Economia

IPCA

Campo Grande é a Capital com maior inflação registrada em 2020 no País

Aumento nos preços da gasolina, combustíveis e cereais, como o arroz, puxaram a alta na Capital

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Campo Grande é a capital que registrou a maior inflação em 2020 no Brasil, fechando o ano com inflação de 6,85%, superior a registrada no ano anterior, que foi de 4,65% na cidade.

É o que a ponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE).

Além de ser a maior entre as capitais, a inflação de Campo Grande ficou acima da média do País, que foi de 4,52%.

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Todos os grupos apresentaram alta e variação foi influenciada principalmente pelo aumento no preço das carnes, que acumulou aumento de 25,38% no ao passado, e da gasolina, com variação acumulada de 8,65%.

O grupo de alimentação foi o que mais contribuição com a inflação, com índice de 16,72%, onde pesaram as altas, além da carne, do preço de cereais, leguminosas e oleaginosas (58,77%), do qual faz parte o arroz, que teve aumento considerável no ano passado.

No grupo alimentação, apenas leite e derivados registrou queda nos preços, com deflação de -0,67%.

Na sequência, maior inflação é no grupo de transportes, de 6,97%, puxada pelo aumento de combustíveis (7,76%) e gastos com veículo próprio (7,41%). Transporte coletivo teve aumento de 0,03%.

Energia elétrica, com aumento de 11,22%, puxou a inflação no grupo de habitação. No ano passado, a energia elétrica foi reajustada em 6,9% a partir de julho, além da volta da bandeira vermelha no patamar 2 em dezembro, no qual o custo fica, em média, R$ 6,24 mais caro a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Artigos para residência acumularam inflação de 4,31%, vestuário de 2,42%, despesas pessoas de 1,67% e comunicação de 2,28%.

Em ano de pandemia, em que predominou o ensino remoto, os gastos com educação tiveram ligeiro aumento, de 0,03%, com alta no preços de cursos diversos (0,11%), cursos regulares (0,09%) e leitura (4,24%). A baixa nos itens de papelaria, de -11,31%, ajudou a equilibrar a inflação nesta área.  

Já os gastos com saúde e cuidados pessoais ficaram 2,35% mais caros no ano, principalmente pelo aumento de serviços médicos e dentários, que aumentou 6,60%, seguido por produtos óticos (3,35%) e planos de saúde (2,39%).

Em dezembro de 2020, a inflação de Campo Grande foi de 1,51%, sendo a sexta maior do País, também acima da média nacional, que fechou o mês em 1,35%.

Em 2019, Campo Grande teve a terceira maior inflação do País.

Acordo Trilateral

Governo remodela concessão para tentar destravar leilão da hidrovia do Paraguai

União tenta superar as divergências diplomáticas sobre a regulação do trecho do rio para permitir o avanço da concessão

03/08/2026 07h40

Foto: Rodolfo César

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O governo federal prepara mudanças na modelagem da concessão da hidrovia do Rio Paraguai para tentar destravar o leilão do projeto, considerado estratégico para Mato Grosso do Sul.

A principal alteração envolve a definição de quem ficará responsável pela regulação das operações no trecho concedido, tema que ainda depende de consenso entre Brasil, Paraguai e Bolívia e que deve exigir a aprovação dos congressos dos três países.

Segundo informações da Agência Infra, o Brasil estrutura uma contraproposta para apresentar ao governo paraguaio com o objetivo de superar o impasse.

A posição brasileira é de que a regulação da futura concessão fique sob responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), enquanto outros países defendem um modelo de alternância dessa atribuição a cada renovação contratual.

A proposta em discussão prevê concessão de 15 anos, prorrogáveis por igual período, e investimentos estimados em R$ 64 milhões.

O tema foi um dos assuntos da área econômica durante a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada no dia 30 de junho, no Paraguai. Na ocasião, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reuniu-se com a ministra de Obras Públicas e Comunicação do Paraguai, Claudia Centurión.

Depois desse encontro, houve nova reunião em julho para tratar da hidrovia, além de outros temas como o uso do aeroporto de Ponta Porã e a Rota Bioceânica, cuja ponte entre Brasil e Paraguai está em fase final de conexão.

No dia 28 de julho, representantes brasileiros também se reuniram com autoridades bolivianas para discutir temas binacionais.

As negociações ganharam importância depois que os Ministérios de Portos e Aeroportos e das Relações Exteriores concluíram ser necessário um acordo internacional para dar segurança jurídica ao projeto antes de sua análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Paraguai e Bolívia passaram a defender participação direta na definição da modelagem da concessão por utilizarem o corredor hidroviário.

AVANÇO

No encontro com a ministra paraguaia, Tomé Franca ressaltou que o Brasil avançou na estruturação do projeto, mas reconheceu que será necessário respeitar o ritmo das negociações internacionais. 

“É algo que a gente conseguiu avançar bem é a hidrovia do Paraguai, que hoje, no Brasil, está no Tribunal de Contas da União, nós temos uma secretaria própria de política pública de hidrovias e navegação interior. Mas o que a gente também precisa é que cada um dos países que estão envolvidos com essa política pública possa também estar integrado. Cada país tem o seu tempo, e a gente respeita esse cronograma”, afirmou.

Em entrevista à Agência Infra, o ministro informou que o governo brasileiro trabalha para fechar um entendimento sobre a regulação e encaminhar o acordo ao Congresso Nacional ainda este ano. “Estamos no momento agora de negociação de como se dará essa operação, de quem é a responsabilidade pela regulação.

Estamos muito empenhados em buscar uma solução para isso, mas o acordo que será alcançado vai precisar passar pelos congressos dos três países”, disse.

A hidrovia do Rio Paraguai em análise para concessão tem cerca de 600 quilômetros em seu tramo sul, entre Corumbá/Ladário e Porto Murtinho.

O trajeto também se conecta ao Canal Tamengo, na Bolívia, e à Foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai, o que torna os dois países diretamente envolvidos na operação do corredor logístico.

Para o Brasil, o modal é estratégico para o escoamento de mais de 8,8 milhões de toneladas de minério de ferro produzidas em Corumbá. Também passam pela hidrovia cerca de 374 mil toneladas de soja, 186 mil toneladas de terras e pedras e outras 123 mil toneladas de ferro e aço.

O corredor ainda representa a principal saída da Bolívia para o Oceano Atlântico, enquanto o Paraguai é um dos maiores operadores de navegação no trecho.

A proposta de concessão busca garantir navegabilidade contínua ao longo do ano. Atualmente, os períodos de estiagem podem interromper o transporte de cargas por até quatro meses entre Corumbá e Porto Murtinho.

NA ARGENTINA

As discussões entre Brasil, Paraguai e Bolívia ocorrem paralelamente ao avanço da concessão da hidrovia Paraguai-Paraná, na Argentina. O certame foi vencido pelo grupo formado pela empresa belga Jan De Nul e pela argentina Servimagnus, com adjudicação no dia 18 de junho.

A concorrência foi alvo de questionamentos por empresas norte-americanas, que alegaram favorecimento à Jan De Nul e pediram intervenção da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e do secretário de Estado, Marco Rubio.

Entre as críticas também constaram supostos vínculos da empresa belga com entidades estatais chinesas e falta de transparência no processo.

Na Argentina, a concessão terá duração de 25 anos, com receita anual estimada em US$ 618,6 milhões, e envolve uma hidrovia responsável por cerca de 80% das exportações do país governado por Javier Milei.

Antes do novo contrato, o trecho era administrado pela própria Jan De Nul em consórcio com a empresa argentina Emepa.

No dia 20 de julho, um grupo formado por 13 entidades paraguaias divulgou comunicado manifestando preocupação com a possibilidade de aumento das tarifas cobradas após a concessão argentina. O principal questionamento é em relação à cobrança de US$ 1,30 por tonelada transportada.

As entidades defendem a criação de uma mesa técnica para discutir a metodologia de cálculo, alegando que o modelo proposto elevará os custos do transporte fluvial e reduzirá a competitividade dos produtos paraguaios.

A medida também pode gerar impactos para cargas brasileiras que utilizam o corredor hidroviário.

Quase

Sul-mato-grossense acerta cinco dezenas e ganha R$ 45 mil na Mega-Sena

Aposta ficou a um número de acertar a sena, ficando com o prêmio referente a quina; Confira se você foi o ganhador

02/08/2026 15h34

Arquivo

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Um apostador de Mato Grosso do Sul acertou cinco dezenas da Mega-Sena e ganhou o prêmio de R$ 45.932,28. Ele ficou a um número de fazer a sena, que não teve acertadores e acumulou em R$ 120 milhões para o próximo sorteio.

A aposta de Mato Grosso do Sul que faturou a quina da Mega-Sena foi feita em Jardim, presencialmente em um casa lotérica.

O sortudo fez um jogo simples, de seis dezenas, no valor de R$ 6.

O sorteio do concurso 3039 foi realizado na manhã desse domigo (2). Os números sorteados foram: 14 - 16 - 21 - 39 - 53 - 58.

Em todo o Brasil, foram 86 apostas ganhadoras da quina, enquanto outros 6.332 apostadores fizeram a quadra e vão levar R$ 1.028,31cada.

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3040

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 3 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 3040. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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