A preocupação do governo brasileiro quanto à sanidade animal na fronteira não se restringe ao Paraguai. As ações se estenderam também a Corumbá na divisa com a cidade boliviana de Puerto Suarez, de acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Henrique Marques. As autoridades sanitárias brasileiras temem que animais paraguaios possam chegar a Mato Grosso do Sul através do território boliviano. “Vamos investigar isso”, adiantou Marques.
Segundo o diretor, o objetivo é intensificar as defesas brasileiras e evitar a entrada irregular de gado dos países vizinhos. Ele conta que as fiscalizações na fronteira boliviana foram reforçadas desde o início deste mês e, da mesma forma como ocorre nas divisas com as cidades paraguaias, há força-tarefa realizada por fiscais do Mapa, da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e de homens do Exército.
As propriedades corumbaenses, que estão na região de fronteira, também serão vistoriadas, como já acontece com as que estão na divisa com cidades paraguaias. A fiscalização se estende por toda a linha de fronteira numa abrangência de 15 quilômetros de cada lado, informou Marques.
Conforme ele, em princípio, toda propriedade pode oferecer risco sanitário. No entanto, algumas reúnem características que tornam os riscos iminentes. “São aquelas que comercializam muitos animais dos países vizinhos, estendem-se dos dois lados da fronteira e têm históricos de não vacinação, por exemplo”, listou.
As fiscalizações na fronteira paraguaia também estão reforçadas. Na semana passada, em Ponta Porã, Brasil e Paraguai definiram série de ações conjuntas.