Economia

fim de ano

Natal: comerciantes apostam nas compras de última hora para o aumento das vendas

Mesmo com o horário do comércio estendido, as vendas estão menor do que o esperado

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As semanas que antecedem o Natal tendem a aumentar as vendas do comércio, com a população em busca dos tradicionais presentes para a data. Neste ano, os comerciantes do centro de Campo Grande esperam que as compras de última hora elevem os números. 

Há pouco mais de uma semana do momento, é possível ver as ruas ainda tranquilas, o que também reflete nos números para quem está no comércio.

“Até o momento as vendas estão oscilando muito, a semana que vem pode ser a semana decisiva, por enquanto, vem muita gente só que mais olhando, prova, mas acaba não levando”, disse Andrey Goulart, gerente de uma loja de calçados. 

Os horários do comércio da Capital já estão estendidos até as 20h desde o dia 3 de dezembro e no dia 12 de dezembro, ampliou até as 22h e segue até o dia 23. 

“O horário ampliado não mudou muita coisa, estava bem calmo no começo de dezembro não está igual ao ano passado para nós, está abaixo do que a gente esperava. A expectativa é que essa semana dê uma melhorada, é a esperança”, afirmou Djalma Santos, gerente de uma loja de acessórios.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande está realizando uma programação de Natal gratuita que atrai pessoas para o Centro durante as noites, mas há quem não viu até o momento, um impulso nas vendas, principalmente nas ruas paralelas à 14 de julho, onde costuma acontecer os desfiles temáticos da época.

“Aquele movimento noturno não muda muito, o pessoal fica muito lá vendo a parada de Natal, mas acaba não subindo aqui para comprar. Mas a expectativa total de venda é para a próxima semana, é a hora da verdade”, comentou Maysson Ponce, gerente de uma loja de roupas. 

Expectativa das pesquisas

 De acordo com dados da pesquisa sazonal do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), realizada em parceria com o Sebrae-MS, espera-se um movimento de R$ 530 milhões no período do Natal em Mato Grosso do Sul. 

Dos gastos com o Natal, que este ano serão 29% maiores que no ano anterior, a pesquisa mostra um dinamismo financeiro um pouco maior para as comemorações em vista dos presentes.

Serão R$ 277,2 milhões destinados às comemorações, com quase 73% dos entrevistados afirmando que irão celebrar a data, com gasto médio de R$ 255,97; e R$ 252,8 milhões às compras de presentes, com gasto médio de R$ 344,52 e 49,40% dos entrevistados dispostos a presentear.

 Entre os que vão presentear, as preferências são as roupas, calçados e acessórios (68,80%), brinquedos (45,50%) e móveis e eletrodomésticos (5,40%). A maioria pretende comprar em lojas físicas (86,30%). No momento da compra, o preço (62,60%), o pagamento à vista com desconto (56,70%) e o parcelamento (44,20%) serão os principais atrativos.

Segurança

A Polícia Militar dá dicas importantes que podem impedir que as compras terminem em Boletim de Ocorrência. As festas de fim de ano ajudam a levar os consumidores para as ruas, seja nos shoppings ou no centro da cidade.

Conforme o subcomandante do Comando de Policiamento Metropolitano da PM, o tenente-coronel Wellington Klimpel do Nascimento, os crimes mais comuns nesta época do ano são o furto e o roubo, em especial de celulares. O cuidado com bolsas, mochilas e o celular devem ser constantes.

“O crime de furto é um dos crimes que mais acontece no mês de dezembro. E o furto é um crime de oportunidade. Por isso é importante carregar o celular de preferência nos bolsos da frente. Ao usar mochilas, não carregar objetos de valor e deixá-la sempre na parte da frente do corpo. Sempre evitar colocar a carteira em locais de fácil acesso, como bolsos traseiros ou sacolas”, explicou o subcomandante.

Confira mais dicas:

  • Evite carregar muitos pacotes ou sacolas, para não chamar atenção e evite ter as duas mãos ocupadas;
  • Evite fazer compras sozinho e escolha realiza-las durante o dia;
  • Evite utilizar joias e roupas que chamem a atenção;
  • Evite aglomerações em ruas ou lojas;
  • Tenha dinheiro separado para pequenas despesas;
  • Bolsas, carteiras ou sacolas de compras devem ser transportadas junto e à frente do corpo, para o lado de dentro da calçada;
  • Evite retirar a carteira em público, principalmente em bares, lojas, locais de grande movimento;
  • Avise imediatamente a perda, o roubo ou o extravio de cartões ou talões de cheques;
  • Tenha muito atenção a pessoas estranhas que se aproximam.

PETRÓLEO

Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

Para especialista, a empresa era estratégica para administrar preços

14/03/2026 21h00

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi

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Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras - em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 - não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia "do poço ao posto", o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 "mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias" partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços - que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação - ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas "ferramentas institucionais" de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de hoje, concurso 3636, sábado (14/03)

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

14/03/2026 20h00

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3636 da Lotofácil na noite deste sábado, 14 de março de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Os números da Lotofácil 3636 são:

  • 06 - 04 - 12 - 13 - 05 - 25 - 15 - 18 - 17 - 01 - 03 - 24 - 02 - 16 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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