Economia

Energia mais cara

Aneel revisa proposta de aumento da conta de luz em MS e sugere 12,61%

Nova proposta, meio ponto percentual menor que a anterior, será votada pela diretoria e atinge 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios.

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A área técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reduziu em meio ponto percentual o reajuste médio da tarifa de energia elétrica a ser cobrada pela Energisa MS. Dos 12,61% previstos até a semana passada, o índice médio caiu para 12,11% após a companhia aceitar adiar a decisão em uma semana. Hoje, a diretoria da autarquia, em reunião colegiada, vota este novo percentual.

O reajuste da tarifa de energia elétrica para os 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS agora está definido pela área técnica em 11,98% para os de baixa tensão (residenciais) e em 12,39% para os de alta tensão, ficando em média em 12,11%, uma redução de 0,5 ponto percentual em relação aos percentuais anteriores, conforme o novo relatório apresentado ontem.

Na proposta anterior, o aumento médio seria de 12,61%, conforme a Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia. Os consumidores de baixa tensão teriam de pagar 12,49% a mais, enquanto os de alta tensão deveriam ter um aumento maior, de 12,88%, segundo a planilha apresentada no dia 30 de março.

Essa queda foi possível porque, na última quinta-feira (9), dois dias após o adiamento da decisão pela diretoria colegiada sobre o reajuste, a Energisa MS apresentou solicitação de diferimento tarifário de R$ 21 milhões — mecanismo regulatório que adia parte dos reajustes na conta de luz, suavizando impactos imediatos para o consumidor —, valor que será “corrigido pela variação da Selic, a ser reintegrado à distribuidora a partir do próximo evento tarifário (2027)”.

O relatório da área técnica afirma que a empresa solicitou que, no cálculo do reajuste tarifário do ano que vem, também sejam considerados os valores da diferença decorrente da não aplicação das novas tarifas no dia 8 de abril de 2026 até a sua efetiva entrada em vigor.

A STR informou que “o valor do diferimento pleiteado pela distribuidora é compatível com as regras de diferimento estabelecidas no submódulo 4.4 do Proret, motivo pelo qual a Superintendência não observou óbices ao acolhimento do pleito”.

A área técnica citou ainda que, na mesma data, “a STR informou, via reunião virtual, ao Conselho de Consumidores, a simulação de efeito médio considerando-se o diferimento de R$ 21 milhões, conforme estabelece o submódulo 4.4 do Proret, ocasião em que o Conselho manifestou sua concordância com a solicitação da distribuidora. Também foi enviado e-mail ao Conselho com as planilhas de cálculo”.

Essa postura de reduzir os percentuais teve início no mês passado, quando a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre a possibilidade de postergar a decisão, atendendo a pedido da Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia.

A pasta comunicou à Aneel que o “governo federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários”, destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considerou que a agência não poderia “promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado, Agnes da Costa encaminhou ofício à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste.

“Considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e, diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis”, argumentou a diretora da Aneel.

Adiamento

No dia 6 deste mês, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com o intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 7 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026”.

No documento, a empresa deixa claro que “o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 8 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com esse posicionamento, a diretoria da Aneel retirou o processo de reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7, reagendando-o para esta terça-feira (14), com a proposta de índices menores.
 

Loterias

Resultado da Lotomania de hoje, concurso 2911, segunda-feira (13/04)

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

13/04/2026 20h11

Confira o concurso da Lotomania

Confira o concurso da Lotomania Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2911 da Lotomania na noite desta segunda-feira, 13 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 495 mil.

Confira o resultado da Lotomania de hoje!

Os números da Lotomania 2911 são:

  • 68 - 20 - 08 - 13 - 47 - 10 - 61 - 01 - 98 - 55 - 31 - 33 - 29 - 17 - 36 - 42 - 27 - 49 - 39 - 79

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2912

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 15 de abril, a partir das 21 horas, pelo concurso 2912. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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Mato Grosso do Sul

Petrobras autoriza retomada da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas

Conselho da estatal aprova reativação da UFN-3 com investimento bilionário; obras começam no 1º semestre

13/04/2026 20h02

Obra da UFN3, paralisada na década passada, será retomada em Três Lagoas (MS)

Obra da UFN3, paralisada na década passada, será retomada em Três Lagoas (MS) Divulgação

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta segunda-feira (13/04) a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), localizada em Três Lagoas (MS). 

A decisão ocorreu após a empresa assegurar R$ 1,564 bilhão no Orçamento deste ano para reiniciar os trabalhos de conclusão da fábrica. O custo para reiniciar as obras, contudo, estão estimados em US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões). 

A companhia tomou a decisão de retomar as obras após uma reavaliação criteriosa do projeto, que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento, em alinhamento às diretrizes do Plano de Negócios 2026–2030. 

As obras, segundo a Petrobras, devem ter início ainda neste semestre, e início das operações comerciais da fábrica de fertilizantes está previsto para 2029. A expectativa é de que sejam gerados cerca de 8 mil empregos durante as obras.

A continuidade da implantação da unidade havia sido aprovada pelo Conselho em outubro de 2024, mas o andamento do processo foi adiado várias vezes.

Histórico

Hibernada desde 2015, a UFN-3 voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, considerado estratégico para o país.

“Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos diretamente para a redução da dependência do país em relação à importação de fertilizantes. Esse movimento também gera emprego, renda e desenvolvimento, reforçando o papel da companhia como indutora do crescimento econômico e da segurança do abastecimento nacional”, afirma o diretor de Processos Industriais da companhia, William França.

O diretor destaca, ainda, que a localização da unidade é um diferencial competitivo. “Com o aumento da oferta dos produtos da UFN-3 e sua posição estratégica, próxima aos principais mercados consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, reforçamos a relevância da unidade para o desenvolvimento regional e para o país”, ressalta.

Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, a atratividade econômica do ativo foi confirmada, atestando sua viabilidade em todos os cenários previstos pela sistemática de aprovação de investimentos da companhia e garantindo Valor Presente Líquido (VPL) positivo.

“Todo o processo de aprovação final de investimentos foi submetido às análises requeridas, respeitando rigorosamente as práticas de governança corporativa e os normativos internos vigentes. Trata-se de um projeto tecnicamente robusto, economicamente viável e plenamente aderente às diretrizes de disciplina de capital e governança da companhia”, afirma.

Sobre o projeto

A capacidade nominal da UFN-3 está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para comercialização. Quando concluída, será a maior fábrica de fertilizantes do hemisfério sul, e uma das maiores do mundo. 

A unidade encontra-se em localização estratégica, adjacente aos maiores mercados consumidores desses produtos, destinando sua produção majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esse posicionamento garante maior confiabilidade frente à crescente demanda por ureia fertilizante no país.

O projeto incorpora modernos equipamentos e tecnologias de última geração, resultando em altos índices de eficiência industrial.

A amônia atua como matéria-prima fundamental para os setores de fertilizantes e petroquímico. Por sua vez, a ureia destaca-se como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano. O agronegócio absorve esse volume em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de sua aplicação na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.

 

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