+ - Foto: Nanda Araújo - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está mergulhando agora no universo de “Delegacia de Homicídios”. Como foi construir emocionalmente uma personagem cercada por violência, investigação e pressão psicológica?
DS -
 O que mais me interessou foi justamente a história além do crime. A investigação é apenas a superfície. O que me fascina é assistir o ser humano por trás dela. São profissionais que convivem diariamente com dor, perdas, violência e, ainda assim, precisam ter clareza para tomar decisões.

Construir essa personagem tem sido um exercício de empatia. Porque, no fundo, ela não investiga apenas homicídios. Ela investiga histórias interrompidas, movidas por justiça ou por vingança. E isso inevitavelmente nos faz refletir sobre a fragilidade da vida, algo que nos acompanha mesmo depois que o set termina.

CE - Você acredita que estamos vivendo uma era de hiperconexão, mas de empobrecimento emocional?
DS - 
Em muitos aspectos, sim. Nunca tivemos tanto acesso à informação, mas isso não significa que tenhamos desenvolvido a mesma capacidade de processá-la emocionalmente. A tecnologia ampliou nossa conexão com o mundo, mas não necessariamente conosco mesmos.

O paradoxo é esse: estamos cada vez mais conectados digitalmente e, ao mesmo tempo, enfrentando desafios crescentes relacionados à atenção, pertencimento, propósito e saúde emocional.

Foi justamente essa inquietação que me levou a escrever meu livro "Humanos do Futuro". No meu estudo sobre conexões emocionais, a nossa relação com a tecnologia tem sido fator bem complexo de se analisar. 

CE - Existe um fio invisível conectando todas essas versões da Danni Suzuki?
DS -
 Existe. E ele sempre foi meu interesse pelo comportamento humano e a espiritualidade.  A atuação me permitiu sentir e construir diferentes emoções através dos personagens. A formação em neurociência me ajudou a entender os mecanismos por trás dessas emoções.

As palestras me aproximam das transformações sociais. O ativismo me conecta às realidades humanas mais profundas. No fundo, eu sempre estive investigando a mesma coisa: o que nos torna humanos.

CE - O que o projeto “Passaporte Digital” ensinou sobre medo, esperança e futuro?
DS -
 Me ensinou que independentemente da condição social, cultura, das perdas e reconstrução de vida, todos compartilham desejos muito parecidos: pertencer, ser visto, ter oportunidades e construir uma vida com dignidade. Estar em contato com refugiados e de culturas diferentes amplia muito nosso entendimento pelo outro. 

E todos nós, independente da cultura, estamos hoje entrelaçados pela tecnologia, então, querendo ou não temos que criar um diálogo entre todos nós.  O futuro não será definido apenas pelas ferramentas que criamos, mas pela forma como escolhemos utilizá-las para ampliar dignidade, autonomia e consciência.

CE - A representatividade finalmente deixou de ser discurso e virou transformação?
DS -
Avançamos muito, mas ainda existe um caminho importante pela frente. O que me deixa otimista é perceber que hoje a discussão está mais madura. Não estamos falando apenas de presença, mas de protagonismo, narrativa e oportunidade. A verdadeira transformação acontece quando a diversidade deixa de ser exceção e passa a ser algo natural. E acredito que estamos caminhando nessa direção.

Entrevista exclusiva com a atriz, apresentadora e diretora Danni SuzukiA atriz Danni Suzuki é a Capa exclusiva de 5 anos de Correio B+ - Foto: Nanda Araújo - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana 

CE - Você escolhe projetos pensando nesse impacto?
DS -
 Eu escolho histórias que me transformem. Quando olho para trás, percebo que muitos dos meus trabalhos compartilham temas como identidade, pertencimento, resiliência e propósito. Mas isso nunca foi uma estratégia racional. Talvez seja apenas reflexo das perguntas que eu mesma estou tentando responder ao longo da vida.

CE - Se pudesse fazer uma pergunta sobre a mente humana que ainda não encontrou resposta, qual seria?
DS -
 Eu perguntaria: Por que algumas pessoas conseguem transformar dor em sabedoria, enquanto outras permanecem aprisionadas pela mesma experiência? A neurociência já explica parte dessa resposta. A psicologia explica outra. A espiritualidade traz mais uma camada. Mas acredito que ainda existe algo profundamente fascinante nessa capacidade humana de transformar sofrimento em consciência.

CE - Você foi capa algumas vezes do B+. Para você também foi especial?
DS -
 Muito. Vivemos em uma época em que tudo é rápido e descartável. Por isso, construir uma relação de confiança ao longo dos anos com um veículo de comunicação tem um valor enorme pra mim.  Sempre fui recebida com muito respeito, profundidade e interesse genuíno pelas diferentes fases da minha trajetória. E isso me enche de amor. 

CE - O que acha de um veículo ultrapassar 70 anos de existência?
DS - 
É admirável. Manter relevância por sete décadas significa atravessar transformações tecnológicas, culturais e comportamentais sem perder a capacidade de dialogar com as pessoas. Em um mundo que valoriza tanto a novidade, chegar aos 70 anos continua sendo uma prova extraordinária de credibilidade, adaptação e propósito.

CE - Deixe uma mensagem de aniversário para o B+.
DS -
 Parabéns pelos mais de 70 anos de história. Que vocês continuem fazendo aquilo que toda comunicação de qualidade deveria fazer: conectar pessoas, ampliar perspectivas e registrar o seu tempo sem perder a sensibilidade humana.

Em uma era dominada por algoritmos, velocidade e excesso de informação, veículos que cultivam memória, contexto e diálogo se tornam ainda mais valiosos.

Que venham muitos outros capítulos dessa história. E que ela continue inspirando as próximas gerações a pensar, sentir e construir um futuro melhor.

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