Seis meses após ser sancionada lei municipal que cria o Corredor Gastronômico Turístico e Cultural do Bairro Vilas Boas, dobrou o número de empreendimentos instalados na região e a procura por pontos comerciais continua aquecida, com a previsão de pelo menos mais duas lanchonetes serem inauguradas no próximo semestre. Em meio ao “boom” econômico ocorrido na avenida — são ao todo 52 estabelecimentos cadastrados pelo Grupo de Apoio e Sustentabilidade da Avenida Bom Pastor, 27 a mais que no fim do ano passado e 66% deles pertencentes ao ramo de alimentação, carro-chefe do corredor — , quem investe na região espera agora por ações de ordenamento viário e urbanístico, que por enquanto permanecem apenas em fase de projeto.
“A criação do Corredor impulsionou bem o comércio. As pessoas estão procurando pontos, alugando, construindo. O empresário está trabalhando, temos nos reunido com as instituições, está havendo boa vontade, mas o poder público ainda não está preparado para vir com as medidas esperadas, eu diria mais pela própria situação econômico-financeira dos governos, que está muito difícil”, avalia o presidente do Grupo de Apoio e Sustentabilidade da Avenida Bom Pastor, Orestes Moraes Godoi, o Batuta.
Ouvida pelo Correio do Estado, a superintendente de Fomento ao Turismo, à Ciência e à Tecnologia da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia (Sedesc), Maria do Carmo Portocarrero Petelinkar, informou que atualmente o foco é trabalhar no desenvolvimento do comerciante instalado no Corredor Gastronômico à época da sanção da lei. “Já entramos na fase da capacitação e regularização ambiental, a organização do território propriamente dito, que são as intervenções que deverão ocorrer lá e a capacitação, porque eles precisam ter capacidade de atendimento, sem perder a qualidade. A nossa preocupação é que se chegar um ônibus com 80 pessoas e todos se sentarem no Espetinho, por exemplo, o primeiro e o último espetinho servido seja igual, tão bom quanto. É uma grande preocupação, e aí entram a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) na capacitação”, mencionou.
*A reportagem de, Daniella Arruda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.