Economia

MORDIDA

Arrecadação federal de impostos em MS atinge R$ 11,5 bilhões e cresce 4,36% em 10 meses

Isolando-se apenas o mês de outubro, o último da série, o cenário é de queda na arrecadação em pleno fim de ano

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A arrecadação de impostos federais em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 11,57 bilhões no período entre janeiro e outubro deste ano.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento real de 4,36%, principalmente porque a arrecadação de 2021 ficou em R$ 11,08 bilhões.

A participação de Mato Grosso do Sul na 1ª região fiscal, que corresponde à região centro-oeste, saltou de 7,93% para 8,03% do total arrecadado.

De acordo com relatório da Receita Federal, existem quatro pontos de arrecadação no Estado. O maior deles é a Delegacia da Receita Federal em Campo Grande.

Neste caso, o montante arrecadado entre janeiro e outubro deste ano ficou em R$ 11,51 bilhões, ante R$ 11,02 bilhões do mesmo período do ano passado, proporcionando um aumento real na ordem de 4,41%.

As outras alfândegas situadas em Mato Grosso do Sul tiveram desempenhos diferenciados entre janeiro e outubro deste ano. Na alfândega de Corumbá, por exemplo, a arrecadação caiu 2,68%. Se em 2022 foram arrecadados – no acumulado do ano – a cifra de R$ 29,05 milhões, ano passado o número foi maior e ficou em R$ 29,85.

Na alfândega de Mundo Novo, a arrecadação registrou crescimento real de 45,85%. Ano passado, o número ficou em R4 5,7 milhões. Já este ano, entre janeiro e outubro, o número saltou para R$ 8,3 milhões.

A outra alfândega do Estado, que está localizado em Ponta Porã, registrou uma queda significativa na arrecadação. Os números da Receita Federal apontam para uma arrecadação de R$ 29,2 milhões de janeiro a outubro de 2021, contra R$ 24,4 milhões do mesmo período deste ano. A queda foi de 16,28%.

Em outubro, o desempenho da arrecadação federal em MS caiu 6,42%

Isolando-se o mês de outubro para uma análise na arrecadação, os números da Receita Federal mostram uma tendência de desaceleração.

Na Delegacia da Receita Federal em Campo, em outubro, a queda na arrecadação foi de 13,15%, com R$ 1,28 bilhão deste ano, contra R$ 1,48 bilhão do ano passado.

Em Corumbá, a queda foi de 17,28%. Em outubro deste ano, a arrecadação ficou em R$ 2,3 milhões, enquanto que ano passado o número ficou em R$ 2,8 milhões.

A alfândega de Mundo Novo foi a única que registrou aumento na arrecadação. Neste caso específico, a subida nos números foi exponencial com crescimento de 354,13%. Ano passado, a arrecadação mensal foi de R$ 261 mil e em outubro deste ano o número saltou para R$ 1,1 milhão.

Em compensação, a alfândega de Ponta Porã registrou queda de 63,45%. Em outubro do ano passado, a arrecadação chegou a R$ 2,9 milhões. Já em outubro deste ano, não passou de R$ 1,08 milhão.

Participação previdenciária aumenta na arrecadação

Os números da Receita Federal mostram também que houve maior participação da arrecadação previdenciária. Em outubro do ano passado, foram arrecadados R$ 437,2 milhões. Já este ano, o número subiu para R$ 454,4 milhões.

A participação previdenciária era de 29,52% na arrecadação em outubro do ano passado. Este ano, em outubro, passou para 36,33%.

Já em termos de números acumulados do ano, entre janeiro e outubro do ano passado os recursos previdenciários arrecadados em Mato Grosso do Sul somaram R$ 4,03 bilhões, com uma participação de 36,58% do total arrecadado no Estado.

No período de dez meses este ano, a arrecadação previdenciária saltou para R$ 4,3 bilhões, com a participação subindo para 37,4% do total arrecadado pelo governo federal em Mato Grosso do Sul.

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Rota Bioceânica

Ponte que une Brasil e Paraguai está 90% concluída

As obras estão em reta final e o encontro entre os dois países deve acontecer no mês de maio

29/04/2026 17h30

Encontro físico entre os dois países deve acontecer no mês de maio

Encontro físico entre os dois países deve acontecer no mês de maio Divulgação / Saul Schramm

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A Ponte Bioceânica, encontro físico entre Brasil e Paraguai, está 90% concluída. As obras entraram na reta final e o encontro entre os dois países deve acontecer antes do final do mês de maio. 

A ponte possui 1.294 metros de comprimento e 29 metros de altura e passa por cima do Rio Paraguai. Os trabalhos de construção da ponte ocorrem entre Porto Murtinho, na lado brasileiro, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Até a última medição, a distância entre as extremidades brasileiras e paraguaias era de apenas 46 metros, a chamada "beco de las aduelas", dos 350 metros que compõem o vão central sobre o rio. 

Do lado brasileiro, seguem os trabalhos de montagem dos viadutos de acesso com pilares e vigas de concreto, executados pelo Consórcio PDC Fronteira.

Já do lado paraguaio, continuam os serviços de aterro hidráulico para o acesso de cerca de 4 km até a Ruta PY-15, a espinha dorsal da Rota Bioceânica no Chaco paraguaio.

O orçamento da ponte é estimado em US$ 85 milhões e foi financiada com recursos da Itaipu Binacional. 

Além das obras da ponte, foi discutido seu acesso à rodovia BR-267, com 13,1 quilômetros de extensão, que está com 35% das obras executadas. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a obra exigiu a construção de diversas pontes e bueiros por atravessar uma região bastante úmida. 

Já as obras do Centro Aduaneiro, do lado paraguaio, as obras físicas ainda não começaram porque aguardam definições das autoridades do Paraguai. 

Durante reunião virtual nesta quarta-feira (29), representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile discutiram sobre os avanços e atualizações do andamento das obras do Corredor Bioceânico de Capricórnio, rota que liga rodovias entre os Oceanos Pacífico e Atlântico.

Essa ligação entre os países deve levar a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Obras

Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

CAGED

Geração de empregos em março cresceu 172% em MS

No mesmo mês do ano passado, o saldo de vagas no Estado foi de 1.30. Neste ano, o saldo subiu para 3.554 vagas

29/04/2026 15h40

Em março de 2026, foram mais de 3 mil postos de trabalhos no Estado

Em março de 2026, foram mais de 3 mil postos de trabalhos no Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A criação de vagas de trabalho em Mato Grosso do Sul cresceu 172% em março de 2026 com relação ao mesmo mês do ano passado. O levantamento foi divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (29) através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com os dados, em março deste ano, o saldo de empregos ficou em 3.554 vagas de trabalho, resultado de 40.698 admissões e 37.144 desligamentos, enquanto no mesmo mês em 2025, o saldo foi de 1.305. Isso mostra um crescimento de mais que o dobro na série sazonal. 

O destaque do Estado fica com o município de Inocência que, sozinha, foi responsável pela criação de 899 postos de trabalho em março, ou 25,3% do saldo de Mato Grosso do Sul. 

O município é sede da fábrica de celulose chilena Arauco, que emprega, atualmente, 9,2 mil trabalhadores, número superior ao total de habitantes no município que, antes do início das obras, tinha em torno de 8,5 mil moradores. 

No pico das obras de construção da fábrica, o que deve ocorrer ainda neste ano, a previsão é de que o canteiro de obras abrigue 14 mil trabalhadores ao mesmo tempo.

Desde o início deste ano, Inocência já criou 3.037 postos de trabalho. Em todo o Estado, no primeiro trimeste de 2026, o saldo é de 14.030.

Em Campo Grande, foram 1.428 postos de trabalho criados em março. 

Setores

Em março, o destaque do saldo de empregos continuou sendo o setor de serviços, assim como no primeiro bimestre do ano. O setor foi responsável por 1.680 novas vagas, resultado de 14.999 admissões e 13.319 desligamentos. 

Em todo o ano, já foram 6.108 empregos no setor, 43,5% de todas as vagas geradas no Estado nos três primeiros meses. 

Em seguida, o setor da indústria gerou 1.208 vagas em março a partir de 7.023 contratações e 5.815 demissões. 

A construção ficou com um saldo positivo de 886 empregos, com 4.143 admissões e 3.257 demissões no mês, seguido pelo comércio, que teve saldo de 227 vagas, fruto de 9.156 contratações e 8.929 desligamentos. 

O setor da agroindústria foi o único que teve saldo negativo no mês, ou seja, houveram mais demissões que contratações. No total, foram 5.377 admissões e 5.824 demissões, resultando em um saldo de -447 vagas. 

As vagas foram preenchidas majoritariamente por homens (1.803) e jovens entre 18 e 24 anos (1.298), nos cargos de trabalhadores de produção de bens e serviços industriais (1.573).

Nacional

O crescimento entre o mês de março de 2025 e 2026 também foi percebido a nível nacional. No ano passado, foram 79.994 novas vagas no período, enquanto, neste ano, o número cresceu 185,3%, chegando a 228.208 novos postos de trabalho. 

De janeiro a março. foram 613.373 vagas formais. Nos últimos 12 meses, o total de postos gerados chega a 1.211.455. Desde 2023, já foram criadas mais de 5 milhões de vagas formais no país.

O saldo é resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, sendo foi positivo em 24 unidades federativas. 

Entre os setores, o maior crescimento ocorreu em Serviços, com geração de 152.391 postos no mês. Na sequência, aparecem Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267).

Apenas a Agropecuária registrou retração, com queda de 18.096 postos, influenciada principalmente pela finalização de safras de maçã, soja e uva.

No País, foram contratadas mais mulheres (132.477) que homens (95.731), destacando a geração de 165.785 postos para pessoas de até 24 anos, o equivalente a 72,6% do total do mês.

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