Divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de julho mostra que Campo Grande saiu do maior índice do País em maio para o posto de menor cenário de inflação entre as capitais no último mês.
Conforme o IBGE, o IPCA nacional de junho foi de 0,16%, que por si só representa uma queda da inflação no País em 0,42 ponto percentual abaixo da taxa de 0,58% que havia sido registrada no mês de maio.
Em 2026 esse índice já acumula alta de 3,36%, estando 4,64%, abaixo dos 4,72% nos últimos 12 meses em comparação com o período imediatamente anterior. Olhando o IPCA de junho de 2025 (0,24%) também há uma redução, o que indicaria melhor cenário neste ano.
Cabe esclarecer que, no último mês de junho a qual o índice recente faz referência alguns territórios que compõe a pesquisa registraram deflação, queda essa no IPCA anotada nas seguintes localidades:
- -0,04 | Recife
- -0,03 | São Paulo
- -0,02 | Aracaju
Campo Grande aparece na sequência dos desempenhos entre as localidades, a primeira fora do cenário da deflação, porém com a menor inflação (0,02%) entre as capitais, desempenho esse registrado logo após bater o maior índice do País no mês de maio, como bem acompanha o Correio do Estado.
No cenário nacional, conforme o IBGE, a maior variação (0,52%) em junho foi anotada em Brasília, influenciada pelas altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%).
Análise local
Em análise do recorte regional, repassada pela Seção de Disseminação de Informações (SDI-MS) do IBGE, o aumento registrado em Campo Grande no grupo dos "Transportes" acabou compensado por quedas registradas em "Alimentação e bebidas" e "Habitação".
Quanto ao IPCA de junho em Campo Grande, seis dos nove grupos pesquisados apresentaram alta, com a segunda variação mensal em Transportes (0,12 p.p) sendo o principal fator a impactar o índice.
Para além desse, o grupo de "Saúde e cuidados pessoais" (0,72% e 0,93 p.p.) foi o outro vilão pelo segundo maior impacto e a maior variação no IPCA de Campo Grande.
Do outro lado dessa balança, sendo inclusive o grupo com maior peso mensal no IPCA de Campo Grande, em "Alimentação e bebidas" houve queda de 0,52%.
Nesse sentido, um dos itens que estava entre os principais "vilões" da inflação de maio em Campo Grande, o tomate, figura agora do lado dos "mocinhos" uma vez que apareceu 7,13% mais barato no último mês.
Impactando positivamente este grupo aparecem ainda o café moído (-2,78%) e o leite longa vida (-1,86%). Entretanto, alguns itens aparecem com percentuais de barateamento ainda maior, como no caso da melancia (-12,67%), do repolho (-12,57%) e da laranja–pêra (-9,63%).
Enquanto isso, os vilões da inflação de junho na Cidade Morena que aparecem na mesa dos campo-grandenses tratam-se do feijão carioca (5,13%), margarina (5,03%) e cebola (5,02%).
Além disso, graças ao impacto registrado nos subitens do lanche (0,71%) e da refeição (0,18%), a alimentação fora do domicílio também ficou mais cara no último mês em Campo Grande, registrando aumento de 0,46% segundo o IBGE.
Ainda no "raio-x" regional sobre o IPCA de junho em Campo Grande, o recuo de 0,20% em Habitação representa inclusive a segunda menor variação do País para esse grupo.
Entre os responsáveis por esse desempenho cabe apontar o recuo no "gás de botijão", que ficou mais de um ponto percentual (1,01%) mais barato em Campo Grande no mês de junho. Além disso, houve queda de 0,71% na energia elétrica residencial.

