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Tarô da semana entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro é de tentação e desejo.

A carta do Diabo é a energia regente desta semana. Este arcano é ligado a prazer, status e poder. Desfrutar de bens materiais é ótimo, desde que você não vire refém dos seus próprios desejos e ambições.

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A carta do Diabo no Tarô representa os instintos humanos, ambição, desejos, sexo e dinheiro. Enfim, tudo ligado às seduções do mundo material. Portanto, prepare-se, pois, com esta energia, você vai se sentir tentada nesta semana.

Para mim, nada traduz melhor este arcano do que a famosa frase de Oscar Wilde: “Posso resistir a tudo, menos às tentações”. Este arcano nos alerta que tudo em excesso pode acabar sendo negativo: amor carnal, paixão, festas, bebidas, baladas...

Desfrutar de tudo isso sem nenhuma moderação pode acabar custando caro. Afinal de contas, nossas escolhas têm um preço. Me refiro aqui ao prazer cirenaico, de Teodoro de Cirene, que via o prazer como um bem em si mesmo.

Quanto mais tempo durar e mais intenso for, melhor achamos. Equilíbrio, portanto, é a palavra-chave para tudo na vida: qualquer coisa em demasia pode fazer mal. “Domina o prazer não quem se abstém, mas quem, sem deixar-se arrastar por ele, sabe, contudo, usá-lo.”

Quando a carta do Diabo aparece, pode ser um sinal de que você está desejando algo alimentado puramente pelo ego e pelo hedonismo do tipo “eu mereço”.

Há uma razão pela qual a carta da Torre vem logo após a carta do Diabo no Tarô. Se você seguir esse caminho, poderá conseguir o que deseja, mas o prazer será de curta duração e poderá haver consequências imprevistas para você.

                                           A carta do Diabo é a energia do Tarô da semana - Divulgação

Então, tome muito cuidado. As paixões, as vaidades, as ambições e os desejos desmedidos podem nos “desviar” dos considerados “bons caminhos”.

Comer compulsivamente, muitas horas de estudo e trabalho, o uso obsessivo de eletrônicos, entre outras coisas, são hábitos nocivos para a saúde em pessoas que não conhecem seu próprio limite.

De fato, esta carta está conectada à luxúria, aos prazeres, vícios, vínculos prejudiciais e à cobiça. O prazer momentâneo pode se revestir de vários aspectos: sexual, gastronômico, consumista, estético e por aí vai.

Sem julgamentos morais aqui, ok? “Atire a primeira pedra quem não tiver nenhum pecado.” De uma forma ou de outra, somos todas “pecadoras”.

Vivemos inseridas numa sociedade baseada no consumo e, inevitavelmente, isso exerce uma forte influência em como lidamos com nosso corpo, mente e espírito.

Ter uma vida confortável e sem preocupações financeiras é o desejo de 9 entre 10 pessoas, mas quando ficamos obcecadas por TER roupas de grife, o celular top de linha, artigos de luxo, é um sinal de alerta.

“A vaidade é, definitivamente, meu pecado favorito”, já diria o demônio interpretado pelo magnífico Al Pacino na cena final do filme “Advogado do Diabo”.

A décima quinta carta dos Arcanos Maiores encarna nossos desejos humanos, especialmente aqueles que estão ligados ao mundo material.

Em sua essência, esta carta representa tudo aquilo que de tão bom (dinheiro, status, beleza, bens materiais) pode nos “aprisionar” porque, mesmo sabendo lá no fundo que não nos faz bem, não queremos perder. Segundo A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, “o materialismo é baseado em tornar permanente tudo aquilo que é impermanente.”

A carta do Diabo, também expressa alguns dos nossos sentimentos humanos mais profundos e sombrios. Todas nós temos o nosso calcanhar de Aquiles.

Quem nunca ficou “presa” num relacionamento tóxico, num trabalho abusivo ou até mesmo vivenciou uma dependência emocional?

Assim como a carta dos Enamorados no tarô, o Diabo também fala sobre dualidade e escolhas, só que optando pelo caminho da gratificação instantânea.

Mas não se preocupe, por mais difícil que esta carta possa parecer, o Diabo não significa necessariamente o nosso infortúnio. Em vez disso, sugere que observemos atentamente as áreas de nossas vidas nas quais nos sentimos sem controle ou extremamente “apegadas” e que trabalhemos para melhorar.

No fundo, o nosso principal objetivo é vencer nosso lado sombra. Para isso, é necessário ter autoconhecimento. Observe o que provoca seus mecanismos de defesa e a tornam vulnerável em alguma área. “O diabo mora nos detalhes”.

A mensagem do Diabo é clara: redirecione sua atenção da satisfação dos desejos para as coisas que realmente importam. “Trabalhe em algo, para que o diabo te encontre sempre ocupado” (São Jerônimo).

Boa semana e muita luz,

Cris Paixão

Saúde Correio B+

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos?

Retirar imediatamente todo o descolorante que penetra no olho faz diferença entre a recuperação total e o dano permanente na visão. Oftalmologista ensina a técnica.

15/08/2026 15h30

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos?

Você sabia que descolorir cílios pode perfurar os olhos? Foto: Divulgação

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A moda de descolorir cílios e até sobrancelhas começou nos  desfiles de  grifes de luxo e rapidamente viralizou entre influencers do TikTok. Usar descolorante para corpo ou cabelo nos olhos é muito perigoso, afirma o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier.

Isso porque, explica,  mesmo que o produto não penetre no olho, as glândulas que produzem  a camada oleosa da lágrima estão localizadas na borda das pálpebras superior e inferior.

“Por isso, a prática pode causar olho seco crônico, blefarite, terçol, calázio, queda e quebra dos cílios, dermatite de contato na pele ao redor dos olhos, alergia, edema e descamação das pálpebras,” salienta.

Quando o descolorante penetra no olho as alterações são ainda mais graves. Entre elas, o especialista destaca: Queimadura química na córnea e  conjuntiva, inflamação e risco de opacidade; Erosão e úlcera na córnea; Lesão no limbo, área que forma um anel ao redor da córnea  onde ficam células-tronco importantes para o restabelecimento da lente externa do olho.

Primeiros sintomas

O especialista que também é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) afirma que os primeiros sinais de queimadura química nos olhos pelo descolorante são: dor intensa, vermelhidão, ardência no olho e na pálpebras, sensação de corpo estranho, visão embaçada, inchaço nas pálpebras, lacrimejamento e dificuldade de manter os olhos abertos.

Queiroz Neto conta que uma paciente resolveu seguir a ‘trend’ e  entrou em contato para saber o que podia diminuir a intensa dor em um dos olhos.

“Passei a ela o passo a passo dos primeiros socorros quando o olho sofre uma queimadura química e a orientei para  ir ao hospital logo após esta primeira higienização’ pontua. Quanto antes a água oxigenada e o descolorante forem completamente eliminados do globo ocular maior é a chance de não ter lesões oculares graves.

Passo a passo da higienização

As dicas do oftalmologista para eliminar descolorantes e outras substâncias tóxicas da superfície do olho são:

Incline a cabeça ligeiramente para baixo, tombe a cabeça para o lado oposto ao olho contralateral, puxe a  pálpebra superior com o dedo indicador para cima e a inferior para baixo  com o polegar para formar uma bolsa e garantir que a água entre embaixo das pálpebras onde os produtos costumam acumular e lave com água corrente continuamente, do canto interno  para o externo por 15 a 20 minutos. 

Durante a limpeza  Queiroz Neto orienta fazer movimentos circulares, verticais e horizontais com os olhos para que a água se espalhe por todos os cantos.

Tratamento clínico

O tratamento de queimaduras químicas nos olhos varia conforme a gravidade de cada caso, pontua. Pode incluir: Irrigação abundante no atendimento médico, muitas vezes com anestésico tópico para permitir abrir o olho;

Remoção de resíduos presos sob as pálpebras; Colírios antibióticos para prevenir infecção; Lubrificantes sem conservantes e, em alguns casos, soro autólogo para ajudar a regeneração;

Colírios cicloplégicos para aliviar a dor e o espasmo interno do olho; Corticoides em colírio apenas com controle médico, pois podem reduzir a inflamação, mas também trazer riscos se usados de forma errada; Vitamina C, citrato, doxiciclina ou outras medidas indicadas pelo especialista para reduzir o afinamento da córnea e favorecer a cicatrização;

Controle da pressão intraocular quando houver risco de glaucoma secundário; Lente de contato terapêutica ou lente escleral para proteger a córnea, reduzir atrito e manter a hidratação.

Cirurgias na córnea

Queiroz neto ressalta que queimaduras químicas graves que causam perfuração ou cicatriz profunda podem precisar de transplante de córnea.

Alguns pacientes que sofrem acidentes ou lesão menos  grave podem recuperar a visão pelo transplante de  limbo do outro olho sem risco de rejeição, ou pelo transplante autólogo de limbo cedido por  um doador, mas neste caso pode ocorrer rejeição.

Para quem só fica bem quando segue as tendências são opções mais seguras o rímel, o primer, extensão ou cílios postiços brancos. A moda passa, mas nossa necessidade de enxergar bem permanece e está relacionada à qualidade de vida, conclui.

Pet Correio B+

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

Baixa umidade do ar pode causar ressecamento de mucosas, irritação das vias respiratórias, dermatites e aumentar o risco de desidratação; animais braquicefálicos exigem atenção especial

15/08/2026 14h30

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos Foto: Divulgação

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O tempo seco não afeta apenas a saúde humana. Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar, que favorece o ressecamento das mucosas, irritações respiratórias e problemas de pele, além de aumentar o risco de desidratação.

Para animais que já apresentam doenças respiratórias ou outras condições crônicas, o período exige atenção redobrada dos tutores. Segundo a docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Aline Ambrogi, a baixa umidade compromete a proteção natural das vias respiratórias.

“O ar seco resseca as mucosas do nariz, dos olhos e das vias respiratórias, diminuindo a proteção natural contra agentes infecciosos. Além disso, favorece a desidratação e pode agravar doenças respiratórias e dermatológicas já existentes”, explica.

Entre os sinais que podem aparecer nos pets estão ressecamento do focinho, dos olhos e dos coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. O período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de conjuntivites, dermatites e coceiras. Em animais predispostos, a baixa umidade pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia.

Alguns pets são mais vulneráveis

Nem todos os animais respondem da mesma maneira às condições de tempo seco. Os braquicefálicos — cães e gatos de focinho curto — estão entre os que demandam maior cuidado. Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês, Shih Tzu e Persa são alguns exemplos. “Animais braquicefálicos já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e, por isso, podem sofrer mais em períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também merecem atenção especial”, alerta a docente.

Hidratação é um dos principais cuidados

Manter os animais hidratados é uma das principais medidas para reduzir os impactos do tempo seco. A recomendação é deixar água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Quando houver indicação do médico-veterinário, alimentos úmidos, como sachês, também podem contribuir para aumentar a ingestão de líquidos.

Os passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários de menor calor e menor ressecamento do ar, como no início da manhã ou no final da tarde. Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e, quando possível, umidificador de ar pode ajudar.

A orientação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem ser utilizados para contribuir com a umidificação do ambiente. A limpeza frequente da casa é outro cuidado importante, já que ajuda a reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Também é recomendável evitar que os animais sejam expostos à fumaça de cigarro e às queimadas.

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatosTempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos - Divulgação

Quando procurar um veterinário?

Durante os períodos de baixa umidade, os tutores devem observar mudanças no comportamento e na saúde dos pets. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais de alerta.

“Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta a especialista.

Com medidas simples de hidratação, controle do ambiente e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos animais durante o período de baixa umidade.

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