O Banco Central espera um reajuste da tarifa de energia elétrica de 9,5% em 2014, de acordo com o Relatório Trimestral de inflação divulgado hoje. A projeção anterior era de 7,5%.
Era esse o número que constava da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do final de fevereiro, quando a instituição subiu a taxa básica de juros 10,50% para os atuais 10,75% ao ano.
O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirmou que o modelo de previsões do BC não tem como incorporar, por exemplo, o pacote anunciado recentemente pelo governo para equilibrar as contas do setor elétrico.
A instituição também não se manifestou sobre a possibilidade de racionamento e o seu impacto nos preços. Disse apenas que o número considera as condições de oferta e demanda de energia.
Gasolina
Hamilton citou a política de adiamento de reajuste de preços administrados, como energia, gasolina e transportes, como um dos fatores que atrapalham o trabalho da instituição de administrar as expectativas de inflação.
"É um vento contrário, porque certamente as expectativas de inflação trabalham com a correção desses preços em algum momento. Então dificulta a administração dessas expectativas", afirmou.
A instituição não divulgou sua projeção para o reajuste da gasolina. Informou apenas que, até fevereiro, o aumento foi de 0,6%. Na ata do Copom, a previsão era de estabilidade no preço em todo o ano.
O BC reviu também a projeção de reajuste do conjunto de preços administrados de 4,5% para 5%, tanto em 2014 como em 2015.


