Economia

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Empresas firmam parceria para explorar mega usinas de energia solar em MS

Parque solar será instalado até o fim de 2027, com investimento de R$ 5,12 bilhões e potencial para suprir 63% do consumo de energia renovável no Estado

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A Casa dos Ventos, referência em energias renováveis, e a química Unipar, que formarão um consórcio para exploração de um parque solar em Mato Grosso do Sul, anunciaram, nessa quarta-feira (18), a celebração de um contrato para autoprodução de energia renovável.

Conforme reportagem do Correio do Estado, serão implantadas três mega usinas de energia solar no Estado. Com investimento de R$ 5,12 bilhões, o parque solar terá, ao todo, 640 MW de capacidade, potencial para suprir 63% do consumo atual de Mato Grosso do Sul.

Conforme o anúncio dessa quarta, a parceria, inicialmente, tem duração de 15 anos. A Unipar receberá 33 megawatts médios (MWmed) a partir de 2028, mantendo sua operação com 100% de energia renovável.

Deste total, 80% da energia usada pela petroquímica são oriundos de projetos desta modalidade, na qual grandes consumidores de eletricidade se tornam sócios em uma usina e, com isso, obtêm benefícios via menor pagamento de encargos. Os outros 20% são adquiridos no mercado livre de energia em contratos de longo prazo.

O negócio é o primeiro entre as duas empresas e formalmente, se dará por meio da aquisição da Unipar Indupa de participação societária equivalente a 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis, da Casa dos Ventos, conforme a química informou em fato relevante.

A Unipar já participa de arranjos do tipo em dois complexos eólicos, sendo Cajuína, no Rio Grande do Norte, e Tucano, na Bahia , e em outro empreendimento solar em Pirapora, em Minas Gerais. A capacidade instalada conjunta desses três parques atinge 485 MW, dos quais 159 megawatts médios são destinados às operações da Unipar no Brasil.

Ainda no fato relevante, a Unipar afirmou que o negócio, que se confirmará após o cumprimento de condições precedentes, contribuirá "para ganhos de eficiência energética, maior previsibilidade operacional e avanço consistente da estratégia de descarbonização do Grupo Unipar, aumentando a competitividade da companhia em decorrência dos benefícios relacionados à autoprodução de energia por equiparação".

Já o diretor executivo da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, avalia que a Unipar já é uma companhia sofisticada do ponto de vista de suprimento energético e que a entrada da geradora no portfólio é "muito importante" dado este histórico.

Ele afirma ainda que a construção do parque em Mato Grosso do Sul, que é objeto da parceria, está dentro de um conjunto de projetos que a empresa quer entregar até 2028 e soma dois gigawatts (GW) de capacidade. A lista inclui, além da usina no Mato Grosso do Sul, outros dois empreendimentos eólicos, um de 630 MW no Ceará, e outro de 830 MW no Piauí.

"A gente acredita que a autoprodução deve continuar sendo uma maneira interessante para as companhias reduzirem o custo final de energia seja via equiparação, que ficará mais restrita aos grandes consumidores e para quem tem disponibilidade de investir muito capital, seja via arrendamento, para os menores, com os quais também temos trabalhado", disse ao Estadão.

Mega usinas de energia solar

A implantação das usinas será em parceria com a Casa dos Ventos, referência em energias renováveis, e acontecerá simultaneamente em Campo Grande, Paranaíba e Paraíso das Águas, sendo que as duas primeiras unidades entram em operação em junho e julho do ano que vem e a terceira, em setembro de 2027.

Conforme reportagem do Correio do Estado de novembro do ano passado, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) informou que, com as inaugurações, Mato Grosso do Sul passará a figurar entre os 10 maiores geradores de energia solar do Brasil.

"Sozinhas, essas três usinas da Casa dos Ventos farão aumentar em 45% a potência instalada do Estado e representa um crescimento de 8% em nível de Brasil", destacou o secretário da Pasta, Jaime Verruck, na ocasião.

"Mato Grosso do Sul tem uma carteira de R$ 105 bilhões em investimentos privados em fase de implantação e planejamento. A oferta de energia é um dos requisitos fundamentais que os empresários procuram antes de investir. Portanto, esse projeto se insere perfeitamente no plano de desenvolvimento que o Governo traça para o Estado", acrescentou o secretário, também na época.

Mato Grosso do Sul já é líder nacional na produção de energia a partir da biomassa da cana-de-açúcar e florestas plantadas e o investimento da Casa dos Ventos consolida a geração de energia solar, tornando o Estado referência também nesse segmento.

"Estamos falando de um incremento importante na matriz elétrica do Estado, o que acelera a transição energética brasileira. Contribuímos com esse movimento a partir de um portfólio robusto e buscando sempre o desenvolvimento do País", afirma Thiago Rezende, Diretor de Implantação e Operação da Casa dos Ventos.

Usinas

A usina Rio Brilhante está sendo implantada na região sul do município de Campo Grande, próximo à divisa com Nova Alvorada do Sul, em uma área de 1.100 hectares com 1.105.920 módulos instalados e capacidade de 491 MW.

O Projeto Solar Seriemas ocupa 940 hectares no município de Paranaíba, e terá instalados 889.200 módulos com capacidade de 400 MW.

Já o Projeto Solar Paraíso, em área de 1.250 hectares de Paraíso das Águas, receberá 1.252.800 módulos com potência instalada de 640 MW.

Juntos, os três projetos empregarão mais de 4 mil trabalhadores no pico durante a fase de construção.

Todos os projetos foram licenciados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e destinaram mais de R$ 25 milhões em compensação ambiental, além de adotarem todas as medidas necessárias para mitigação, conforme a Semadesc.

Leão 2026

A 20 dias do prazo final, 327 mil pessoas ainda precisam declarar IR em MS

RF recebeu 49,38% documentos, quase metade do que é esperado para ser entregue neste ano

09/05/2026 13h00

DIVULGAÇÃO

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Dados divulgados pela Receita Federal (RF) apontam que 319.959 declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPFs) foram entregues, de 23 de março a 9 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Estima-se que 647.829 documentos sejam enviados, entre 23 de março e 29 de maio, no Estado, em 2026. Portanto, 327.870 pessoas ainda precisam enviar a declaração. 

Até o momento, a RF recebeu 49,38% documentos, quase metade do que é esperado para ser entregue neste ano.

No Brasil, 21,3 milhões de IRPFs foram entregues até o momento. No total, o contribuinte terá 67 dias para ficar em dia com a Receita Federal.

Quem perder o prazo está sujeito a multa de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Em 2025, foram entregues 641.185 declarações, sendo que eram esperadas 671.985.

Declarar o Imposto de Renda é obrigatório para ajustar contas com a Receita Federal, verificando se o imposto pago mensalmente foi superior ou inferior ao devido no ano anterior.

QUEM DEVE DECLARAR IR

Veja quem é obrigado a declarar IR em 2026:

  • Recebedores de rendimentos tributáveis acima de 35.584,00 em 2025;
  • Recebedores de rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 200 mil no ano anterior;
  • Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
  • Quem  realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas valores em soma superior a R$ 40 mil ou com ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Quem teve receita bruta superior a R$ 177.920,00  em atividade rural no ano anterior.
  • Quem pretende compensar prejuízos com a atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendári de 2025;
  • Pessoas com posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro do ano anterior;
  • Pessoas que começaram a residir no Brasil em qualquer mês e estava nesta condição no fim de 2025;
  • Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada;
  • Quem era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares;
  • Quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos no ano anterior.

NOVIDADES

Confira as novidades para a edição 2026/ano-base 2025:

  • Inclusão da opção de nome social na declaração;
  • Ampliação dos dados na versão pré-preenchida;
  • Redução no número de lotes de restituição, que passa de cinco para quatro;
  • Criação de um modelo de devolução de valores (semelhante a cashback) para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte em 2025, mas que não precisarão declarar neste ano.

RESTITUIÇÃO

O número de lotes foi reduzido de cinco para quatro. Veja o calendário de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

 

Combustível

Gasolina dá primeiro sinal de queda após início da guerra no Irã

Após dois meses do início do conflito, o preço do combustível apresenta sinais de diminuição do valor

09/05/2026 11h00

Preço da gasolina apresenta sinais de queda, após guerra no Irã

Preço da gasolina apresenta sinais de queda, após guerra no Irã Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Desde que a Guerra no Irã se iniciou, no dia 28 de fevereiro, a população campo-grandense se deparou com uma alta nos preços dos combustíveis, aumentando cerca de R$ 0,50 centavos, afetando diretamente o bolso do consumidor.  

Antes do início do conflito, Campo Grande se destacava como a capital com o menor valor no preço médio do combustível, porém com a guerra acabou descendo para a sexta posição. 

Neste sábado (9), a Capital Morena fechou a semana apresentando uma queda no preço da gasolina comum, de acordo com o levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Em comparativo com a semana anterior, de 24/4 à 02/5, o Preço Médio de Revenda da gasolina comum estava em R$ 6,42, enquanto o Preço Mínimo custava R$ 6,26. 

Nesta semana, após novo levantamento da ANP, o Preço Médio de Revenda está custando R$ 6,39, uma queda de R$ 0,03, a primeira após dois meses do início do conflito. 

Outro ponto que apresentou queda foi Coeficiente de Variação de Revenda, que com a queda ele passou de 0,014 para 0,016, já que o preço máximo de revenda não sofreu alteração e permanece em R$ 6,55. 

Com essa leve diminuição no valor, a população pode voltar a ter esperanças de que os preços continuem em queda, mas tudo isso ainda vai depender de como andam as coisas no Oriente Médio. 
 

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