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Taylor Swift é acusada de propagar o racismo

Taylor Swift é acusada de propagar o racismo

BAND

04/09/2015 - 03h00
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Apesar de ter praticamente dominado do VMA deste ano, Taylor Swift está enfrentando problemas com sua nova música de trabalho. "Wildest Dreams" foi a quinta faixa do álbum 1989 a ganhar um clipe.

Gravado na África, o vídeo recebeu inúmeras acusações de propagar o racismo. De acordo com o tabloide britânico "Daily Mail", ele tem apenas um ou dois atores negros, que interpretam soldados e aparecem apenas ao fundo. Os atores são, em sua grande maioria, brancos.

O diretor da gravação, Joseph Kahn, afirmou que é uma história de amor, e por conta disso não segue uma "agenda política". No entanto, muitos haters na web consideraram o conteúdo como "lixo colonial".

Para Nico Lang, do "Daily Dot", o vídeo retrata pontos negativos do cinema hollywoodiano dos anos 50. "O vídeo quer ter seu romance old-school de Hollywood, mas acaba propagando o racismo old-school de Hollywood também. Só porque você está representando o passado, ou pagando respeito a ele, não significa que você precisa recriar seus piores aspectos", escreveu. Taylor ainda não se pronunciou sobre o assunto.



"Wildest Dreams" conta o drama de uma atriz de 1950 em cenas quentes com o seu parceiro na tela (Scott Eastwood). Ela gostaria que a relação entre eles fosse real, mas sabe que o caso de amor só pode fazer parte de seus sonhos mais loucos.

Saúde Correio B+

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular?

Na esteira da morte de fisiculturista, médico alerta para os efeitos colaterais dos esteroides, como infarto, AVC e infertilidade

30/05/2026 15h00

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular?

Você sabia que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular? Divulgação/Pinterest

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A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, com apenas 22 anos, reacendeu o alerta para o uso de esteroides anabolizantes para fins estéticos. Marco Aurélio Marins Aguiar, professor do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), médico e especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), ressalta que não existe dose segura de anabolizantes para ganho de massa muscular.

E adverte: a substância provoca efeitos colaterais severos, como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), infertilidade, entre outros. 

Influenciador digital e fisiculturista, Gabriel Ganley foi encontrado morto no dia 23/5. O jovem, que tinha 1,7 milhão de seguidores no Instagram e publicava conteúdo sobre musculação e preparação física, teve morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, quadro que pode ter sido causado pelo uso de anabolizantes.

O professor explica que essas substâncias têm a capacidade de promover o desenvolvimento celular ou tecidual e estão presentes naturalmente no corpo humano, mas ressalva:

"Entretanto, só podem ser prescritas em caso de deficiência hormonal comprovada, em doses fisiológicas de reposição para manter os hormônios em níveis normais”.

Aguiar esclarece que a prescrição de esteroides com a finalidade estética ou de ganho de massa muscular é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), conforme a resolução 2.333/2023:

"Vale lembrar que, muitas vezes, o uso de anabolizantes é feito em razão de um falso diagnóstico de deficiência hormonal, utilizando doses para manter os níveis hormonais mais elevados, mas sem a deficiência comprovada", comenta.

O endocrinologista explica que um hormônio natural que possui essa capacidade anabolizante é a testosterona, presente nos homens; nas mulheres, é o hormônio estrogênio.

Riscos

"Quando se fala em uso de substâncias anabolizantes com a finalidade estética, elas promovem um aumento da massa muscular em intensidade e velocidade muito maiores do que a obtida por meio da atividade física isoladamente”, explica.

Porém, quando utilizadas sem a indicação precisa de reposição hormonal masculina, podem causar efeitos adversos extremamente perigosos, que podem aparecer no curto e no longo prazo: risco aumentado de doenças cardiovasculares severas, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, além do risco aumentado do desenvolvimento de câncer, principalmente do fígado.

Há também riscos de mudança de humor, com maior tendência à irritabilidade e agressividade, além de calvície, acne, aumento da gordura no fígado, tanto em homens como em mulheres:

"Em homens, dentre os efeitos colaterais estão a atrofia dos testículos, infertilidade, aumento de mamas. Em mulheres podem ocorrer engrossamento irreversível da voz, aumento irreversível no tamanho do clitóris, atrofia das mamas, infertilidade”, cita o médico e professor da UMC.

Academia faz bem?

O docente ressalta que a musculação é uma excelente atividade física, que promove ganho ou manutenção da massa muscular, com consequente ganho na qualidade de vida, sendo indicada em qualquer idade, com a supervisão profissional. Mas alerta:

"Associada a exercícios aeróbicos, a musculação é uma excelente estratégia para manutenção da saúde, em geral. O que não pode ocorrer é a utilização de substâncias com riscos potenciais à saúde para acelerar e intensificar o processo de ganho muscular", conclui o endocrinologista.

Cinema Correio B+

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério

Entre exposições, fotografias inéditas e novas leituras sobre sua carreira, o centenário de Marilyn Monroe revela uma mulher muito mais complexa do que o mito que Hollywood criou

30/05/2026 14h00

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério Foto: Divulgação

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Se você acompanha minha coluna aqui no Caderno B+ já teve a oportunidade de ler, mais de uma vez, sobre Marilyn Monroe. De documentários, a biografias e listas. Sou fã. E como ela completaria 100 anos em 1º de junho de 2026, volto a ela com gosto.

Talvez seja significativo que, um século depois de seu nascimento, ainda pareça impossível falar sobre ela apenas como atriz. Sua carreira durou apenas 17 anos e ainda assim, poucas personalidades do século 20 permanecem tão presentes no imaginário coletivo como Marilyn.

Por isso, o centenário da atriz está sendo celebrado quase como um evento cultural global. Em Londres, Los Angeles, São Paulo e diversas outras cidades, exposições, retrospectivas e homenagens tentam revisitar uma pergunta que parece acompanhar Marilyn desde os anos 1950: quem ela realmente foi?

As comemorações chegaram também ao Brasil. Em São Paulo, o MIS apresenta Marilyn Monroe Lost Shots, reunindo fotografias realizadas por Allan Grant poucos dias antes de sua morte. No Rio de Janeiro, o Estação NET Gávea promove uma retrospectiva com alguns dos filmes mais importantes de sua carreira.

Na National Portrait Gallery, em Londres, a mostra Marilyn Monroe: A Portrait reúne trabalhos de fotógrafos como Richard Avedon, Cecil Beaton, Eve Arnold, Milton Greene, Philippe Halsman e Sam Shaw. O objetivo não é apenas exibir rostos famosos ou imagens icônicas, mas investigar a construção de uma persona pública que continua fascinando gerações inteiras.

Mas talvez a homenagem mais reveladora esteja em Los Angeles. No Academy Museum, a exposição Marilyn Monroe: Hollywood Icon tenta desmontar uma leitura que acompanhou a atriz durante décadas: a da mulher passiva, vítima da indústria e prisioneira da própria beleza.

Ali estão figurinos, contratos, roteiros anotados, correspondências, objetos pessoais e peças históricas como o vestido rosa de Os Homens Preferem as Loiras e o célebre vestido branco de O Pecado Mora ao Lado. O que emerge desse material é uma figura muito mais interessante do que a caricatura da “loira ingênua” eternizada pela cultura popular.

A exposição mostra uma mulher que enfrentava executivos de estúdio, exigia aprovação de ensaios fotográficos, participava das decisões sobre figurinos e foi uma das primeiras atrizes a criar a própria produtora em Hollywood.

Uma artista que compreendia não apenas o próprio talento, mas também o valor econômico e simbólico da imagem que ajudava a construir.

Centenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistérioCentenário de Marilyn Monroe: Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério - Divulgação

Talvez essa seja uma das razões pelas quais Marilyn continua despertando interesse muito além do cinema.

Ela viveu em uma época que não possuía o vocabulário contemporâneo para discutir autonomia feminina, construção de imagem, saúde mental ou objetificação. Ainda assim, enfrentou todas essas questões. Falou abertamente sobre terapia quando isso ainda era considerado um tabu.

Questionou executivos poderosos. Defendeu escolhas que poderiam destruir carreiras na Hollywood dos anos 1950. Quando surgiu o escândalo envolvendo fotografias nuas feitas anos antes de sua fama, recusou-se a negar sua participação, mesmo pressionada pelo estúdio. “Eu precisava do dinheiro”, respondeu. “Não tenho vergonha disso.”

A frase continua surpreendentemente moderna.

Ao longo dos anos, o mito acabou obscurecendo a pessoa. A narrativa da mulher trágica muitas vezes se sobrepôs à da profissional inteligente. A da vítima eclipsou a da estrategista. A da fantasia apagou a da criadora. Talvez por isso o centenário seja tão interessante.

As exposições não estão tentando apenas celebrar Marilyn Monroe. Estão tentando recuperar partes dela que ficaram escondidas sob décadas de projeções coletivas. A mulher que surge dessas homenagens não é apenas a loira platinada congelada em imagens famosas.

É alguém que entendia profundamente o funcionamento de Hollywood e aprendeu a negociar seu espaço dentro de um sistema que raramente oferecia poder às mulheres. E, mesmo assim, nenhuma dessas iniciativas parece resolver completamente o enigma, porque Marilyn continua ocupando um lugar singular na cultura popular e o mundo ainda não consegue deixá-la para trás.

Cem anos depois de seu nascimento, continuamos olhando para Marilyn Monroe da mesma forma que a câmera parecia olhar para ela: incapazes de desviar os olhos por muito tempo.

E talvez porque, no fundo, ela nunca tenha sido apenas uma estrela de cinema. Marilyn Monroe se tornou a própria fantasia de Hollywood sobre si mesma e um dos grandes mistérios que o século 20 deixou para o século 21 tentar compreender.

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