Economia

Superendividamento

Com dívidas recorde, busca por crédito rotativo dispara

Enquanto demanda por crédito de juro alto dispara, governo federal estuda novo plano de renegociação de dívidas

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Em meio à escalada da inadimplência em Mato Grosso do Sul, que já atingiu níveis críticos, a demanda por crédito aumentou ainda mais nos últimos 12 meses no Estado: subiu 19%, segundo a Serasa Experian, em um cenário em que o endividamento das famílias locais está em patamar elevado, com 1,2 milhão de consumidores (pessoas físicas e jurídicas) com “a corda no pescoço” e um estoque de R$ 9,9 bilhões em dívidas.

É dentro desse cenário que o Ministério da Fazenda estuda mudanças para aliviar o bolso dos consumidores endividados ou superendividados.

O plano que está sendo desenhado pelo ministro Dario Durigan prevê descontos de 80% em dívidas baseadas em crédito rotativo – os de baixa garantia –, como as dívidas que usam o limite do cartão de crédito, do cheque especial e do crédito pessoal.

Nesta semana, Dario Durigan afirmou que o objetivo é oferecer um desconto de 80% na dívida. Segundo ele, a perspectiva é que o programa esteja pronto em torno de dez dias.

“O que nós vamos fazer é incentivar que seja um desconto amplo e, eventualmente, com garantias do governo, caso feita a renegociação, a pessoa volte a inadimplir com o banco na frente. Ainda que você negocie 80% de desconto, sobram 20% da dívida a ser refinanciada. Aí o governo pode vir e dizer: bancos, fintechs, operadoras de crédito, renegociem a dívida com desconto amplo, mas deixem aqui uma nova taxa de juros para o que tem que ser refinanciado, e o governo faz uma espécie de garantia junto com os bancos”, afirmou.

Números do Banco Central (BC) indicam que quase um terço da renda das famílias brasileiras é consumido com o pagamento de dívidas. Mais precisamente: 29,3%. É um recorde da série histórica do BC, que teve início em 2011.

Crédito de má qualidade

Sobre o aumento na demanda por crédito, não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em todo o Brasil (a alta foi de 15,7%), a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirma que o comportamento da demanda segue refletindo o contexto econômico atual.

“A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão”, explica.

“No entanto, essa sustentação ocorre em um contexto de deterioração do perfil do crédito. Dados do Banco Central mostram uma desaceleração mais acentuada na concessão de linhas não rotativas, tradicionalmente associadas a juros mais baixos e prazos mais longos, enquanto as linhas rotativas, de custo significativamente mais elevado, apresentam maior resiliência na concessão. Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda, em um contexto de desaceleração da atividade e maior pressão sobre a renda disponível”, complementa.

“O que ocorre é que as pessoas estão buscando renda além do salário. Entretanto, devido ao processo de negativação, ficam impedidos de buscar dinheiro em bancos”, analisa o economista Eugênio Pavão. 

“A alternativa para as classes C, D e E são os empréstimos (com juros exorbitantes) das financeiras, fazendo com que o montante da dívida cresça ainda mais”, acrescenta o economista, que lembra que muitas pessoas destas classes têm usado o crédito rotativo, por exemplo, para fazer compras em supermercados, um ato que, do ponto de vista da educação financeira, é algo a ser evitado.

Inadimplentes

Atualmente, Mato Grosso do Sul tem mais de 1,2 milhão de consumidores inadimplentes, conforme números da Serasa. O estoque de dívidas chega a 5,7 milhões, e a soma delas, a R$ 9,9 bilhões.

O Estado está entre as unidades da Federação em que o endividamento das famílias alcançou patamar crítico.

“A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo”, afirma a diretora da Serasa, Aline Maciel.

O retrato da inadimplência no Estado mostra que a maior parte dos débitos está concentrada no sistema financeiro. As dívidas com bancos e cartões de crédito respondem por 27,66% do total, seguidas pelas financeiras (18,47%) e pelas chamadas utilities, que englobam contas básicas como água, luz e gás (15,68%). Serviços diversos representam 14,77%, enquanto o varejo soma 9,72%. Telecomunicações, cooperativas e securitizadoras aparecem com participações menores.

A renegociação

A renegociação que está sendo planejada pelo Ministério da Fazenda mira as modalidades de crédito que são as mais caras do mercado: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.

Governo e bancos constataram que essas linhas são as principais causas do endividamento excessivo da população e do alto comprometimento da renda com o pagamento das parcelas.

A ideia é que, com o programa, clientes inadimplentes consigam trocar essas dívidas caras por uma modalidade mais barata, com taxas menores.

O rotativo do cartão de crédito, linha em que o cliente cai se paga o mínimo da fatura, por exemplo, tem taxas mensais em torno de 15% ao mês – ou 435% ao ano –, contra a Selic de 14,75% ao ano.

No parcelado, a taxa é de cerca de 9,5% ao mês. Já o cheque especial tem juros limitados a 8% ao mês, enquanto o crédito pessoal não consignado tem taxas de cerca de 6,5% ao mês.

Ainda está sendo discutido se a renegociação obedecerá a um teto de juros, definido por faixas salariais, por exemplo. Mas executivos do setor bancário afirmam que essa é a tendência, considerando que o governo deve entrar com algum tipo de fundo garantidor para diminuir o risco das operações, principalmente para clientes que ganham até três salários mínimos.

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LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 7114, quinta-feira (10/09): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sexta-feira, e aos domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

11/09/2026 08h22

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7114 da Quina na noite desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 21 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 50 apostas ganhadoras (R$ 13.493,32)
  • 3 acertos - 5.718 apostas ganhadoras (R$ 112,37)
  • 2 acertos - 140.578 apostas ganhadoras (R$ 4,57)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 7114 são:

  •   21 - 54 - 05 - 51 - 43

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7115

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 11 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 7115. O valor da premiação está estimado em R$ 30 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda a sexta-feira, às 20h e aos domingos, às 10h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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LOTERIAS

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3056, quinta-feira (10/09): veja o rateio

A Mega-Sena tem três sorteios semanais, às terças, quintas-feiras e aos domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

11/09/2026 08h21

Confira o rateio da Mega-Sena

Confira o rateio da Mega-Sena Foto: Agência Brasil

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3056 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 76 milhões.

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 50 apostas ganhadoras (R$ 45.990,43)
  • 4 acertos - 3.344 apostas ganhadoras (R$ 1.133,49)

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3056 são:

  •  51 - 25 21 - 40 - 14 - 56

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3060

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no domingo, 13 de setembro, a partir das 10 horas, pelo concurso 3060. O valor da premiação está estimado em R$ 85 milhões.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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