Economia

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Apesar do recorde na exportação, setor industrial de MS sofre retração

A variação acumulada até o mês de novembro de 2025 no Estado foi a menor do País

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A taxa de variação anual da produção de bens físicos nas indústrias de Mato Grosso do Sul apresentou uma redução no mês de novembro de 2025. 

A queda de -13,9% na variação do ano reflete um baixo desempenho do setor industrial sul-mato-grossense em comparação ao nível nacional, que apresentou taxa de -1,2% no mesmo período. 

Além disso, a variação acumulada no ano, de janeiro a novembro do ano passado, no Estado também foi negativa (-13,5%), enquanto a média nacional teve leve aumento (0,6%). 

Os dados foram apresentados na Carta de Conjuntura da Indústria, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base na Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação entre novembro de 2024 e o mesmo mês em 2025, sete estados brasileiros obtiveram resultados positivos no desempenho industrial. Entre as Unidades Federativas (UFs), Mato Grosso do Sul teve o pior desempenho. 

De acordo com as informações apresentadas na Carta, a indústria de Mato Grosso do Sul vem passando por um momento de retração nas suas atividades. Entre todos os setores, apenas o de Fabricação de produtos alimentícios passou por variações positivas, puxado pelas carnes bovinas, suínas e embutidos suínos.

O maior decrescimento de produção foi no setor de Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, motivado pela diminuição da produção de etanol no Estado. 

Segundo a Semadesc, a redução da produção do combustível está associada “ao ritmo das usinas e à sazonalidade da produção, não comprometendo o desempenho do complexo sucroenergético como um todo, já que a produção de açúcar seguiu ativa no período”.

Fonte: Reprodução

Mercado externo

Apesar dos indicadores negativos na produção física, o comércio exterior refletiu um cenário positivo. 

No último mês de novembro, as exportações da indústria de Mato Grosso do Sul somaram US$ 592,9 milhões, o maior número já registrado em todos os meses de novembro. 

No acumulado do ano, as exportações industriais chegaram a cerca de US$ 7,1 bilhões,l um crescimento de aproximadamente 15% em comparação ao mesmo período de 2024. 

Quase 80% de toda a receita de exportação do Estado foi puxada pela indústria, impulsionados pelos setores de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais e derivados, concentrando a maior parte das vendas externas a grandes potências como a China e Estados Unidos. 

Nas exportações gerais, 2025 foi um ano de valor recorde no Estado, alcançando US$ 10,7 bilhões em vendas para o exterior. 

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou o resultado positivo, que aconteceu em meio a um cenário internacional adverso, motivado por restrições e tarifas. 

 “Em 2025 tivemos discussões e restrições comerciais importantes impostas pelos Estados Unidos, nosso segundo principal mercado para a carne bovina, além de impactos sobre a citricultura, ferroligas, café e laranja. Isso trouxe reflexos relevantes para Mato Grosso do Sul, mas conseguimos reagir e superar esse cenário”, afirmou. 

Segundo os dados, a base exportadora do Estado se apoia em três grandes cadeias produtivas.

Em primeiro lugar, a celulose lidera as exportações, com participação de 28,98%, com perspectiva de crescimento nos próximos anos impulsionada pelos investimentos pesados em indústrias que se estabelecem no Estado. 

Em seguida, a soja é responsável por 22% do total exportado e, em terceiro lugar, a carne bovina, com 17% de participação. 

“Essas três cadeias são hoje a base das exportações de Mato Grosso do Sul e têm enorme relevância para a geração de renda, empregos e divisas”, ressaltou Verruck.
 

Equilíbrio Fiscal

Prefeitura de Campo Grande tem dívidas com empresas que somam R$ 54,8 milhões

Entre os credores da lista, destacam-se débitos com a Solurb, de mais de R$ 7 milhões e Águas Guariroba, de R$ 4 milhões. Os passivos fazem parte do Plano de Equilíbrio Fiscal e devem passar por leilão como alternativa de quitação

16/01/2026 15h45

Prefeitura de Campo Grande

Prefeitura de Campo Grande FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande aderiu ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) com passivos que totalizam R$ 54.883.275,45 em dívidas. Este valor deve ser negociado através de leilões de pagamentos com prazos em 2026 e 2027. 

Os maiores débitos constatados na lista são com a Solurb, de mais de R$ 7 milhões; com a Construtora Rial LTDA, de mais de R$ 4,4 milhões; a distribuidora Águas Guariroba, de R$ 4 milhões, além de débitos com agências de publicidade e assessoria, construtoras, agência de turismo, estrutura para eventos, serviços de chaveiro e mais de R$ 159 mil de dívidas com o Pet Shop Amor em Pet LTDA. 

Na modalidade de leilão, a Prefeitura convoca os fornecedores, que podem oferecer os melhores descontos no valor que têm a receber. Quanto maior o desconto, mais prioridade o credor tem em receber. 

Os leilões deverão ser realizados em duas etapas, divididos conforme as listas de passivos: 

  • Passivo 1, no valor de R$ 3.435.114,90, até o dia 30 de julho de 2026;
  • Passivo 2, no valor de R$ 51.448.160,55, até o dia 30 de junho de 2027. 

O Plano foi aderido pelo Município em outubro de 2025 e assinado em 10 de novembro do mesmo ano. O pedido de adesão foi apresentado em agosto e assinado pela Secretaria do Tesouro Nacional e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. 

Com a anuência do Plano, a Prefeitura ficou apta a contratar crédito vindo da União, com parcelas de R$ 156,09 milhões, para bancar obras. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura para saber quais os planos da prefeita Adriane Lopes para a quitação dos débitos e qual o planejamento para os leilões previstos. O espaço segue aberto para a resposta do órgão. 

Veja a lista completa das empresas credoras a partir da página 13 do documento clicando aqui.

Situação econômico-financeira

No pedido apresentado à União, os indicadores econômico-financeiros de Campo Grande indicaram uma redução no ritmo de contratações e liberações de recursos de operações de créditos que poderiam causar endividamento. 

Segundo os dados, a dívida consolidada do Município no segundo semestre de 2025 foi de R$ 845.122.995,99, sendo composta por 61,8% de empréstimos e financiamentos internos; 35,1% de empréstimos e financiamentos externos; e 3,1% de demais dívidas, como contribuições previdenciárias, sociais e do Fundo de Garantia Trabalhista (FGTS). 

No período de 2023 e 2024, houve uma queda brusca no índice de Liquidez Relativa, justificado pelo “aumento das obrigações financeiras maiores do que o crescimento da Receita Corrente Líquida” da cidade. 

No entanto, também houve redução da relação entre Despesa de Pessoal com a Receita Líquida, correspondendo a 53,84% em 2024. Atrelado a essa diminuição, a Prefeitura se comprometeu a manter em controle a referida despesa, já que seu crescimento “restringe a margem de manobra do poder público no enfrentamento de restrições financeiras atuais e futuras”. 

Adesão

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) esteve em Brasília para a assinatura do PEF no dia 9 de dezembro, juntamente com a ministra Simone Tebet e de equipes técnicas da União e do Município.

Ao entrar no Plano, Campo Grande garante o aval da União para contratar operações de crédito, algo que vinha sendo discutido desde o início da gestão por causa da necessidade de reorganizar as contas públicas. Com isso, fica liberada a contratação de R$ 544 milhões junto à Caixa Econômica Federal, valor já aprovado em carta-consulta.

Segundo a Prefeitura, o dinheiro será usado em obras de pavimentação e drenagem em 33 bairros da Capital, áreas que há anos aguardam por melhorias básicas de infraestrutura.

Ainda em dezembro do ano passado, a Câmara Municipal aprovou dois projetos que autorizam a contratação da primeira parte do crédito: R$ 156 milhões, que devem ir para asfaltamento e outras obras urbanas.


 

loteria

Dois apostadores de Mato Grosso do Sul ganham R$ 38,1 mil na Mega-Sena

Apostas ficaram a uma dezena de fazer a sena e sortudos levaram o prêmio da quina; Confira se você foi o ganhador

16/01/2026 15h30

Dois apostadores de MS ganharam quase R$ 40 mil na Mega-Sena

Dois apostadores de MS ganharam quase R$ 40 mil na Mega-Sena Arquivo

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Dois apostadores de Mato Grosso do Sul acertaram cinco dezenas da Mega-Sena e ganharam o prêmio de R$ R$ 38.114,61, cada. Eles ficaram a um número de fazer a sena, que não teve acertadores e acumulou em R$ 41 milhões para o próximo sorteio.

As apostas de Mato Grosso do Sul que faturaram a quina da Mega-Sena foram feitas em Campo Grande e Corumbá. Em ambas, os apostadores fizeram um jogo simples, de seis dezenas, no valor de R$ 6, sendo uma presencial em lotérica e outra no canal digital.

O sorteio do concurso 2960 foi na noite dessa quinta-feira (16). Os números sorteados foram: 03 - 13 - 15 - 16 - 46 - 47.

Em todo o Brasil, foram 46 apostas ganhadoras da quina, enquanto outros 3.175 apostadores fizeram a quadra e vão levar R$ 910,23 cada.

Os números da Mega-Sena 2960 são:

  • 03 - 13 - 15 - 16 - 46 - 47

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 2961

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 17 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 2965. O valor da premiação está estimado em R$ 41 milhões.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 5,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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