Economia

"Recusa imitações"

Linguiça de Maracaju é protegida em acordo entre Mercosul e União Europeia

Além da linguiça de Maracaju, o acordo protege diversos produtos brasileiros contra o uso indevido de nomes ligados à origem

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A linguiça de Maracaju, iguaria regional e tradicional de Mato Grosso do Sul passou a ter proteção internacional de indicação geográfica após a assinatura do Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia (UE), neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O tratado também cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de cerca de 700 milhões de consumidores e prevendo ampla redução de tarifas sobre bens e serviços.

Além da linguiça de Maracaju, o acordo protege diversos produtos brasileiros contra o uso indevido de nomes ligados à origem. A indicação geográfica garante que apenas produtores autorizados, das regiões reconhecidas, possam utilizar as denominações registradas, preservando características vinculadas ao território e ao modo de produção.

Entre os itens contemplados estão cachaças de Abaíra, Paraty e Salinas; queijos como Canastra e Serro; vinhos de Altos Montes, Farroupilha, Monte Belo, Pinto Bandeira, Vale dos Vinhedos e Vales da Uva Goethe; cafés, erva-mate e especiarias de Alta Mogiana, Norte Pioneiro do Paraná, Serra da Mantiqueira, Região de Pinhal, Cerrado Mineiro e São Matheus; além de mel do Oeste do Paraná, Ortigueira e Pantanal.

A lista inclui ainda frutas e nozes frescas e processadas de Carlópolis, Marialva, Mossoró, Piauí e Vale do Submédio São Francisco; carnes frescas, congeladas e processadas do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional; cacau de Linhares; produtos de confeitaria e panificados de Pelotas; crustáceos da Costa Negra; além de outros produtos de origem animal, como a Própolis Verde de Minas Gerais e itens dos Manguezais de Alagoas. Também são protegidos o inhame da Região São Bento de Urânia e as especiarias da Mara Rosa.

O Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia possui 20 capítulos e estabelece diretrizes para a relação comercial entre os dois blocos. Os textos foram concluídos em dezembro de 2024 e agora seguem para os trâmites internos e processos de ratificação nos países envolvidos. A entrada em vigor ocorrerá um mês após a notificação da conclusão desses procedimentos.

Benefícios

No capítulo de comércio de bens, a União Europeia prevê a liberalização de cerca de 95% dos produtos e 92% do valor das importações de bens brasileiros, com prazos de desgravação que variam de 4 a 12 anos.

Do lado do Mercosul, a liberalização abrange aproximadamente 91% dos bens e 85% do valor importado da UE, com prazos entre 4 e 15 anos. Setores considerados sensíveis terão cotas ou tratamentos específicos.

O setor automotivo recebeu condições especiais, com prazos mais longos de desgravação para veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e novas tecnologias, que podem chegar a 30 anos.

O acordo também estabelece regras de origem modernizadas, mecanismos de facilitação de comércio, normas sobre barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias, além de capítulos sobre serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, apoio a pequenas e médias empresas, defesa da concorrência, subsídios e empresas estatais.

Há ainda compromissos com comércio e desenvolvimento sustentável, com referência ao Acordo de Paris e à Agenda 2030, além de mecanismos de solução de controvérsias, salvaguardas e um protocolo de cooperação.

Lista de itens protegidos pelo acordo 

  • Maracaju - Carnes frescas, congeladas e processadas
  • Alta Mogiana  - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Altos Montes - Vinhos
  • Cachaça - Bebidas destiladas
  • Região da Canastra - Queijos
  • Carlópolis - Frutas e nozes frescas e processadas
  • Costa Negra - Crustáceos
  • Cruzeiro do Sul - Produtos da indústria de moagem
  • Região Farroupilha - Vinhos
  • Linhares - Cacau e preparações de cacau
  • Litoral Norte Gaúcho - Cereais
  • Manguezais de Alagoas - Outros produtos comestíveis de origem animal
  • Marialva - Frutas e nozes frescas e processadas
  • Microrregião Abaíra - Bebidas destiladas
  • Monte Belo - Vinhos
  • Mossoró - Frutas e nozes frescas e processadas
  • Norte Pioneiro do Paraná - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Oeste do Paraná - Mel
  • Ortigueira - Mel
  • Pampa Gaúcho da Campanha Meridional - Carnes frescas, congeladas e processadas
  • Pantanal - Mel
  • Paraty - Bebidas destiladas
  • Pelotas - Produtos de confeitaria e panificados
  • Piauí - Frutas e nozes frescas e processadas
  • Pinto Bandeira - Vinhos
  • Região da Mara Rosa - Especiarias
  • Região da Própolis Verde de Minas Gerais - Outros produtos comestíveis de origem animal
  • Região da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Região de Pinhal - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Região de Salinas - Bebidas destiladas
  • Região do Cerrado Mineiro - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Região São Bento de Urânia - Produtos vegetais frescos e processados
  • São Matheus - Café, Erva Mate, Especiarias e suas preparações
  • Serro - Queijos
  • Vale do Submédio São Francisco - Frutas e nozes frescas e processadas
  • Vale dos Vinhedos - Vinhos
  • Vales da Uva Goethe - Vinhos

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agricultura

El Niño pode contribuir para derrubar produções no sul de Mato Grosso do Sul

Por causa do período de maior impacto do fenômeno, que vai de setembro a dezembro, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

12/10/2026 08h48

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está com um acompanhamento técnico para tentar identificar possíveis impactos do El Niño nos setores do agronegócio e a análise elaborada pela Embrapa apontou que as regiões do Estado mais sensíveis para ter danos negativos estão na parte sul, principalmente no recorte que observa as produções que são feitas em Maracaju e Aral Moreira. Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão.

Com dados anteriores aos efeitos que vem alterando a intensidade e condições da chuva no Estado, algo que passou a ser sentido diretamente com o início da primavera, o boletim Casa Rural da Agricultura deste mês, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), já identificou perdas.

A análise divulgou que a safra da soja 2026/2027 tem projeção de produção de 15,3 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,4 sacas por hectare. Nesses termos, já foi identificada uma redução de 13,2% em relação ao ciclo anterior. 

A redução da safra não é acompanhada na mesma proporção que a área de lavoura. A área destinada ao cultivo de soja é estimada em 4,87 milhões de hectares, um aumento de 5,5% com relação à safra passada.
Os estudos do Mapa consideraram analisar recorte do Centro-Oeste, colocando lupa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

“O atraso do início da estação chuvosa poderá inviabilizar a semeadura na época mais adequada, impactando a produtividade física e a qualidade do produto. Isto é válido para a região sul de Mato Grosso do Sul e Sul de Mato Grosso. No Sul de Mato Grosso do Sul, especialmente para Maracaju e Aral Moreira, poderá haver dificuldades no processo de colheita e apodrecimento de frutos e perda da qualidade. Para a região nordeste de MS, onde a semeadura deve ser realizada em dezembro, o efeito do atraso do início da estação chuvosa deverá ser menor”, apontou a avaliação, que também sinalizou para os efeitos de altas temperaturas com ondas de calor, que gera impacto no crescimento da lavoura.

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

PLANTIO

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) divulgou neste começo de outubro que o plantio da cultura alcançou 18% da área que é monitorada. No Sul, o avanço é maior (25,3%) e na região Norte, o plantio representa menos de 0,4% da área. Somente se houver uma regularização de chuvas é que esse cenário vai ser alterado.

“No Centro-Sul, a condição de umidade tem permitido uma evolução mais rápida das operações, enquanto a região Norte ainda depende de uma regularização das chuvas. Para o produtor, o acompanhamento das condições de solo e das previsões climáticas continua sendo fundamental para definir o ritmo das operações e reduzir os riscos durante a implantação da lavoura”, explicou o analista técnico da Aprosoja-MS, Lucas Santana.

De acordo com a associação, já houve identificação de excesso de precipitação de curto período nessa etapa de semeadura. Quando há essa situação, um efeito sentido é o selamento superficial do solo que causa prejuízo para a emergência das plântulas.

ALGODÃO

A Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) tem acompanhado o cenário dos efeitos do El Niño desde o período do inverno. 

“A gente já tem sentido algumas diferenças climáticas já no decorrer deste ano. O inverno, por exemplo, foi mais chuvoso”, comentou o diretor executivo da entidade, Adão Hoffmann.

Para a safra 2026/2027 do algodão, o plantio está previsto para começar em dezembro e o que os produtores estão atentos é para a ocorrência ou não de um veranico em novembro, etapa pré-plantio, e o corte de chuvas prematuro a partir de março de 2027, quando poderia ocorrer um maior impacto na lavoura. 

“Caso isso ocorra, o final do ciclo do algodão pode ser impactado. Mas ainda é precoce e são todas projeções. Não temos como ainda falar em possíveis danos. Contudo, o produtor vem tomando os devidos cuidados para correr menos risco”, completou o representante da Ampasul.

O estudo alertou que pecuaristas devem ter atenção com relação ao uso do solo por conta de excesso de chuvas em áreas do Pantanal e região central. Além disso, territórios com drenagem natural devem ser priorizados na conservação para garantir o escoamento da chuva.

“Em períodos de excesso de chuva, restringir o pastejo e o trânsito de máquinas em solos saturados. Também devem ser protegidas áreas de drenagem natural, nascentes, margens de cursos d’água e locais suscetíveis à erosão, observando-se a legislação ambiental aplicável”, contextualizou o estudo.

Como orientação, a Embrapa apontou que pecuaristas devem manter registros de chuva, produção de forragem, lotação, consumo de suplemento, peso e condição corporal para subsidiar decisões e considerar revisões do planejamento. 

MILHO

O atual período está sendo de colheita do milho na segunda safra 2025/2026, com alcance de 99,96% da área plantada. Esses dados são do Projeto Siga-MS até o dia 2 deste mês. Nesse contexto, a estimativa de produtividade passou de 122,79 sacas por hectare (aumento de 13,3% com relação ao ciclo anterior), com produção em 16,253 milhões de toneladas, o que equivale a 16,7% de crescimento na comparação com a safra 2024/2025.

“Na maior parte do Estado, a operação está encerrada. Restam apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste, que ainda seguem em processo de colheita”, informou a Aprosoja-MS.

Nas projeções para a safra 2026/2027, a Famasul avalia que pode ocorrer uma redução de 13,2% na produção em razão de diferentes fatores ambientais e também com relação ao ciclo.

 

Premiação

Aposta de Campo Grande acerta a quina da Mega-Sena e fatura R$ 26 mil

Aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

11/10/2026 16h45

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso Foto: Google Street View

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Uma aposta de Campo Grande acertou a quina da Mega-Sena e faturou R$26.095,23, sorteio do concurso 3069 realizado na manhã deste domingo, 11 de outubro de 2026. A extração ocorreu às 11h (de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 

A aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores; 
  • 5 acertos - 150 apostas ganhadoras, (R$ 26.095,23);
  • 4 acertos - 9.096 apostas ganhadoras, (R$ 709,33).

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3069 são:

  • 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3070

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 13 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3070. O valor da premiação está estimado em R$ 150 milhões.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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