Economia

Até fim de março

Remédios ficam até 6,3% mais caros

Remédios ficam até 6,3% mais caros

Redação

13/03/2013 - 00h00
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O preço de alguns medicamentos pode subir até 6,31% a partir de 30 de março, segundo estimativa da indústria farmacêutica. Na média, o reajuste deve ficar em 4,59%. A CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) publicou no "Diário Oficial" de ontem a fórmula que será usada para definir os percentuais-limite de reajuste das categorias de medicamentos -são três, que variam de um cenário de maior competição (onde há mais genéricos) para um de pouca competição.

A expectativa agora é que, até dia 30, a CMED oficialize os percentuais de reajuste -aumento que pode demorar até três meses para ser percebido nas farmácias pelo consumidor.
Com base na fórmula apresentada ontem e com o recente resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a indústria estimou os aumentos que serão autorizados: 6,31% para a categoria com maior concorrência, 4,51% para a intermediária e 2,70 para a com quase nenhuma concorrência.

Se todos os produtos forem reajustados segundo o teto permitido, o reajuste médio seria de 4,59%, calcula o setor.

Representantes de indústria dizem, no entanto, que o reajuste máximo não vem sendo praticado por conta do alto grau de concorrência. Assim, o reajuste pode até ser incorporado ao preço, mas há descontos e o preço final acaba sendo mais baixo.

Impostos
Representantes da indústria criticaram a manutenção do patamar de impostos do setor. Eles estimam que, em um cenário sem tantos impostos, em vez de haver reajustes de 2% a 6%, seria possível ter uma redução de 6% a 10% nos preços dos remédios.

"No mesmo dia em que se fala que o "foie gras" vai ser desonerado, sai a fórmula do reajuste dos medicamentos -que poderiam ter um preço menor se fossem comparados ao "foie gras"", disse Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

Inflação
Apesar de questionamentos sobre se o governo poderia oficializar um reajuste menor que o estimado ou atrasar o reajuste previsto para o dia 30, integrantes do setor dizem não acreditar nessa possibilidade, já que os reajustes reais dos remédios têm sido inferiores à inflação de forma geral. Em março de 2012, os aumentos autorizados pela CMED foram 5,85% no grupo de maior concorrência e 2,80% no intermediário e uma redução de preços de 0,25% na categoria com menor competição.

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