As micro e pequenas empresas (MPE) lideraram a geração de empregos em janeiro, criando aproximadamente 195,6 mil vagas, o que corresponde a cerca de 75% do total de 260.353 empregos formais registrado no mês, conforme os do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Este é o sétimo mês consecutivo em que os pequenos negócios lideraram a geração de postos de trabalho no país.
De acordo com a consultora Ana Paula Soares, os setores que mais abriram oportunidades de trabalho foram: vestuário, promoção de vendas, lanchonetes, bares, restaurantes e serviços domésticos. Em janeiro, a Região Centro-Oeste apresentou o maior saldo – 17,26 novas vagas geradas a cada mil empregados, fechando janeiro com 55.795 empregos.
Os pequenos negócios lideraram a geração de postos de trabalho no Brasil em janeiro. O saldo positivo das MPEs correspondeu a 75% de todos as 260,3 mil vagas criadas ao longo do mês.Os setores que mais contribuíram para os saldos positivos foram: serviços, indústria de transformação e construção.
Conforme dados do Portal do Empreendedor, Mato Grosso do Sul contabilizava 158.658 empreendedores ativos no ano passado. Em 2020, foram registrados 35.605 novos microempresários, o maior número registrado na última década.
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A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, explica que o crescimento no número de empreendedores em Mato Grosso do Sul se deu pela necessidade de novas formas de renda e em decorrência do cenário de demissões causado pela pandemia da Covid-19.
“A pandemia influenciou diretamente na necessidade de empreender e ter novas opções de renda. O MEI passou a ser mais do que uma oportunidade de geração de emprego, muitas pessoas ficaram desempregadas e viram na pandemia uma oportunidade de mudança".
"É muito natural que em momentos de crise ou de instabilidade econômica as pessoas busquem empreender para suprir a demanda, explorar questões de criatividade e encontrar oportunidades”, explica a economista.