Economia

ECONOMIA

Preço de combustíveis no Brasil é 'justo', diz presidente da Petrobras

Segundo Bendine, os valores praticados estão dentro da média do mercado mundial

Redação

28/04/2015 - 18h32

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, classificou de "justo" o atual preço dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, os valores praticados estão dentro da média do mercado mundial, com exceção dos Estados Unidos, e são praticados conforme os custos e margens operacionais da companhia.

Bendine participa desde 10h30 de audiência pública em conjunto das comissões de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos. Ele dá explicações aos senadores sobre a atual situação econômica da petrolífera.

O executivo explicou que os americanos operam num quadro volátil, com preços mudando constantemente nas bombas, o que não acontece no Brasil, que adota um modelo mais estável.

— Nossa gasolina não é tão mais cara, quando se compara em unidades de dólar, ao do mercado em geral, como o europeu [...] Hoje estamos numa condição justa de colocação de preços de derivados e não temos perspectiva de volatilidade em relação a isso — afirmou.

Dívidas

Aldemir Bendine reconheceu que atualmente a Petrobras trabalha com nível de endividamento acima do ideal. São R$ 351 bilhões de dívida bruta. Para quitar seus compromissos, informou, a companhia precisaria operar por cinco anos. A direção quer baixar este período para 2,5 anos.

Prejuízos

Parte do prejuízo de R$ 21 bilhões anunciado pela companhia, segundo Bendine, foi causado pela desvalorização cambial e pela queda no preço do barril de petróleo. Ele lembrou que o barril chegou a US$ 114 em meados de 2014, caindo para menos de US$ 50 no fim do ano. Para 2015, a empresa trabalha com o barril na casa dos US$ 70 e com o dólar a R$ 3,30.

O presidente da estatal informou ainda que a atual diretoria assumiu em 9 de fevereiro e, desde então, vem trabalhando dar credibilidade à companhia. Os próximos desafios, segundo ele, são a elaboração do novo planejamento estratégico, que deve estar concluído nos próximos 40 dias, e a reorganização administrativa da empresa, baseada numa nova governança.

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