A 24ª edição do Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte, promovido anualmente pelo sindicato rural de Campo Grande, acontece hoje, dia 18. E o tema central em discussão é: Com o foco na Sustentabilidade da Produção Agropécuária.
Mas vários outros temas ligados à produção e tecnologia voltada para a carne bovina estarão em pauta no evento. Entre esses temas estão a governança e sucessão familiar, o mercado nacional e internacional para a carne, o Código Florestal Brasileiro, o confinamento e a sustentabilidade na produção agropecuária. O evento começa às 7:30 horas e faz parte da programação de palestras da 73ª Expogrande, que acontece de 14 a 24 de abril.
Eduardo Riedel, presidente da Famasul e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, vai ministrar uma palestra sobre a sucessão familiar na área rural, fator que permeia as discussões entre os seus membros e pode afetar a perspectiva de continuidade dos estabelecimentos rurais ao longo das gerações e seus elementos que influenciam mudanças. Também vai falar sobre a governança, algo que converte para a necessidade de novos enquadramentos sociais, como uma forma de se ter melhor compreensão das transformações contemporâneas das comunidades rurais.
É impossível falar em carne bovina brasileira, sem falar em exportações e mercado interno. “O produtor rural precisa conhecer este mercado e ficar atento ao que acontece internamente e, também na venda de outros tipos de carnes. O fato é que tudo está interligado”, disse João Pedro Cuthi Dias, consultor da BM&FBovespa, convidado que vai palestrar sobre os mercados da carne bovina.
O Código Florestal Brasileiro, resultado do relatório do deputado federal pelo PC do B/SP, Aldo Rebelo, será o tema abordado pelo zootecnista Ocimar Vilela. “Durante a palestra vamos analisar o tema, não só pelos aspectos ambientais, mudanças climáticas, conservação, mas principalmente do ponto de vista da produção rural, da segurança alimentar e a importância para um país que tem na produção de commodities um dos seus fortes econômicos e porque é fundamental este debate acontecer sem paixões”, disse Vilela.
A utilização e instalação de confinamento é a abordagem da palestra que será ministrada pelo médico veterinário e consultor de negócios pecuários, Rodrigo Spengler. “O confinamento é uma atividade que está crescendo, cada vez mais o interesse é maior e o médio e o pequeno produtor podem também estar inserido neste tipo de negócio”, explicou.
A sustentabilidade será tratada de forma específica para a pecuária de corte brasileira, de forma que o produtor rural possa se visualizar e se integralizar, juntamente com sua propriedade e colaboradores, ao processo. Este é o contexto da palestra de Cláudio Maluf Haddad, engenheiro Agrônomo, doutor em Solo e Nutrição de Plantas pela Esalq. O professor Haddad vai debater os aspectos da sustentabilidade focada na produção pecuária. “Dentro deste universo há diversas práticas que não possuem custo ou necessidade de investimento e que melhoram de forma efetiva a relação do homem com o campo. É apenas uma questão de rompimento com o que se fazia, cultural”, disse Haddad.
O encontro conta também com a palestra “Aspectos e Exigências do Trabalho no Campo”, a NR 31. O tema será abordado pelo engenheiro agrônomo, instrutor do Senar-MS e especialista em Segurança no Trabalho, Alberto Ribeiro de Almeida Cunha Soares. A exigência de EPI – Equipamentos de Proteção Individual tem preocupado a classe patronal rural.
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Encontro debate tecnologias para pecuária
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