Com aumento médio de 11,2% na tarifa de energia elétrica, Campo Grande fechará o mês com inflação recorde para o período. Conforme estimativa do coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da universidade Uniderp-Anhanguera, Celso Correia da Costa, a alta dos preços deve ficar próxima de 1,2%. A reportagem está na edição de hoje (07) do jornal Correio do Estado.
Se confirmada, essa variação será a maior para o mês desde maio de 1998 segundo a série histórica do Nepes. Além de afetar o bolso do consumidor, o aumento desencadeia a inflação de outros produtos e serviços, em razão do peso da energia nos custos das empresas. O reajuste foi aprovado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e atinge consumidores de 73 municípios do Estado atendidos pela Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul). 
Tarifa de conta de luz ficará 9,84% mais alta para consumidores residenciais (Foto: Valdenir Rezende)
A conta de luz dos consumidores residenciais vai subir 9,84% , enquanto as empresas vão pagar 14,11% a mais, a ser praticado retroativo a 8 de abril.O reajuste médio é de 11,2%. Essa variação ficou cinco pontos percentuais abaixo dos 16,19% pleiteados pela Enersul, motivado pela junção de dois fatores: a postergação do reajuste em virtude de decisão judicial e a redução de R$ 3,9 bilhões do valor que o Governo federal destinará para cobrir o déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2014. A reportagem é de Clodoaldo Silva, de Brasília, e Osvaldo Júnior.


