A Pesquisa de Intenção de Consumo para o Natal e Ano Novo 2025, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) em parceria com o Sebrae/MS, divulgada nesta terça-feira (26) apontou que os consumidores de Mato Grosso do Sul está mais empenhada nas celebrações de Ano Novo que nas comemorações no Natal.
Foram entrevistados moradores dos municípios de Bonito, Campo Grande, Corumbá/Ladário, Coxim, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.
Segundo o levantamento, o final do ano deve movimentar, ao todo, R$ 824 milhões na economia do Estado. Destes, R$ 243 milhões são referentes às comemorações de Natal e R$ 354 milhões, são para festejos de Ano Novo.
O restante, o montante de R$ 226 milhões, deve ser destinado à compra de presentes, que podem ser entregues em qualquer uma das datas, mesmo que, tradicionalmente, se concentrem em celebrações natalinas.
Os números condizem com a intenção de participar dos festejos. De acordo com a pesquisa, 78% dos entrevistados afirmaram que irão comemorar o Natal, número menor que os 80% que alegaram a intenção de comemorar a virada do Ano.
Mesmo com uma movimentação chegando a R$ 830 milhões, o montante representa uma queda de 38% em relação ao ano passado, quando o valor movimentado ultrapassou R$1,2 milhão.
Mais gente vai presentear
A pesquisa mostra também que o número de pessoas que pretendem presentear no final do ano cresceu. Em 2024, apenas 61,23% iriam gastar com presentes, enquanto, em 2025, o número chegou a 69,02%.
Porém, o valor médio de gasto pretendido caiu quase pela metade, sendo de R$ 456,14 em 2024 e R$ 217,36 em 2025.
Entre os itens mais procurados para presentes estão brinquedos, roupas, eletrônicos e cosméticos. 35% dos entrevistados pretendem gastar entre 200 e 3030 reais em presentes e 49% pretendem gastar, no máximo, 200 reais.
Entre os que não irão gastar com isso, os motivos apresentados predominantes foram as questões financeiras, como falta de dinheiro, insegurança para gastar e incerteza econômica.
No grupo dos 78% que irão comemorar a data, as celebrações se centraram na casa de amigos próximos e familiares, com destaque para as refeições preparadas em casa.
Ano Novo
As celebrações para receber o ano de 2026 terão uma participação maior que as natalinas, chegando a 80% dos entrevistados, também com concentração nas comemorações internas, com familiares e amigos próximos.
Entre as intenções de gastos, 52% afirmaram que pretendem gastar entre 200 e 500 reais, sendo o valor médio calculado de R$ 294,19, voltado à alimentação e encontros familiares.
Sobre as viagens, 32% dos respondentes afirmaram que irão realizar no período do final do ano, sendo 20% no Ano Novo, 7% no Natal e 5% em ambas as datas. 64% das viagens são para dentro de Mato Grosso do Sul.
Economias
Entre os entrevistados, 11% afirmaram que usarão o 13º salário diretamente para as comemorações de fim de ano. A maior parte (63%) pretende aplicá-lo em economias, pagamento de contas e despesas de início do ano, com contas mais pesadas.
Para a economista do IPF/MS e coordenadora da pesquisa, Regiane Dedé de Oliveira, isso mostra que o consumidor está mais consciente de suas prioridades financeiras, mas não descarta a vontade de celebrar.
“Percebemos um consumidor mais prudente, que busca equilibrar o orçamento sem abrir mão das tradições. O aumento do número de pessoas que pretendem presentear indica o sentimento de afeto, mas com escolhas mais calculadas e foco em gastos essenciais. Isso exige que o comércio esteja atento a ofertas competitivas, bom atendimento e experiências de compra que agreguem valor”, afirma.
O analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel, pontua que a pesquisa tem a intenção de ajudar os pequenos comércios a se prepararem para atender as maiores necessidades e procuras dos clientes.
“É importante que o empresário saiba que a maioria dos clientes, 55%, prioriza a qualidade. Além disso, 45% dos entrevistados pretendem presentear os filhos com produtos como brinquedos e roupas. Na hora de comprar, a preferência é clara: o consumidor opta pela loja física no centro da cidade e busca ativamente o benefício para pagamento à vista, com o intuito de economizar, então, as empresas precisam ficar atentas: preparar estoques e oferecer melhores condições de pagamento”, reforçou.
Ao todo, foram entrevistadas 1.982 pessoas entre os dias 03 e 13 de novembro. A margem de erro é entre 5% e 6% e intervalo de confiança de 95%.


