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The Rip: Thriller Policial de Matt Damon e Ben Affleck

Inspirado em fatos reais, o thriller da Netflix aposta na química da dupla para sustentar um jogo moral denso, ainda que previsível

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Inspirado em uma história real envolvendo uma grande apreensão de dinheiro em Miami, The Rip se apresenta como um thriller policial clássico, desses em que a dúvida moral é mais importante do que o mistério em si.

Dois policiais encontram uma fortuna em circunstâncias ambíguas e precisam decidir até onde vão a lealdade, o silêncio e a própria ética. O crime é o motor, mas o filme deixa claro desde cedo que seu verdadeiro interesse está menos na investigação e mais nos homens que precisam conviver com suas escolhas.

Na prática, The Rip funciona como um veículo consciente para dois amigos e parceiros que, há décadas, tomaram as rédeas do próprio negócio em Hollywood. Matt Damon e Ben Affleck já não precisam provar talento, carisma ou relevância.

Ambos se tornaram astros por conta própria, vencedores de prêmios, produtores influentes e figuras respeitadas dentro e fora das telas. O filme entende isso e se estrutura a partir dessa bagagem compartilhada, usando a história real quase como um pretexto para colocá-los frente a frente em um registro mais maduro, mais pesado e menos interessado em charme imediato.

O cinema sempre foi fascinado por duplas masculinas. Da comédia ao drama, da ação ao buddy movie clássico, há algo na dinâmica entre dois homens que permite explorar rivalidade, afeto, poder e silêncio com uma intensidade particular.

Ainda assim, é curioso como Damon e Affleck exploraram pouco esse potencial comercial ao longo dos anos. Desde o impacto cultural de Gênio Indomável, eles dividiram créditos criativos, mas raramente dividiram a cena de forma tão frontal. Vê-los agora, mais velhos, carregando um filme denso e moralmente ambíguo, soa como uma boa notícia em teoria.

E, em parte, é mesmo. A química entre os dois é inegável. Há uma naturalidade nos diálogos, nos olhares e nos conflitos que não pode ser fabricada por roteiro algum. O filme acerta ao confiar nessa relação e permitir que boa parte da tensão venha do que não é dito.

A dúvida construída ao longo da narrativa funciona, ainda que, para quem conhece bem o gênero, seja possível identificar os culpados muito cedo. Eu matei o mistério de cara. Isso, no entanto, não invalida completamente a experiência, porque o interesse não está exatamente em quem trai quem, mas em como cada personagem racionaliza suas escolhas.

The Rip também entende bem o ritmo do thriller contemporâneo. Há viradas suficientes para manter o espectador engajado, reconfigurações constantes de alianças e pequenas revelações que impedem o filme de se tornar monótono.

A construção da dúvida é eficaz, mesmo quando previsível, e o roteiro demonstra consciência de que o público já conhece as regras desse tipo de história. O problema é que, ao se apoiar demais nessas convenções, o filme raramente arrisca algo que realmente desestabilize.

O resultado é um filme sólido, bem interpretado e tecnicamente competente, mas que parece sempre a um passo de algo maior que nunca se concretiza totalmente. Como thriller policial, entrega o que promete. Como estudo de personagens, sugere mais do que aprofunda.

E como encontro cinematográfico entre Matt Damon e Ben Affleck, funciona quase como um lembrete do que eles poderiam explorar mais vezes se quisessem transformar a parceria em algo recorrente, e não apenas ocasional.

No fim, The Rip não se impõe como um clássico do gênero, mas se sustenta pelo peso de seus protagonistas e pela eficiência de sua construção. Um filme que entende que o cinema adora duplas e aposta nisso com inteligência, ainda que sem ousadia suficiente para sair do território seguro.

diálogo

O jogo político é pesado e os interesses a serem atendidos são muitos...Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo deste sábado (21) e domingo (22)

21/03/2026 00h02

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Raquel Naveira - poeta de ms

"Sou professora e poeta. Não exatamente nessa ordem. 
Preciso acelerar minhas obras, cobrir folhas e folhas com letras 
e símbolos, retirar desvios e vaidades da caminhada peregrina”.

Felpuda

O jogo político é pesado e os interesses a serem atendidos são muitos, menos o da população. Assim, o que se vê são articulações para que a CPMI do INSS, criada para investigar a roubalheira de bilhões de reais dos aposentados, seja “sepultada”. O mais interessante, para não dizer outra coisa, é que alguns parlamentares cá dessas bandas que vociferaram contra os envolvidos, divulgando a performance nas redes sociais, tomaram um chá de sumiço. É bom que essa galerinha não se esqueça que confiança popular tem prazo de validade. Aí...

Com a finalidade de recuperar os recifes de corais de Porto de Galinhas (PE), uma das mais belas praias do Nordeste brasileiro, é que surgiu a Biofábrica de Corais. A startup pernambucana atuaem uma plataforma flutuante, com biólogos marinhos que trabalham na restauração do ecossistema da região, e proporciona a visita dos turistas para ajudar nessa tarefa.

Segundo informações da Agência Sebrae, o passeio dura aproximadamente três horas e possibilita aprender sobre os recifes de corais e colocar a mão na massa – dando aos turistas a oportunidade de serem das poucas pessoas do mundo a plantarem um coral. Além disso, a empresa de biotecnologia permite a adoção de um coral pelo período de um ano para acompanhar o seu crescimento. A iniciativa da Biofábrica de Corais já é conhecida internacionalmente. 

A experiência integra o projeto Feel Brasil, uma vitrine global com 101 experiências turísticas em 61 municípios brasileiros

Dr. Thalis Bolzan, Neusa Silveira, Dr. Luíz Carlos Silveira e Eduardo Leite
Nilzângela e Juarez Avelar com Raquel Naveira

Alô

Quem está “unha e dedo” com o presidenciável Flávio Bolsonaro é o presidente do PL em MS, ex-governador Reinaldo Azambuja. Ambos têm mantido interlocução constante e, inclusive, discutem estratégias com os demais integrantes da cúpula nacional, para o avanço da corrida presidencial junto à população. Vale lembrar que Azambuja tem as bênçãos de Bolsonaro no comando da sigla no Estado.

Barrando

Está tramitando na Câmara dos Deputados o projeto que proíbe a concessão, a renovação e a manutenção de porte ou posse de arma de fogo para pessoas com histórico de violência contra mulheres, crianças ou adolescentes. Pelo texto, a restrição se aplica a indivíduos condenados por decisão judicial transitada em julgado e também àqueles que são alvo de medidas protetivas de urgência vigentes com base na Lei Maria da Penha.

Queixas

O Procon-MS divulgou o cadastro de reclamações fundamentadas. Foram 12.811 (55,75%) queixas de pessoas sobre produtos ou serviços, que, após análise técnica e comprovação, resultaram em 6.445 reclamações. Os dados completos podem ser consultados no site procon.ms.gov.br.O Procon-MS divulgou o cadastro de reclamações fundamentadas. Foram 12.811 (55,75%) queixas de pessoas sobre produtos ou serviços, que, após análise técnica e comprovação, resultaram em 6.445 reclamações. Os dados completos podem ser consultados no site procon.ms.gov.br.

Aniversariantes

SÁBADO (21)

  • Betina Kirst,
  • Bento Adriano Monteiro Duailibi, 
  • Ana Christina Lopes Puccini,
  • Maurício Antonio Quarezemin, 
  • Adeildo Geronimo Pereira,
  • Lúcia Maria Longen Morais, 
  • Mário Norio Monomi,
  • Renato Paganni,
  • Gilberto Gomes de Almeida,
  • Ivando Bento Grisoste da Silva,
  • Geraldo Francisco Martins Almeida,
  • Jussara Santos Meguerian, 
  • Dr. José Oscar de Souza, 
  • Almirao Rotta, 
  • Maria do Socorro Silva,
  • Evandro Tobias,
  • Nícolas Henrique Cárdenas, 
  • Eledir Barcelos de Souza, 
  • Maria de Fátima Soalheiro, 
  • Marcos Betoni, 
  • Bento Souza Porto,
  • Maria de Fátima Moreira 
  • de Souza e Silva,
  • Rosilene Ferreira Rangel Fernandes,
  • Helio Rodrigues Junior,
  • Miriam Telesca Bigolin, 
  • Dr. Carlos Roberto Dias, 
  • Firmino Bento Pessoa,
  • Ricardo Amorim de Oliveira de Souza,
  • Ailton Sanches, 
  • Orestes Godoy,
  • Adriana Corrêa de Souza,
  • Greice de Oliveira Mafra, 
  • Sibele Fernanda Prado da Silva,
  • Maria José Amaral, 
  • Maria Nogueira de Morais, 
  • Yassuo Kasai, 
  • Rodolfo Afonso Loureiro de Almeida, 
  • Wanda Martins Dias, 
  • Maeli de Medeiros Martins, 
  • Eloisa Helena Castilho Nunes Matos, 
  • Maria Clara Marques, 
  • Ivone Araújo Barros Abes, 
  • Vilma Teixeira de Mello, 
  • Silvia Maria de Araújo Carvalho,
  • José da Silva Maia, 
  • Bento Rodrigues de Oliveira, 
  • Nedson Pereira da Silva, 
  • Regina Betiz da Silva Almeida, 
  • Marty Medeiros,
  • Ana Célia Gerotti, 
  • Sérgio Bento Mestriner, 
  • Júlio José Pereira Forte dos Santos Pigoretti, 
  • Erick Rodrigues Terra, 
  • Jair Roberto Barg, 
  • Fernando Rodrigues Sadakane,
  • Miraci Pereira Kamachi,
  • unézia Barbosa, 
  • Ayrton José Lourenço, 
  • Adelaide Melo Nogueira, 
  • Carlos Benevides, 
  • Waldir Rogério Benetti Filho,
  • Eva Martins Costa,
  • Fabiano Brandão Freitas, 
  • Rogélio Rosa, 
  • Birilo de Castro, 
  • Rosimary Gomes de Arruda Carraro,
  • Mara Regina Cardoso Benites Lima, 
  • Elice Ferreira Giacomeli,
  • Roney Bento Alves Ribeiro,
  • Dulce Ribeiro Tabone,
  • Maria Rita do Amaral Camargo Honda, 
  • Júlio César Pinto de Arruda,
  • Maria Raquel Garcia 
  • de Lacerda Azevedo,
  • Renata Machado Fonseca.

DOMINGO (22)

  • Pe. Antonio Ribeiro Leandro, 
  • Fátima Deolinda Domingues Medeiros, 
  • Caroline Siufi,
  • Walfrido Ferreira de Azambuja Junior, 
  • Marli Vavas, 
  • Lucimar Couto, 
  • João Antonio de Lima,
  • André Luis Xavier Machado,
  • Divino José Sonchine Pereira,
  • José Leonel dos Santos,
  • João Evangelista Candido Teodoro,
  • Estevão Antônio Petrallas,
  • José Carlos de Campos Maciel,
  • Luiz Hernani Pinheiro,
  • João Batista Xavier,
  • Marineide Rodrigues da Silva,
  • Lizandra Petinari, 
  • Milto Schulz, 
  • João Olegário Figueiredo,
  • Dra. Andrea Calepso Paludo,
  • Assaf Jorge Nesrala Filho,
  • João Alexandre,
  • Vania Luisa Rodolfo Toledo,
  • Vitorino da Rosa Lima,
  • Noeli Deiss, 
  • José Antônio Assad e Faria,
  • Cecília Hojaij Carvalho Figueiredo Dobashi, 
  • Ari Paes Corrêa, 
  • Ivana Costa Nasser,
  • Cyrilo Bento da Costa,
  • Moacir Gaia Junior,
  • Marta Contini,
  • Hiroko Mori,
  • Maura Rodrigues dos Santos,
  • Zulmira Maia Freitas,
  • Eleuza Ferreira Duarte,
  • Fernando Luiz Alves Ribeiro,
  • Clélio Costa,
  • José Carlos Gomes,
  • Rosa Miyasato Alves,
  • Deolina Souza de Oliveira,
  • Antônio José Corrêa da Costa,
  • Laura Jane Moreira Santiago,
  • Ney Barbosa,
  • José Carlos Nogueira de Jesus,
  • José de Freitas,
  • Jussara Oliveira da Silva,
  • Moacyr da Silva Junior,
  • Josué da Silva Moraes,
  • Irene Zandonadi Silva,
  • Janes Maria Corrêa Coelho,
  • Ana Verde Selva,
  • Maria Vera Lúcia da Silva Gomes,
  • Dr. Umberto Inácio Cardoso,
  • Cássia Venize Vilanova Veras,
  • Vanessa Pereira Ranunci,
  • Dr. Edmundo José de Souza,
  • Carlos Alberto Bandeira Oliver,
  • Celso Emidio Tormena,
  • Tereza Oshiro,
  • Silvano Jean Franco Guizzo,
  • Eduardo Branches Formiguieri, 
  • Vivian Cristiane Krajeweski de Albuquerque,
  • Darci Cunha, 
  • João Atílio Mariano,
  • Ari Antonio Tieppo,
  • Valdemar Favareto,
  • Márcia Regina Teixeira Minari,
  • Maria Lázara Messias Rampelotti,
  • Valeria Saes Cominale,
  • Clemente Bazan Hurtado Neto,
  • Magida Hazime,
  • Jordachy Massayuky Alencar Ohira,
  • Nataly Bortolatto.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS

Patente do Ozempic cai hoje e abre caminho para genéricos no Brasil

Fim da exclusividade da semaglutida deve reduzir preços, estimular concorrência e facilitar entrada do medicamento no SUS

20/03/2026 09h30

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A partir de hoje, um dos medicamentos mais populares no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente conhecido também pelo uso no controle de peso entra em uma nova fase no Brasil.

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, chega ao fim após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que optou por não prorrogar a proteção exclusiva da fórmula no País.

Na prática, a medida abre o mercado para a produção de versões genéricas e similares, o que pode impactar diretamente o preço e o acesso ao tratamento.

Até então, a farmacêutica Novo Nordisk detinha exclusividade na fabricação e comercialização da semaglutida. Com o término da patente, outras empresas passam a ter autorização para desenvolver medicamentos com o mesmo princípio ativo, desde que cumpram as exigências regulatórias.

Em 2025, a Anvisa passou a priorizar as análises para liberação das canetas para empresas nacionais. Por isso, o primeiro registro da semaglutida no Brasil pode sair ainda no fim de maio, com as farmacêuticas Àvita Care, EMS e Megalabs à frente na corrida.

A pressa das empresas se dá para garantir a conquista de um mercado que movimentou R$ 10 bilhões com as canetas emagrecedoras no último ano e promete movimentar R$ 15,6 bilhões em 2026.

QUEDA DE PREÇOS

Um dos efeitos mais esperados com a quebra da exclusividade é a redução no preço. Atualmente, a caneta de Ozempic pode custar cerca de R$ 1.000, valor que limita o acesso de muitos pacientes. Especialistas do setor farmacêutico apontam que, com a entrada de novos fabricantes, o preço pode cair entre 30% e 50% ao longo dos próximos anos.

Esse movimento segue uma lógica já observada com outros medicamentos: quanto maior a concorrência, menor tende a ser o custo final para o consumidor.

No entanto, essa redução não deve acontecer de forma imediata ou uniforme. Fatores como escala de produção, logística e estratégia comercial das empresas influenciam diretamente no valor final nas farmácias.

PRODUÇÃO NACIONAL

A expectativa em torno da quebra da patente já mobiliza o setor farmacêutico. Empresas brasileiras e multinacionais estão em uma espécie de “corrida industrial” para lançar suas próprias versões da semaglutida.

Parcerias para produção local também começam a ser estruturadas, o que pode fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de importações.

Além disso, a produção local tende a facilitar a distribuição do medicamento e, potencialmente, acelerar sua chegada a diferentes regiões do País. Ainda assim, o processo exige investimentos em tecnologia e infraestrutura, especialmente por se tratar de um medicamento biológico complexo.

Por fim, a chegada dos genéricos às farmácias ainda depende da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, diversos pedidos de registro de versões da semaglutida estão em fase final de análise.

A agência é responsável por avaliar a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos antes de autorizar sua comercialização. Esse processo pode levar meses, o que significa que os consumidores podem não ver mudanças imediatas nas prateleiras.

No caso de medicamentos biológicos, como a semaglutida, as versões alternativas são conhecidas como biossimilares – produtos altamente semelhantes ao original, mas não idênticos, exigindo estudos mais complexos para comprovação de equivalência.

IMPACTO NO SUS

Outro ponto central da discussão é o impacto da quebra da patente no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a tendência de redução de preços, cresce a possibilidade de o SUS incorporar a semaglutida em suas políticas de tratamento.

Hoje, o acesso ao medicamento pelo sistema público é limitado, principalmente em razão do alto custo. Com versões mais baratas disponíveis, o cenário pode mudar, ampliando o tratamento para pacientes com diabetes tipo 2 e, eventualmente, obesidade – duas condições que representam desafios crescentes para a saúde pública no Brasil.

A inclusão no SUS, no entanto, depende de avaliações de custo-benefício e da incorporação oficial por órgãos responsáveis, como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Decisão do STJ

Em janeiro, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não prorrogar o prazo de vigência das patentes dos medicamentos Ozempic e Rybelsus, ambos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e também no controle do peso corporal.

A ação foi movida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, em conjunto com a Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

As empresas alegaram demora na análise dos pedidos de patente e solicitaram o reconhecimento da chamada “mora administrativa”, com a consequente extensão do prazo de exclusividade.

O pedido, no entanto, já havia sido negado nas instâncias anteriores. Os tribunais entenderam que, após o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) nº 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficou estabelecido que a validade das patentes de invenção no Brasil é de 20 anos, contados a partir do depósito do pedido no Inpi, sem possibilidade de prorrogação judicial em razão de atrasos administrativos.

Ao analisar o caso, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) destacou que a Constituição Federal prevê a exploração exclusiva de invenções por prazo determinado.

Segundo a Corte, eventuais usos indevidos por terceiros podem gerar direito à indenização desde a data do depósito do pedido, o que não altera o limite temporal da patente.

No recurso ao STJ, as farmacêuticas voltaram a argumentar que houve demora excessiva por parte do Inpi na tramitação dos processos e pediram a extensão das patentes por mais 12 anos.

As empresas também defenderam que o direito à indenização não substitui o período de exclusividade garantido pela patente e que o Estado deve reparar os prejuízos causados pela demora administrativa.

Apesar dos argumentos, a 4ª Turma do STJ manteve o entendimento das instâncias anteriores e rejeitou o pedido de prorrogação das patentes.

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