Economia

CUSTO DE VIDA

Aneel deve reduzir conta de luz em até 2,5% em Mato Grosso do Sul

Redução no valor da conta está prevista para ser anunciada hoje, e ocorre pelo tributo pago duplamente pelo consumidor nos últimos anos e corrigido por lei

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AA Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve reduzir na próxima terça-feira em até 2,5% a tarifa de energia elétrica dos 1,084  milhão de consumidores atendidos pela Energisa-MS. 

A diminuição na conta de luz  vai ocorrer por causa da aplicação da Lei nº 14.385/2022 que determina a a devolução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado indevidamente da base de cálculo do PIS/Cofins na conta de energia.

Esta alteração na conta de luz era para ser aprovada pela diretoria da Aneel no dia 13 deste mês, em reuniçao pública, entretanto a decisão foi adiada porque a Receita Federal ainda não havia autorizado a concessionária a utilizar R$ 540,9 milhões cobrados indevidamente dos consumidores em anos anteriores. 

A liberação dos recursos ocorreu no dia 20.

Deste total, R$ 101 milhões já foram abatidos no cálculo do reajuste da tarifa no mês de abril deste ano para evitar que o aumento à época fosse maior que os 18,16% que acabou sendo aplicado.

Esta conquista foi possível depois da atuação do  Concen-MS (Conselho dos Consumidores da Energisa-MS), que negociou com a Aneel e a Energisa após a entidade obter decisão do juiz da 4ª Vara Federal de Campo Grande, Pedro Pereira dos Santos, reduzindo em R$ 200 milhões o impacto do RTA (Reajuste Tarifário Anual) para consumidores da Energisa MS. 

O valor abatido acabou ficando em R$ 101 milhões. O valor evitou que a aumento fosse três pontos percentuais a mais.

Agora, com a entrada em vigor da Lei nº 14.385/2022, que determina a a devolução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado indevidamente da base de cálculo do PIS/Cofins na conta de energia, a Aneel começou a fazer a revisão das tarifas que aumentaram este ano. 

No último dia 13 reduziu entre 0,5% a 5,34% a tarifa de 10 concessionárias.

A definição da tarifa da Energisa-MS ficou para a próxima terça-feira (26), quando a Aneel decidirá o percentual da redução. Estudo do Concen-Ms estima que o percentual será entre 1,5% a 2,5%. 

De acordo com a presidente da entidade, Rosimeire Costa, “a metodologia (do estudo) foi pensada em cima do que já foi homologado para as outras concessionárias. Mas não temos dados concretos. Mas deve ficar mais próximo dos 1,5%”, explicando que o assunto foi tratado em reunião do Conselho na tarde da última sexta-feira (22).

A presidente do Conselho ressalta que a devolução se dará em cinco anos, mitigando os refeitos de reajustes tarifários anuais, conforme definido após consulta pública da Agência. 

Mais redução

No mês passado, o Concen apresentou uma solicitação ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul para que sejam  mantidas as isenções vigentes e o Estado retire mais dois pontos percentuais da alíquota do tributo. A iniciativa ocorreu a partir da sanção da Lei Complementar 194, que trata do teto entre 17% e 18% para a energia elétrica e outros bens essenciais.

De acordo com Rosimeire Costa, na prática, os consumidores que usam 100 kwh teriam redução de R$ 5 por mês na conta; sendo a economia de R$ 12,00 para a faixa de até 200 kwh; R$ 18,00 na faixa de 300 kwh e R$ 66,00 faixa de 600 kwh.

540 milhões de reais

Na área de concessão da Energisa Mato Grosso do Sul, um total de R$ 540 milhões foi cobrado indevidamente dos consumidores, que pagaram duplamente o ICMS e o PIS/Cofins. Destes valores, R$ 101 milhões já foram abatidos no cálculo do reajuste aplicados em abril último . 

 

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Rota bioceânica

Campo Grande e Chile firmam parceria institucional, tecnológica e econômica

Acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura por meio da Rota Bioceânica

08/07/2026 15h00

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá Paulo Ribas

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (Brasil) e Governo de Tarapacá (Chile) assinaram parcerias institucionais, tecnológicas e econômicas, na manhã desta quarta-feira (8), durante o Tarapacá Day, no Parktec CG, localizado na avenida Rachid Neder, número 760, Monte Castelo, na Capital.

Os acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura.

De acordo com a prefeitura, a parceria põe Campo Grande em um corredor estratégico de integração sul-americana, aproximando a Capital de mercados internacionais.

O objetivo é promover o desenvolvimento econômico das duas regiões, esquentar as relações comerciais/institucionais e viabilizar parcerias em Campo Grande, por meio da Rota Bioceânica.

“Hoje nós estamos aqui iniciando uma tratativa muito importante no Chile. Uma tratativa de aproximarmos ainda mais as nossas ações. Nós estamos fazendo história, iniciando um projeto de desenvolvimento econômico, integrando os nossos países e as nossas cidades para o futuro”, explicou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

Atualmente, Campo Grande tem um escritório do Chile, que, de acordo com a prefeita, foi o primeiro país do mundo a instalar um escritório na Capital.

“Temos o escritório do Chile, foi o primeiro país a instituir um escritório oficial na capital. E agora nós convidamos o governador para trazer o escritório do Chile para dentro do parque tecnológico. Nós estamos em vias de ampliação do parque tecnológico da nossa Capital e há três anos nós iniciamos essa tentativa com o governo de Itaparacá e toda a delegação do Chile”, disse a chefe do executivo estadual.

O Parque Tecnológico e de Inovação, mais conhecido como ParkTec, instalado em Campo Grande, está a disposição do governo regional de Tarapacá para lançamento de parcerias promissoras.

O local foi criado para reunir empresas, startups, universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de desenvolver inovação, tecnologia e novos negócios.

“O estado de Tarapacá, que é um grande parceiro da nossa capital, onde hoje nós estamos abrindo as portas do Parque Tecnológico para que o governador José Miguel possa trazer participantes de tecnologia para esse campo novo. E agora é buscada as parcerias para construir portas para que a gente possa atrair novas empresas, novos desafios e daqui o parque tecnológico de Campo Grande, [onde] integramos a tecnologia, o estímulo de expertise no mundo de logística. O nosso maior desafio da vida pra frente é na área de logística”, destacou Adriane.

Em 2026, comemora-se o terceiro aniversário do escritório “Tarapacá para o mundo”, instalado na Capital.

alimentos mais caros

Cesta básica registra alta pelo quarto mês consecutivo em Campo Grande

Puxada pelo aumento da batata, cesta da Capital é a sexta mais cara do Brasil e compromete mais de 56% do salário-mínimo

08/07/2026 13h00

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital Marcelo Victor/ Correio do Estado

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A cesta básica fechou o mês de junho custando R$ 846,06 em Campo Grande, o que representa alta de 0,58% em relação ao mês anterior, quando o preço foi de R$ 841,19. Este é o quarto aumento consecutivo do kit de alimentos na Capital.

Os dados são da pesquisa de preços divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A última vez que houve deflação foi em fevereiro, de -0,40%. Nos meses seguintes, a cesta acumulou altas de 3,29% em março, 2,60% em abril e 1,73% em maio.

No ano, o aumento acumulado é de 9,04%, enquanto nos últimos 12 meses é de 6,69%.

Considerando o mês de junho, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços, sendo:

  • batata 10,88%
  • banana 3,27%
  • feijão carioca 2,71%
  • tomate 2,21%
  • pão francês 1,34%

Outros oito alimentos registraram queda de preço, sendo:

  • leite integral -3,17%
  • óleo de soja -3,01%
  • arroz agulhina -2,20%
  • carne bovina de primeira -1,46%
  • farinha de trigo -1,15%
  • açúcar cristal -0,97%
  • manteiga -0,78%
  • café em pó -0,39%

Em relação ao preço, a cesta básica de Campo Grande só fica atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. Já considerando a variação do mês, é a 10ª maior entre as capitais.

Comprometimento

A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica em Campo Grande foi de 114 horas e 50 minutos em julho, aumento de 40 minutos na jornada em comparação ao mês de maio.

Na comparação com junho de 2025, cuja jornada registrou 114 horas e 56 minutos, o resultado foi de redução em seis minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, de R$ 1.621,00, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer 56,43% da renda para adquirir a cesta.

Em maio, esse percentual correspondeu a 56,10% da renda líquida e, em junho de 2025, a 56,48%.

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