A indústria nacional defende seu espaço. Um dos exemplos do protecionismo, segundo o empresário Claudio Soler, é a exclusividade de financimento público para bens produzidos no Brasil. A linha Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), só é liberada para máquinas fabricadas por aqui.
Os principais argumentos do setor é que a importação, mais constante por causa do dólar baixo, corta empregos e colabora para o processo de desindustrialização do País, que é dado como certo por alguns analistas. Em setembro, o índice que mede a produção da indústria recuou 0,5%, segundo o Departamento de Economia e Estatística (Deee) da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Mesmo mais lento, o segmento de máquinas faturou R$ 53 bilhões entre janeiro e setembro, 11,6% a mais do que no mesmo período de 2009.
Em Mato Grosso do Sul, os equipamentos chegam de São Paulo, onde está a importadora. Para evitar a cobrança dupla do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), cobrado pelo Governo do Estado, a nota de venda é emitida pela importadora. Desse modo, o comprador fica livre do tributo de MS, e os cofres do Estado também.
Como comprar
A alternativa para quem escolhe as orientais é o leasing, com juro médio de 1,5% ao mês. Nesta opção, o equipamento é transferido ao comprador só depois de pagar a última parcela. Até lá, ele responde por arrendatário, pois o bem continua em nome do vendendor.
Entre os compradores, já são maioria os que vão oferecê-las em aluguel. A prática ganhou força na região de Dourados, onde é grande a demanda de usinas de açúcar e álcool. Construtoras e instituições públicas, como prefeituras, também são freguesas. (CHB)

